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Search for: Skin diseases, vascular; Telangiectasias/congenital; Eye manifestations
Abstract
Objetivo: Fornecer informações sobre a ocorrência e a eficácia do aconselhamento sobre o uso de tabaco por oftalmologistas a pacientes com doenças oculares associadas à tireoide.
Métodos: Analisamos os prontuários médicos eletrônicos de uma coorte digital de pacientes atendidos por oftalmologistas no Sistema de Saúde da Universidade da Pensilvânia entre o início de 2012 e o final de 2017 com os códigos da Classificação Internacional de Doenças (CID) para a doença de Graves, exoftalmia tireotóxica ou doença ocular associada à tireoide. Os históricos de uso de tabaco foram registrados na primeira e na última visita ao consultório de Oftalmologia, ou na visita mais próxima no tempo. A quantidade de maços/dia (mpd) e todas as anotações feitas nas visitas ao consultório de Oftalmologia foram analisadas para aconselhamento sobre o uso de tabaco.
Resultados: Um total de 435 indivíduos preencheram os critérios de inclusão, dos quais 72 (16,6%) estavam fumando ativamente no momento do primeiro encontro. Apenas 57 (79,2%) desses indivíduos que fumam ativamente registraram queixas relacionadas ao tabagismo, sendo que 34 (59,6%) deles receberam alguma forma de aconselhamento sobre o uso de tabaco. Ao todo, 9 (26,5%) indivíduos dentre os que receberam aconselhamento sobre tabaco e 1 (4,3%) que não teve aconselhamento registrado pararam de fumar (diferença de risco de 22,1%; IC 95%, [1,7%, 39,1%]; p=0,04). Dentre aqueles que receberam aconselhamento, 17 (50,0%) reduziram seus mpd, além de 7 (30,4%) daqueles que não tiveram aconselhamento (diferença de risco de 19,6%; IC 95% [-6,3%, 41,3%]; p=0,18). No geral, 14 (25,5%) dos 55 oftalmologistas que tiveram um paciente fumante ativo registraram evidências de aconselhamento sobre o uso de tabaco.
Conclusões: Os resultados deste estudo revelam tanto as oportunidades perdidas de aconselhamento sobre o uso do tabaco quanto a eficácia do aconselhamento no contexto de doenças oculares associadas à tireoide.
Keywords: Uso de tabaco; Aconselhamento; Doenças da glândula tireóide; Doença de Graves; Oftalmopatias
Abstract
OBJETIVO: Avaliar as alterações do complexo tomográfico das células ganglionares em pacientes com edema macular diabético tratados com injeções intravítreas do fator de crescimento endotelial anti-vascular (anti-VEGF).
MÉTODOS: Analisamos dados de 35 olhos de 35 pacientes previamente não tratados nos quais o edema macular diabético melhorou após três doses de injeção de anti-VEGF e que não receberam injeções repetidas. Registramos avaliações da tomografia de coerência óptica de domínio espectral do complexo de células ganglionares e da espessura macular central na linha de base e mensalmente por três meses e, também no sexto e nono mês após o tratamento. Comparamos os resultados com os olhos não afetados nos mesmos pacientes e com os de um grupo controle de pacientes com edema macular diabético que não foram tratados.
RESULTADOS: A média da idade dos pacientes no grupo de tratamento foi de 60 ± 4,38 anos. As espessuras foveais medidas pela tomografia de coerência óptica diminuiram significativamente desde o início até o terceiro mês após a injeção (p<0,05). A espessura média do complexo de células ganglionares foi de 115,08 ± 16,72 µm antes da primeira injeção e 101,05 ± 12,67 µm após a terceira injeção (p<0,05). A média do complexo de célula ganglionar foi de 110,04 ± 15,07 µm no sexto mês (p>0,05) e 113,12 ± 11,15 µm no nono mês (p>0,05). Encontramos uma diferença significativa entre os pacientes e o grupo controle quanto à média da espessura do complexo de células ganglionares no segundo e terceiro meses após a injeção (p<0,05).
CONCLUSÃO: Nosso estudo mostrou que a espessura do complexo de células ganglionares em pacientes com edema macular diabético diminuiu após as injeções de anti-VEGF. Não podemos determinar se a diminuição da espessura do complexo de células ganglionares ocorreu devido aos efeitos dos agentes anti-VEGF ou ao curso natural da doença.
Keywords: Diabetes mellitus; Edema macular; Complexo de células ganglionares; Anti-fator de crescimento vascular endotelial; Doenças neurodegenerativas; Tomografia de coerência óptica
Abstract
Objetivo: Identificar manifestações oculares em pacientes na fase crônica da febre Chikungunya e descrever seu perfil sociodemográfico.
Métodos: Estudo transversal com a inclusão de pacientes com confirmação sorológica de febre Chikungunya. Todos os pacientes foram submetidos a exame oftalmológico completo, incluindo testes específicos de função lacrimal (teste de ruptura do filme lacrimal, teste de Schirmer e teste da lissamina verde).
Resultados: Foram avaliados 64 olhos de 32 pacientes. A maioria dos pacientes eram do sexo feminino (71,9%) e a idade média foi 50,0 ± 13,7 anos. O intervalo médio entre a confirmação sorológica e o exame oftalmológico foi de 12,7 ± 7,7 meses. Vinte pacientes (62%) apresentaram olho seco. Não houve significância estatística na associação entre olho seco e o tempo de diagnóstico da infecção (p=0,5546), idade (p=0,9120), sexo (p=1,00), raça (p=0,2269), artralgia durante a infecção aguda (p=0,7930), dor retro-orbitária (p=0,3066) e conjuntivite (p=1,00).
Conclusão: A presença de olho seco foi a manifestação mais prevalente observada. Não foram observados sinais de inflamação intraocular ou baixa acuidade visual.
Keywords: Febre Chikungunya; Vírus Chikungunya; Síndromes do olho seco; Infecções oculares virais; Infecção por Arbovírus; Manifestações oculares.
Abstract
Objetivo: Determinar os efeitos da deficiência de vitamina D nos microvasos da retina usando angiotomografia de coerência óptica.
Métodos: Este estudo foi planejado para ser do tipo caso-controle observacional. Foram avaliados 98 olhos de pacientes com deficiência de vitamina D e 96 olhos de participantes saudáveis com nível sérico de vitamina D superior a 30 ng/mL. Foram adquiridas imagens de varredura centralizadas na mácula, com um tamanho de 6,00 × 6,00 mm. Mediram-se a densidade dos vasos nos plexos capilares superficial e profundo da retina, a área da zona avascular foveal e a área do fluxo coriocapilar.
Resultados: Os grupos mostraram-se semelhantes em relação à melhor acuidade visual corrigida, ao gênero, ao comprimento axial, ao erro refrativo, à idade e à pressão intraocular ajustada. O nível médio de vitamina D foi significativamente menor no grupo de estudo (p=0,021). As densidades total, parafoveal e perifoveal do plexo capilar profundo foram significativamente maiores no grupo de estudo que no grupo controle (respectivamente, p=0,012, p=0,014 e p=0,023). As áreas da zona avascular foveal e do fluxo coriocapilar foram semelhantes nos dois grupos (respectivamente, p=0,37 e p=0,27). Além disso, houve uma forte correlação negativa do nível sérico de vitamina D com as densidades vasculares medidas em toda a imagem e nas regiões parafoveais e perifoveais do plexo capilar profundo no grupo de estudo (respectivamente, ρ de Spearman = -0,71, p=0,043; ρ de Spearman = -0,79, p=0,011; e ρ de Spearman = -0,74, p=0,032).
Conclusão: Pode ocorrer um aumento na densidade vascular da retina devido a alterações estruturais dos vasos causadas pela deficiência de vitamina D. O aumento da densidade vascular, especialmente no plexo capilar profundo, pode ser usado para o diagnóstico precoce da vasculopatia associada à deficiência de vitamina D.
Keywords: Deficiência de vitamina D; Vasos retinianos/fisiopatologia; Doenças vasculares/ prevenção & controle; Tomografia de coerência óptica
Abstract
Objetivo: Avaliar o efeito da doença por coronavírus de 2019 (COVID19) na espessura da coroide usando tomografia de coerência óptica com profundidade de imagem aprimorada.
Métodos: Este estudo consistiu em 41 casos pós-COVID19 (Grupo 1) e 41 indivíduos saudáveis (Grupo 2). Apenas os olhos direitos dos participantes foram incluídos no estudo. A espessura da coroide foi medida usando tomografia de coerência óptica com profundidade de imagem aprimorada. Nos casos pós-COVID19, as medições foram realizadas dentro de 1 mês da doença. A espessura da coroide foi medida por dois oftalmologistas experientes nos quadrantes subfoveal, temporal e nasal, em sete pontos diferentes, a intervalos de 500 a 1500 μm da fóvea. Além disso, a espessura macular central e a espessura da camada de células ganglionares foram medidas com OCT e os dois Grupos foram comparados.
Resultados: As espessuras coroidais foram estatisticamente mais espessas no Grupo 1 que no Grupo 2, com 500 μm no quadrante subfoveal, 500 Symbol (OTF)m no temporal e 1000 μm no nasal (p=0,011, p=0,043, p=0,009 e p=0,019, respectivamente). Embora outras medidas tenham se mostrado mais espessas no Grupo 1, elas não foram estatisticamente significativas (p>0,05). Também não houve diferenças significativas entre os Grupos quanto à espessura macular central e à espessura da camada de células ganglionares (p>0,05).
Conclusão: A espessura da coroide mostrou-se aumentada em pacientes pós-COVID19. Isso pode estar relacionado à inflamação que faz parte da patogênese do COVID19.
Keywords: COVID-19; Infecções por coronavirus; Tomografia de coerência óptica; Coróide/patologia; Manifestações oculares
Abstract
Objetivo: Avaliar a frequência dos sintomas oftalmológicos, neurológicos e sistêmicos mais comuns em pacientes sintomáticos atendidos no serviço de triagem de COVID-19 do Hospital das Clínicas da UFPE.
Métodos: Cento e quatro pacientes com suspeita clínica de infecção por Sars-Cov-2 foram submetidos a avaliação médica e aplicação de questionário sobre a sintomatologia oftalmológica, neurológica e sistêmica. Todos os participantes do estudo tiveram exame de RT-PCR para COVID-19 solicitado.
Resultados: A média de idade foi de 38,8 anos, com 44,23% entre 31 e 40 anos. Mulheres corresponderam a 68,27% dos atendimentos e homens a 31,73%. Os sintomas mais frequentes nos pacientes com RT-PCR positivo foram: tosse (69,23%), febre (42,3%), mialgia (38,46%), hiposmia (38,46%), e ageusia (30,77%). Neste grupo, os sintomas oftalmológicos estiveram presentes em 34,61%, sendo: ardor (19,23%), dor ocular (11,54%), sensação de corpo estranho (7,7%), hiperemia (7,7%) e lacrimejamento (3,84%) os mais encontrados.
Conclusões: O quadro clínico sistêmico foi característico de infecção respiratória alta, porém os achados neurológicos de hiposmia e anosmia mostraram-se importantes marcadores para a suspeição dos casos de infecção por COVID-19. Os sintomas oftalmológicos dos pacientes com COVID-19 foram semelhantes aos presentes em outros quadros virais, podendo preceder o quadro sistêmico. Houve uma alta taxa de automedicação para os sintomas gerais quando comparado ao quadro oftalmológico.
Keywords: COVID-19; Infecções por coronavírus; SARS-CoV-2; Manifestações oculares; Triagem
Abstract
Objetivos: Avaliar a eficácia do uso de toxina botulínica tipo A no tratamento do estrabismo em pacientes com comprometimento neurológico e avaliar os fatores associados ao sucesso do tratamento.
Métodos: Cinquenta pacientes com estrabismo e comprometimento neurológico foram incluídos no estudo. Em todas as crianças, a toxina botulínica tipo A foi injetada no músculo extraocular apropriado. A relação entre características demográficas, características clínicas e o sucesso do tratamento foram analisadas.
Resultados: No grupo de estudo, 34 pacientes tiveram esotropia e 16 pacientes tiveram exotropia, sendo trinta e seis pacientes com paralisia cerebral e 14 pacientes com hidrocefalia. O tempo médio de acompanhamento foi de 15,3 ± 7,3 meses. O número médio de aplicações foi de 1,4 ± 0,6. O ângulo de desvio médio foi de 42,5 ± 13,2 DP antes do tratamento e diminuiu para 12,8 ± 11,9 DP após o tratamento. Alinhamento motor bem sucedido (ortotropia dentro de 10 DP) foi alcançado em 60% dos pacientes. A análise de regressão logística binária revelou que o desalinhamento esotrópico e uma menor duração do estrabismo foram significativamente associados ao sucesso do tratamento no grupo de estudo. Pacientes esotrópicos com ângulos de desalinhamento menores são mais propensos a serem tratados com uma única aplicação.
Conclusão: O uso da toxina botulínica tipo A para o tratamento de estrabismo em crianças com comprometimento neurológico é uma boa alternativa para a terapia cirúrgica convencional com menor risco de hipercorreção. O resultado do tratamento é melhor em exodesvios e em pacientes com estrabismo de menor duração, implicando em vantagem para o tratamento precoce.
Keywords: Estrabismo; Toxinas botulínicas; Manifestações neurológicas; Doenças do sistema nervoso; Paralisia cerebral; Hodrocefalia; Criança
Abstract
Objetivo: Descrever os achados clínicos, tratamentos, e desfechos em uma série de pacientes com metástases vítreas de melanoma cutâneo.
Métodos: Série retrospectiva de casos de único centro com intervenção. Pacientes incluídos tiveram seu diagnóstico de MVMC confirmado por biópsia entre 1997 e 2020. Vitrectomia via pars plana com 23 ou 25 gauge foram realizadas para obter espécimens. Esclerotomias foram tratadas com crioterapia em duplo ou triplo congelamento. Injeção intravítrea perioperatória de melfalano (32 ug/0,075 mL) foi administrada quando necessário. Foram relatados acuidade visual, pressão intraocular, resposta terapêutica sistêmica e ocular.
Resultados: Cinco olhos de 5 pacientes com metástases vítreas de melanoma cutâneo unilateral foram identificados. Idade média de diagnóstico foi 84 anos (variando de 37-88). Seguimento médio após diagnóstico oftalmológico foi 28 (8,5-36) meses; 1 paciente não teve acompanhamento. Acuidade visual inicial variou de 20/30 a movimentos de mão. Achados clínicos iniciais incluíram infiltração de células pigmentadas e não-pigmentadas no vítreo (5/5), segmento anterior (4/5), e retina (3/5). Quatro pacientes tiveram glaucoma secundário. Tratamento sistêmico incluiu imunoterapia com inibidores da via de sinalização (3 - todos com resposta parcial/completa), quimioterapia sistêmica (2), ressecção cirúrgica (3), e irradiação (2). Intervalo médio entre diagnóstico primário e metástases vítreas foi 2 (2-15) anos. Um paciente teve doença sistêmica ativa simultânea as metástases vítreas. Acuidade visual final variou entre 20/40 e SPL. Tratamento oftalmológico incluiu vitrectomia nos 5 pacientes, melfalano intravítreo em 3 e metotrexato intravítreo em 1. Um paciente precisou de enucleação. A histopatologia revelou invasão celular extensa de melanoma.
Conclusões: Metástases vítreas de melanoma cutâneo pode se manifestar como uma infiltração difusa de células pigmentadas e não-pigmentadas no vítreo e erroneamente diagnosticada como uveites. Vitrectomia diagnóstica e quimioterapia intravítrea periódica podem estar indicadas.
Keywords: Melanoma; Neoplasias oculares; Neoplasias cutâneas; Corpo vítreo; Metástase neoplásica; Inibidores de checkpoint imunológico; Imunoterapia; Injeções intravítreas; Melfalan; Metotrexato
Abstract
PURPOSE: To describe a 2019 acute toxoplasmosis outbreak in the city of São Paulo, Brazil, and to evaluate the laboratory serological profile for toxoplasmosis for three consecutive years. The ophthalmological manifestations of the patients involved in the outbreak were also studied.
METHODS: A cross-sectional descriptive study of a toxoplasmosis outbreak in São Paulo, Brazil, between February and May 2019. Epidemiological data were described, as were the observed ocular manifestations. As part of this study the number of patients with positive IgM toxoplasmosis serology was obtained from a large laboratory network (DASA) for three consecutive years, including the year of the outbreak (2018, 2019, 2020).
RESULTS: Eighty-three individuals were identified in the outbreak and two clusters were studied. The clinical picture of at least 77% of the patients, the epidemiological analysis, and the short incubation period (5-8 days) suggested contamination by oocysts. Serological laboratory data analysis revealed an increase of positive toxoplasmosis IgM in 2019 of 73% compared to the previous year. Ophthalmological examination revealed that at least 4.8% of the patients developed toxoplasmic retinochoroiditis, none of whom had been treated during the acute systemic disease.
CONCLUSION: Our findings indicate vegetable contamination as the possible source of this outbreak, a high prevalence of toxoplasmosis in São Paulo during the outbreak period, and a drop in the number of tests during the COVID-19 pandemic. Retinochoroiditis was observed in at least 4.8% of the cases. We confirm the need to implement effective means for the prevention, diagnosis, and treatment of the disease. This may involve raising awareness among the population of the importance of vegetable hygiene, and improved quality control of food and water.
Keywords: Toxoplasmosis/etiology; Food parasitology; Water/parasitology; Uveitis, posterior/parasitology; Chorioretinitis/parasitology; Visual acuity; Disease outbreaks; Eye manifestations; Humans.
Abstract
PURPOSE: We aimed to study reported cases of nasopharyngeal carcinoma presenting with ophthalmic manifestations with and without a prior diagnosis of nasopharyngeal carcinoma.
METHODS: We conducted a systematic review following the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA). A literature search was conducted using the MEDLINE database in PubMed and Google Scholar. We included patients with a previous diagnosis of nasopharyngeal carcinoma in Group I and those without a prior diagnosis of nasopharyngeal carcinoma in Group II. Data included demographics, clinical presentation, history of nasopharyngeal carcinoma, treatment, histopathological description, World Health Organization classification, and outcome.
RESULTS: Fifty-eight patients (26 in Group I and 32 in Group II) were included. The male-to-female ratio was 3:1. The mean age of the patients (53.3 ± 11.7 years and 54.8 ± 16.2 years, respectively) and gender did not differ significantly between the two groups. The most common ocular presentations were diplopia and proptosis in the first group (each in 34.6%), whereas visual disturbance was most common in the second group (46.9%). Treatment options and World Health Organization grading were comparable. The outcome in 38 patients (after a comparable follow-up period) was significantly better in group II (p=0.003). There was no statistically significant difference in the outcome of 23 patients in correlation with World Health Organization grades II versus III irrespective of group (p=0.094).
CONCLUSIONS: The demographics of patients with nasopharyngeal carcinoma presenting with ophthalmic manifestations were similar between the two study groups, with a wide age range and male predominance. Patients presenting initially to ophthalmologists with no history of nasopharyngeal carcinoma have a more favorable outcome. World Health Organization grading may have less value as a prognostic indicator.
Keywords: Nasopharyngeal carcinoma; Carcinoma; Eye manifestations; Exophthalmos; Diplopia; Systematic review
Abstract
Varíola do Macaco é uma zoonose viral com sintomas semelhantes aos observados no passado em pacientes com Varíola, embora seja clinicamente menos grave. Com a erradicação da varíola em 1980 e a subsequente cessação da vacinação contra a varíola, a varíola dos macacos emergiu como o ortopoxvírus mais importante em saúde pública. O vírus monkeypox ocorre principalmente na África central e ocidental, muitas vezes nas proximidades de florestas tropicais, e tem se manifestado cada vez mais em áreas urbanas. Os hospedeiros animais incluem uma variedade de roedores e primatas não humanos. O presente estudo relata o caso de um paciente com Monkeypox que evoluiu com queixa oftalmológica de desconforto ocular e conjuntivite e, à biomicroscopia e teste da fluoresceína, detecção de lesões conjuntivais. Alterações oftalmológicas da doença são, ainda, pouco conhecidas.
Keywords: Varíola dos macacos; Vírus da varíola dos macacos; Orthopoxvirus, Manifestações oculares; Conjuntivite
Abstract
Neonato de 7 semanas, do sexo masculino, nascido de parto cesárea, apresentou sorologia positiva para dengue com hemorragias retinianas e pré-retinianas, opacidades vítreas e manchas algodonosas. O paciente e sua mãe haviam apresentado sorologias positivas para Non Structural Protein 1 através de ELISA. Achados na retina e no vítreo melhoraram em um período de dezesseis semanas. O exame de tomografia de coerência óptica de domínio espectral demonstrou arquitetura macular preservada. Neste relato de caso, sugerimos que alterações na retina e no vítreo podem ser os achados oculares aparentes em neonatos com infecção vertical por dengue, e que estes podem se resolver sem maiores sequelas estruturais.
Keywords: Dengue; Complicações infecciosas na gravidez; Transmissão vertical de doenças infecciosas; Manifestações oculares; Hemorragia retiniana; Hemorragia vítrea; Humanos; Doenças do recém-nascido; Relatos de casos
Abstract
Rever se o COVID- 19 é transmitido através da superfície ocular e seus sintomas e sinais na doença ocular. Dado que o COVID-19 é transmitido por gotículas de ar e contato próximo, também analisaremos, também, as condições às quais os oftalmologistas e as clínicas oftalmológicas devem prestar atenção a fim de evitar a transmissão da doença. Embora alguns autores tenham argumentado que a transmissão de COVID-19 não pode ocorrer através da superfície ocular, a maioria dos autores acredita que a superfície ocular é uma via potencial de transmissão. Até à data, foram notificados, muito raramente, sinais e sintomas oculares em doentes com COVID- 19. No entanto, há relatos de casos de conjuntivite como sendo, raramente, o primeiro e único sintoma clínico da doença. Além disso, a baixa positividade do RNA coronavírus pode ser detectada nas amostras da superfície ocular. São necessárias mais investigações clínicas laboratoriais sobre se a superfície ocular é uma das vias de transmissão através das quais o SARS-COV-2 penetra no corpo humano.
Keywords: Infecções por coronavirus; Coronavirus; COVID-19; SARS-CoV-2; Conjuntivite; Manifestações oculares; Transmissão de doença infecciosa
Abstract
A fita de Schirmer e o swab conjunctival são utilizados na oftalmologia como métodos de coleta para lágrimas e fluidos. Durante a pandemia da COVID-19, um dos desafios foi o diagnóstico correto e se sabe que, em alguns casos, as manifestações oculares podem ser um dos primeiros sintomas. Nesse contexto, este estudo tem como objetivo levantar evidência que destaque o uso de fitas de Schirmer e de swabs conjuntivais como método de coleta para análise viral. Conduziu-se uma revisão de literatura seguindo o protocolo para Scoping Review definido pelo Joanna Briggs Institute. Os pesquisadores analisaram os estudos em busca do vírus pesquisado, os métodos de coleta e os métodos de análise. Vírus podem ser detectados na superfície ocular através da análise de fitas de Schirmer e de swabs conjuntivais, entretanto novos estudos com populações maiores e com definições claras de tempo são necessários para conclusões mais assertivas no tema.
Keywords: Antígeno de superfície/isolamento & purificação; Túnica conjuntiva; Lágrimas; Proteína do olho/análise; Manejo de espécimes; Reação em cadeia da polimerase/métodos; COVID-19; Manifestações oculares
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