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Search for: Visual perception; Space perception; Phenomenology
Abstract
OBJETIVO: Avaliar comparativamente o limiar de sensibilidade macular da microperimetria e a estabilidade de fixação entre o primeiro (direito) e o segundo (esquerdo) olhos testados de indivíduos normais.
MÉTODOS: Trinta pacientes saudáveis foram divididos aleatoriamente em 2 grupos. Os participantes foram submetidos à microperimetria no “fast mode” e no “expert mode” no grupo I e II, respectivamente. Cada participante foi submetido a um único teste e o olho direito foi testado primeiro.
RESULTADOS: No grupo I, o limiar médio de sensibilidade macular (± DP) foi de 24,5 ± 2,3 dB e 25,7 ± 1,1 dB nos olhos direito e esquerdo, respectivamente (p=0,0415). No grupo II foi de 26,7 ± 4,5 dB e 27,3 ± 4,0 dB nos olhos direito e esquerdo, respectivamente (p=0,58). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os olhos dos dois grupos (p=0,1512). Em relação à estabilidade de fixação (avaliada no grupo microperimetria no “expert mode”), a média das porcentagens dos pontos de fixação dentro do 1 grau central da mácula (P1) ± DP foi de 87,9 ± 11,5% no olho direito e de 93,8 ± 6,6% no olho esquerdo. O teste t pareado não mostrou diferença estatística entre os olhos (p=0,140). O valor médio de P2 ± DP foi de 95,5 ± 4,9% no olho direito e 98,5 ± 2,1% no olho esquerdo. Foi demonstrado um aumento na porcentagem de pontos de fixação no segundo olho testado quando comparado ao primeiro (teste t pareado= 2,364; p=0,034). Houve correlação negativa entre o limiar de sensibilidade macular do olho direito e a duração do exame nos dois grupos (microperimetria no “expert mode”: r=-0,717; p=0,0026; microperimetria no “fast mode”: r=-0,843; p <0,0001).
CONCLUSÃO: O limiar médio de sensibilidade macular foi maior no segundo olho testado no grupo microperimetria no “fast mode” e foi semelhante nos dois olhos no “expert mode”. Nossos dados sugerem que a compreensão do exame pelo indivíduo pode impactar nos resultados da microperimetria.
Keywords: Macula lutea; Fixação ocular; Viés; Campos visuais; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a relação entre a incidência de complicações e reações emocionais durante a cirurgia de catarata sob anestesia tópica em pacientes funcionalmente monoculares.
MÉTODOS: Estudo prospectivo, transversal, caso-controle de vinte e dois pacientes monoculares e dezenove controles pareados por idade e sexo . Dados demográficos foram analisados: idade, sexo e escolaridade. As cirurgias foram realizadas pelo mesmo cirurgião e durante o procedimento os sinais vitais dos pacientes (como pressão arterial sistêmica e frequência cardíaca) e eventos cirúrgicos (duração da cirurgia, movimentos corporais, sinais de aumento da pressão vítrea, dificuldade de realização da capsulorrexis e complicações) foram coletados. A acuidade visual pré e pós foi analisada. A distribuição normal dos dados foi confirmada com o teste de Shapiro-Wilk. Os dados foram expressos como média ± DP e porcentagem. A comparação dos diferentes testes clínicos entre os grupos foi realizada utilizando Student’s t-test e ANOVA com correção de Bonferroni. O qui-quadrado foi usado para comparar dados demográficos. Valor de p<0,05 foi considerado estatisticamente significante.
RESULTADOS: Este estudo incluiu vinte e dois olhos de 22 pacientes funcionalmente monoculares (6 homens e 13 mulheres) e dezenove olhos de 19 controles (11 homens e 11 mulheres). A média de idade foi de 73,05 ± 13,31 anos nos indivíduos monoculares e 69,74 ± 16,81 no controle. Considerando-se os sinais vitais não houve diferença significativa entre os grupos (p>0,05). Durante o procedimento, a percepção do cirurgião em relação aos movimentos excessivos de olho, pálpebra ou cabeça em ambos os grupos foi semelhante, assim como sinais de aumento da pressão vítrea (p=0,2 e p=0,1, respectivamente).
CONCLUSÃO: Este estudo sugere que é seguro realizar a extração de catarata com anestesia tópica em pacientes funcionalmente monoculares. Esses pacientes aparentemente se comportam de maneira semelhante aos pacientes binoculares.
Keywords: Facoemulsificação/psicologia; Capsulorrexe; Anestésicos locais; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito da cobertura contínua do olho doente de pacientes com coriorretinopatia serosa central por 48 horas.
MÉTODOS: Este estudo retrospectivo, caso-controle, incluiu 32 pacientes com coriorretinopatia serosa central, dos quais 17 receberam tratamento de cobertura contínua por 48 horas no olho doente com gaze médica como grupo de tratamento e 15 foram acompanhados como grupo de observação. Todos os pacientes não receberam nenhum outro tratamento ou medicamento. O logaritmo do ângulo mínimo de resolução da acuidade visual melhor corrigida (LogMar), a espessura macular da retina e o valor médio da raiz quadrada da densidade da amplitude no primeiro anel do eletroretinograma multifocal foram examinados antes e após o tratamento por 48 horas, respectivamente.
RESULTADOS: Após o tratamento contínuo, a acuidade visual melhor corrigida pela escala logMar foi de 0, 31 ± 0, 18 no grupo de tratamento e 0, 56 ± 0, 37 no grupo de observação (p=0, 019). A espessura macular da retina foi de 461 ± 43 μm no grupo de tratamento e 498 ± 50 μm no grupo de observação (p=0,032). O valor médio da raiz quadrada da densidade de amplitude no primeiro anel do eletroretinograma multifocal foi de 32,5 ± 5,3 nV/deg2 no grupo com cobertura e foi de 26,6 ± 4,3 NV/deg2 no grupo de observação (p=0,002).
CONCLUSÕES: O tratamento de cobertura contínua no olho doente, durante 48 horas, apresentou efeitos positivos na acuidade visual melhor corrigida, na espessura e na função macular da retina no tratamento da coriorretinopatia serosa central.
Keywords: Coriorretinopatia serosa central/terapia; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Verificar se pacientes com dislexia do desenvolvimento (DD) apresentam déficits coerentes com uma disfunção magnocelular visual.
Métodos: Participantes com diagnóstico confirmado de dislexia do desenvolvimento (n=62; faixa etária=8 a 25 anos; Média da idade=13.8 anos, desvio padrão=3.9; 77% homens) foram comparados a um grupo controle com desenvolvimento típico, pareado por idade, sexo, dominância ocular, acuidade visual e compreensão de texto. A perimetria Frequency-Doubling Technology avaliou o limiar de sensibilidade ao contraste do campo visual periférico. O rastreador ocular Visagraph-III registrou os movimentos dos olhos durante leitura de texto.
Resultados: O grupo com dislexia do desenvolvimento apresentou piores limiares de sensibilidade no Frequency-Doubling Technology, com tamanho de efeito forte, do que o grupo controle. O grupo com dislexia do desenvolvimento apresentou mais olhos classificados com déficits na sensibilidade à ilusão de frequência duplicada do que o grupo controle. O grupo com dislexia do desenvolvimento apresentou pior habilidade motora ocular e no desempenho de leitura, revelado pela diferença entre os grupos em relação às fixações oculares, regressões, alcance de reconhecimento, taxa de leitura e eficiência relativa. Foi encontrada correlação significativa entre a sensibilidade ao contraste e as habilidades motoras oculares. Os participantes com boa eficiência relativa apresentaram uma sensibilidade ao contraste significativamente melhor do que os participantes com baixa eficiência relativa.
Conclusões: O grupo com dislexia do desenvolvimento apresentou desempenho inferior nas variáveis visuais relacionadas à função visual magnocelular (i.e., perimetria de frequência duplicada e habilidades motoras oculares), quando comparado ao grupo controle pareado. Os profissionais precisam estar cientes da importância de investigar a visão dos pacientes com dislexia do desenvolvimento além da acuidade visual e incluir nos seus procedimentos diagnósticos instrumentos para avaliar o processamento temporal, com limiar de sensibilidade ao contraste.
Keywords: Dislexia; Leitura; Percepção visual; Transtornos da visão; Músculos oculomotores; Movimentos oculares
Abstract
Objetivo: Avaliar a acuidade visual através de potenciais evocados visuais de varredura em crianças saudáveis e ambliópicas, comparando-a com a acuidade visual pelo teste de Snellen.
Métodos: Foram incluídas no estudo 160 crianças com idades entre 6 e 17 anos. Desse total, 104 crianças (65%) estavam entre 7 e 17 anos de idade, eram capazes de comunicação verbal e não tinham nenhuma patologia ocular ou sistêmica (Grupo 1). O grupo 2 incluiu 56 crianças verbais (35%) com idades entre 6 e 17 anos e portadoras de estrabismo ou ambliopia anisometrópica, com a melhor acuidade visual corrigida entre 0,1 e 0,8. Todos os pacientes foram submetidos a um exame oftalmológico detalhado e a uma medição do potencial evocado visual por varredura. Registraram-se as características demográficas, os achados oculares, a melhor acuidade visual corrigida e os resultados do potencial evocado visual por varredura.
Resultados: No Grupo 1, os valores médios e máximos da acuidade visual pelo potencial evocado visual por varredura mostraram-se menores que a melhor acuidade visual corrigida medida através do teste de Snellen (p<0,001 para ambas as medições). Uma análise de Bland-Altman revelou que no grupo 1, a distribuição das diferenças entre a melhor acuidade visual corrigida pelo teste de Snellen e a média do potencial evocado visual por varredura foi de ± 0,11 logMAR, enquanto a distribuição das diferenças entre a melhor acuidade visual corrigida pelo teste de Snellen e o valor máximo do potencial evocado visual por varredura foi de ± 0,023 logMAR. No Grupo 2, os valores médio e máximo do potencial evocado visual por varredura mostraram-se menores que a melhor acuidade visual corrigida pelo teste de Snellen (respectivamente, p<0,001 e p=0,009). A análise de Bland-Altman revelou que a distribuição das diferenças entre a melhor acuidade visual corrigida pelo teste de Snellen e a média do potencial evocado visual por varredura foi de ± 0,16 logMAR, enquanto a distribuição das diferenças entre a melhor acuidade visual corrigida pelo teste de Snellen e o valor máximo do potencial evocado visual por varredura foi de ± 0,19 logMAR.
Conclusões: As medidas da acuidade visual através do potencial evocado visual por varredura mostram resultados comparáveis às medidas da acuidade visual pelo teste de Snellen. Essa técnica é um método objetivo e confiável de se avaliar a acuidade visual em crianças.
Keywords: Ambliopia; Acuidade visual; Potenciais evocados visuais; Testes visuais; Humanos; Criança; Adolescente.
Abstract
OBJETIVO: Determinar o grau de deficiência visual em crianças com tumores da via óptica incapazes de informar a acuidade visual de reconhecimento.
MÉTODO: A acuidade visual de grades, em logMAR, foi estimada por potenciais visuais evocados de varredura em crianças com tumores das vias ópticas. O déficit da acuidade visual de grades binocular foi calculado em relação ao valor mediano normativo esperado para a idade e a deficiência visual, classificada como leve (0,10 a 0,39 logMAR), moderada (0,40 a 0,79 logMAR) ou grave (≥0,80 logMAR). Diferenças inter-oculares foram calculadas por subtração e consideradas aumentadas se >0,10 logMAR.
RESULTADOS: Foram avaliadas 25 crianças (13 meninos; média de idade ± DP=35,1± 25,9 meses; mediana=32,0 meses) com tumores da via óptica (24 gliomas e 1 tumor embrionário) localizados particularmente na transição hipotalâmico-quiasmática (n=21; 84,0%) e com anormalidades visuais detectadas pelos pais (n=17; 68,0%). A média do déficit da acuidade de grades foi 0,60 ± 0,36 logMAR (mediana=0,56 logMAR). Observou-se deficiência visual leve em 10 (40,0%), moderada em 8 (32,0%) e grave em 7 (28,0%), além de aumento da diferença interocular da acuidade visual (n=16; 64,0%). As principais alterações oftalmológicas encontradas foram: nistagmo (n=17; 68,0%), aumento da escavação do disco óptico e/ou palidez (n=13; 52,0%), estrabismo (n=12; 48,0%) e comportamento visual pobre (n=9; 36,0%).
CONCLUSÃO: Em crianças com tumor da via óptica e incapazes de responder aos testes de acuidade visual de reconhecimento, foi possível quantificar deficiência visual por meio dos potenciais visuais evocados de varredura e avaliar a diferença interocular da acuidade visual de grades. A gravidade do déficit da acuidade visual de grades relacionado à idade e a diferença interocular da acuidade visual de grades foram congruentes com alterações oftalmológicas e neuroimagem. O déficit da acuidade visual de grades foi útil à caracterização do estado visual em crianças com tumores da via óptica e ao embasamento da assistência neuro-oncológica.
Keywords: Transtornos da visão; Potenciais evocados visuais; Acuidade visual; Vias visuais; Glioma do nervo óptico; Criança
Abstract
Objetivo: Avaliar se as características da tomografia de coerência óptica de domínio espectral dos espaços cistoides intraretinianos prevêem resultados visuais em pacientes que recebem terapia de injeção intravítrea com fator de crescimento endotelial antivascular (bevacizumab 1,25 mg/0,05 ml) para edema macular cistoide diabético.
Métodos: A relação entre as propriedades dos espaços cistoides antes da injeção e os resultados anatômicos e funcionais após a injeção foi investigada em pacientes que receberam três injeções intravítreas para edema macular cistoide. A melhor acuidade visual corrigida para a melhora funcional e a espessura do subcampo central para a melhora anatômica foram avaliadas. Além disso, foi avaliada a relação da localização dos espaços cistoides com a integridade dos fotorreceptores e camadas internas da retina.
Resultados: Em 36 olhos de 36 pacientes, a melhor acuidade visual corrigida foi significativamente aprimorada (p=0,002), e a espessura média do subcampo central foi diminuída após injeções (p=0,003). O aprimoramento da melhor acuidade visual corrigida foi limitado nos olhos com cistos na camada nuclear externa (p=0,045). A reflexividade intracística foi maior nos olhos que falharam na melhor acuidade visual corrigida do que nos olhos com resultados visuais bem-sucedidos (p=0,028). A zona elipsoide interrompida esteve presente em 13 (59,0%) de 22 olhos com cistos na camada nuclear externa, e em apenas 1 de 14 olhos (7,1%) sem cistos na camada nuclear externa (p=0,009). A desorganização das camadas internas da retina esteve presente em 15 dos 22 olhos (68,1%) com cistos na camada nuclear externa, enquanto apenas 2 em 14 olhos (14,2%) sem cistos na camada nuclear externa tiveram desorganização das camadas internas da retina (p=0,013).
Conclusão: Características dos espaços cistoides intrarretinianos podem prever prognóstico em pacientes com edema macular cistoide diabético e ganho visual pode ser limitado nos olhos com cistos na camada nuclear externa.
Keywords: Diabetes Mellitus; Retinopatia diabética; Edema macular; Tomografia de coerência óptica; Espaços cistoides intrarretinianos; Acuidade visual.
Abstract
Objetivos: A microperimetria tem sido usada há vários anos como uma forma de teste de função visual em pacientes com doenças da retina. Os valores normais de microperimetria obtidos com MP-3 ainda não foram totalmente publicados e os valores basais para sensibilidade macular topográfica e correlações com idade e sexo são necessários para estabelecer graus de comprometimento. O objetivo do trabalho é determinar valores para limiares de sensibilidade à luz e estabilidade de fixação usando o MP-3 em indivíduos normais.
Métodos: Trinta e sete voluntários saudáveis (idade: 28-68 anos), submetidos à microperimetria de limiar total usando uma estratégia de escada 4-2 (rápida) com o tamanho de estímulo padrão Goldmann III e 68 pontos de teste posicionados de forma idêntica aos do Humphrey Field Analyzer 10-2 grade de teste. A estabilidade da fixação foi registrada simultaneamente durante o teste de microperimetria. A relação entre a sensibilidade global e a idade foi calculada por meio de análise de regressão linear.
Resultados: A microperimetria foi realizada em 37 indivíduos (74 olhos). A sensibilidade média global foi de 29,01 ± 1,44 dB, intervalo: 26-31 dB. A mediana da sensibilidade central a 2° medida pelo MP-3 foi de 28,5 ± 1,77 dB (ER) e 28,75 ± 1,98 dB (OE). Os valores médios totais de estabilidade da fixação em 2° e 4° foram 80% e 96%, respectivamente. A análise de regressão linear também revelou um declínio de sensibilidade global relacionado à idade por ano de -0,051 dB ± 0,018 (ER) e -0,078 dB ± 0,021 (LE).
Conclusões: A microperimetria realizada com o MP-3 permite um exame automático, preciso e específico da topografia dos limiares de sensibilidade da retina. Os resultados deste estudo fornecem um banco de dados normal e de idade correspondente da microperimetria MP-3.
Keywords: Campos visual; Testes de campo visual; Retina; Microperímetro; Idade.
Abstract
Objetivo: Comparar as diferenças entre a chord aparente µ e o chord real µ.
Métodos: Estudo prospectivo, comparativo, não randomizado e não intervencionista. Os exames de imagem (Pentacam e HD Analyzer) foram realizados na mesma sala e nas mesmas condições escotópicas. Os critérios de inclusão foram idade de 21 a 71 anos; compreensão do termo de consentimento; miopia até 4D e astigmatismo topográfico anterior até 1D. Os critérios de exclusão foram usuários de lentes de contato; pacientes com doenças oculares prévias ou cirurgias; opacidades da córnea; a presença de alterações tomográficas da córnea ou suspeita de ceratocone.
Resultados: Em nosso estudo foram analisados 116 olhos de 58 pacientes. A média de idade foi de 30,69 anos (± 7,85). Análises de correlação foram desenvolvidas e o coeficiente de correlação de Pearson (0,647) indica uma relação linear positiva moderada entre as variáveis. A média do chord µ real foi 226,21± 128,53 µm e a média do chord µ média foi 278,66 ± 123,90 µm, com diferença média de 52,45 µm (p=0,01).
A análise do diâmetro pupilar médio apresentou: 5,76mm no HD Analyzer e 3,31mm no Pentacam.
Conclusões: Entendemos a existência de uma diferença significativa entre os métodos e assim a medida de ambos os dispositivos com base em princípios diferentes devemos respeitar suas peculiaridades. Como encontramos correlação entre as duas medidas, acreditamos que ambas podem ser utilizadas na prática diária.
Keywords: Imagem óptica; Percepção visual; Pupila; Segmento anterior do olho; Córnea; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate the total macular thickness as well as the thickness of the inner and outer retinal layers in patients with Parkinson's disease. It also aimed to verify the correlation of these parameters with motor symptoms and cognitive function.
METHODS: A total of 46 eyes of 23 patients with Parkinson's disease and 40 eyes of 20 healthy controls were included in the study. The patients' cognitive, functional, and nonmotor symptoms were evaluated using the Katz Index of Independence and Pfeffer's Activities of Daily Living, Mini-Mental State Examination, Frontal Assessment Battery, Schwab and England Staging Scales, and Movement Disorders Society Nonmotor Symptoms Scale. The macular thickness measurements obtained via total, inner, and outer optical coherence tomography were recorded. Furthermore, the correlation of the parameters of optical coherence tomography with cognitive, functional, and nonmotor symptoms was assessed.
RESULTS: The scores of the Katz Index of Independence and Pfeffer's Activities of Daily Living as well as the Movement Disorders Society Nonmotor Symptoms Scale were significantly lower in patients with Parkinson's disease than in healthy controls. Moreover, the former had greater total macular thickness. The temporal and inferior outer sectors were significantly greater for the ganglion cell complex thickness in patients. A significant correlation was observed between the total macular thickness and the Movement Disorder Society-Unified Parkinson's Disease Rating Scale, Parte III (MDS-UPDRS-III) values. Contrarily, there was a negative correlation between the outer macular thickness and the MDS-UPDRS-III values. Meanwhile, the total macular thickness and ganglion cell complex thickness were significantly correlated with the scores of the Mini-Mental State Examination, Schwab and England Staging Scale, Frontal Assessment Battery, and Katz Index of Independence and Pfeffer's Activities of Daily Living. In addition, the Schwab and England scale was correlated with the outer macular thickness.
CONCLUSION: The total and inner macular thicknesses at the temporal and inferior outer sectors were greater in patients with Parkinson's disease than in the control group. These findings indicate that macular thickness may be greater in those with Parkinson's disease, particularly when associated with mild motor symptoms. In addition, the parameters of the total, inner, and outer optical coherence tomography were significantly associated with motor and nonmotor symptoms as well as cognitive function impairment.
Keywords: Parkinson's disease; Tomography, optical coherence; Neurodegenerative diseases; Cognitive dysfunction; Cognition; Motor perception; Visual acuity; Retina
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate the perception and degree of satisfaction of blind individuals regarding an electronic cane prototype with a wearable haptic interface.
METHODS: Two scenarios with different obstacles were created to conduct tests with the canes (the user's cane and the prototype one). The perception and satisfaction of participants regarding the electronic cane were assessed using a questionnaire, the number of collisions during the tests, and the time each individual took to complete the course in each scenario.
RESULTS: Ten blind individuals who used the white cane participated in this study. Eight were males, and two were females. Their age ranged from 23 to 43 (average 32.3 ± 7.13 years and median 32 years). There was a tendency for fewer collisions with ground obstacles when the electronic cane was used than when the white cane was used. However, there was no statistically significant difference between the number of collisions and the course completion time in each scenario with either canes tested.
CONCLUSION: Overall, the perception and satisfaction of individuals regarding the prototype used were positive.
Keywords: Blindness; Canes; Patient satisfaction; Perception; Haptic technology; Wearable electronic devices; Surveys and questionnaires
Abstract
PURPOSE: Standard automated perimetry has been the standard method for measuring visual field changes for several years. It can measure an individual’s ability to detect a light stimulus from a uniformly illuminated background. In the management of glaucoma, the primary objective of perimetry is the identification and quantification of visual field abnormalities. It also serves as a longitudinal evaluation for the detection of disease progression. The development of artificial intelligence-based models capable of interpreting tests could combine technological development with improved access to healthcare.
METHODS: In this observational, cross-sectional, descriptive study, we used an artificial intelligence-based model [Inception V3] to interpret gray-scale crops from standard automated perimetry that were performed in an ophthalmology clinic in the Brazilian Amazon rainforest between January 2018 and December 2022.
RESULTS: The study included 1,519 standard automated perimetry test results that were performed using Humphrey HFA-II-i-750 (Zeiss Meditech). The Subsequently, 70%, 10%, and 20% of the dataset were used for training, validation, and testing, respectively. The model achieved 80% (68.23%–88.9%) sensitivity and 94.64% (88.8%–98%) specificity for detecting altered perimetry results. Furthermore, the area under the receiver operating characteristic curve was 0.93.
CONCLUSIONS: The integration of artificial intelligence in the diagnosis, screening, and monitoring of pathologies represents a paradigm shift in ophthalmology, enabling significant improvements in safety, efficiency, availability, and accessibility of treatment.
Keywords: Glaucoma; Disease progression; Perimetry; Visual Fields; Visual field tests; Artificial intelligence; Neural networks, computers; Machine learning
Abstract
This study aimed to propose a guideline for amblyopia treatment and follow-up. Studies show that amblyopia leads to a series of perceptual deficits, including loss of visual acuity, stereoacuity, and contrast sensitivity. Perceptual changes are also found in the sound eye, such as those involving the types of motion perception. The gold standard of treatment remains the prescription of eyeglasses, when indicated, and patching of the dominant eye. The treatment is mostly effective in patients aged <7 years and must be discontinued gradually, tapering off patching for at least 5 weeks. Atropine may be performed for penalization in hyperopic children whose amblyopic eye has better visual acuity under cycloplegia than the fellow eye. The discovery of significant neural plasticity in the amblyopic brain after the critical period opens possibilities for new treatment modalities even after childhood.
Keywords: Amblyopia; Atropine; Contrast sensitivity; Motion perception; Eyeglasses; Visual acuity; Prescriptions
Abstract
PURPOSE: This review emphasizes the effect of light on visual efficiency, the impact of different lighting focuses, types of lighting, and their influence on vision and productivity. Light sources and standards are intriguing subjects for ophthalmologists. Guidelines regarding the level of lighting influence on visual activities can enhance visual performance.
METHODS: This article was developed based on literature reviews, with a bibliographic survey conducted in databases such as PubMed, MEDLINE, Web of Science, Embase, LILACS, and SciELO.
RESULTS: Provides recommendations for understanding information regarding the influence of lighting on visual performance.
CONCLUSION: Proper workplace lighting is crucial for improving visual efficiency, safety, productivity, and worker health. Efficient workplace lighting should avoid light sources directed towards the worker's face, prevent harmful glare, be more intense in the work area, and uniform in the rest of the room. Ophthalmologists should be knowledgeable about and provide guidance on correct lighting to ensure patient comfort and satisfaction with visual correction.
Keywords: Visual performance; Lighting; Visual acuity
Abstract
Em decorrência de complicações, da biocompatibilidade e da escassez de tecido doador para transplantes de córnea natural, foram elaboradas córneas artificiais que são potenciais para reabilitar funções ópticas. Nessa perspectiva, objetivou-se a análise da eficácia da reabilitação visual entre os implantes: Boston tipo I, Boston tipo II, Aurolab, osteo-odonto-ceratoprótese e ceratoprótese de Osso Tibial. De modo geral, a princípio observou-se uma tendência de melhoria da Best-corrected visual acuity em todos os tipos de lentes, mas considerável queda durante acompanhamento a longo prazo. O dispositivo com melhor reabilitação visual em pacientes com superfícies oculares úmidas é a Boston tipo I, seguida pela Aurolab, que é economicamente viável em países emergentes. Ao considerar pacientes com olhos secos, o implante de Boston tipo II apresenta maior reabilitação visual. Por fim, em virtude de não apresentarem dados equiparáveis, as lentes osteo-odonto-ceratoprótese e de osso tibial não puderam ser analisadas.
Keywords: Transplante de córnea; Próteses visuais; Córnea; Reabilitação; Acuidade visual
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