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Search for: Diabetic retinopathy; Diabetes mellitus; Diagnostic techniques, ophthalmological; Pupil; Reflex, pupillary
Abstract
Objetivo: Avaliar a prevalência de retinopatia diabética (RD) em uma associação de diabéticos, bem como o nível de informação dos pacientes a respeito desta doença. Métodos: O estudo avaliou, aleatoriamente, 46 pacientes de uma associação de diabéticos que responderam a perguntas sobre conhecimento da RD e avaliação oftalmoscópica prévia e foram submetidos à exame de fundo de olho por oftalmoscopia binocular indireta. Resultados: Entre os diabéticos tipo 1, o estudo encontrou 44,44% dos pacientes com RD e um caso de RD proliferativa; entre os diabéticos tipo 2, 24,3% possuíam RD; 65,22% dos indivíduos avaliados nunca haviam feito exame de oftalmoscopia, embora 80,43% já haviam tido alguma informação sobre RD. Conclusões: Concluímos que há baixa cobertura em termos de prevenção e detecção da RD nesta associação de diabéticos, o que contrasta com o nível de informação dos pacientes sobre a doença e com o fato de ser uma entidade voltada exclusivamente para o tratamento do diabete.
Keywords: Diabete melito; Retinopatia
Abstract
Objetivo: Investigar picos de pressão intraocular em pacientes fácicos e pseudofácicos com glaucoma primário de ângulo aberto no teste de sobrecarga hídrica.
Método: Quarenta pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto foram avaliados; vinte eram fácicos e vinte eram pseudofácicos. Um olho (selecionado aleatoriamente) foi incluído no estudo, todos os pacientes foram submetidos às curvas da pressão intraocular imediatamente após o teste de sobrecarga hídrica.
Resultados: Observou-se uma diferença estatisticamente significante na média dos picos nas curvas da pressão intraocular para os pacientes fácicos e pseudofácicos (p=0,045). Houve diferença estatisticamente significante nos picos da pressão intraocular no teste de sobrecarga hídrica entre os grupos, sendo observados valores mais altos nos pacientes fácicos (p=0,004).
Conclusão: Os picos da pressão intraocular no teste de sobrecarga hídrica foram maiores no grupo fácico que no grupo pseudofácico.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Água potável; Pressão intraocular
Abstract
Objetivo: Avaliar a relação da espessura subfoveal da coroide e dos níveis plasmáticos de dimetil-arginina assimétrica com a gravidade da retinopatia diabética em pacientes com diabetes mellitus tipo 2.
Métodos: Foram incluídos 68 casos, compreendendo 15 pacientes sem retinopatia diabética, 17 pacientes com retinopatia diabética não proliferativa, 16 pacientes com retinopatia diabética proliferativa, e 20 casos saudáveis (grupo de controle). A espessura subfoveal da coroide foi medida manualmente, usando o programa de varredura com tomografia computadorizada óptica com imagem profunda aprimorada, e os níveis plasmáticos de dimetil-arginina assimétrica foram medidos usando um kit microELISA comercial.
Resultados: Os valores da espessura subfoveal da coroide e os níveis plasmáticos de dimetil-arginina assimétrica foram significativamente diferentes nos quatro grupos (p<0,001 para ambos os parâmetros). Os valores da espessura subfoveal da coroide foram significativamente menores no grupo com retinopatia diabética proliferativa do que nos outros três grupos (sem retinopatia diabética, retinopatia diabética não proliferativa e grupo de controle, com p<0,001, p=0,045 e p<0,001, respectivamente). Já os níveis plasmáticos de dimetil-arginina assimétrica foram significativamente maiores no grupo com retinopatia diabética proliferativa do que nos outros três grupos (p<0,001, p=0,04 e p<0,001, respectivamente). Além disso, também foi encontrada uma correlação negativa significativa entre os níveis plasmáticos de dimetil-arginina assimétrica e a espessura subfoveal da coroide (p<0,001, r=-0,479).
Conclusão: A dimetil-arginina assimétrica é um importante marcador de disfunção endotelial e um inibidor endógeno da óxido nítrico sintase. Foi encontrada uma relação da gravidade da retinopatia diabética e de níveis elevados de dimetil-arginina assimétrica no plasma com a redução da espessura subfoveal da coroide em pacientes diabéticos tipo 2 com retinopatia diabética.
Keywords: Diabetes Mellitus, Tipo 2; Retinopatia diabética; Coroide; Fóvea central; Óxido nítrico; Arginina; Tomografia de coerência óptica
Abstract
Objetivo: Comparar a estrutura da córnea e as alterações morfológicas endoteliais após cirurgia de catarata por facoemulsificação sem intercorrências entre pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e não diabéticos; e determinar quais fatores pré e intra-operatórios relacionados com a maior redução da densidade celular endotelial.
Métodos: Quarenta e cinco diabéticos (45 olhos) e 43 (43 olhos) controlos com catarata relacionada à idade foram incluídos neste estudo observacional prospectivo. Os parâmetros da córnea (espessura e volume) e do segmento anterior foram medidos pela tomografia Scheimpflug; a densidade e morfologia celular endotelial (coeficiente de variação do tamanho das células, células hexagonais) foram registrados usando microscopia especular não contato. Os pacientes foram avaliados no pré-operatório, 1 e 6 meses após a cirurgia. Foi realizada uma análise de regressão linear uni e multivariada para avaliar a relação entre os parâmetros demográficos, clínicos, oculares e intra-operatórios com a redução da densidade celular endotelial aos 6 meses.
Resultados: Nos dois grupos houve uma perda significativa de células endoteliais ao 1º mês pós-operatório (p<0,001), que permaneceu estável até ao 6º mês; sem diferenças estatisticas entre os grupos diabetes mellitus e não diabetes mellitus em qualquer avaliação. A espessura média da córnea no pós-operatório central aos 1 e 6 meses não mudou significativamente em relação ao valor médio pré-operatório nos dois grupos (p>0.05). A análise de regressão multivariada linear mostrou que a idade avançada (p=0.042) e os graus mais elevados de catarata (p=0.001) foram significativamente associados à maior redução densidade celular endotelial aos 6 meses de seguimento.
Conclusão: Este estudo mostrou que a idade avançada e as cataratas mais densas podem predispor a uma maior redução densidade celular endotelial após a cirurgia de catarata. Outros fatores, como diabetes mellitus e parâmetros pré-operatórios do segmento anterior, não influenciaram significativamente as alterações pós-operatórias da densidade celular endotelial.
Keywords: Catarata; Facoemulsificação; Diabetes mellitus tipo 2; Retinopatia diabética; Epitélio posterior; Paquimetria corneana; Perda de células endoteliais da córnea
Abstract
Objetivo: Fornecer orientações sobre a frequência e os componentes dos exames oftalmológicos para crianças saudáveis de 0 a 5 anos.
Métodos: Essas diretrizes foram desenvolvidas com base em revisão bibliográfica e experiência clínica de um comitê de especialistas. Foram realizadas buscas PubMed/Medline; documentos selecionados não se restringiram a revisões sistemáticas, ensaios clínicos randomizados e estudos observacionais. Quando adequado, o perfil GRADE foi aplicado para graduá-los e o consenso de especialistas foi usado nos tópicos sem evidência científica. Também foram revisadas as recomendações pela Academia Americana de Pediatria, Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo, Academia Americana de Oftalmologia, Royal College of Ophthalmologist e Sociedade Canadense de Oftalmologia. O documento final foi aprovado pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica e Sociedade Brasileira de Pediatria.
Resultados: Os recém-nascidos devem ser submetidos ao teste do reflexo vermelho e inspeção dos olhos e anexos pelo pediatra dentro de 72 horas de vida ou antes da alta da maternidade. O teste do reflexo vermelho deve ser repetido pelo pediatra durante as consultas de puericultura pelo menos três vezes ao ano durante os primeiros 3 anos de vida. Se factível, um exame oftalmológico completo pode ser feito entre 6 a 12 meses de vida. Até os 36 meses de idade, os marcos visuais, função visual apropriada para a idade, fixação e alinhamento ocular também devem ser avaliados pelo pediatra ou médico da família. Pelo menos um exame oftalmológico completo deve ser realizados entre 3 e 5 anos de idade. O exame deve conter pelo menos inspeção dos olhos e anexos, avaliação da função visual apropriada para a idade, avaliação da motilidade e alinhamento ocular (testes de cobertura), refração sob cicloplegia e avaliação do fundo de olho dilatado.
Conclusões: As diretrizes sobre a frequência da avaliação oftalmológica são ferramentas importantes para orientar os médicos sobre a melhor prática a fim de evitar problemas visuais tratáveis na infância, que poderiam comprometer seu desenvolvimento social, escolar e global, além de causar perda permanente da visão.
Keywords: Técnicas de diagnóstico oftalmológico, Triagem visual; Testes visuais; Criança, Lactente
Abstract
PURPOSE: Polycystic ovary syndrome is frequently associated with autonomic nervous system dysfunction, even in the absence of obesity or overt metabolic abnormalities. Alterations in pupillary responses may reflect early autonomic involvement and serve as a potential tool for early diagnosis, risk stratification, and disease monitoring. This study aimed to investigate pupillary reflex parameters using dynamic pupillometry in newly diagnosed non-obese women with polycystic ovary syndrome and to compare the findings with those of healthy controls. Methods: This prospective cross-sectional study included 48 newly diagnosed women with polycystic ovary syndrome and 44 age- and sex-matched healthy controls. Pupillary function parameters were measured using dynamic pupillometry (MonPackOne; Metrovision, France). Results: The mean age did not differ significantly between the groups (p=0.870). Initial pupil diameter, pupil contraction amplitude, and contraction velocity were significantly lower in the PCOS group than in the control group, whereas pupillary dilation duration was significantly longer (p<0.001, p<0.001, p=0.007, and p=0.032, respectively). No significant differences were observed between the groups regarding contraction latency, contraction duration, dilation latency, or dilation velocity (p=0.749, p=0.925, p=0.653, and p=0.310, respectively). Conclusion: Newly diagnosed non-obese women with polycystic ovary syndrome exhibit significant alterations in pupillary dynamics, suggesting a generalized reduction in both sympathetic and parasympathetic activity. Dynamic pupillometry may represent a practical, noninvasive tool for detecting early autonomic hypoactivity and identifying patients at risk for future metabolic or cardiovascular complications.
Keywords: Autonomic nervous system; IPupil/physiology; Reflex, Pupillary/physiology; Polycystic ovary syndrome/diagnosis; Menstruation disturbances; Ideal body weight
Abstract
OBJETIVO: Descrever alterações microvasculares na mácula em diabéticos do tipo 2 sem retinopatia diabética e pacientes saudáveis, e correlacionar achados com perfil clínico nos diabéticos.
MÉTODOS: Foram incluídos 60 olhos de 30 diabéticos e 30 pacientes saudáveis. Diabéticos realizaram fundoscopia, retinografia® (CR2; Canon Inc., New York, New York, USA) e angiografia fluoresceínica® (TRC-50DXC; Topcon Inc., Tokyo, Japan) para descartar a presença de retinopatia. Os 60 pacientes realizaram a angiografia por tomografia de coerência óptica® (RTVue XR, Avanti, Optovue, Fremont, CA, USA) (área macular: 6 x 6 mm2) e foram analisados densidade vascular total, foveal e parafoveal no plexo capilar superficial e plexo capilar profundo, espessura foveal, espessura parafoveal, área da zona avascular da fóvea no plexo capilar superficial e área de fluxo da coriocapilar. Resultados da angiografia por tomografia de coerência óptica foram comparados entre os 2 grupos e correlacionados com acuidade visual, tempo de diabetes, controle glicêmico, perfil lipídico e função renal nos diabéticos.
RESULTADOS: Observou-se aumento mínimo da área de fluxo da coriocapilar nos diabéticos, média das áreas foi de 22,3 ± 4,6 mm² no grupo controle e 22,6 ± 3,9 mm² em diabéticos (p=0,017). Não foi observada diferença estatisticamente significante entre outras variáveis da angiografia por tomografia de coerência óptica analisadas nos dois grupos. Hemoglobina glicosilada e glicemia de jejum apresentaram correlação negativa estatisticamente significante com densidade vascular foveal de ambos os plexos e a glicemia de jejum se correlacionou positivamente com área de fluxo da coriocapilar (p=0,034). Outros dados clínicos avaliados não apresentaram correlação com achados da angiografia por tomografia de coerência óptica.
CONCLUSÃO: Resultados sugerem que a angiografia por tomografia de coerência óptica pode não ser a melhor ferramenta na detecção de alterações pré-clínicas em diabéticos, não substituindo o exame clínico, e corroboram a ideia de que o controle glicêmico deve ser o principal parâmetro clínico a ser considerado na triagem da retinopatia. Estudos com amostras maiores são necessários para confirmar os achados.
Keywords: Angiografia; Diabetes mellitus; Retinopatia diabética; Diagnóatico por imagem; Tomografia de coerência óptica
Abstract
Objetivo: Avaliar se as características da tomografia de coerência óptica de domínio espectral dos espaços cistoides intraretinianos prevêem resultados visuais em pacientes que recebem terapia de injeção intravítrea com fator de crescimento endotelial antivascular (bevacizumab 1,25 mg/0,05 ml) para edema macular cistoide diabético.
Métodos: A relação entre as propriedades dos espaços cistoides antes da injeção e os resultados anatômicos e funcionais após a injeção foi investigada em pacientes que receberam três injeções intravítreas para edema macular cistoide. A melhor acuidade visual corrigida para a melhora funcional e a espessura do subcampo central para a melhora anatômica foram avaliadas. Além disso, foi avaliada a relação da localização dos espaços cistoides com a integridade dos fotorreceptores e camadas internas da retina.
Resultados: Em 36 olhos de 36 pacientes, a melhor acuidade visual corrigida foi significativamente aprimorada (p=0,002), e a espessura média do subcampo central foi diminuída após injeções (p=0,003). O aprimoramento da melhor acuidade visual corrigida foi limitado nos olhos com cistos na camada nuclear externa (p=0,045). A reflexividade intracística foi maior nos olhos que falharam na melhor acuidade visual corrigida do que nos olhos com resultados visuais bem-sucedidos (p=0,028). A zona elipsoide interrompida esteve presente em 13 (59,0%) de 22 olhos com cistos na camada nuclear externa, e em apenas 1 de 14 olhos (7,1%) sem cistos na camada nuclear externa (p=0,009). A desorganização das camadas internas da retina esteve presente em 15 dos 22 olhos (68,1%) com cistos na camada nuclear externa, enquanto apenas 2 em 14 olhos (14,2%) sem cistos na camada nuclear externa tiveram desorganização das camadas internas da retina (p=0,013).
Conclusão: Características dos espaços cistoides intrarretinianos podem prever prognóstico em pacientes com edema macular cistoide diabético e ganho visual pode ser limitado nos olhos com cistos na camada nuclear externa.
Keywords: Diabetes Mellitus; Retinopatia diabética; Edema macular; Tomografia de coerência óptica; Espaços cistoides intrarretinianos; Acuidade visual.
Abstract
OJETIVOS: O olho seco é uma doença multifatorial, muito comum na prática clínica oftalmológica. A utilização de questionários validados de sintomas de olho seco permite rastrear de maneira mais objetiva essa doença na população geral, avaliar a prevalência dos sintomas e frequência de diagnóstico, permitindo o tratamento precoce e adequado dessa condição. O 5-Item Dry Eye Questionnaire (DEQ-5) é um questionário em inglês que avalia a frequência e a intensidade do desconforto e ressecamento ocular e a frequência do lacrimejamento, já validado no inglês e espanhol, porém não no português até o presente momento. O objetivo deste estudo foi traduzir e validar o questionário DEQ-5 para a língua portuguesa.
MÉTODOS: Foi utilizado o questionário DEQ-5, composto por 5 perguntas simples e diretas - 2 relacionadas ao desconforto ocular, 2 ao ressecamento ocular e 1 ao lacrimejamento. Foi realizada a tradução inicial da versão em inglês para o português por dois tradutores de língua materna portuguesa, seguido de uma avaliação e compilação de uma versão única por um comitê interdisciplinar das versões traduzidas. Em seguida, tal versão foi traduzida de volta para o inglês por 2 indivíduos que possuíam o inglês como primeira língua, seguido de avaliação e comparação com a versão original em língua inglesa pelo mesmo comitê interdisciplinar. Após, a versão final do questionário foi aplicada em 31 voluntários em dois momentos diferentes.
RESULTADOS: A confiabilidade interobservador das 5 perguntas variou de 0,584-0,813 e a correlação de Pearson de 0.755-0.935, sendo o p-valor <0,0001 em todas elas. A consistência interna foi α=0,887. Todas as perguntas apresentaram concordância de moderada a alta.
CONCLUSÕES: A análise estatística dos dados coletados encontrou ótimos índices de concordância - moderada a alta para todas as questões analisadas -, permitindo o uso do DEQ-5 na língua portuguesa em pesquisas e também como forma de triagem para doença de olho seco e acompanhamento dos sintomas.
Keywords: Síndromes do olho seco; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Inquéritos e questionários; Traduções
Abstract
Objetivo: Comparar as diferenças entre a chord aparente µ e o chord real µ.
Métodos: Estudo prospectivo, comparativo, não randomizado e não intervencionista. Os exames de imagem (Pentacam e HD Analyzer) foram realizados na mesma sala e nas mesmas condições escotópicas. Os critérios de inclusão foram idade de 21 a 71 anos; compreensão do termo de consentimento; miopia até 4D e astigmatismo topográfico anterior até 1D. Os critérios de exclusão foram usuários de lentes de contato; pacientes com doenças oculares prévias ou cirurgias; opacidades da córnea; a presença de alterações tomográficas da córnea ou suspeita de ceratocone.
Resultados: Em nosso estudo foram analisados 116 olhos de 58 pacientes. A média de idade foi de 30,69 anos (± 7,85). Análises de correlação foram desenvolvidas e o coeficiente de correlação de Pearson (0,647) indica uma relação linear positiva moderada entre as variáveis. A média do chord µ real foi 226,21± 128,53 µm e a média do chord µ média foi 278,66 ± 123,90 µm, com diferença média de 52,45 µm (p=0,01).
A análise do diâmetro pupilar médio apresentou: 5,76mm no HD Analyzer e 3,31mm no Pentacam.
Conclusões: Entendemos a existência de uma diferença significativa entre os métodos e assim a medida de ambos os dispositivos com base em princípios diferentes devemos respeitar suas peculiaridades. Como encontramos correlação entre as duas medidas, acreditamos que ambas podem ser utilizadas na prática diária.
Keywords: Imagem óptica; Percepção visual; Pupila; Segmento anterior do olho; Córnea; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
Abstract
OBJETIVO: Avaliar as alterações precoces após a primeira injeção de anticorpos antifator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF) em casos de edema macular secundário à retinopatia diabética e oclusão da veia da retina e a relação entre essas alterações e o resultado a longo prazo.
MÉTODOS: Foram incluídos no estudo pacientes que receberam uma injeção de antifator de crescimento endotelial vascular para edema macular, virgem de tratamento e devido à oclusão da veia retiniana ou a retinopatia diabética. A espessura macular central foi medida no início do tratamento e no 1º dia, 2ª semana e 1º mês após a injeção, bem como na última visita, através de tomografia de coerência óptica de domínio espectral. Definiu-se uma “boa resposta” como uma redução ≥10% na espessura macular central no 1º dia após a injeção. Os pacientes foram reavaliados na última visita com relação à resposta ao tratamento no 1º dia após a injeção, com base em um resultado anatômico favorável, definido como uma espessura macular central <350 µm.
RESULTADO: Foram registrados 26 (44,8%) pacientes com edema macular e oclusão da veia da retina e 32 (55,2%) com edema macular e retinopatia diabética. O tempo médio de acompanhamento foi de 24,0 meses (desvio-padrão de 8,5 meses). Foi observada uma diminuição estatisticamente significativa da espessura macular central após o tratamento antifator de crescimento endotelial vascular tanto em pacientes com edema macular e oclusão da veia retiniana quanto naqueles com edema macular e retinopatia diabética (p<0,001 para ambos). Todos os pacientes com edema macular e oclusão da veia retiniana responderam bem no 1º dia pós-injeção. Todos os que responderam mal no 1º dia pós-injeção pertenciam ao grupo com edema macular e retinopatia diabética (n=16,50%). A presença de manchas hiperrefletivas foi maior nos pacientes que responderam mal do que naqueles que tiveram boa resposta no grupo com edema macular e retinopatia diabética (p=0,03). Um dos 42 (2,4%) pacientes com boa resposta total teve espessura macular central >350 µm, enquanto 5 (31,2%) do total de 16 pacientes com resposta ruim apresentaram espessura macular central >350 µm na última visita (p=0,003).
CONCLUSÃO: O resultado anatômico de longo prazo do edema macular secundário à oclusão da veia retiniana e à retinopatia diabética pode ser previsto pela resposta ao tratamento no 1º dia após a injeção de antifator de crescimento endotelial vascular.
Keywords: Edema macular; Retinopatia diabética; Diabetes mellitus; Oclusão da veia retiniana; Fator A de crescimento do endotélio vascular; Inibidores da angiogênese; Resultado do tratamento
Abstract
Objetivo: A possível variabilidade nos resultados de testes diagnósticos é uma característica estatística dos pacientes com síndrome do olho seco. O médico deve considerar as variações do filme lacrimal ao longo do tempo, pois o momento em que o filme lacrimal é medido pode ser crítico para o diagnóstico adequado. O objetivo deste estudo foi analisar a variação semanal da osmolaridade do filme lacrimal em participantes saudáveis e em outros com síndrome do olho seco.
Métodos: Com base nos critérios da metodologia de diagnóstico do relatório da Dry Eye Workshop II (DEWSII), foi aplicada uma bateria de testes (questionário do índice de doença da superfície ocular [OSDI], tempo de ruptura do filme lacrimal e coloração da córnea) para descartar a presença de síndrome do olho seco. Um total de 40 voluntários qualificados foi recrutado e distribuído em dois grupos de 20 participantes saudáveis e 20 participantes com síndrome do olho seco. A variação da osmolaridade entre semanas foi medida com um osmômetro TearLab em duas sessões com uma semana de intervalo nos dois grupos. As diferenças entre os resultados foram então calculadas.
Resultados: Não foram encontradas diferenças significativas na osmolaridade entre as medidas obtidas nas duas sessões, nem no grupo de participantes saudáveis (teste de t pareado; p=0,085), nem no de participantes com síndrome do olho seco (teste de t pareado; p=0,093). Não foi detectada nenhuma correlação significativa entre as médias e diferenças entre as duas sessões entre participantes saudáveis (correlação de Pearson: r=0,020, p=0,935) e aqueles com síndrome do olho seco (correlação Pearson: r=-0,022, p=0,928). Foi encontrada uma diferença significativa nos valores de osmolaridade entre os dois grupos na primeira sessão (teste de t não pareado; p=0,001), mas nenhuma diferença foi encontrada na segunda sessão (teste de t não pareado; p=0,292).
Conclusões: O presente estudo não encontrou variação entre semanas consecutivas na osmolaridade do filme lacrimal em participantes saudáveis e com síndrome do olho seco, classificados com base nos critérios do DEWSII.
Keywords: Concentração osmolar; Lágrimas; Síndromes do olho seco; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
Abstract
OBJETIVO: Os níveis séricos de N-óxido de trimetilamina têm sido associados ao diabetes mellitus tipo 2 e suas complicações. O presente estudo tem como objetivo responder a duas questões, entre elas: O nível plasmático de N-óxido de trimetilamina poderia ser um novo marcador no diagnóstico de retinopatia diabética? e Ele poderia ser utilizado no diagnóstico diferencial de retinopatia diabética e não diabética?
MÉTODOS: Trinta pacientes com retinopatia diabética, 30 pacientes com retinopatia não diabética, 30 pacientes com diabetes mellitus tipo 2 sem retinopatia e 30 participantes saudáveis do grupo controle foram incluídos no estudo. Parâmetros bioquímicos, níveis séricos de IL-6, de TNF-α e de N-óxido de trimetilamina foram medidos em todos os participantes.
RESULTADOS: O nível de N-óxido de trimetilamina foi significativamente maior na retinopatia diabética do que nos outros grupos (p<0,001). Não houve diferença significativa no nível de N-óxido de trimetilamina entre o grupo de retinopatia não diabética, do grupo controle ou do grupo de diabetes mellitus tipo 2. Houve uma correlação positiva significativa entre o nível de N-óxido de trimetilamina e os níveis elevados de FPG, IMC, HOMA-IR, BUN, IL-6 e TNF-α.
CONCLUSÃO: O estudo atual mostrou que o nível de N-óxido de trimetilamina encontra-se elevado na retinopatia diabética. Esses achados sugerem que o nível sérico de N-óxido de trimetilamina pode ser um novo marcador na retinopatia diabética, podendo ser usado no diagnóstico diferencial de retinopatia diabética e não diabética.
Keywords: Biomarcadores; Retinopatia diabética; Diagnóstico diferencial; Óxidos; Diabetes mellitus tipo 2; N-óxido de trimetilamina; Trimetilamina
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate the efficacy and clinical outcomes of a one-way fluid-air exchange procedure for the treatment of postvitrectomy diabetic vitreous hemorrhage in patients with proliferative diabetic retinopathy.
METHODS: This retrospective study included 233 patients with proliferative diabetic retinopathy, who underwent vitrectomy. A one-way fluid-air exchange procedure was performed in 24 eyes of 24 (10.30%) patients with persistent vitreous cavity rebleeding after the operation. Preprocedural and postprocedural best-corrected visual acuity values were achieved. Complications occurring during and after the procedure were analyzed.
RESULTS: Significant visual improvement was observed 1 month after the one-way fluid-air exchange procedure (2.62 ± 0.60 LogMAR at baseline vs. 0.85 ± 0.94 LogMAR at postprocedure, p<0.0001). Moreover, 19 (79.17%) eyes needed the procedure once, and 5 (20.83%) eyed had the procedure more than twice. In 3 (12.50%) eyes, reoperation was eventually required because of persistent rebleeding despite several fluid-air exchanges. No complication was observed during the follow-up.
CONCLUSIONS: The one-way fluid-air exchange procedure can be an excellent alternative to re-vitrectomy for patients with proliferative diabetic retinopathy suffering from postvitrectomy diabetic vitreous hemorrhage by removing the hemorrhagic contents directly and achieving fast recovery of visual function without apparent complications.
Keywords: Diabetic retinopathy; Vitrectomy; Vitreous body; Vitreous hemorrhage; Hemostatic techniques
Abstract
A cicloplegia é crucial para um exame oftalmológico pediátrico acurado. Este documento visa a fornecer uma recomendação para cicloplegia e midríase pediátrica para oftalmologistas brasileiros. Foi desenvolvido com base em revisão literária, na experiência clínica de especialistas brasileiros, por meio de questionários, e no consenso do comitê de especialistas da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP). De acordo com as melhores evidências, este comitê recomenda o uso de uma gota de ciclopentolato 1%, mais uma gota de tropicamida 1% em crianças maiores de 6 meses e duas gotas de tropicamida 1% com intervalo de 0-5 minutos para menores de 6 meses. A midríase pode ser potencializada por uma gota de fenilefrina 2,5%. Para o rastreamento da retinopatia da prematuridade, a recomendação é tropicamida 0,5 ou 1%, duas ou três vezes, com 5 minutos de intervalo, e 2,5% de fenilefrina, preferencialmente uma vez. O uso prévio de proxymetacaína 0,5% é sempre recomendado.
Keywords: Midríase; Refração ocular; Recém-nascido; Criança; Técnicas de diagnóstico oftalmológico.
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