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Search for: Keratoplasty penetrating; Post-operative complications; Treatment outcome
Abstract
Objetivo: Avaliar o efeito imunossupressor da ciclosporina intramuscular (I.M.), administrada por tempo limitado em diferentes períodos do pós-operatório, no transplante penetrante de córnea em um modelo experimental em rato, por meio de avaliação clínica e anátomo-patológica do enxerto corneano. Método: Foram utilizados ratos isogênicos Fischer como doadores e Lewis como receptores, em um modelo ortotópico de transplante de córnea. A administração de ciclosporina I.M. 10 mg/kg/dia foi iniciada em diferentes períodos nos grupos estudados: no pós-operatório imediato, no 7º dia pós-operatório e no 9º dia pós-operatório. A ciclosporina quando iniciada foi administrada até o 30º dia pós-operatório. Um grupo controle não recebeu a ciclosporina I.M. Os enxertos corneanos foram avaliadas clínica e histologicamente. Resultados: Rejeição foi observada nas primeiras três semanas do pós-operatório em 100% dos casos no grupo controle (n = 5) que não recebeu a ciclosporina. Os ratos tratados com ciclosporina (n = 15) apresentaram rejeição em apenas um caso, que teve curta evolução e poucos sinais clínicos. Os estudos histológicos confirmaram as avaliações clínicas. O grupo controle apresentou infiltrado no enxerto corneal com predomínio de linfócitos sobre neutrófilos com mais neovasos, com mais fibrose e com infiltrado inflamatório mais intenso do que os grupos tratados com ciclosporina. Conclusão: Os dados obtidos indicam que a ciclosporina I.M., pode ter efeito benéfico sobre o controle da rejeição do transplante de córnea, mesmo na sua fase ativa.
Keywords: Ciclosporina A; Transplante de córnea experimental; Rejeição do enxerto
Abstract
Objetivo: Avaliar as taxas de sucesso anatômico e funcional da ceratoplastia penetrante associada à cirurgia vitreorretiniana assistida por ceratoprótese temporária.
Métodos: Foram incluídos neste estudo retrospectivo 15 olhos de 14 pacientes. Registraram-se as características demográficas, as patologias pré-operatórias dos segmentos anteriores e posteriores, as complicações perioperatórias, a condição pós-operatória do implante e a fixação e as complicações da retina. Foram avaliadas as taxas de sucesso anatômico e funcional.
Resultados: O período médio de acompanhamento foi de 29,8 ± 19,1(6-60) meses. A patologia corneana pós-operatória mais comum foi o abscesso do implante (7 olhos, 46,7%) e o diagnóstico mais comum no segmento posterior foi a endoftalmite (7 olhos, 46,7%). Cinco casos (33,3%) mostraram acuidade visual entre 0,001 e 0,08. Foi diagnosticada endoftalmite pré-operatória em todos os 5 casos com insucesso anatômico.
Conclusão: A cirurgia vitreorretiniana assistida por ceratoprótese temporária associada à ceratoplastia penetrante é um método eficaz de tratamento de patologias agudas e subagudas concomitantes nos segmentos anterior e posterior. Porém, os resultados podem variar de caso a caso. A endoftalmite pré-operatória é um fator de pior prognóstico de sucesso de longo prazo.
Keywords: Ceratoplastia penetrante; Cirurgia vitreorretiniana; Vitrectomia; Segmento anterior do olho; Período pré-operatório; Endoftalmite.
Abstract
Objetivo: O comprimento da membrana de Descemet e o tamanho do enxerto doador na ceratoplastia lamelar anterior profunda não coincidem em córneas muito íngremes, o que pode levar às dobras da membrana de Descemet. O objetivo deste estudo é estabelecer um modelo teórico para cálculo do tamanho do enxerto para ceratoplastia lamelar anterior profunda e avaliar a sua eficácia na prevenção de dobras da membrana de Descemet.
Métodos: Calculamos o diâmetro do arco do leito receptor usando a fórmula do cosseno e desenvolvemos uma tabela para auxiliar os cirurgiões na seleção do tamanho da punção no doador. Para testar a utilidade dessa fórmula, avaliamos o desenvolvimento das dobras da membrana de Descemet em pacientes com ceratocone com córneas muito íngremes (K>60D). No grupo 1, foram realizadas cirurgias de ceratoplastia lamelar anterior profunda, utilizando tamanhos de enxerto que foram determinados com base em nosso modelo (n=31). No grupo 2, os tamanhos dos enxertos foram determinados com base no julgamento empírico do cirurgião sem qualquer cálculo formal (n=30).
Resultados: Nossos cálculos teóricos demonstraram que o diâmetro dos tamanhos da punção do doador necessários para evitar as dobras na membrana de Descemet aumenta quando a córnea é mais íngreme ou o tamanho da trefina é maior. Testamos a eficácia deste modelo no resultado clínico da ceratoplastia lamelar anterior profunda. A média de idade (28,9 ± 10,1 anos vs. 32,8 ± 8,3 anos, p=0,11) e K1 pré-operatório (59,2 ± 9,3 D vs. 58,1 ± 9,4 D, p=0,67), K2 (66,2 ± 6,0 D vs. 65,7 ± 7,4) D, p=0,81) e Km (62,1 ± 7,7 D vs. 61,8 ± 8,1 D, p=0,88) foram semelhantes entre os dois grupos. Três pacientes desenvolveram dobras na membrana de Descemet no grupo 2, e nenhum dos pacientes desenvolveu dobras na membrana de Descemet no grupo 1. Estes resultados apoiam nossos cálculos teóricos.
Conclusão: O ajuste do tamanho do enxerto doador com base no diâmetro do arco calculado do leito receptor reduziu o desenvolvimento das dobras na membrana de Descemet após ceratoplastia lamelar anterior profunda em córneas íngremes.
Keywords: Membrana de Descemet; Ceratocone; Ceratoplastia penetrante; Topografia da córnea; Córnea/patologia
Abstract
Objetivo: Investigar o impacto de diferentes tamanhos de incisões em córnea clara com meridiano íngreme para facoemulsificação com aberrações de mais alta ordem da córnea anterior.
Métodos: Foram retrospectivamente revisados os prontuários médicos de pacientes que se submeteram a cirurgias de catarata com microincisões coaxiais de 2,2 mm ou com incisões coaxiais pequenas de 2,75 mm. Foram apenas incluídos pacientes com astigmatismo preexistente da córnea anterior <2,00 dioptrias (D) e ≥0,50 D, e submetidos a incisões em córnea clara com meridiano íngreme. Os desfechos primários foram aberrações da córnea anterior da 3ª à 6ª ordem com uma pupila de 8 mm. O astigmatismo da córnea anterior e o tempo efetivo de facoemulsificação foram avaliados como desfechos secundários. Os desfechos pré-operatório e pós-operatório aos 3 meses também foram avaliados.
Resultados: O astigmatismo da córnea anterior diminuiu significativamente após ambos os procedimentos, mas não se encontrou nenhuma diferença significativa entre os dois procedimentos quanto ao astigmatismo da córnea anterior, induzido pela cirurgia (p=0,146). Embora as aberrações totais de mais alta ordem não se tenham alterado significativamente após ambos procedimentos, a comparação entre os grupos revelou uma diferença significativa nas aberrações totais de mais alta ordem, induzidas pela cirurgia (uma diminuição de 0,337 ± 1,156 μm na cirurgia de catarata por microincisão coaxial de 2,2 mm e um aumento de 0,106 ± 0,521 μm na cirurgia de catarata por incisão coaxial pequena de 2,75 mm; p=0,046). A aberração esférica diminuiu significativamente após cirurgia de catarata por microincisão coaxial de 2,2 mm (p=0,001), mas não se alterou significativamente após cirurgia de catarata por incisão coaxial pequena de 2,75 mm (p=0,564). A aberração de coma não mudou significativamente após qualquer dos procedimentos. O trifólio não se alterou significativamente após cirurgia de catarata por microincisão coaxial de 2,2 mm (p=0,361), mas aumentou significativamente após cirurgia de catarata por incisão coaxial pequena de 2,75 mm (p<0,001). Nenhuma diferença significativa se evidenciou quanto ao tempo efetivo de faco-emulsificação entre os dois procedimentos. Houve uma correlação positiva significativa entre o astigmatismo da córnea anterior, induzido pela cirurgia e a aberração de coma na cirurgia de catarata por incisão coaxial pequena de 2,75 mm (r=0,387, p=0,006). Não foi encontrada correlação significativa entre as alterações nas aberrações totais de mais alta ordem, induzidas pela cirurgia e o tempo efetivo de faco-emulsificação.
Conclusões: Nem a cirurgia de catarata por microincisão coaxial de 2,2 mm, nem aquela por incisão coaxial pequena de 2,75 mm degradaram significativamente as aberrações totais de mais alta ordem da córnea anterior. Porém, as alterações nas aberrações totais de mais alta ordem, induzidas pela cirurgia mostraram uma diferença significativa entre os dois procedimentos, com uma ligeira redução na cirurgia de catarata por microincisão coaxial de 2,2 mm e um pequeno aumento na cirurgia de catarata por incisão coaxial pequena de 2,75 mm. O tempo de facoemulsificação e a potência utilizada durante a cirurgia não tiveram impacto nas aberrações corneanas.
Keywords: Facoemuslificação; Astigmatismo; Cornea/cirurgia; Ferida cirúrgica; Resultado de tratamento
Abstract
OBJETIVO: Investigar o efeito do uso de uma substância viscoelástica na ruptura da membrana de Descemet em casos de ceratoplastia lamelar anterior profunda em “bolha dupla”.
MÉTODOS: Foram avaliados retrospectivamente prontuários e vídeos de cirurgias de 40 pacientes operados entre janeiro de 2014 e julho de 2015. Os pacientes foram divididos em dois grupos: 20 pacientes nos quais a parede posterior do estroma foi puncionada sem a colocação de nenhuma substância viscoelástica (grupo 1) e 20 pacientes nos quais uma substância viscoelástica foi aplicada sobre o estroma posterior ao ser puncionada a parede posterior do estroma (grupo 2). A taxa de perfuração da membrana de Descemet foi comparada entre os grupos.
RESULTADOS: Observou-se perfuração da membrana de Descemet em 12 casos (60,0%) no grupo 1 e em apenas 3 casos (15,0%) no grupo 2. Essa diferença foi estatisticamente significativa (p=0,003). Apenas um caso (5%) no grupo 2 teve macroperfuração durante o procedimento, sendo a cirurgia então convertida em uma ceratoplastia penetrante. Onze casos (55,0%) no grupo 1 tiveram macroperfuração da membrana de Descemet e essas cirurgias foram convertidas em ceratoplastias penetrantes. Essa diferença entre os grupos foi estatisticamente significativa (p=0,001).
CONCLUSÕES: A aplicação de substância viscoelástica sobre o lado posterior do estroma logo antes da punção é um método eficaz para diminuir o risco de perfuração da membrana de Descemet na ceratoplastia lamelar anterior profunda.
Keywords: Lâmina limitante posterior/cirurgia; Substâncias viscoelásticas; Transplante de córnea; Substância propria; Ceratoplastia penetrante
Abstract
Objetivo: Reportar a curva de aprendizado dos 2 anos iniciais da trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia, usando a técnica de sutura termicamente atenuada e revisar os fatores que podem afetar o resultado.
Métodos: Este estudo retrospectivo incluiu 100 olhos de 89 participantes com glaucoma resistente ao tratamento clínico máximo, definido como tendo pressão intraocular superior a 21mmHg, além de três ou quatro drogas hipotensoras diferentes. Pressão intraocular inicial, 1 semana, primeiro, segundo, terceiro, sexto, 12 e 24 meses de acompanhamento; necessidade de medicação antiglaucoma; necessidade de mais cirurgias anti-glaucomatosas foram registradas. Olhos que necessitaram de intervenção cirúrgica adicional para o controle da pressão intraocular foram considerados como insucesso.
Resultados: Cinquenta e um olhos foram submetidos à trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia isolado e 49 olhos à trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia associado à extração de catarata no mesmo tempo cirúrgico. Houve diferença estatisticamente significativa entre a pressão intraocular média global no acompanhamento e a pressão intraocular média pré-operatória (p<0,001) em todas as visitas do acompanhamento. Ao avaliar a extensão do tratamento, os pacientes com extensão de 360 graus não apresentaram pressão intraocular média menor estatisticamente significativa em comparação com outras extensões. O hifema foi a única complicação presente em 50 olhos (50%), contudo todos tiveram resolução espontânea em quatro semanas. Um total de 26 olhos (26%) teve que ser submetido a trabeculectomia convencional adicional devido à pressão intraocular descontrolada, principalmente aqueles previamente submetidos à cirurgia vitreorretiniana.
Conclusões: A trabeculotomia transluminal assistida por gonioscopia, além de ser um procedimento aparentemente seguro, apresenta taxas de sucesso satisfatórias, mesmo durante a curva de aprendizado inicial do cirurgião. A técnica foi efetiva em reduzir a pressão intraocular e uso de medicamentos.
Keywords: Trabeculotomia/métdos; Glaucoma de ângulo aberto/cirurgia; Gonioscopia/métodos; Resultado de tratamento
Abstract
Objetivo: Avaliar o perfil clínico e epidemiológico dos transplantes de córnea realizados em um centro de referência oftalmológica de Recife no estado de Pernambuco, localizado no nordeste do Brasil.
Métodos: Esse estudo transversal coletou através de prontuários médicos dados clínicos e epidemiológicos de pacientes submetidos a ceratoplastia na Fundação Altino Ventura, de janeiro a dezembro de 2017.
Resultados: Um total de 356 procedimentos foram realizados em 327 pacientes dos quais 165 (50.5%) eram mulheres. A média de idade na cirurgia foi de 50.9 ± 22.6 anos (variação, 10 - 89 anos). A maioria dos pacientes (n=152 [46.5%]) era da capital e região metropolitana. A média de tempo de espera na fila para o transplante de córnea foi de 52.4 ± 58.9 dias (variação, 0 - 460 dias). As principais indicações de transplante foram ceratite infecciosa (n=88 [24.7%]), ceratocone (n=80 [22.5%]) e falência de transplante prévio (n=75 [21.1%]). Transplante penetrante foi a técnica mais realizada (n=213 [59.9%]) e foi mais comum em homens (n=132 [76.7%]), enquanto os transplantes lamelares posteriores (n=143 [41.1%]) foram mais realizados nas mulheres (p<0.001).
Conclusão: Ceratites infecciosas foram a causa mais comum de transplante, com prevalência similar em adultos economicamente ativos de ambos os sexos. Transplante penetrantes foram os prevalentes em homens e os transplantes lamelares em mulheres.
Keywords: Doença da córnea/epidemiologia; Transplante de córnea; Ceratoplastia penetrante; Brasil/epidemiologia
Abstract
PURPOSE: Glaucoma is a chronic and progressive disease that requires long-term treatment and continuous monitoring. The Kahook Dual Blade, a device used to perform goniotomy in adults, is designed to improve intraocular pressure control in patients with glaucoma. This study aimed to evaluate the long-term efficacy and safety of kahook dual blade goniotomy in glaucoma patients undergoing cataract surgery over a 36-month follow-up.
METHODS: This was a retrospective case series including 56 eyes from 56 patients with mild-to-moderate primary open-angle glaucoma who underwent phacoemulsification combined with kahook dual blade goniotomy. Mean intraocular pressure values, number of preoperative and postoperative hypotensive eye drops, procedure survival, and complications were evaluated over 36 months. Surgical success was defined as either a reduction in intraocular pressure of ≥20% with intraocular pressure between 6 and 18 mmHg without additional medication or a reduction of ≥1 eye drop with intraocular pressure between 6 and
18 mmHg.
RESULTS: The mean preoperative intraocular pressure decreased from 15.96 ± 2,83) mmHg to 13.14 ± 2,11) mmHg at 36 months, representing a 14.9% reduction (p<0.001). The mean number of eye drops decreased from 1.91 ± 0,75) to 1.34 ± 0,92), a 29.8% reduction (p<0.001). The overall success rate was 69.6% at 36 months.
CONCLUSION: Kahook dual blade goniotomy combined with cataract surgery significantly reduced intraocular pressure and the number of hypotensive eye drops required in patients with mild-to-moderate primary open-angle glaucoma, with a favorable success rate maintained at 36 months.
Keywords: Glaucoma, open-angle/surgery; Gonioscopy/methods; Intraocular pressure/physiology; Lens implantation, intraocular; Phacoemulsification/methods; Trabeculectomy/instrumentation; Treatment outcome
Abstract
PURPOSE: This prospective, randomized, unmasked, clinical trial aimed to report the visual outcomes of cataract surgery on both eyes versus cataract surgery on one eye in Brazilian patients.
METHODS: This study included patients with bilateral cataracts and binocular visual acuity worse than or equal to 0.3 logarithm of the minimum angle of resolution. The patients were randomly assigned to undergo surgery on one (Control Group) or both eyes (one eye at a time; Intervention Group). Postoperatively, self-reported visual function using Catquest-9SF (primary outcome measure), binocular visual acuity, stereopsis, and ocular dominance (secondary outcome measures) were compared.
RESULTS: A total of 151 patients (77 and 148 eyes in the Control and Intervention Groups, respectively) completed the follow-up. Patients who underwent surgery on both eyes exhibited significantly better self-reported visual function (p=0.036) and stereopsis (p=0.026) than those who underwent surgery on one eye. Binocular visual acuity and ocular dominance did not affect the group comparisons.
CONCLUSIONS: Surgery on both eyes resulted in significantly better self-reported visual function and stereopsis than surgery on one eye.
Keywords: Cataract; Cataract extraction; Quality of life; Treatment outcome; Visual acuity; Binocular vision; Stereopsis
Abstract
OBJETIVO: Avaliar as alterações precoces após a primeira injeção de anticorpos antifator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF) em casos de edema macular secundário à retinopatia diabética e oclusão da veia da retina e a relação entre essas alterações e o resultado a longo prazo.
MÉTODOS: Foram incluídos no estudo pacientes que receberam uma injeção de antifator de crescimento endotelial vascular para edema macular, virgem de tratamento e devido à oclusão da veia retiniana ou a retinopatia diabética. A espessura macular central foi medida no início do tratamento e no 1º dia, 2ª semana e 1º mês após a injeção, bem como na última visita, através de tomografia de coerência óptica de domínio espectral. Definiu-se uma “boa resposta” como uma redução ≥10% na espessura macular central no 1º dia após a injeção. Os pacientes foram reavaliados na última visita com relação à resposta ao tratamento no 1º dia após a injeção, com base em um resultado anatômico favorável, definido como uma espessura macular central <350 µm.
RESULTADO: Foram registrados 26 (44,8%) pacientes com edema macular e oclusão da veia da retina e 32 (55,2%) com edema macular e retinopatia diabética. O tempo médio de acompanhamento foi de 24,0 meses (desvio-padrão de 8,5 meses). Foi observada uma diminuição estatisticamente significativa da espessura macular central após o tratamento antifator de crescimento endotelial vascular tanto em pacientes com edema macular e oclusão da veia retiniana quanto naqueles com edema macular e retinopatia diabética (p<0,001 para ambos). Todos os pacientes com edema macular e oclusão da veia retiniana responderam bem no 1º dia pós-injeção. Todos os que responderam mal no 1º dia pós-injeção pertenciam ao grupo com edema macular e retinopatia diabética (n=16,50%). A presença de manchas hiperrefletivas foi maior nos pacientes que responderam mal do que naqueles que tiveram boa resposta no grupo com edema macular e retinopatia diabética (p=0,03). Um dos 42 (2,4%) pacientes com boa resposta total teve espessura macular central >350 µm, enquanto 5 (31,2%) do total de 16 pacientes com resposta ruim apresentaram espessura macular central >350 µm na última visita (p=0,003).
CONCLUSÃO: O resultado anatômico de longo prazo do edema macular secundário à oclusão da veia retiniana e à retinopatia diabética pode ser previsto pela resposta ao tratamento no 1º dia após a injeção de antifator de crescimento endotelial vascular.
Keywords: Edema macular; Retinopatia diabética; Diabetes mellitus; Oclusão da veia retiniana; Fator A de crescimento do endotélio vascular; Inibidores da angiogênese; Resultado do tratamento
Abstract
PURPOSE: Evaluation of lid contour and marginal peak point changes to compare outcomes of external levator advancement and Müller’s muscle conjunctival resection surgery in unilateral ptosis.
METHODS: We reviewed the charts of unilateral ptosis patients who underwent external levator advancement or Müller’s muscle conjunctival resection. Eyelid contour analysis was conducted on preoperative and 6-month postoperative digital images. This was performed with the multiple margin reflex distances technique, measuring the vertical distance from a line intersecting the center of the pupil to the eyelid margin at 10 positions at 2 mm intervals. The marginal peak point changes were analyzed digitally using the coordinates of the peak point according to the pupil center. Each position’s mean distance was compared preoperatively, postoperatively, and with the fellow eyelid.
RESULTS: Sixteen patients underwent external levator advancement and 16 patients had Müller’s muscle conjunctival resection. The mean margin reflex distance was improved by both techniques (1.46 vs. 2.43 mm and 1.12 vs. 2.25 mm, p=0.008 and p=0.0001 respectively) and approached that of the fellow eyelid (2.43 vs. 2.88 and 2.25 vs. 2.58 mm, p=0.23 and p=0.19, respectively). However, statistically significant lid margin elevation was limited to between the N6 and T6 points in the external levator advancement group. Whereas, significant elevation was achieved along the whole lid margin in the Müller’s muscle conjunctival resection group. The marginal peak point was shifted slightly laterally in the external levator advancement group (p=0.11).
CONCLUSIONS: Both techniques provide effective lid elevation, however, the external levator advancement’s effect lessens toward the canthi while Müller’s muscle conjunctival resection provides more uniform elevation across the lid margin. The margin reflex distance alone is not sufficient to reflect contour changes.
Keywords: Blepharoptosis; Eyelids; Conjunctiva; Oculomotor muscles; Image processing, computer-assisted; Treatment outcome
Abstract
PURPOSES: This study aims to assess and compare the postoperative visual and topographic outcomes, complications, and graft survival rates following deep anterior lamellar keratoplasty and penetrating keratoplasty in patients with macular corneal dystrophy.
METHODS: In this study we enrolled 59 patients (23 male; and 36 female) with macular corneal dystrophy comprising 81 eyes. Out of these, 64 eyes underwent penetrating keratoplasty, while 17 eyes underwent deep anterior lamellar keratoplasty. The two groups were analyzed and compared based on best-corrected visual acuity, corneal tomography parameters, pachymetry, complication rates, and graft survival rates.
RESULTS: After 12 months, 70.6% of the patients who underwent deep anterior lamellar keratoplasty (DALK) and 75% of those who had penetrating keratoplasty (PK) achieved a best-corrected visual acuity of 20/40 or better (p=0.712). Following surgery, DALK group showed lower front Kmean (p=0.037), and Q values (p<0.01) compared to the PK group. Postoperative interface opacity was observed in seven eyes (41.2%) in the DALK group. Other topography values and other complications (graft rejection, graft failure, cataract, glaucoma, microbial keratitis, optic atrophy) did not show significant differences between the two groups. The need for regrafting was 9.4% and 11.8% in the PK and DALK groups, respectively (p=0.769). Graft survival rates were 87.5% and 88.2% for PK and DALK; respectively (p=0.88 by Log-rank test).
CONCLUSION: Both PK and DALK are equally effective in treating macular corneal dystrophy, showing similar visual, topographic, and survival outcomes. Although interface opacity occurs more frequently after DALK the visual results were comparable in both groups. Therefore, DALK emerges as a viable surgical choice for patients with macular corneal dystrophy without Descemet membrane involvement is absent.
Keywords: Macular corneal dystrophy; Corneal dystrophies; Hereditary; Keratoplasty; Penetrating; Corneal transplantation
Abstract
Relato de uma técnica que combina o implante de uma lente intraocular com fixação intraescleral sem sutura e uma ceratoplastia endotelial da membrana de Descemet em paciente com ceratopatia bolhosa pseudofácica anterior. Foram criados dois túneis esclerais. Foram feitas incisões na córnea e a lente intraocular dobrável foi cortada e removida da câmara anterior. Foi então efetuada uma vitrectomia anterior e uma lente intraocular dobrável de 3 peças foi implantada na câmara anterior. Um dos hápticos da lente intraocular foi pinçado com um fórceps e puxado para fora do túnel escleral. A extremidade do háptico foi cauterizada. Manobras semelhantes foram feitas no outro háptico. Foi preparado um tecido de doador com 8 mm de diâmetro e o tecido endotelial da área receptora foi removido do centro da córnea. O tecido preparado do doador foi injetado na câmara anterior. Após abertura e posicionamento adequados do tecido do doador, foi injetada uma bolha de ar abaixo do tecido. Não foi observada nenhuma complicação pós-operatória durante um mês de acompanhamento.
Keywords: Lâmina limitante posterior; Ceratoplastia penetrante; Implante de lente intraocular; Lentes intraoculares; Esclera/cirurgia; Humanos; Relatos de casos
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