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Search for: Diabetic retinopathy; Vitrectomy; Vitreous body; Vitreous hemorrhage; Hemostatic techniques
Abstract
Objetivo: Avaliar os fatores que influenciam o ganho visual após vitrectomia via pars plana para hemorragia vítrea em pacientes com retinopatia diabética proliferativa.
Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo de 172 olhos de 143 pacientes consecutivos com diabetes mellitus entre janeiro de 2012 e janeiro de 2018. Dados demográficos, achados oftalmológicos, detalhes da cirurgia e resultados visuais foram coletados através de consulta aos prontuários dos pacientes. A principal medida de desfecho foi o aumento da melhor acuidade visual corrigida e as medidas de desfecho secundário foram a recidiva da hemorragia e a ocorrência de complicações.
Resultados: A melhor acuidade visual corrigida aumentou em 103 olhos (59,88%), diminuiu em 45 olhos (26,16%) e permaneceu inalterada em 24 olhos (13,95%). O diabetes mellitus tipo 2 foi significativamente associado a maiores valores finais da melhor acuidade visual corrigida (p=0,0244). O tratamento prévio por fotocoagulação panretiniana com laser ou bevacizumabe intravítreo determinou maiores valores da melhor acuidade visual final corrigida, mas não significativamente (p>0,05). A presença de rubeose iridiana pré-operatória ou de glaucoma neovascular não influenciou os desfechos. A ausência de proliferação fibrovascular com necessidade de dissecção foi um fator significativo para maiores valores da melhor acuidade visual final corrigida (p=0,0006). Ocorreu recidiva da hemorragia em 37,1% dos olhos e não foi influenciada por fármacos antiplaquetários (p>0,05). O glaucoma neovascular pós-operatório foi um fator prognóstico negativo (p=0,0037).
Conclusão: O resultado final da melhor acuidade visual corrigida foi influenciado positivamente pelo diabetes mellitus tipo 2 e pela ausência de proliferação fibrovascular extensa no pré-operatório, e negativamente pela ocorrência de glaucoma neovascular pós-operatório.
Keywords: Retinopatia diabética; Hemorragia vítrea; Vitrectommia; Injeção intravítrea; Acuidade visual.
Abstract
Objetivo: Esta pesquisa buscou determinar o impacto dos níveis de proteína G sérica no desenvolvimento da retinopatia em pacientes diabéticos, comparando-os a indivíduos saudáveis.
Métodos: Foram incluídos, no estudo, 40 pacientes com retinopatia diabética (Grupo 1), 40 pacientes sem retinopatia diabética (Grupo 2) e 40 indivíduos saudáveis (Grupo 3). Os níveis hormonais de progesterona sérica, de proteína G sérica, estradiol, oxidante/antioxidante e hormônio liberado pela tireoide foram analisados e comparados. A análise post hoc foi realizada para comparar os subgrupos nos quais diferenças estatisticamente significativas foram encontradas.
Resultados: Uma diferença significativa foi encontrada entre todos os grupos em termos de proteína G sérica, oxidante/antioxidante e níveis de estradiol (p<0.01), mas nenhuma diferença significativa foi encontrada em termos de hormônio liberado pela tireoide ou progesterona (p=0,496, p=0,220, respectivamente). Na análise post hoc dos grupos com diferenças estatisticamente significativas, outra diferença significativa foi encontrada entre todos os grupos para proteína G sérica e níveis oxidantes/antioxidantes (p<0,05). Os níveis de proteína G sérica e os níveis de oxidante foram positivamente correlacionados, enquanto os níveis de proteína G sérica e os níveis de antioxidantes foram negativamente correlacionados (r=0,622/p<0,01, r=0,453/p<0,01, r=0,460/p<0,01, respectivamente). A análise de regressão múltipla mostrou que o aumento da proteína G sérica pode ajudar a prevenir a retinopatia diabética.
Conclusões: Os níveis de proteína G sérica que eram mais altos no grupo de retinopatia diabética, aumentaram à medida que o equilíbrio oxidante/antioxidante mudou em favor do estresse oxidativo. Este parece ser um mecanismo de defesa para prevenir danos neuronais.
Keywords: Retinopatia diabética; GPER-1; Estradiol; Progesterona; Estresse oxidativo; Oxidantes.
Abstract
PURPOSE: Standard intravitreal medication dosages are based on an assumed vitreous cavity volume of 4.0-4.5 mL. However, individual variations in vitreous cavity volume may influence both the efficacy and safety of these medications. This study proposes dosage adjustments for intravitreal medications and gases according to axial length and the corresponding vitreous cavity volume.
METHODS: This descriptive study employed reference guidelines that use axial length to estimate the Axial Length-based Volume of the Vitrectomized Space and the Vitreous Volume EXact table for determining dose adjustments across varying eye sizes. Small eyes (axial length 19-22 mm) have an average vitreous cavity volume of 3.5 mL at an axial length of 20.5 mm; standard-sized eyes (22-25 mm) have 4.8 mL at 23.5 mm; large eyes (25-28 mm) have 6.4 mL at 26.5 mm; and extra-large eyes (28-32 mm) have 8.4 mL at 29.5 mm. The medications considered included anti-infectives, anti-VEGFs, complement inhibitors, recombinant proteases, chemotherapy agents, corticosteroids, and medical gases.
RESULTS: Analysis of intravitreal drug concentrations relative to vitreous cavity volume demonstrated notable variability when a standard dose was administered. Small eyes received about 135% of the concentration intended for a standard-sized eye; large eyes received around 75%; and extra-large eyes received under 60%. The recommended dose adjustments are as follows: for small eyes, administer 70-80% of the standard dose; for large eyes, 130-140%; and for extra-large eyes, 170-180%.
CONCLUSIONS: Tailoring intravitreal drug and gas dosages according to axial length and vitreous cavity volume may enhance intraocular drug distribution, potentially improving both safety and therapeutic outcomes.
Keywords: Intravitreal injections; Axial length; Vitreous body; Drug dosage calculations; Pharmacokinetics; Anti-infective agents
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo foi investigar o efeito protetor do cilostazol no desenvolvimento e na evolução da retinopatia diabética em ratos.
Métodos: Sessenta ratos machos foram divididos em 4 grupos: ratos não-diabéticos não-tratados, ratos diabéticos não-tratados, ratos não-diabéticos tratados com cilostazol e ratos diabéticos tratados com cilostazol. A espessura da membrana limitante interna à membrana limitante externa, a camada plexiforme interna, a camada nuclear interna e a camada nuclear externa foram medidas. Para quantificar o grau de perda de células da retina, foi contado o número de núcleos de células por 50 µm de comprimento em secções retinianas.
Resultados: O número de núcleos no GCL foi significativamente maior em Ratos não-diabéticos não-tratados com cilostazol (p<0,05). O número médio de núcleos em Ratos não-diabéticos tratados com cilostazol foi significativamente maior do que em Ratos diabéticos tratados com cilostazol (p<0,05). A contagem média de núcleos em camada nuclear interna e camada plexiforme interna de ratos não-diabéticos tratados com cilostazol foi significativamente maior do que nos outros grupos (p<0,05). A espessura retiniana média total de Ratos não-diabéticos tratados com cilostazol foi significativamente maior do que em Ratos diabéticos tratados com cilostazol e Ratos diabéticos não-tratados (p<0,05).
Conclusão: Os resultados demonstraram que o cilostazol teve um efeito protetor contra as alterações causadas pela retinopatia diabética em ratos diabéticos, diminuindo a perda de células ganglionares e reduzindo a atrofia neurossensorial nas camadas retinianas internas.
Keywords: Cilostazol; Células ganglionares; Retinopatia diabética; Retina; Ratos Wistar.
Abstract
Objetivos: Procuramos avaliar o uso da pupilometria estática e dinâmica quantitativa automatizada na triagem de pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e em diferentes estágios de retinopatia diabética.
Métodos: Cento e cinquenta e cinco pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (grupo com diabetes mellitus) foram incluídos neste estudo e outros 145 controles saudáveis pareados por idade e sexo para server como grupo controle. O grupo com diabetes mellitus foi dividido em três subgrupos: diabetes mellitus sem retinopatia diabética (retinopatia não diabética), retinopatia diabética não proliferativa e retinopatia diabética proliferativa. A pupilometria estática e dinâmica foi realizada utilizando uma camera rotative Scheimpflug com um sistema baseado em topografia.
Resultados: Em termos de diâmetro da pupila, tanto na pupilometria estática quanto na dinâmica (p<0,05), foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos diabetes mellitus e controle e também entre os subgrupos retinopatia não diabética, retinopatia diabética não proliferativa e retinopatia diabética proliferativa. Mas foi observado que os grupos de retinopatia não diabética e retinopatia diabética não proliferativa mostraram semelhanças nos achados derivados da pupilometria estática em condições mesópicas e fotópicas. Os dois grupos também pareciam semelhantes em todos os pontos durante a pupilometria dinâmica (p>0,05). No entanto, pode-se concluir que o grupo de retinopatia diabética proliferative foi sugnificativamente diferente do restante dos subgrupos, retinopatia não diabética e retinopatia diabética não proliferativa, em termos de todas as medidas de pupilometris estática (p<0,05). A velocidade média de dilatação também foi significativamente diferente entre os grupos diabetes mellitus e controle, e entre os subgrupos diabetes mellitus (p<0,001). Enquanto correlações significativas fracas a moderadas foram encontradas entre todos os diâmetros da pupila na pupilometria estática e dinâmica com a duração do diabetes mellitus (p<0,05 para todos), os valores de HbA1c não mostraram correlações estatisticamente significantes com nenhum dos diâmetros da pupila estática e dinâmica investigados (p>0,05 para todos).
Conclusão: Este estudo revelou que as medidas derivadas da pupilometria automatizada estão alteradas em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. A presença de retinopatia diabética não proliferativa não afeta negativamente os achados pupilométricos, mas com a retinopatia diabética proliferative, alterações significativas foram observadas. Estes resultados sugerem que o uso da pupilometria quantitativa automatizada pode ser útil na verificação gravidade da retinopatia diabética.
Keywords: Retinopatia diabética; Diabetes Mellitus; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Pupila; Reflexo pupilar
Abstract
PURPOSE: The volume of the vitreous chamber varies with the size of the eye. The space created in the vitreous cavity by a vitrectomy is called the vitrectomized space. The volume of the vitrectomized space is strongly correlated with the axial length of the eye. This study aims to present guidelines for estimating the using participants stratified by axial length, sex, and history of cataract surgery.
METHODS: This retrospective, observational, cross-sectional study included 144 randomly selected participants who underwent vitrectomies between 2013 and 2023. Before surgery, the axial lengths of participants' eyes were measured using optical biometrics. The axial lengths of the eyes in our sample were between 20-32 mm. In all cases, a complete vitrectomy was performed, followed by complete fluid-air exchange and injection of a balanced saline solution. The volume infused was recorded.
RESULTS: The median (interquartile range; range) volume of the vitrectomized space was 6.1 (3.8; 3.1-11.3) mL in men and 6.1 (3.3; 3.2-11.2) mL in women (p=0.811). The median volume of the vitrectomized space was 5.9 (3.6; 3.1-11.2) mL in patients with phakic lenses and 6.25 (3.6; 3.3-11.3) mL in those with pseudophakic lenses (p=0.533). A positive correlation was found between the axial length and the volume of the vitrectomized space in this sample (r=0.968; p<0.001). In a cubic polynomial regression, the coefficient of determination was 0.948. Similar results were observed in both sexes and in both phakic and pseudophakic patients. The estimated cubic polynomial regression equation for this sample was VVS = 0.000589052857847605 × AL3 - 0.025114926401582700 × AL2 + 0.685961117595624000 × AL - 5.088226672620790000.
CONCLUSION: We developed this axial length estimation of the volume of vitrectomized space as a guideline for the determination of vitrectomized space volume using axial length.
Keywords: Cataract extraction; Retinal perforations/surgery; Epiretinal membrane/surgery; Vitreous body; Axial length, eye; Vitrectomy; Biometry/methods; Diagnostic techniques, ophthalmological; Guidelines as topic.
Abstract
OBJETIVO: Descrever alterações microvasculares na mácula em diabéticos do tipo 2 sem retinopatia diabética e pacientes saudáveis, e correlacionar achados com perfil clínico nos diabéticos.
MÉTODOS: Foram incluídos 60 olhos de 30 diabéticos e 30 pacientes saudáveis. Diabéticos realizaram fundoscopia, retinografia® (CR2; Canon Inc., New York, New York, USA) e angiografia fluoresceínica® (TRC-50DXC; Topcon Inc., Tokyo, Japan) para descartar a presença de retinopatia. Os 60 pacientes realizaram a angiografia por tomografia de coerência óptica® (RTVue XR, Avanti, Optovue, Fremont, CA, USA) (área macular: 6 x 6 mm2) e foram analisados densidade vascular total, foveal e parafoveal no plexo capilar superficial e plexo capilar profundo, espessura foveal, espessura parafoveal, área da zona avascular da fóvea no plexo capilar superficial e área de fluxo da coriocapilar. Resultados da angiografia por tomografia de coerência óptica foram comparados entre os 2 grupos e correlacionados com acuidade visual, tempo de diabetes, controle glicêmico, perfil lipídico e função renal nos diabéticos.
RESULTADOS: Observou-se aumento mínimo da área de fluxo da coriocapilar nos diabéticos, média das áreas foi de 22,3 ± 4,6 mm² no grupo controle e 22,6 ± 3,9 mm² em diabéticos (p=0,017). Não foi observada diferença estatisticamente significante entre outras variáveis da angiografia por tomografia de coerência óptica analisadas nos dois grupos. Hemoglobina glicosilada e glicemia de jejum apresentaram correlação negativa estatisticamente significante com densidade vascular foveal de ambos os plexos e a glicemia de jejum se correlacionou positivamente com área de fluxo da coriocapilar (p=0,034). Outros dados clínicos avaliados não apresentaram correlação com achados da angiografia por tomografia de coerência óptica.
CONCLUSÃO: Resultados sugerem que a angiografia por tomografia de coerência óptica pode não ser a melhor ferramenta na detecção de alterações pré-clínicas em diabéticos, não substituindo o exame clínico, e corroboram a ideia de que o controle glicêmico deve ser o principal parâmetro clínico a ser considerado na triagem da retinopatia. Estudos com amostras maiores são necessários para confirmar os achados.
Keywords: Angiografia; Diabetes mellitus; Retinopatia diabética; Diagnóatico por imagem; Tomografia de coerência óptica
Abstract
Objetivo: Atualmente, a retinopatia diabética é considerada uma doença inflamatória crônica envolvendo a ativação de inflamassomas NLRP3 e piroptose da micróglia da retina. Neste estudo, objetivamos investigar se a sinalização de inflamassomas NLRP3 induz a morte da micróglia da retina sob condições de alta glicose.
Métodos: A micróglia da retina foi estimulada por altos níveis de glicose durante 24 horas. A viabilidade celular, a liberação de LDH e a atividade da caspase1 foram analisadas in vitro. Avaliou-se a expressão de citocina pró-inflamatória (IL1β), de marcador de micróglia ativado (Iba1), de NLRP3, de caspase1 clivada e de GSDMD clivada. Subsequentemente, a micróglia da retina foi pré-tratada com inibidores da sinalização de inflamassomas NLRP3 antes da estimulação com altos níveis de glicose e suas alterações moleculares e funcionais foram avaliadas.
Resultados: A estimulação com altos níveis de glicose (25 mM, 50 mM ou 100 mM) diminuiu a viabilidade celular, mas aumentou a liberação de LDH e a atividade da caspase1 de forma dependente da dose. Além disso, os altos níveis de glicose aumentaram a expressão das proteínas IL1β, Iba1, NLRP3, caspase1 clivada e GSDMD clivada. No entanto, o pré-tratamento com inibidores da sinalização de inflamassomas NLRP3 e a posterior estimulação com altos níveis de glicose (25 mM) induziu citotoxicidade, a ativação de inflamassomas NLRP3 e a piroptose da micróglia da retina.
Conclusão: A sinalização de inflamassomas NLRP3 pode modular a inflamação e a piroptose da micróglia da retina na presença de altos níveis de glicose.
Keywords: Retinopatia diabética; Microglia; NLRP3 Inflammassomos; Piroptose; Gasdermin D
Abstract
PURPOSE: To evaluate whether two simplified modifications of flanged intrascleral fixation techniques (Yamane and Canabrava) provide comparable refractive outcomes and complication rates while reducing surgical complexity in trocar-assisted vitrectomy.
METHODS: This retrospective observational study included 88 patients who underwent flanged fixation surgery with vitrectomy. In the modified Yamane technique, a single-path sclerotomy with bilateral symmetry was performed instead of an angled sclerotomy. In the modified Canabrava technique, the intraocular lens was inserted first, followed by the creation of a circular polypropylene loop with 2-mm flange spacing. Postoperative refractive parameters, including intraocular lens astigmatism, and complications such as intraocular lens iris capture were analyzed.
RESULTS: Of the 88 patients, 70 underwent the modified Yamane technique, and 18 underwent the modified Canabrava technique. No significant differences were observed between the two techniques regarding refractive outcomes or postoperative complications, except for surgical duration, which was significantly shorter (p<0.001) in one technique. Mean intraocular lens astigmatism was −0.675 D for Yamane and −0.666 D for Canabrava.
CONCLUSION: Optimizing needle engagement for symmetry in the Yamane technique and narrowing flange spacing while ensuring a circular polypropylene configuration in the Canabrava technique may reduce surgical complexity and improve postoperative outcomes.
Keywords: Polypropylenes; Yamane technique; Vitrectomy; Astigmatism; Lenses, intraocular; Postoperative complications; Suture techniques; Iris.
Abstract
PURPOSE: Diabetic retinopathy screening in low- and middle-income countries is limited by restricted access to specialized care. Portable retinal cameras offer a practical alternative; however, image quality – affected by mydriasis – directly influences the performance of artificial intelligence models. This study evaluated the effect of mydriasis on image gradability and AI-based diabetic retinopathy detection in real-world, resource-limited settings.
METHODS: The proportions of gradable images were compared between mydriatic and non-mydriatic groups. Generalized estimating equations were used to identify factors associated with image gradability, including age, sex, race, diabetes duration, and systemic hypertension. A ResNet-200d model was trained on the mobile Brazilian Ophthalmological dataset and externally validated on both mydriatic and non-mydriatic images. Model performance was evaluated using accuracy, F1 score, area under the curve, and confusion matrix metrics. Sensitivity differences were assessed using the McNemar test, and area under the curves were compared using DeLong's test. The Youden index was used to determine optimal classification thresholds. Agreement between macula- and disc-centered images was analyzed using Cohen's κ.
RESULTS: The mydriatic group demonstrated a higher proportion of gradable images compared with the non-mydriatic group (82.1% vs. 55.6%; p<0.001). In non-mydriatic images, lower gradability was associated with systemic hypertension, older age, male sex, and longer diabetes duration. The AI model achieved better performance in mydriatic images (accuracy, 85.15%; area under the curve, 0.94) than in non-mydriatic images (accuracy, 79.68%; area under the curve, 0.93). The McNemar test showed a significant difference in sensitivity (p=0.0001), whereas DeLong's test revealed no significant difference in area under the curve (p=0.4666). The Youden index indicated that optimal classification thresholds differed based on mydriasis status. Agreement between image fields was moderate to substantial and improved with mydriasis.
CONCLUSION: Mydriasis significantly improves image gradability and enhances AI performance in diabetic retinopathy screening. Nonetheless, in low- and middle-income countries where pharmacologic dilation may be impractical, optimizing model calibration and thresholding for non-mydriatic images is essential to ensure effective AI implementation in real-world clinical environments.
Keywords: Artificial intelligence; Bias; Diabetic retinopathy; Portable camera; Retina
Abstract
Objetivo: Descrever os achados clínicos, tratamentos, e desfechos em uma série de pacientes com metástases vítreas de melanoma cutâneo.
Métodos: Série retrospectiva de casos de único centro com intervenção. Pacientes incluídos tiveram seu diagnóstico de MVMC confirmado por biópsia entre 1997 e 2020. Vitrectomia via pars plana com 23 ou 25 gauge foram realizadas para obter espécimens. Esclerotomias foram tratadas com crioterapia em duplo ou triplo congelamento. Injeção intravítrea perioperatória de melfalano (32 ug/0,075 mL) foi administrada quando necessário. Foram relatados acuidade visual, pressão intraocular, resposta terapêutica sistêmica e ocular.
Resultados: Cinco olhos de 5 pacientes com metástases vítreas de melanoma cutâneo unilateral foram identificados. Idade média de diagnóstico foi 84 anos (variando de 37-88). Seguimento médio após diagnóstico oftalmológico foi 28 (8,5-36) meses; 1 paciente não teve acompanhamento. Acuidade visual inicial variou de 20/30 a movimentos de mão. Achados clínicos iniciais incluíram infiltração de células pigmentadas e não-pigmentadas no vítreo (5/5), segmento anterior (4/5), e retina (3/5). Quatro pacientes tiveram glaucoma secundário. Tratamento sistêmico incluiu imunoterapia com inibidores da via de sinalização (3 - todos com resposta parcial/completa), quimioterapia sistêmica (2), ressecção cirúrgica (3), e irradiação (2). Intervalo médio entre diagnóstico primário e metástases vítreas foi 2 (2-15) anos. Um paciente teve doença sistêmica ativa simultânea as metástases vítreas. Acuidade visual final variou entre 20/40 e SPL. Tratamento oftalmológico incluiu vitrectomia nos 5 pacientes, melfalano intravítreo em 3 e metotrexato intravítreo em 1. Um paciente precisou de enucleação. A histopatologia revelou invasão celular extensa de melanoma.
Conclusões: Metástases vítreas de melanoma cutâneo pode se manifestar como uma infiltração difusa de células pigmentadas e não-pigmentadas no vítreo e erroneamente diagnosticada como uveites. Vitrectomia diagnóstica e quimioterapia intravítrea periódica podem estar indicadas.
Keywords: Melanoma; Neoplasias oculares; Neoplasias cutâneas; Corpo vítreo; Metástase neoplásica; Inibidores de checkpoint imunológico; Imunoterapia; Injeções intravítreas; Melfalan; Metotrexato
Abstract
PURPOSE: This study measured serum hypoxia-inducible factor-1 (HIF-1α) and survivin levels in patients with diabetes and investigated their association with the severity of retinopathy.
METHODS: This study included 88 patients with type 2 diabetes mellitus who underwent routine eye examinations. Three groups were created. Group 1 consisted of patients without diabetic retinopathy. Group 2 included patients with non-proliferative diabetic retinopathy. Group 3 included patients with proliferative diabetic retinopathy. To measure serum HIF-1α and survivin levels, venous blood samples were collected from patients.
RESULTS: The mean HIF-1α levels in groups 1, 2, and 3 were 17.30 ± 2.19, 17.79 ± 2.34, and 14.19 ± 2.94 pg/ml, respectively. Significant differences were detected between groups 1 and 3 (p=0.01) and between groups 2 and 3 (p=0.01). The mean survivin levels in groups 1, 2, and 3 were 42.65 ± 5.37, 54.92 ± 5.55, and 37.46 ± 8.09 pg/ml, respectively. A significant difference was only detected between groups 2 and 3 (p=0.002).
CONCLUSION: The present study revealed that serum HIF-1α and survivin levels are increased in patients with non-proliferative diabetic retinopathy compared to those in patients without diabetic retinopathy.
Keywords: Survivin, HIF-1, Diabetic retinopathy, Hypoxia, Neovascularization
Abstract
Objetivos: Avaliar a segurança e eficácia a longo prazo da vitreólise com Nd:YAG laser para moscas volantes sintomáticas, uma vez que permanece como um procedimento controverso devido a falta de evidência científica robusta sobre a manutenção dos resultados e ocorrência de efeitos adversos.
Métodos: Este estudo é uma extensão observacional de um ensaio clínico prospectivo, randomizado, duplo cego, previamente publicado. Oito de treze pacientes que foram submetidos a vitreólise com YAG laser foram acompanhados para uma reavaliação tardia, dezoito meses após o procedimento, para avaliar a eficácia e segurança do procedimento.
Resultados: Todos os pacientes mantiveram a melhora na sintomatologia notada ao final do procedimento original, com 25% dos casos apresentando melhora completa, e uma proporção semelhante (37,5%) demonstrando melhora significativa ou parcial. A melhora objetiva na opacidade foi similar ao achado no seguimento original de 6 meses. O questionário de qualidade de vida NEI-VFQ 25 não demonstrou diferença estatisticamente significativa nas respostas entre o sexto e o décimo oitavo mês de acompanhamento. Nenhum efeito adverso foi notado no exame clínico ou reportado pelos pacientes.
Conclusão: A eficácia da vitreólise observada ao sexto mês do acompanhamento foi mantida até o décimo oitavo mês, com todos os pacientes notando algum grau de melhora quando comparado ao estado pré procedimento. Nenhum efeito adverso tardio foi notado. Um ensaio clínico randomizado maior é necessário para confirmar a segurança do procedimento.
Keywords: Terapia a laser; Lasers de estado sólido; Vitrectomia; Corpo vítreo; Cirurgia vitreorretiniana; Acuidade visual; Doenças oculares; Qualidade de vida; Inquéritos e questionários
Abstract
PURPOSE: To investigate the clinical benefits of the co-application of bevacizumab and tissue plasminogen activator as adjuncts in the surgical treatment of proliferative diabetic retinopathy.
METHODS: Patients who underwent vitrectomy for proliferative diabetic retinopathy complications were preoperatively given intravitreal injection with either bevacizumab and tissue plasminogen activator (Group 1) or bevacizumab alone (Group 2). Primary outcomes were surgery time and number of intraoperative iatrogenic retinal breaks. Secondary outcomes included changes in the best-corrected visual acuity and postoperative complications at 3 months postoperatively.
RESULTS: The mean surgery time in Group 1 (52.95 ± 5.90 min) was significantly shorter than that in Group 2 (79.61 ± 12.63 min) (p<0.001). The mean number of iatrogenic retinal breaks was 0.50 ± 0.59 (0-2) in Group 1 and 2.00 ± 0.83 (0-3) in Group 2 (p<0.001). The best-corrected visual acuity significantly improved in both groups (p<0.001). One eye in each group developed retinal detachment.
CONCLUSION: Preoperative co-application of bevacizumab and tissue plasminogen activator as adjuncts in the surgical treatment of proliferative diabetic retinopathy shortens the surgery time and reduces the number of intraoperative iatrogenic retinal breaks.
Keywords: Diabetic retinopathy; Bevacizumab; Plasminogen activators; Vitrectomy; Operative time
Abstract
Neonato de 7 semanas, do sexo masculino, nascido de parto cesárea, apresentou sorologia positiva para dengue com hemorragias retinianas e pré-retinianas, opacidades vítreas e manchas algodonosas. O paciente e sua mãe haviam apresentado sorologias positivas para Non Structural Protein 1 através de ELISA. Achados na retina e no vítreo melhoraram em um período de dezesseis semanas. O exame de tomografia de coerência óptica de domínio espectral demonstrou arquitetura macular preservada. Neste relato de caso, sugerimos que alterações na retina e no vítreo podem ser os achados oculares aparentes em neonatos com infecção vertical por dengue, e que estes podem se resolver sem maiores sequelas estruturais.
Keywords: Dengue; Complicações infecciosas na gravidez; Transmissão vertical de doenças infecciosas; Manifestações oculares; Hemorragia retiniana; Hemorragia vítrea; Humanos; Doenças do recém-nascido; Relatos de casos
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