Arq. Bras. Oftalmol. 2022;85 (2 )
:109-114
| DOI: 10.5935/0004-2749.20220018
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo é determinar se o tamanho inicial do tumor se correlaciona com o tempo de regressão após terapia tópica com interferon alfa- 2b (1 milhão de UI/ml) no tratamento da neoplasia escamosa da superfície ocular.
Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo em 15 doentes clinicamente diagnosticados com neoplasia escamosa da superfície ocular e tratados com interferon tópico alfa- 2b (1 milhão de UI/ml, quatro vezes ao dia). Todos os casos de neoplasia escamosa da superfície ocular incluídos no estudo apresentaram envolvimento da córnea e do limbo. A extensão inicial da neoplasia escamosa da superfície ocular foi medida em milímetros quadrados usando o programa ImageJ (LOCI, University of Wisconsin, Madison, EUA) em imagens feitas dos olhos de cada paciente imediatamente antes do início do tratamento. O tempo até a resolução do tumor foi observado em cada caso.
Resultados: A resolução tumoral completa foi alcançada em todos os casos, com média da extensão inicial de 26,71 mm2 (desvio padrão ± 17,21 mm2) e tempo médio até a resolução de 77 dias (desvio padrão ± 32 dias). Um aumento do volume tumoral após 15 dias de tratamento foi observado em 2 pacientes com resolução completa do tumor. Não houve correlação significativa entre o tempo até a resolução e a extensão inicial do tumor medida em milímetros quadrados (teste de Spearman, p=0,347).
Conclusões Nosso estudo sugere que a duração do tratamento necessário com interferon alfa- 2b tópico não depende do tamanho inicial do tumor de neoplasia escamosa da superfície ocular geralmente encontrada na prática clínica.
Keywords: Neoplasia da túnica conjuntiva; Doença da córnea/tratamento farmacológico; Carcinoma de célula escamosa; Interferon alfa-2/ uso terapêutico
Arq. Bras. Oftalmol. 2021;84 (1 )
:22-30
| DOI: 10.5935/0004-2749.20210004
Abstract
OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi de apresentar a nossa experiência no uso da termografia como método complementar para o diagnóstico inicial e a diferenciação de tumores intraoculares, bem como para a avaliação da eficácia do tratamento de melanomas intraoculares.
MÉTODOS: O grupo estudado compunha-se de 37 pacientes com tumores intraoculares, sendo 9 com melanoma uveal, 8 com melanoma uveal após braquiterapia com I125, 12 com metástases focais na úvea e 8 com hemangioblastoma capilar retiniano. As imagens do ponto central da córnea, da área do olho e da área da cavidade orbital foram obtidas com uma câmera FLIR T640.
RESULTADOS: Os olhos dos pacientes com melanoma uveal tinham temperaturas mais elevadas do que as dos olhos normais dos mesmos, em toda a faixa dos parâmetros medidos nas regiões de interesse. No grupo de pacientes com melanoma após braquiterapia mal sucedida, encontrámos temperaturas maiores no ponto central da córnea. Nos pacientes com regressão do tumor, todos os parâmetros medidos foram menores no olho acometido. Encontrámos temperaturas mais baixas em toda a faixa dos parâmetros testados e das áreas medidas nos olhos com metástases na coroide. Os olhos com hemangioblastoma intraocular diagnosticado caracterizaram-se por parâmetros mais elevados nas regiões de interesse, em comparação com olhos sem essa patologia.
CONCLUSÕES: O exame termográfico do olho pode usar-se como ferramenta de diagnóstico adicional de triagem na diferenciação de tumores intraoculares. A termografia pode ser uma ferramenta útil no acompanhamento do desfecho do tratamento em pacientes com melanoma intraocular.
Keywords: Termografia; Neoplasias uveais; Melanoma; Metástases neoplásicas; Neoplasias oculares/secundário; Hemangioblastoma
Arq. Bras. Oftalmol. 2020;83 (6 )
:505-510
| DOI: 10.5935/0004-2749.20200094
Abstract
Objetivo: Avaliar a segurança e o efeito de 12 meses de tratamento com fotocoagulação pelo pattern scanning laser para neoplasia escamosa da superfície ocular em um ambiente com poucos recursos e acesso extremamente limitado a um tratamento cirúrgico.
Métodos: Pacientes adultos com diagnóstico de neoplasia escamosa de superfície ocular foram submetidos a exame oftalmológico completo. Após anestesia tópica e instilação de azul de toluidina 1%, a lesão foi tratada com laser por um tempo de duração que variou de 20 a 100 ms e potência de 600 a 1800 mW. Os pacientes foram examinados semanalmente durante o primeiro mês e foram retratados semanalmente das lesões restantes, conforme necessário. Os pacientes tiveram um seguimento mínimo de 12 meses.
Resultados: Trinta e oito pacientes (38 olhos) foram incluídos no estudo. Todos os pacientes apresentaram neoplasia escamosa da superfície ocular clínica, confirmada por citologia de impressão. A idade dos pacientes variou entre 40 e 83 anos (média de 65.5 anos) e 28 deles eram do sexo masculino (74%). Os pacientes foram divididos em dois grupos: Grupo I (imunocompetente) e grupo II (imunossuprimido). No grupo I, 23 pacientes (74%) apresentaram resposta completa com o controle da lesão após o tratamento com laser. No grupo II, dois dos sete pacientes (28%) apresentaram resposta ao tratamento durante o acompanhamento. A média de aplicações de laser foi de 2,5 (1 a 6 aplicações). Os procedimentos foram bem tolerados.
Conclusões: Os resultados a curto prazo da abordagem de fotocoagulação a laser para o tratamento das lesões conjuntivais de neoplasia escamosa de superfície ocular foram favoráveis, com uma taxa de sucesso de 74% observada em pacientes imunocompetentes. Essa nova estratégia é uma alternativa menos intensiva em recursos que pode demonstrar sua utilidade em ambientes com escassez de salas cirúrgicas e em casos recorrentes. Estudos com acompanhamentos mais longos e amostras maiores são necessários para confirmar nossos achados e avaliar a eficácia do tratamento a laser associado à quimioterapia tópica.
Keywords: Carcinoma de células escamosas/diagnóstico; Neoplasia da túnica conjuntiva/terapia; Terapia a laser; Fotocoagulação
Arq. Bras. Oftalmol. 2020;83 (4 )
:1-6
| DOI: 10.5935/0004-2749.20200053
Abstract
Objetivo: Determinar a frequência de neoplasia escamosa da superfície ocular associada ao pterígio com apresentação clínica, em um centro de referência em Oftalmologia da região central do México.
Métodos: Revisamos os laudos histopatológicos e as lâminas de biópsia de todos os pacientes que foram submetidos à cirurgia de pterígio de 2014 a 2016 no Instituto Mexicano de Oftalmologia, na cidade de Querétaro.
Resultados: Estudamos 177 amostras de biópsia; 66% eram de pacientes do sexo feminino, sendo a mediana da idade de 52 anos. Encontramos neoplasia escamosa da superfície ocular em 11,29% (n=20). Uma amostra de biópsia mostrou um carcinoma queratinizante infiltrativo pouco diferenciado.
Conclusões: A prevalência da neoplasia escamosa da superfície ocular nessa região parece ser maior do que a indicada por outras pesquisas. Mais estudos de âmbito nacional são necessários para determinar a verdadeira prevalência da neoplasia escamosa da superfície ocular no México e examinar os fatores de risco relacionados.
Keywords: Pterígio; Neoplasias da túnica conjuntiva; Neoplasias oculares; Histopatologia; Carcinoma de células escamosas