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Search for: Visual acuity; Eye health; Vision screening; Prevalence; Schoolchildren
Abstract
Objetivo: Avaliar os segmentos anterior e posterior em recém-nascidos a termo durante um período de 1,5 anos.
Métodos: Foram analisados recém-nascidos a termo que tiveram os olhos examinados entre junho de 2019 e dezembro de 2020, e os resultados foram registrados retrospectivamente.
Resultados: O estudo foi composto por 2.972 recém-nascidos com média de uma semana de nascimento de 38,7 ± 1,2 semanas e um peso médio ao nascer de 3235 ± 464 g. Os recém-nascidos foram examinados em média pós-natal de 49,3 ± 18,9 dias. Dos recém-nascidos, 185 (6,2%) apresentaram resultados oculares anormais. Os achados oculares anormais mais prevalentes foram hemorragia da retina em 2,3% (n=68) e alterações brancas na retina periférica em 1,9% (n=55) dos recém-nascidos. Casos de patologias de disco óptico (n=20), nevo de coroide (n=10), coloboma iris-coroide (n=5), hemorragia subconjuntival (n=6), alteração pigmentar da retina não específica (n=4), catarata congênita (n=3), Sinequia posterior (n=3), nevo da íris (n=3), opacidade da córnea (n=1), coloboma de coroide (n=1), coloboma de íris (n=1), buftalmos (n=1), anoftalmia (n=1), microftalmia (n=1), hemangioma de pálpebra (n=1) e hemorragia vítrea (n=1) contabilizaram coletivamente cerca de 2% dos recém-nascidos. As patologias que potencialmente prejudicam a visão, detectadas por exame ocular, representaram 1,2% dos recém-nascidos (n=37).
Conclusão: O achado mais prevalente de exames oculares de recém-nascidos neste estudo foi hemorragia da retina. Exames oftalmológicos em recém-nascidos podem ser úteis na identificação de doenças que podem impactar a visão deles, podendo ser curáveis ou levar à ambliopia no longo prazo.
Keywords: Anormalidades do olho/diagnóstico; Hemorragia retiniana; Triagem neonatal; Seleção visual; Humanos; Recém-nascido.
Abstract
Objetivo: Avaliar os resultados visuais, satisfação e qualidade de vida de pacientes atendidos em um hospital escola pelo Sistema Único de Saúde, submetidos a implante bilateral de lente intraocular multifocal difrativa.
Métodos: Estudo tipo série de casos com intervenção, incluindo 20 pacientes submetidos a implante bilateral da lente intraocular multifocal difrativa EyeDiff® (Eyeol UK, Dunstable, UK). Os critérios de exclusão foram astigmatismo corneano >1,5 dioptria cilíndrica, cirurgia ou doença ocular prévias e complicações intraoperatórias ou pós-operatórias. Os pacientes foram avaliados após 1, 3 e 6 meses da cirurgia. Foram avaliadas a acuidade visual monocular e binocular para longe, intermediário e perto sob condições fotópica e mesópica, sensibilidade ao contraste monocular sob condições fotópicas, curva de defocus e questionário para avaliação da qualidade de vida.
Resultados: A acuidade visual para longe corrigida monocular foi de 0,3 logMAR ou melhor e a acuidade visual para perto com correção para longe foi J3 ou melhor em todos os olhos, sob condições fotópicas. A acuidade visual binocular para perto com a correção para longe foi J1 em todos os casos. A sensibilidade ao contraste estava no nível mínimo de normalidade para frequências espaciais baixas e altas e abaixo dos limites normais para frequência espacial intermediária. O questionário de qualidade de vida mostrou que os pacientes apresentavam altos níveis de satisfação.
Conclusão: O implante bilateral da lente intraocular multifocal EyeDiff® proporcionou boa acuidade visual e qualidade de vida, e independência de óculos aos pacientes. A acuidade visual e a sensibilidade ao contraste melhoraram progressivamente entre um e seis meses de pós-operatório.
Keywords: Acuidade visual; Qualidade de vida; Satisfação do paciente; Implante de lente intraocular; Sistema Único de Saúde.
Abstract
PURPOSE: To analyze the quality of life and treatment adherence of patients with glaucoma at different disease stages, considering factors such as sex, visual acuity, disease severity, and treatment characteristics.
METHODS: This cross-sectional study included 174 patients (346 glaucomatous eyes) recruited from clinical records and routine follow-ups at a specialized ophthalmology center. Their mean age was 39–90 years, and 60.9% of them were women. Their quality of life and adherence were assessed using the NEI-VFQ25 and MMAS-8 questionnaires, respectively. Complementary tests included 24:2 visual field test, retinography, and optical coherence tomography. Patients diagnosed with glaucoma for at least 6 months were included, whereas pregnant patients and those with ocular diseases were excluded.
RESULTS: Among the participants, 59.2% adhered to the treatment whereas 40.8% showed low adherence. The mean quality of life score was 81.87. Patients with low adherence had slightly higher quality of life scores (mean 83.1) than those with good adherence (mean 81.0), but the difference was not statistically significant. Disease severity was associated with increased optic nerve cupping, reduced thickness of the nerve fiber and ganglion cell layers, and great visual field loss. No significant correlation was observed between adherence and quality of life, indicating the independence of these factors and the influence of psychological or social elements.
CONCLUSION: The absence of a correlation between quality of life and treatment adherence highlights the need for tailored interventions for psychological and social aspects. These findings indicate the importance of a comprehensive approach to managing glaucoma, preserving visual function, strengthening doctor–patient relationships, and considering psychosocial factors to enhance quality of life and treatment adherence.
Keywords: Glaucoma; Quality of life; Patient health questionnaire; Patient acuity; Antiglaucoma agents; Visual acuity; Treatment adherence and compliance; Surveys and questionnaires
Abstract
Objetivos: Relatar a distribuição dos motivos de encaminhamento de crianças para ambulatório de glaucoma infantil em um serviço oftalmológico terciário.
Métodos: Dados médicos de pacientes menores que 18 anos encaminhados para ambulatório de glaucoma infantil na cidade de São Paulo, Brasil, de 2012 a 2018 foram retrospectivamente analisados. Os dados incluíram os motivos de encaminhamento, a idade, a origem e quem detectou a alteração ocular. Para definição diagnóstica, a classificação do Childhood Glaucoma Research Network foi usada.
Resultados: 563 olhos de 328 pacientes foram incluídos no estudo. O diagnóstico de glaucoma foi confirmado em 162 crianças (49%). 83 (25%) pacientes tiveram diagnóstico de glaucoma descartado, e 83 (25%) continuaram em acompanhamento como glaucoma suspeito. Os principais motivos de encaminhamento foram relação escavação-disco >0,5 ou assimetria ≥0,2 (24%), pressão intraocular >21 mmHg (21%) e opacidade corneana (15%). No período neonatal, os motivos de encaminhamento foram opacidade corneana, buftalmo, lacrimejamento e fotofobia. Após o período neonatal, além desses sinais externos, outros sinais foram também motivos de encaminhamento, como escavação-disco >0,5 ou assimetria ≥0,2, pressão intraocular >21 mmHg e miopização. Os encaminhamentos ocorreram por profissionais de saúde em 69% e preocupação dos pais em 30%. Os pais foram os primeiros a identificar as alterações e procurar cuidado médico em 97% dos casos de glaucoma congênito primário.
Conclusões: Os motivos de encaminhamento de crianças para um serviço de glaucoma de glaucoma terciário foram determinados e diferem em diferentes faixas etárias e grupos. Os autores reforçam a necessidade de alertar diferentes grupos para os sinais mais comuns, a fim de evitar, não só o adiamento do diagnóstico, o que impacta no prognóstico, mas também despender recursos importantes direcionados ao enfrentamento dessas doenças, com encaminhamentos imprecisos.
Keywords: Glaucoma/congênito; Glaucoma/fisiopatologia; Opacidade da córnea; Criança; Acuidade visual; Encaminhamento e consulta; Serviços de saúde ocular
Abstract
Objetivo: Verificar se pacientes com dislexia do desenvolvimento (DD) apresentam déficits coerentes com uma disfunção magnocelular visual.
Métodos: Participantes com diagnóstico confirmado de dislexia do desenvolvimento (n=62; faixa etária=8 a 25 anos; Média da idade=13.8 anos, desvio padrão=3.9; 77% homens) foram comparados a um grupo controle com desenvolvimento típico, pareado por idade, sexo, dominância ocular, acuidade visual e compreensão de texto. A perimetria Frequency-Doubling Technology avaliou o limiar de sensibilidade ao contraste do campo visual periférico. O rastreador ocular Visagraph-III registrou os movimentos dos olhos durante leitura de texto.
Resultados: O grupo com dislexia do desenvolvimento apresentou piores limiares de sensibilidade no Frequency-Doubling Technology, com tamanho de efeito forte, do que o grupo controle. O grupo com dislexia do desenvolvimento apresentou mais olhos classificados com déficits na sensibilidade à ilusão de frequência duplicada do que o grupo controle. O grupo com dislexia do desenvolvimento apresentou pior habilidade motora ocular e no desempenho de leitura, revelado pela diferença entre os grupos em relação às fixações oculares, regressões, alcance de reconhecimento, taxa de leitura e eficiência relativa. Foi encontrada correlação significativa entre a sensibilidade ao contraste e as habilidades motoras oculares. Os participantes com boa eficiência relativa apresentaram uma sensibilidade ao contraste significativamente melhor do que os participantes com baixa eficiência relativa.
Conclusões: O grupo com dislexia do desenvolvimento apresentou desempenho inferior nas variáveis visuais relacionadas à função visual magnocelular (i.e., perimetria de frequência duplicada e habilidades motoras oculares), quando comparado ao grupo controle pareado. Os profissionais precisam estar cientes da importância de investigar a visão dos pacientes com dislexia do desenvolvimento além da acuidade visual e incluir nos seus procedimentos diagnósticos instrumentos para avaliar o processamento temporal, com limiar de sensibilidade ao contraste.
Keywords: Dislexia; Leitura; Percepção visual; Transtornos da visão; Músculos oculomotores; Movimentos oculares
Abstract
Objetivo: Avaliar a acuidade visual através de potenciais evocados visuais de varredura em crianças saudáveis e ambliópicas, comparando-a com a acuidade visual pelo teste de Snellen.
Métodos: Foram incluídas no estudo 160 crianças com idades entre 6 e 17 anos. Desse total, 104 crianças (65%) estavam entre 7 e 17 anos de idade, eram capazes de comunicação verbal e não tinham nenhuma patologia ocular ou sistêmica (Grupo 1). O grupo 2 incluiu 56 crianças verbais (35%) com idades entre 6 e 17 anos e portadoras de estrabismo ou ambliopia anisometrópica, com a melhor acuidade visual corrigida entre 0,1 e 0,8. Todos os pacientes foram submetidos a um exame oftalmológico detalhado e a uma medição do potencial evocado visual por varredura. Registraram-se as características demográficas, os achados oculares, a melhor acuidade visual corrigida e os resultados do potencial evocado visual por varredura.
Resultados: No Grupo 1, os valores médios e máximos da acuidade visual pelo potencial evocado visual por varredura mostraram-se menores que a melhor acuidade visual corrigida medida através do teste de Snellen (p<0,001 para ambas as medições). Uma análise de Bland-Altman revelou que no grupo 1, a distribuição das diferenças entre a melhor acuidade visual corrigida pelo teste de Snellen e a média do potencial evocado visual por varredura foi de ± 0,11 logMAR, enquanto a distribuição das diferenças entre a melhor acuidade visual corrigida pelo teste de Snellen e o valor máximo do potencial evocado visual por varredura foi de ± 0,023 logMAR. No Grupo 2, os valores médio e máximo do potencial evocado visual por varredura mostraram-se menores que a melhor acuidade visual corrigida pelo teste de Snellen (respectivamente, p<0,001 e p=0,009). A análise de Bland-Altman revelou que a distribuição das diferenças entre a melhor acuidade visual corrigida pelo teste de Snellen e a média do potencial evocado visual por varredura foi de ± 0,16 logMAR, enquanto a distribuição das diferenças entre a melhor acuidade visual corrigida pelo teste de Snellen e o valor máximo do potencial evocado visual por varredura foi de ± 0,19 logMAR.
Conclusões: As medidas da acuidade visual através do potencial evocado visual por varredura mostram resultados comparáveis às medidas da acuidade visual pelo teste de Snellen. Essa técnica é um método objetivo e confiável de se avaliar a acuidade visual em crianças.
Keywords: Ambliopia; Acuidade visual; Potenciais evocados visuais; Testes visuais; Humanos; Criança; Adolescente.
Abstract
Objetivo: Avaliar a eficácia das lentes de contato gelatinosas HydroCone, de hidrogel com silicone, em pacientes com microftalmia posterior.
Métodos: Foram revisados retrospectivamente 26 olhos com microftalmia posterior, a partir dos prontuários de 13 pacientes que receberam lentes de contato gelatinosas HydroCone, de hidrogel com silicone. Todos os pacientes foram submetidos ao exame de acuidade visual não corrigida e com melhor correção por óculos e com refração cicloplégica. Todos os pacientes receberam lentes de contato de acordo com os parâmetros obtidos na análise topográfica e foi obtida a melhor acuidade visual corrigida com lentes de contato.
Resultados: O equivalente esférico do olho direito variou de 10,00 a 19,25 dioptrias, e o do olho esquerdo de 11,00 a 21,5 dioptrias. Os comprimentos médios axiais e das câmaras posteriores foram menores do que para a população de mesma idade. No entanto, os valores médios dos parâmetros do segmento anterior, como o diâmetro horizontal visível da íris, a profundidade da câmara anterior central, a espessura da lente e a espessura central da córnea estavam dentro da faixa normal. Os valores médios da ceratometria revelaram curvatura corneana aumentada em relação à população normal. A média da melhor acuidade visual corrigida com lentes de contato foi significativamente maior que a média da melhor acuidade visual corrigida com óculos em ambos os olhos (p=0,045).
Conclusão: As lentes de contato gelatinosas de silicone HydroCone proporcionam melhor acuidade visual que óculos em pacientes com microftalmia posterior.
Keywords: Microftalmia; Lentes de contato hidrofílicas; Silicones; Transtornos da visão/reabilitação; Acuidade visual.
Abstract
Objetivo: Fornecer orientações sobre a frequência e os componentes dos exames oftalmológicos para crianças saudáveis de 0 a 5 anos.
Métodos: Essas diretrizes foram desenvolvidas com base em revisão bibliográfica e experiência clínica de um comitê de especialistas. Foram realizadas buscas PubMed/Medline; documentos selecionados não se restringiram a revisões sistemáticas, ensaios clínicos randomizados e estudos observacionais. Quando adequado, o perfil GRADE foi aplicado para graduá-los e o consenso de especialistas foi usado nos tópicos sem evidência científica. Também foram revisadas as recomendações pela Academia Americana de Pediatria, Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo, Academia Americana de Oftalmologia, Royal College of Ophthalmologist e Sociedade Canadense de Oftalmologia. O documento final foi aprovado pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica e Sociedade Brasileira de Pediatria.
Resultados: Os recém-nascidos devem ser submetidos ao teste do reflexo vermelho e inspeção dos olhos e anexos pelo pediatra dentro de 72 horas de vida ou antes da alta da maternidade. O teste do reflexo vermelho deve ser repetido pelo pediatra durante as consultas de puericultura pelo menos três vezes ao ano durante os primeiros 3 anos de vida. Se factível, um exame oftalmológico completo pode ser feito entre 6 a 12 meses de vida. Até os 36 meses de idade, os marcos visuais, função visual apropriada para a idade, fixação e alinhamento ocular também devem ser avaliados pelo pediatra ou médico da família. Pelo menos um exame oftalmológico completo deve ser realizados entre 3 e 5 anos de idade. O exame deve conter pelo menos inspeção dos olhos e anexos, avaliação da função visual apropriada para a idade, avaliação da motilidade e alinhamento ocular (testes de cobertura), refração sob cicloplegia e avaliação do fundo de olho dilatado.
Conclusões: As diretrizes sobre a frequência da avaliação oftalmológica são ferramentas importantes para orientar os médicos sobre a melhor prática a fim de evitar problemas visuais tratáveis na infância, que poderiam comprometer seu desenvolvimento social, escolar e global, além de causar perda permanente da visão.
Keywords: Técnicas de diagnóstico oftalmológico, Triagem visual; Testes visuais; Criança, Lactente
Abstract
PURPOSE: This study aimed to assess grating visual acuity and functional vision in children with congenital Zika syndrome.
METHODS: Initial and final grating visual acuity was measured using Teller acuity cards. Cerebral vision impairment standardized tests were used to assess functional vision. Patients were referred to the early visual intervention program for visually disabled children. Neuroimaging was performed.
RESULTS: In this study, 10 children were included with an age range of 1–37 months. Eight patients presented with macular atrophic scars. Neuroimaging revealed microcephaly and cerebral abnormalities in all patients. Low vision and cerebral vision impairment characteristics were observed in all children. The final grating visual acuity in this group varied from 3.00 to 0.81 logMAR.
CONCLUSIONS: The grating visual acuity test revealed low vision in all children with congenital Zika syndrome. Functional vision evaluation revealed cerebral vision impairment characteristics in all patients, who were referred to the early visual intervention program. Visual acuity improved in six children.
Keywords: Zika virus infection/congenital; Low vision; Vision disorders; Atrophy, Microcephaly; Visual acuity; Child
Abstract
Objetivo: Determinar o impacto do uso de unidade móvel no acesso à saúde ocular e avaliar o perfil da população que necessita de cuidados oftalmológicos, as doenças oculares mais frequentes e o tratamento. Métodos: Estudo transversal realizado em 14 municípios da região sudoeste do Estado de São Paulo utilizando uma unidade móvel oftalmológica. Os participantes eram usuários do Sistema Único de Saúde que procuraram atendimento oftalmológico, sem restrição quanto a idade, gênero ou condição socioeconômica. Os dados foram transferidos para a tabela Excel para análise estatística. Resultados: Participaram do estudo 6.878 pessoas, com média de idade de 44 anos (variação de 4 meses a 96 anos) e 65,5% eram mulheres. Erros refrativos estavam presentes em 78,6% dos participantes, catarata em 9,6% e pterígio em 8,3%. Para 60% foram prescritos óculos, para 10% foi mantida a correção óptica em uso e para 28% foram necessárias apenas orientações. Exames especializados ou procedimentos cirúrgicos foram indicados para 18,1% dos casos que foram encaminhados para tratamento em serviço terciário. Dentre os pacientes referenciados, 36,4% necessitavam de cirurgia oculoplástica ou para tratar afecções externas do olho e 31,8%, de cirurgia de catarata. Conclusão: A grande maioria dos pacientes que procurou atendimento na unidade móvel necessitava de prescrição de óculos. A unidade móvel oftalmológica possui alto grau de resolutividade para os problemas oculares, com oportunidade de tratar os erros refrativos e referenciar os pacientes que necessitam de atendimento especializado, geralmente relacionado a condições cirúrgicas. Unidades móveis podem ser uma alternativa aos cuidados oftalmológicos básicos, melhorando o acesso, atuando na promoção da saúde ocular e prevenindo a cegueira.
Keywords: Unidades móveis de saúde; Saúde ocular; Transtornos da visão; Erros de refração; Óculos; Cegueira/prevenção & controle
Abstract
PURPOSE: Amblyopia is a cortical neurological disorder caused by abnormal visual experiences during the critical period for visual development. Recent works have shown that, in addition to the well-known visual alterations, such as changes in visual acuity, several perceptual aspects of vision are affected. This study aims to analyze and compare the effects of different types of amblyopia on visual color processing and determine whether these effects are correlated with visual acuity.
METHODS: Our study sample comprised 42 amblyopic individuals, aged 7-40 years, (strabismus, n=16; anisometropia, n=18; and mixed-cause, n=8) and 33 age-matched controls. Color vision was tested by measuring the chromaticity threshold of each patient on the protan, deutan, and tritan axes using version 02 of the Cambridge Color Test. Spatial stimulation cues were eliminated using spatial noise and luminance.
RESULTS: The color discrimination thresholds on the protan, deutan, and tritan axes were similar between control participants and amblyopic patients (p>0.05). There was no correlation between VA values and color thresholds (p>0.05).
CONCLUSION: Patients with amblyopia have normal color vision in contexts that include luminance and spatial noise. Our results may be indicative of independent neural pathways for spatial and chromatic visual processing.
Keywords: Amblyopia; Anisometropia; Color vision; Strabismus; Vision disorders; Visual acuity
Abstract
PURPOSE: This cross-sectional study compared best-corrected visual acuity obtained using Cloudscaper symbols, a novel optotype developed according to ETDRS specifications for children's virtual screening, with that obtained using LEA symbols.
METHODS: A total of 560 children aged 3-16 yr underwent visual acuity test with both Cloudscaper symbols and LS. The test application was standardized using the EyeSpy algorithm. Additionally, 147 participants were tested with the standard Snellen E paper chart. Paired t tests were performed to assess the clinical significance of logMAR visual acuity differences.
RESULTS: The mean logMAR visual acuity with LEA symbols was 0.12 (standard deviation [SD]=0.18; range, -0.10 to 0.80), while with Cloudscaper symbols it was 0.18 (SD=0.19; range, -0.10 to 0.80). The mean difference between Cloudscaper symbols and LEA symbols was 0.099 logMAR (approximately 0.5 optotypes; SD=0.08; range, 0.0-0.14; p<0.0001). Cloudscaper symbols slightly underestimated visual acuity compared to LEA symbols. Visual acuity measured by both methods was highly correlated (Spearman's r=0.74, p<0.0001). The mean visual acuity difference between Cloudscaper symbols and the Snellen E chart was 0.0045 (p=0.805; 95% confidence interval [95% CI]), whereas the difference between LEA symbols and Snellen E was 0.0883 (p<0.001; 95% CI).
CONCLUSIONS: Cloudscaper symbols provide a reliable tool for visual screening in children. Although they slightly underestimate visual acuity compared to LEA symbols – a finding also reported when comparing ETDRS letters with LEA symbols – Cloudscaper symbols show strong agreement with Snellen E chart measurements. This suggests that Cloudscaper symbols allow precise visual acuity assessment comparable to the gold standard.
Keywords: Vision screening; Vision tests; Visual acuity; Mobile applications; Eye health; Child health; Diagnostic techniques, Ophthalmological; Child; Preschool child; Adolescent
Abstract
OBJETIVOS: À medida que a utilização de equipamentos digitais no emprego aumenta, a avaliação do seu efeito na saúde visual necessita de ferramentas válidas e robustas. Este estudo teve como objetivo traduzir, adaptar culturalmente e validar para português o Questionário da Síndrome Visual do Computador (CVS-Q©).
MÉTODOS: O procedimento foi realizado em 5 fases: tradução direta, síntese da tradução, tradução inversa, consolidação por um painel de especialistas, e pré-teste. Para fazer o pré-teste foi realizado um estudo piloto transversal aplicado a uma amostra de 26 participantes que completaram a versão pré-final da versão portuguesa do CVS-Q©, questionando por dificuldades, compreensão e sugestões de melhoria do questionário. Para avaliar a confiança e validade da versão portuguesa do CVS-Q©foi realizado um estudo transversal de validação em uma amostra diferente (280 funcionários).
RESULTADOS: No pré-teste, 96.2% dos participantes não apresentaram dificuldades no preenchimento do questionário, enquanto 84.0% indicaram que era claro e compreensível. Obteve-se, então, o CVS-Q© em português (Questionário da Síndrome Visual do Computador, CVS-Q PT©). A sua validação revelou uma boa consistência interna
da sua escala (Cronbach's alpha=0.793), boa estabilidade temporal (coeficiente de correlação interclasse=0.847; 95% CI 0.764-0.902, kappa=0.839), sensibilidades e especificidades adequadas (78.5% e 70.7%, respetivamente), boa capacidade de discriminação (área abaixo da curva=0.832; 95% CI 0.784-0.879), e uma adequada validade da convergência com o índice de doença da superfície ocular (ocular surface disease index - OSDI; coeficiente de correlação de Spearman=0.728, p<0.001). A análise fatorial revelou um único fator responsável por explicar a variância comum em 37.7%. Um funcionário com uma pontuação ≥7 pontos sofria de síndrome visual do computador.
CONCLUSÃO: O CVS-Q PT© pode ser considerada uma ferramenta intuitiva, de fácil interpretação e com boas propriedades psicométricas para avaliar a síndrome visual do computador em funcionários portugueses expostos a ecrãs digitais. Este questionário facilitará as decisões sobre medidas preventivas, intervenções e tratamento, e a comparação entre as populações expostas em diferentes países de língua portuguesa.
Keywords: Síndrome visual do computador; Dispositivos digitais; Saúde ocular; Estudo de validação; Propriedades psicométricas; Inquéritos e questionários
Abstract
PURPOSE: To evaluate the saccadic movements of patients with visual field loss due to primary open-angle glaucoma.
METHODS: Thirteen patients with good visual acuity (0.2 logMAR or better) (seven patients with primary open-angle glaucoma 65 ± 13 years) and six controls (51 ± 6 years) yielded a comprehensive ophthalmological examination, including Humphrey Visual Field tests (SITA-Standard 24-2), and performed a monocular, exploratory digital visual search task that quantifies the duration for finding the number “4” on a random array of digits distributed on the screen. After individual adjustments of the angle and distance positioning, the screen was spatially matched with the 24-2 visual field, and divided into five areas for analysis. During the task, saccades were simultaneously recorded in the same eye with a video-based eye tracker.
RESULTS: The patients with primary open-angle glaucoma showed a significantly higher number of saccades/screen (median ± interquartile range, 59.00 ± 29.00 vs. 32.50 ± 19.75 saccades (p=0.027) and visual search time per screen (38.50 ± 60.14 vs. 23.75 ± 8.90 seconds (p=0.035) than the controls did. Although the univariate analysis indicated a significant correlation with visual field mean deviation (coefficient=26.19 (p=0.02), only the visual search time/screen was significantly associated with the number of saccades/screen in the multivariate regression model (coefficient=0.55 (p<0.001). Overall, no significant correlation was observed between the sectorial number of saccades and the sensitivity of the five visual field areas.
CONCLUSIONS: The patients with primary open-angle glaucoma show impaired search performance and showed a higher number of saccades needed to find stimuli when performing the exploratory visual task.
Keywords: Glaucoma, open angle; Saccades; Eye movements; Visual fields; Vision disorders
Abstract
O presente relato de caso identificou a maculopatia média aguda paracentral como a causa de baixa de acuidade visual severa e irreversível após cirurgia de catarata. Existem fatores de risco bem estabelecidos para o desenvolvimento da maculopatia média aguda paracentral que devem ser conhecidos pelos cirurgiões de catarata. Nesse contexto cirúrgico, precauções extras no tocante a procedimentos anestésicos, pressão intraocular e alguns outros aspectos da cirurgia devem ser consideradas. A maculopatia média aguda paracentral é descrita como um sinal clínico observado no exame de tomografia de coerência óptica por domínio espectral e se trata, provavelmente, da evidência de um evento isquêmico no tecido vascular retiniano. Esse diagnóstico deve ser cogitado nos casos de perda de acuidade visual súbita no pós-operatório imediato associada com exame fundoscópico normal, como evidenciado no caso apresentado.
Keywords: Tomografia, coerência óptica; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Complicações pós-operatórias; Fatores de risco; Catarata; Extração de catarata; Baixa visão; Saúde oc
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