Arq. Bras. Oftalmol. 2022;85 (2 )
:158-165
| DOI: 10.5935/0004-2749.20220071
Abstract
OBJETIVOS: o principal objetivo deste estudo foi descrever pacientes com achados vasculares retinianos temporalmente relacionados à vacinação contra COVID-19. Com maior notificação de possíveis eventos adversos similares, esperamos compreender a real dimensão e relevância do que foi apresentado.
MÉTODOS: Onze pacientes com queixas visuais após vacinação contra COVID-19 foram estudados. Os dados analisados foram: idade, gênero, tipo de vacinação, tempo de aparecimento de sintomas, achados sistêmicos, antecedentes pessoais, acuidade visual com melhor correção, biomicroscopia e imagem retiniana multimodal (retinografia colorida, red-free, SD-OCT, OCTA e angiofluoresceinografia). Os critérios de inclusão foram a presença de alterações oftalmológicas ocorridas dentro de 30 dias após a primeira ou segunda dose de qualquer vacina contra COVID-19.
RESULTADOS: Onze pacientes foram incluídos: 5 com oclusão arterial (45,4%), 4 com oclusão venosa (36,4%) e 2 (18,2%) com alterações não específicas vasculares sugestivas de isquemia retiniana como exsudatos algodonosos. A idade média dos pacientes foi de 57 anos (DP=16; com intervalo de 27 a 84 anos). A média de tempo de aparecimento de sintomas após a vacinação foi de 10 dias (DP=5,4; com intervalo de 3 a 16 dias). Nove dos onze pacientes eram do sexo feminino (81,8%). Fatores de risco sistêmicos foram observados em 36,4% dos pacientes. Dois pacientes tiveram sintomas neurológicos e visuais, com oclusão arterial. 36,4% dos pacientes tiveram infecção prévia por COVID-19 no último ano. Sete pacientes (63,6%) receberam a vacina ChAdOx1 nCoV-19 (AZD1222).
CONCLUSÕES: nossos dados sugerem que eventos retinianos temporalmente relacionados à vacinação contra COVID-19 são possíveis, porém raros. A relação entre estes eventos pós-vacinais exigem futura atenção antes de maiores conclusões.
Keywords: COVID-19; Infecções por coronavírus; Vacina; Oclusão arterial; Oclusão venosa; Síndrome de Susac
Arq. Bras. Oftalmol. 2024;87 (4 )
:1-7
| DOI: 10.5935/0004-2749.2022-0024
Abstract
Objetivo: A síndrome de opsoclonia-mioclonia é extremamente rara em adultos e tem uma fisiopatologia autoimune. Devido à raridade dessa síndrome, o reconhecimento da síndrome de opsoclonia-mioclonia-ataxia precisa melhorar urgentemente em todo o mundo. Assim sendo, este estudo visou aumentar a conscientização sobre a síndrome de opsoclonia-mioclonia-ataxia e ajudar os médicos para um melhor diagnóstico e o uso correto da imunoterapia.
Métodos: Este é o relato de um caso adulto de síndrome de opsoclonia-mioclonia idiopática com movimentos oculares conjugados, multidirecionais, arrítmicos e espontâneos, mioclonia, ataxia, distúrbios do sono e medo intenso. Além disso, foram pesquisadas as publicações recentes relevantes e resumiu-se a fisiopatologia, a apresentação clínica, o diagnóstico e o tratamento da síndrome de opsoclonia-mioclonia-ataxia.
Resultados: A paciente recuperou-se totalmente da opsoclonia, da mioclonia e da ataxia através de imunoterapia. O artigo também fornece um resumo atualizado sobre a síndrome de opsoclonia-mioclonia-ataxia.
Conclusão: Adultos com síndrome de opsoclonia-mioclonia-ataxia têm uma baixa frequência de sequelas residuais. O diagnóstico e o tratamento precoces podem levar a melhores prognósticos. Espera-se que a imunoterapia combinada reduza a incidência da síndrome de opsoclonia-mioclonia-ataxia refratária e recorrente.
Keywords: Síndrome de opsoclonia-mioclonia/diagnóstico; Síndrome de opsoclonia-mioclonia/tratamento farmacológico; Imunoterapia/ métodos; Humanos