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Search for: Retinopathy of prematurity; ROPScore, WINROP; Prediction algorithm; Infant, premature
Abstract
Objetivo: Avaliar a prevalência de retinopatia diabética (RD) em uma associação de diabéticos, bem como o nível de informação dos pacientes a respeito desta doença. Métodos: O estudo avaliou, aleatoriamente, 46 pacientes de uma associação de diabéticos que responderam a perguntas sobre conhecimento da RD e avaliação oftalmoscópica prévia e foram submetidos à exame de fundo de olho por oftalmoscopia binocular indireta. Resultados: Entre os diabéticos tipo 1, o estudo encontrou 44,44% dos pacientes com RD e um caso de RD proliferativa; entre os diabéticos tipo 2, 24,3% possuíam RD; 65,22% dos indivíduos avaliados nunca haviam feito exame de oftalmoscopia, embora 80,43% já haviam tido alguma informação sobre RD. Conclusões: Concluímos que há baixa cobertura em termos de prevenção e detecção da RD nesta associação de diabéticos, o que contrasta com o nível de informação dos pacientes sobre a doença e com o fato de ser uma entidade voltada exclusivamente para o tratamento do diabete.
Keywords: Diabete melito; Retinopatia
Abstract
Objetivo: Avaliar os segmentos anterior e posterior em recém-nascidos a termo durante um período de 1,5 anos.
Métodos: Foram analisados recém-nascidos a termo que tiveram os olhos examinados entre junho de 2019 e dezembro de 2020, e os resultados foram registrados retrospectivamente.
Resultados: O estudo foi composto por 2.972 recém-nascidos com média de uma semana de nascimento de 38,7 ± 1,2 semanas e um peso médio ao nascer de 3235 ± 464 g. Os recém-nascidos foram examinados em média pós-natal de 49,3 ± 18,9 dias. Dos recém-nascidos, 185 (6,2%) apresentaram resultados oculares anormais. Os achados oculares anormais mais prevalentes foram hemorragia da retina em 2,3% (n=68) e alterações brancas na retina periférica em 1,9% (n=55) dos recém-nascidos. Casos de patologias de disco óptico (n=20), nevo de coroide (n=10), coloboma iris-coroide (n=5), hemorragia subconjuntival (n=6), alteração pigmentar da retina não específica (n=4), catarata congênita (n=3), Sinequia posterior (n=3), nevo da íris (n=3), opacidade da córnea (n=1), coloboma de coroide (n=1), coloboma de íris (n=1), buftalmos (n=1), anoftalmia (n=1), microftalmia (n=1), hemangioma de pálpebra (n=1) e hemorragia vítrea (n=1) contabilizaram coletivamente cerca de 2% dos recém-nascidos. As patologias que potencialmente prejudicam a visão, detectadas por exame ocular, representaram 1,2% dos recém-nascidos (n=37).
Conclusão: O achado mais prevalente de exames oculares de recém-nascidos neste estudo foi hemorragia da retina. Exames oftalmológicos em recém-nascidos podem ser úteis na identificação de doenças que podem impactar a visão deles, podendo ser curáveis ou levar à ambliopia no longo prazo.
Keywords: Anormalidades do olho/diagnóstico; Hemorragia retiniana; Triagem neonatal; Seleção visual; Humanos; Recém-nascido.
Abstract
Objetivo: Comparar a espessura central foveal, a da camada de fibras nervosas da retina e a da coróide subfoveal através da tomografia de coerência óptica swept-source em crianças de 5 anos de idade com história de retinopatia da prematuridade (RP) tratada com bevacizumabe intravítreo, ou com fotocoagulação a laser, com crianças em regressão espontânea da retinopatia da prematuridade, e com crianças saudáveis da mesma idade.
Métodos: Um total de 79 crianças foi dividido em quatro grupos. Grupo 1: crianças que receberam tratamento com bevacizumabe intravítreo. Grupo 2: crianças que foram tratadas com fotocoagulação a laser. Grupo 3: crianças que tiveram regressão espontânea da retinopatia da prematuridade . Grupo 4: crianças da mesma idade saudáveis e nascidas a termo. As funções visuais e o status refrativo foram avaliados aos 5 anos de idade. A análise de tomografia de coerência óptica foi feita por um dispositivo do tipo swept-source (DRI-OCT Triton; Topcon, EUA).
Resultados: Haviam 12 crianças (15,2%) no grupo 1, 23 crianças (29,1%) no grupo 2, 30 crianças (38%) no grupo 3 e 14 crianças (17,7%) no grupo 4. A distribuição por sexo foi semelhante em todos os grupos (p=0,420). A acuidade visual com a melhor correção mostrou-se significativamente maior no grupo 4 em comparação com os grupos 1, 2 e 3 (respectivamente, p=0,035, p=0,001 e p=0,001). Os resultados dos erros de refração foram semelhantes em todos os grupos (p=0,119). A espessura foveal central mostrou-se significativamente maior no grupo 2 do que no grupo 1 (p=0,023). Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos quanto à espessura da camada de fibras nervosas da retina e à espessura da coroide subfoveal (p>0,05).
Conclusões: Os desfechos visuais funcionais foram melhores nas crianças saudáveis nascidas a termo, em comparação com aqueles observados nas crianças com história de retinopatia da prematuridade tratada ou com regressão espontânea. O tratamento com laser teve um efeito significativo na espessura foveal central em crianças de 5 anos de idade, nascidas prematuras, como revelado pela tomografia de coerência óptica swept-source.
Keywords: Retinopatia da prematuridade/tratamento farmacológico; Tomografia de coerência óptica; Bevacizumab/uso terapêutico; Fotocoagulação; Recém-nascido
Abstract
Objetivos: Avaliar duas unidades de terapia intensiva neonatais do Paraná e identificar os fatores de risco que levam ao desenvolvimento da retinopatia da prematuridade nestas unidades neonatais.
Metodos: Foi realizado um estudo de coorte, prospectivo, com avaliação dos bebês prematuros examinados no período de 12 meses com idade gestacional ≤32 semanas e/ou com peso de nascimento ≤1500 gramas, internados na unidade de cuidados intensivos neonatais do Hospital do Trabalhador e do Hospital infantil Waldemar Monastier, que recebe neonatos transportados das maternidades de todo o estado do Paraná.
Resultados: A incidência de retinopatia da prematuridade foi maior no Hospital Infantil Waldemar Monastier, entre os prematuros que necessitaram de transporte do local de nascimento para a unidade de cuidados intensivos (52,2% vs 29,6%), Os fatores de risco associados ao desenvolvimento da doença foram; Maior número de dias de internamento, baixa idade gestacional ao nascimento, maior tempo de uso de oxigênio, uso de drogas vasoativas, ausência de uso de corticoide pré-natal, presença de hemorragia intracraniana e qualquer tipo de alteração da glicemia.
Conclusão: Os cuidados neonatais precoces e o transporte do recém-nascido pré- termo podem influenciar a ocorrência e o prognostico da retinopatia da prematuridade.
Keywords: Retinopatia da prematuridade; Recém-nascido; Recém-nascido prematuro; Doenças do prematuro; Cegueira
Abstract
Objetivo: Fornecer orientações sobre a frequência e os componentes dos exames oftalmológicos para crianças saudáveis de 0 a 5 anos.
Métodos: Essas diretrizes foram desenvolvidas com base em revisão bibliográfica e experiência clínica de um comitê de especialistas. Foram realizadas buscas PubMed/Medline; documentos selecionados não se restringiram a revisões sistemáticas, ensaios clínicos randomizados e estudos observacionais. Quando adequado, o perfil GRADE foi aplicado para graduá-los e o consenso de especialistas foi usado nos tópicos sem evidência científica. Também foram revisadas as recomendações pela Academia Americana de Pediatria, Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo, Academia Americana de Oftalmologia, Royal College of Ophthalmologist e Sociedade Canadense de Oftalmologia. O documento final foi aprovado pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica e Sociedade Brasileira de Pediatria.
Resultados: Os recém-nascidos devem ser submetidos ao teste do reflexo vermelho e inspeção dos olhos e anexos pelo pediatra dentro de 72 horas de vida ou antes da alta da maternidade. O teste do reflexo vermelho deve ser repetido pelo pediatra durante as consultas de puericultura pelo menos três vezes ao ano durante os primeiros 3 anos de vida. Se factível, um exame oftalmológico completo pode ser feito entre 6 a 12 meses de vida. Até os 36 meses de idade, os marcos visuais, função visual apropriada para a idade, fixação e alinhamento ocular também devem ser avaliados pelo pediatra ou médico da família. Pelo menos um exame oftalmológico completo deve ser realizados entre 3 e 5 anos de idade. O exame deve conter pelo menos inspeção dos olhos e anexos, avaliação da função visual apropriada para a idade, avaliação da motilidade e alinhamento ocular (testes de cobertura), refração sob cicloplegia e avaliação do fundo de olho dilatado.
Conclusões: As diretrizes sobre a frequência da avaliação oftalmológica são ferramentas importantes para orientar os médicos sobre a melhor prática a fim de evitar problemas visuais tratáveis na infância, que poderiam comprometer seu desenvolvimento social, escolar e global, além de causar perda permanente da visão.
Keywords: Técnicas de diagnóstico oftalmológico, Triagem visual; Testes visuais; Criança, Lactente
Abstract
Objetivo: Avaliar o efeito da dilatação da pupila sobre a pressão intraocular em recém-nascidos pré-termo e a termo.
Métodos: Este estudo prospectivo envolveu 55 olhos de 28 bebês pré-termo e 38 olhos de 20 bebês a termo. Os bebês foram divididos em dois grupos, pré-termo e a termo, de acordo com a idade gestacional ao nascimento: grupo pré-termo <37 semanas; grupo a termo ≥37 semanas. A dilatação da pupila foi feita com tropicamida 0,5% e fenilefrina 2,5%. As medições da pressão intraocular foram realizadas com Icare PRO (Icare Finland Oy, Helsinki, Finlândia) antes e depois da dilatação da pupila. O teste t pareado foi usado para comparar as medidas antes e depois da dilatação da pupila.
Resultados: A alteração média da pressão intraocular foi de -1,04 ± 3,03 mmHg (+6,20/-11,40 mmHg) no grupo pré-termo e -0,39 ± 2,81 mmHg (+4,60/-9,70 mmHg) no grupo a termo. Uma diferença estatisticamente significativa na pressão intraocular foi observada apenas no grupo pré-termo após a dilatação da pupila (p=0,01).
Conclusão: Após a dilatação da pupila, pode ocorrer alteração inesperada da pressão intraocular em recém-nascidos, principalmente em bebês pré-termo.
Keywords: Lactente; Recém-nascido; Recém-nascido prematuro; Pressão Intraocular; Pupila; Fenilefrina; Tropicamida; Dilatação
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate the quality and reliability of YouTube videos as an educational resource about retinopathy of prematurity.
METHODS: Videos were sourced from YouTube using the search terms "retinopathy of prematurity" and "premature retinopathy" with the default settings. Each video was assessed on the following metrics: views, likes, dislikes, comments, upload source, country of origin, view ratio, like ratio, and video power index. The quality and reliability of the videos were evaluated by two independent researchers using the DISCERN questionnaire, the JAMA benchmarks, the Global Quality Score scale, the Health on the Net Code of Conduct, and the Ensuring Quality Information for Patients scale.
RESULTS: The study assessed 92 videos, the majority of which (42 videos, 45.7%) originated from the United States. Most of the videos focused on screening, pathophysiology, and diagnosis of retinopathy of prematurity (61.9%). The primary contributors were medical organizations (19 videos, 20.6%), nonacademic health channels (19 videos, 20.6%), and physicians (15 videos, 16.3%). Significant differences were found between the DISCERN (p=0.003), JAMA (p=0.001), Global Quality Score (p=0.003), Health on the Net Code of Conduct (p=0.006), and Ensuring Quality Information for Patients (p=0.001) scores among different video sources. However, the key video metrics did not differ. Using the DISCERN and Global Quality Score scales, the overall YouTube video content on retinopathy of prematurity was rated as moderate in quality. Using the Health On the Net Code of Conduct and Ensuring Quality Information for Patients scales, it was rated as high quality. Strong correlations were observed between the scores on all of the scales (p<0.001).
CONCLUSION: Videos from medical organizations and healthcare centers were of a higher quality than those from nonmedical sources. Despite the varied foci of each evaluation scale, the strong correlation between them indicates that they provide reliable and comprehensive assessments of the quality of informational content.
Keywords: Retinopathy of prematurity; YouTube; Information dissemination/methods; Online education; Internet access; Social media/instrumentation; Information seeking behavior; Internet/statistics & numerical data; Consumer health information; Social networking
Abstract
OBJETIVO: Investigar o efeito inibidor da fluorofenidona contra a proliferação e a transição epitélio-mesenquimal induzida pelo fator de transformação do crescimento β2 na linha HLEC FHL 124 e seu mecanismo potencial.
MÉTODOS: Avaliou-se o efeito in vitro da fluorofenidona na proliferação e na transição epitelial-mesenquimal da linha FHL 124 de células epiteliais do cristalino humano. Após tratamento com fluorofenidona nas concentrações de 0, 0,1, 0,2, 0,4, 0,6 e 1,0 mg/mL, a proliferação celular foi medida através de um ensaio de MTT. A viabilidade celular foi avaliada pela atividade da lactato-desidrogenase liberada por células danificadas. As células FHL 124 foram tratadas com diferentes concentrações do fator de transformação do crescimento β2 (0-10 ng/mL) por 24 horas e a expressão de CTGF, α-SMA, COL-I, E-caderina e Fn foram avaliadas por qPCR e Western blot. Após tratamento com 0, 0,2 e 0,4 mg/mL de fluorofenidona, as expressões do fator de transformação do crescimento β2 e de SMADs foram detectadas com PCR em tempo real e Western blot. As expressões do CTGF, α-SMA, COL-I e Fn foram analisadas através de um ensaio imunocitoquímico.
RESULTADOS: A viabilidade das células FHL 124 não foi inibida com concentrações de fluorofenidona menores ou iguais a 0,4 mg/mL após 24 horas de tratamento. Não foi detectada nenhuma citotoxicidade pelo ensaio da lactato-desidrogenase após 24 e 36 horas de tratamento com 0,2 e 0,4 mg/mL de fluorofenidona. O fator de transformação do crescimento β2 aumentou a expressão de mRNA e proteína do CTGF, α-SMA, COL-I e Fn. Porém, a fluorofenidona suprimiu significativamente a expressão de SMADs, CTGF, α-SMA, COL-I e Fn, tanto na ausência quanto na presença de estimulação pelo fator de transformação do crescimento β2.
CONCLUSÕES: A fluorofenidona inibiu significativamente a expressão de SMADs, CTGF, α-SMA, COL-I e Fn em células FHL 124. Devido à ausência de incompatibilidade em lactentes, a fluorofenidona pode vir a se tornar um novo medicamento contra a opacificação capsular posterior em lactentes.
Keywords: Fator de crescimento transformador beta2; Fluorofenidona; Lentes; Catarata; Lactente
Abstract
PURPOSE: The microbiology pattern of neonatal conjunctivitis has changed over time, and the incidence of gonococcal conjunctivitis is almost nil. This study aimed to determine the etiology of neonatal conjunctivitis cases referred to a tertiary health center in Brazil.
METHODS: From 2017 to 2020, conjunctival swabs were taken from neonates with clinical signs of conjunctivitis and tested with bacterial culture and polymerase chain reaction for Neisseria gonorrhoeae and Chlamydia trachomatis.
RESULTS: A total of 51 neonates were included in the 3-year study. Chlamydial conjunctivitis was diagnosed in 39 (76.5%) patients, and microbial growth was detected in 13 (25.5%) patients. The most isolated bacterium was Staphylococcus epidermidis (n=6, 11.8%), followed by other coagulase-negative Staphylococcus species (n=4, 7.8%) and S. aureus (n=2, 3.9%). One S. aureus isolate was resistant to oxacillin. There were no cases of gonococcal conjunctivitis. Ten (19.6%) patients showed polymerase chain reaction-negative C. trachomatis and negative bacterial culture test results.
CONCLUSION: Findings show that C. trachomatis is the most common pathogen causing neonatal conjunctivitis. The high prevalence of C. trachomatis infection highlights the importance of screening and treating pregnant woman.
Keywords: Conjunctivitis; Infant, newborn, diseases; Ophthalmia neonatorum; Chlamydia infections; Sexually transmitted diseases
Abstract
PURPOSE: This study measured serum hypoxia-inducible factor-1 (HIF-1α) and survivin levels in patients with diabetes and investigated their association with the severity of retinopathy.
METHODS: This study included 88 patients with type 2 diabetes mellitus who underwent routine eye examinations. Three groups were created. Group 1 consisted of patients without diabetic retinopathy. Group 2 included patients with non-proliferative diabetic retinopathy. Group 3 included patients with proliferative diabetic retinopathy. To measure serum HIF-1α and survivin levels, venous blood samples were collected from patients.
RESULTS: The mean HIF-1α levels in groups 1, 2, and 3 were 17.30 ± 2.19, 17.79 ± 2.34, and 14.19 ± 2.94 pg/ml, respectively. Significant differences were detected between groups 1 and 3 (p=0.01) and between groups 2 and 3 (p=0.01). The mean survivin levels in groups 1, 2, and 3 were 42.65 ± 5.37, 54.92 ± 5.55, and 37.46 ± 8.09 pg/ml, respectively. A significant difference was only detected between groups 2 and 3 (p=0.002).
CONCLUSION: The present study revealed that serum HIF-1α and survivin levels are increased in patients with non-proliferative diabetic retinopathy compared to those in patients without diabetic retinopathy.
Keywords: Survivin, HIF-1, Diabetic retinopathy, Hypoxia, Neovascularization
Abstract
OBJETIVO: A diabetes mellitus é considerada uma epidemia global e causa de baixa visual em países em desenvolvimento. Este estudo foi realizado com o objetivo de avaliar a viabilidade do retinógrafo portátil e análise remota de imagens associada a questionário virtual para o rastreio de retinopatia diabética em Unidades Básicas de Saúde da cidade de Ribeirão Preto/SP durante a pandemia de Covid-19.
MÉTODOS: Trezentos e sessenta pacientes compareceram a campanha. O acolhimento foi realizado na Unidade Básica de Saúde pela equipe de enfermagem, respeitando medidas de prevenção do Covid-19 Os realizou-se aferição da pressão arterial e glicemia capilar seguida de dilatação. Dados demográficos e sociais foram coletados através de questionário on-line padronizado via smartphone e realizou-se a triagem da retinopatia diabética através da obtenção de imagens com retinógrafos portáteis realizados por residentes de oftalmologia previamente treinados, com a aquisição de 2 imagens padronizadas de 45o: uma do segmento posterior e outra nasal ao nervo óptico.
RESULTADOS: Trezentos e sessenta pacientes foram atendidos durante a campanha. Dez pacientes (1,02%) foram excluídos devido à opacidade de meios e impossibilidade de obtenção de imagens de fundo de olho. Foram avaliados 350 pacientes, 64% do sexo feminino, 45% entre 55 e 70 anos e 55% brancos. A Campanha foi a primeira avaliação de retina para 40,5% dos pacientes e 47,56% apresentavam diabetes mellitus há mais de 10 anos. Na análise comparativa da classificação da retinopatia diabética segundo Early Treatment Diabetic Retinopathy Study (triagem X Nuvem) observou-se uma diferença de 7,8% nos resultados. Retinopatia diabética leve foi observada em 12,23%, moderada em 6,31%, proliferativa em 2,58%; edema macular presente em 4,58% e ausência de retinopatia diabética em 72,78% dos pacientes.
CONCLUSÃO: A utilização de retinógrafos portáteis juntamente a telemedicina, para o rastreamento da retinopatia diabética pode ser considerada uma alternativa eficiente para triagem e diagnóstico da retinopatia diabética dentro ou fora do cenário pandêmico, auxiliando na prevenção de perda visual pelo diabetes.
Keywords: Retinopatia diabética/diagnóstico; Covid-19; Retina/diagnóstico por imagem; Oftalmologia/instrumentação; Oftalmoscópicos; Sistemas automatizados de assistência junto ao leito; Telemedicina/métodos
Abstract
Este relato de caso tem como objetivo mostrar os resultados anatômicos e funcionais de um paciente com diagnóstico de retinopatia associada ao câncer tratado com implante de liberação controlada de dexametasona (Ozurdex®). Os resultados anatômicos foram avaliados por SD-OCT e os resultados funcionais por medida de acuidade visual, microperimetria e eletrorretinograma multifocal. O período de acompanhamento foi de um ano.
Keywords: Retinopatia; Dexametasona; Síndromes paraneoplásicas oculares; Eletroretinografia
Abstract
OBJETIVO: A sondagem lacrimal tem sido o tratamento de escolha para a obstrução lacrimonasal congênita que não apresenta resolução espontânea. Contudo, não há consenso sobre qual é a melhor época para a realização da sondagem e se ela é melhor do que outras terapias. O objetivo foi avaliar a efetividade da sondagem lacrimal no tratamento da obstrução lacrimonasal congênita.
MÉTODO: Uma revisão sistemática da literatura foi realizada usando as plataformas eletrônicas PubMed, EMBASE, CENTRAL, clinicaltrials.gov e LILACS até o período de dezembro de 2019. Foram considerados ensaios clínicos randomizados envolvendo crianças com obstrução lacrimonasal congênita submetidas a sondagem lacrimal. A extração dos dados e avaliação do risco de viés foram feitas por dois autores independentemente. A análise da qualidade da evidência para cada desfecho foi realizada por meio do sistema GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation).
RESULTADOS: Quatro ensaios clínicos randomizados foram incluídos, envolvendo 423 participantes. A metanálise mostrou que não houve diferença estatística na resolução da obstrução lacrimonasal congênita entre o grupo submetido à sondagem lacrimal precoce e o submetido à observação/sondagem tardia (2 estudos; risco médio 1.00 [intervalo de confiança de 95% 0.76, 1.33] p=0,99, I2=79%, baixa certeza de evidência). Um estudo evidenciou melhores resultados da intubação bicanalicular com silicone em comparação a sondagem tardia no subgrupo das obstruções lacrimonasais congênitas complexas, (1 estudo; risco médio 0.56 [intervalo de confiança de 95% 0.34, 0.92] p=0,02, moderada certeza de evidência).
CONCLUSÕES: Há evidências de baixa qualidade de que a sondagem precoce tem a mesma taxa de sucesso que a sondagem tardia. Evidências de moderada certeza sugerem que a sondagem tardia tem menor chance de sucesso do que a intubação bicanalicular com silicone em casos de obstruções lacrimonasais congênitas complexas.
Keywords: Obstrução dos ductos lacrimais/congênito; Obstrução dos ductos lacrimais/terapia; Lactente
Abstract
A cicloplegia é crucial para um exame oftalmológico pediátrico acurado. Este documento visa a fornecer uma recomendação para cicloplegia e midríase pediátrica para oftalmologistas brasileiros. Foi desenvolvido com base em revisão literária, na experiência clínica de especialistas brasileiros, por meio de questionários, e no consenso do comitê de especialistas da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP). De acordo com as melhores evidências, este comitê recomenda o uso de uma gota de ciclopentolato 1%, mais uma gota de tropicamida 1% em crianças maiores de 6 meses e duas gotas de tropicamida 1% com intervalo de 0-5 minutos para menores de 6 meses. A midríase pode ser potencializada por uma gota de fenilefrina 2,5%. Para o rastreamento da retinopatia da prematuridade, a recomendação é tropicamida 0,5 ou 1%, duas ou três vezes, com 5 minutos de intervalo, e 2,5% de fenilefrina, preferencialmente uma vez. O uso prévio de proxymetacaína 0,5% é sempre recomendado.
Keywords: Midríase; Refração ocular; Recém-nascido; Criança; Técnicas de diagnóstico oftalmológico.
Abstract
Neonato de 7 semanas, do sexo masculino, nascido de parto cesárea, apresentou sorologia positiva para dengue com hemorragias retinianas e pré-retinianas, opacidades vítreas e manchas algodonosas. O paciente e sua mãe haviam apresentado sorologias positivas para Non Structural Protein 1 através de ELISA. Achados na retina e no vítreo melhoraram em um período de dezesseis semanas. O exame de tomografia de coerência óptica de domínio espectral demonstrou arquitetura macular preservada. Neste relato de caso, sugerimos que alterações na retina e no vítreo podem ser os achados oculares aparentes em neonatos com infecção vertical por dengue, e que estes podem se resolver sem maiores sequelas estruturais.
Keywords: Dengue; Complicações infecciosas na gravidez; Transmissão vertical de doenças infecciosas; Manifestações oculares; Hemorragia retiniana; Hemorragia vítrea; Humanos; Doenças do recém-nascido; Relatos de casos
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