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Search for: Rheumatoid arthritis; Corneal topography; Dry eye
Abstract
OBJETIVO: Investigar os efeitos da acomodação farmacológica e da cicloplegia nas medições oculares.
MÉTODOS: participaram do estudo 33 voluntários saudáveis (média de idade [± DP], 32,97 anos [± 5,21 anos]). Foram medidos o comprimento axial, a espessura macular e coroidal e o erro refrativo, bem como realizados exames de imagem da topografia corneana e do segmento anterior. Em seguida, foi induzida a acomodação farmacológica aplicando-se colírio de pilocarpina (cloridrato de pilocarpina a 2%) e as medições foram repetidas nos participantes. As mesmas medições foram repetidas depois de induzir a cicloplegia completa com colírio de ciclopentolato (cloridrato de ciclopentolato a 1%) e foram avaliadas as correlações entre as medidas.
RESULTADOS: Identificou-se aumento significativo da espessura coroidal subfoveal com o uso da pilocarpina a 2% (sem colírio, 319,36 ± 90,08 μm; com a instilação de pilocarpina, 341,60 ± 99,19 μm; com a instilação de ciclopentolato, 318,36 ± 103,0 μm; p<0,001). Detectou-se também aumento significativo do comprimento axial (sem colírio, 23,26 ± 0,83 mm; com a instilação de pilocarpina, 23,29 ± 0,84 mm; com a instilação de ciclopentolato, 23,27 ± 0,84 mm; p=0,003). Ao se comparar a acomodação farmacológica e a cicloplegia, houve diferença significativa na espessura macular central (com a instilação de pilocarpina, 262,27 ± 19,34 μm; com a instilação de ciclopentolato, 265,93 ± 17,91 μm; p=0,016). Observou-se que a miose associada à pilocarpina (p<0,001) e o desvio miópico (p<0,001) foram mais severos nos olhos azuis que nos castanhos.
CONCLUSÃO: A acomodação farmacológica pode alterar medidas oculares como a espessura da coroide e o comprimento axial. Essa possibilidade deve ser levada em consideração ao se efetuarem medições oculares, tais como cálculos de potência de lentes intraoculares.
Keywords: Paquimetria corneana; Coroide; Topografia da córnea; Comprimento axial do olho; Midriáticos/farmacologia; Pilocarpina/ farmacologia; Acomodação ocular
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo é comparar as medições de diâmetro corneano de dois dispositivos normalmente utilizados na prática clínica (IOL Master 500 e Atlas topógrafo corneal) para ver se são permutáveis. O fornecimento de informações sobre a permutabilidade de instrumentos poderia eliminar vários testes desnecessários e, consequentemente, reduzir a carga econômica para o paciente e para a sociedade.
Métodos: Nesta série de casos prospectivos e comparativos, a distância do diâmetro corneano foi medida por examinadores independentes utilizando o Topógrafo Atlas (Carl Zeiss Meditec) e o IOL Master 500 (Carl Zeiss Meditec), em um olho de 184 pacientes. A análise estatística foi realizada utilizando o teste t pareado, a correlação Pearson e a análise Bland-Altman para comparar os métodos de medição.
Resultados: As medições médias da distância do diâmetro corneano com o topógrafo Atlas e o IOL Master 500 foram de 12,20 ± 0,44 mm e 12,12 ± 0,41 mm, respectivamente (p<0,001). A diferença média de WTW entre os dois dispositivos foi de 0,07 mm (intervalo de confiança de 95% da diferença média: 0,04 - 0,11 mm). O coeficiente de correlação Pearson entre os dois dispositivos foi de 0,85, p<0,0001. Os limites de concordância de 95% entre os dois dispositivos foram de -0,38 mm a 0,53 mm.
Conclusões: O Atlas topographer e o IOL Master 500 podem ser utilizados permutavelmente em relação à medição do diâmetro corneano, uma vez que a gama de diferenças encontradas é pouco susceptível de afetar a prática clínica e a tomada de decisões.
Keywords: Topografia da córnea; Comprimento axial do olho; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos.
Abstract
OBJETIVO: Determinar o efeito da blefaroplastia superior na topografia corneana e no cálculo do poder das lentes intraoculares usando Galilei e IOLMaster.
MÉTODOS: Trinta pacientes submetidos a blefaroplastia superior de maio de 2014 a março de 2017 no Hospital Oftalmológico de Sorocaba, São Paulo, Brasil foram incluídos neste estudo de série de casos observacional. Todos os pacientes foram submetidos a sessões de imagem com Galilei e IOLMaster antes da cirurgia (exame de base) e no 1º e 6º mês pós-operatório. Os resultados primários utilizando os dois aparelhos incluíram ceratometria, astigmatismo corenano e astigmatismo corneano induzido pela blefaroplastia. O comprimento axial e o cálculo do poder da lente intraocular foram realizados unicamente com o IOLMaster (fórmula de Holladay). Teste-t pareado e análise vetorial foram usados na análise estatística.
RESULTADOS: Sessenta olhos de 30 pacientes foram incluídos prospectivamente. A análise vectorial mostrou que após 6 meses da cirurgia, a blefaroplastia superior induziu na média 0,39 D de astigmatismo corneano medido com o Galilei e 0,31 D com IOLMaster. As medidas com o IOLMaster mostraram que a ceratometria média (44,56 vs 44,64 D, p=0,01), ceratometria máxima (45,17 vs 45,31, p=0,01) e o astigmatismo corneano (1,22 vs 1,34, p=0,03) foram maiores após 6 meses da blefaroplastia. As medidas com IOLMaster mostraram que o poder da lente intraocular foi significativamente menor 6 meses após a blefaroplastia (22,07 vs 21,93, p=0,004). Todos os outros parâmetros não mostraram mudanças entre o pré-operatório e o 6º mês da cirurgia (p>0,05 para todas as comparações).
CONCLUSÕES: A blefaroplastia superior influenciou o cálculo da lente intraocular utilizando o IOLMaster. Contudo, a influência não foi clinicamente significativa. Não foram encontradas mudanças topográficas com o Galilei.
Keywords: Blefaroplastia; Lentes intraoculares; Ceratometria; Topografia da córnea; Biometria
Abstract
Objetivo: O comprimento da membrana de Descemet e o tamanho do enxerto doador na ceratoplastia lamelar anterior profunda não coincidem em córneas muito íngremes, o que pode levar às dobras da membrana de Descemet. O objetivo deste estudo é estabelecer um modelo teórico para cálculo do tamanho do enxerto para ceratoplastia lamelar anterior profunda e avaliar a sua eficácia na prevenção de dobras da membrana de Descemet.
Métodos: Calculamos o diâmetro do arco do leito receptor usando a fórmula do cosseno e desenvolvemos uma tabela para auxiliar os cirurgiões na seleção do tamanho da punção no doador. Para testar a utilidade dessa fórmula, avaliamos o desenvolvimento das dobras da membrana de Descemet em pacientes com ceratocone com córneas muito íngremes (K>60D). No grupo 1, foram realizadas cirurgias de ceratoplastia lamelar anterior profunda, utilizando tamanhos de enxerto que foram determinados com base em nosso modelo (n=31). No grupo 2, os tamanhos dos enxertos foram determinados com base no julgamento empírico do cirurgião sem qualquer cálculo formal (n=30).
Resultados: Nossos cálculos teóricos demonstraram que o diâmetro dos tamanhos da punção do doador necessários para evitar as dobras na membrana de Descemet aumenta quando a córnea é mais íngreme ou o tamanho da trefina é maior. Testamos a eficácia deste modelo no resultado clínico da ceratoplastia lamelar anterior profunda. A média de idade (28,9 ± 10,1 anos vs. 32,8 ± 8,3 anos, p=0,11) e K1 pré-operatório (59,2 ± 9,3 D vs. 58,1 ± 9,4 D, p=0,67), K2 (66,2 ± 6,0 D vs. 65,7 ± 7,4) D, p=0,81) e Km (62,1 ± 7,7 D vs. 61,8 ± 8,1 D, p=0,88) foram semelhantes entre os dois grupos. Três pacientes desenvolveram dobras na membrana de Descemet no grupo 2, e nenhum dos pacientes desenvolveu dobras na membrana de Descemet no grupo 1. Estes resultados apoiam nossos cálculos teóricos.
Conclusão: O ajuste do tamanho do enxerto doador com base no diâmetro do arco calculado do leito receptor reduziu o desenvolvimento das dobras na membrana de Descemet após ceratoplastia lamelar anterior profunda em córneas íngremes.
Keywords: Membrana de Descemet; Ceratocone; Ceratoplastia penetrante; Topografia da córnea; Córnea/patologia
Abstract
Objetivo: Identificar parâmetros tomográficos de normalidade em córneas de crianças e adolescentes sem a presença de atopias sistêmicas e alergias oculares.
Métodos: Este estudo descritivo transversal avaliou pacientes com idade entre 8 e 16 anos que foram submetidos a exame biomicroscópico completo por lâmpada de fenda e avaliação tomográfica da córnea por tomógrafo dual Scheimpflug, excluindo pacientes com doença ocular (incluindo conjuntivite alérgica) ou prick test positivo para atopias sistêmicas.
Resultados: Cento e setenta pacientes foram avaliados e após cumpridos os critérios de exclusão, 34 (68 olhos) foram analisados. A média etária da amostra foi 10,76 ± 2,31 anos; 19 (55,9%) eram meninos e 15 (44,1%) meninas. A média da ceratometria em dioptrias (D) no meridiano mais plano (Kflat), mais curvo (Ksteep) e máxima (Kmax) foram 42,37 ± 1,63D, 43,53 ± 1,65D e 43,90 ± 1,73D, respectivamente. Os valores médios da asfericidade corneana (ε2) e do ponto mais fino da córnea foram 0,28 ± 0,11 e 550,20 ± 37,90 micras (μm). A assimetria corneana inferior-superior (I-S) e coma foi em média 0,74 ± 0,59D e 0,28 ± 0,12D, respectivamente.
Conclusão: O conhecimento dos valores médios e sua variação de parâmetros tomográficos da córnea em crianças e adolescentes sem atopias sistêmicas ou alergias oculares pode ser útil para o diagnóstico precoce do ceratocone e o seu tratamento em estágio inicial.
Keywords: Córnea; Topografia corneana; Astigmatismo; Conjuntivite alérgica; Tomografia; Ceratocone/diagnóstico; Humanos; Criança; Adolescente.
Abstract
Objetivo: Descrever as manifestações oftalmológicas observadas em pacientes com artrite psoriásica atendidos no Serviço de Reumatologia da Universidade do Estado do Pará.
Métodos: Estudo transversal. A amostra foi composta por 23 pacientes com artrite psoriásica, segundo os critérios de Caspar, atendidos no ambulatório de reumatologia da Universidade do Estado do Pará. Para avaliação da atividade de doença foi aplicado o Clinical Disease Activity index for Psoriatic Arthritis e, posteriormente, foi realizado o exame oftalmológico (acuidade visual com correção para distância, biomicroscopia, tonometria de aplanação de Goldmann, fundoscopia, teste de Schirmer I, tempo de ruptura do filme lacrimal, lissamina verde e questionário The Ocular Surface Disease Index).
Resultados: Nesta pesquisa não houve predomínio entre os sexos e a população tinha uma mediana de idade de 47,78 anos. As manifestações mais comuns foram olho seco (60,9%), catarata (56,5%), blefarite (47,8%), ceratite (43,5%), meibomite (30,4%) e pterígio (26,1%).
Conclusão: As manifestações oculares encontradas em pacientes com artrite psoriásica são variadas e afetam sobretudo a superfície ocular; no entanto, são clinicamente subestimadas; por isso recomenda-se o acompanhamento oftalmológico regular e periódico para pacientes com artrite psoriásica.
Keywords: Artrite psoriásica; Manifestação ocular; Ceratoconjuntivite seca; Síndrome do olho seco; Blefarite
Abstract
Objetivo: Desenvolver um aplicativo (TopEye) na plataforma iOS para dispositivos móveis que possibilite a captação e interpretação do mapa de cores gerados por qualquer topógrafo corneano através da inteligência artificial (IA).
Métodos: A execução, acompanhamento e avaliação do projeto foi utilizada a metodologia Scrum, processo de desenvolvimento interativo e incremental para gerenciamento de projetos e desenvolvimento ágil de software. O banco de padrões de diagnóstico gerado consiste em 1172 exemplos, divididos em: 275 padrões esféricos, 302 regulares simétricos, 295 regulares assimétricos e 300 irregulares (ceratocone). Para o desenvolvimento da inteligência artificial do aplicativo, foi estabelecido o treinamento da rede com 240 imagens de cada tipo de padrão, totalizando 960 (81,91%) padrões. O restante das imagens, 212 (18,09%), foram utilizadas para testar o aplicativo e usadas para gerar os resultados. O processo é semiautomático, assim a captação da imagem topográfica é realizada com smartphone, o examinador realiza o contorno do relevo corneano manualmente para em seguida a rede neural realizar o diagnóstico.
Resultados: O aplicativo diagnosticou 201 (94,81%) imagens corretamente. De um total de 212 imagens, o algoritmo errou a classificação de apenas 11 (5,19%). A principal ocorrência de erro foi na distinção das classes simétrica e assimétrica. No rastreio do ceratocone o aplicativo alcançou 95,00% de sensibilidade e 98,68% especificidade.
Conclusão: O trabalho resultou na obtenção de um aplicativo eficiente na captura da imagem topográfica pela câmera do smartphone e na interpretação da mesma através da inteligência artificial aplicada.
Keywords: Dispositivos móveis; Inteligência artificial; Topografia corneana; Astigmatismo
Abstract
Objetivo: Os efeitos dos hormônios esteróides sexuais nos parâmetros lacrimais são conhecidos. O objetivo deste estudo foi examinar como os efeitos nos parâmetros lacrimais durante a exposição a altas doses de esteróides sexuais em um curto período de tempo.
Métodos: Quarenta pacientes que foram admitidas na clínica de infertilidade do nosso hospital e planejavam a indução de ovulação por gonadotropinas exógenas. Antes do início da indução da ovulação, os níveis basais de estradiol foram medidos no terceiro dia do ciclo menstrual e os exames oftalmológicos foram efetuados pelo Departamento de Oftalmologia do nosso hospital. Os níveis de estradiol foram medidos no dia da indução da ovulação usando gonadotrofina coriónica humana e comparados aos estradiol basal; exames oftalmológicos também foram repetidos.
Resultado: Quarenta mulheres com período reprodutivo e idade média de 33,3 ± 4,2 anos foram incluídas neste estudo. Os níveis basais de estradiol foram significativamente maiores (p<0,001) após a indução da ovulação do que antes desta. Os resultados dos testes de ruptura do filme lacrimal e após a indução foi de 6,2 ± 2,8 s e 8,4 ± 1,4 s respectivamente. Os valores do teste de Schirmer foram 14,3 ± 7,1 mm e 20,6 ± 6,2 mm, respectivamente antes e depois da indução. Ambos os valores foram significativamente maiores após a indução da ovulação (p<0,001; p=0,001 respectivamente).
Conclusão: Observamos uma melhora nos testes de função lacrimal após o uso de estradiol, mesmo por tempo limitado. O uso de estradiol durante a menopausa poderá melhorar os sintomas do olho seco em pacientes.
Keywords: Estradiol; Síndromes do olho seco; Periodo fertil; Menopausa; Tomografia de coerência óptica
Abstract
Objetivo: O nosso objetivo neste estudo foi comparar as alterações na unidade funcional lacrimal em dois modelos de síndrome do olho seco neurogênica: desnervação sensorial da córnea versus desnervação autonômica da glândula lacrimal.
Métodos: A rede neural é um importante suporte para a unidade funcional lacrimal. Pode ser dividido em vias aferentes (sensoriais) e eferentes (autonômicas), sujeitas a doenças graves que comprometem a unidade funcional lacrimal. Ratos Wistar machos, com 8 semanas de idade, foram divididos em três grupos: 1) Controle naïve (n=16 animais); 2) Desnervação autonômica: onde os ratos foram submetidos à ablação do nervo da glândula lacrimal direita e avaliados após um e dois meses (1 M a 2 M) do procedimento (n=7 animais por subgrupo, desnervação autonômica 1M e desnervação autonômica 2M, respectivamente); 3) Desnervação sensorial induzida por colírio a 0,2% de cloreto de benzalcônio, duas vezes ao dia por 7 dias no olho direito (n=10 animais). A sensibilidade da córnea foi medida pelo teste de movimento pata-olho com capsaicina (10 μM). A PCR quantitativa em tempo real foi aplicada para comparar a expressão relativa de mRNA de citocinas pró-inflamatórias: Il1b, Il6, Tnf, Mmp9, na córnea, gânglio trigêmio e glândula lacrimal. O mRNA dos agentes pró-mitóticos Bmp7, Runx1, Runx3, Fgf10 e Smad1 foram comparados na glândula lacrimal.
Resultados: A desnervação sensorial induziu hiperalgesia da córnea (p=0,001). Desnervação sensorial e desnervação autonômica aumentaram o mRNA de citocinas pró-inflamatórias no córnea e glândula lacrimal (p<0,05), mas apenas desnervação sensorial aumentou o mRNA de Il1b e Tnf no gânglio trigêmio (p<0,05) quando comparado ao controle naïve.
Conclusões: Os modelos de desnervação autonômica e desnervação sensorial podem ter características comuns, como inflamação de diferentes partes da unidade funcional lacrimal. No entanto, a hiperestesia e os marcadores inflamatórios no gânglio trigêmio de desnervação sensorial e a expressão de mediadores regenerativos na glândula lacrimal na desnervação autonômica são características que distinguem essas doenças, podendo ser investigadas em estudos futuros que abordam o olho seco secundário ao dano neural da unidade funcional lacrimal.
Keywords: Córnea; Unidade functional lacrimal; Aparelho lacrimal; Hipersensibilidade; Ratos Wistar; Síndrome do olho seco
Abstract
PURPOSE: Using advanced imaging techniques, this study aimed to evaluate corneal stability, epithelial remodeling, and tear film changes over a one-year period in first-time soft-contact lens wearers.
METHODS: A retrospective study was conducted on 100 eyes of 50 first-time daily soft-contact lens users aged 21–65 years with no prior rigid gas-permeable lens wear. The Sirius Scheimpflug imaging system was used to assess corneal topography, epithelial thickness, and non-invasive tear break-up time at baseline, 3, 6, and 12 months. Corneal warpage was evaluated using symmetry indices and Baiocchi Calossi Versaci indices. We performed statistical analysis using repeated-measures analyses of variance with Greenhouse-Geisser correction.
RESULTS: The mean baseline central corneal thickness was 537.83 (±7.92) µm, with no significant thinning after one year. The average simulated keratometry values remained stable, indicating no progressive corneal steepening or flattening. There were no significant changes in warpage indices over time, suggesting corneal shape preservation. Higher-order aberrations (coma, trefoil, and spherical aberrations) and non-invasive tear break-up time remained unchanged throughout the study period.
CONCLUSIONS: Modern silicone hydrogel soft-contact lenses do not induce significant corneal warpage, epithelial remodeling, or optical aberrations over a one-year period. We found that corneal morphology and tear film stability were preserved, supporting the safety of soft-contact lens use. These findings provide clinically relevant insights into the long-term impact of contact lens wear. They may facilitate improved lens fitting strategies and preoperative refractive surgery assessments.
Keywords: Contact lenses, hydrophilic; Cornea/surgery; Corneal diseases; Corneal topography; Adaptation, ocular/physiology; Endothelium, corneal/pathology; Refractive errors; Tears/metabolism.
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate the relationship between the objective severity of dry eye disease subjective symptoms, and corneal sensitivity.
METHODS: The study included 62 eyes from 31 healthy volunteers and 150 eyes from 75 patients diagnosed with dry eye disease . Participants underwent the Schirmer I test, tear break-up time assessment, and corneal staining evaluation using the Oxford Scale. Subjective symptoms were assessed through the Ocular Surface Disease Index questionnaire and a modified Ocular Surface Pain Score questionnaire. Corneal sensitivity was measured in five corneal regions using a Cochet-Bonnet esthesiometer. Dry eye disease severity was graded from 1 to 5 based on the Oxford Scale. Comparative analyses were performed.
RESULTS: Schirmer I and tear break-up time values were significantly lower in the DED group, while Ocular Surface Disease Index and Ocular Surface Pain Score were significantly higher (p<0.001 for all). Corneal sensitivity in all quadrants was significantly lower in DED patients (p<0.001 for all). A strong correlation was observed between the Ocular Surface Pain Score and the Ocular Surface Disease Index (r=0.983, p<0.001). Central corneal sensitivity exhibited a moderate positive correlation with Schirmer I and tear break-up time (p<0.001, r=0.583 and 0.657, respectively) and a moderate negative correlation with Ocular Surface Disease Index and Ocular Surface Pain Score (p<0.001, r=0.625 and −0.631, respectively). Disease severity progression was associated with increased Ocular Surface Disease Index and Ocular Surface Pain Score, but no statistically significant difference was found between Grades 3 and 5. Similarly, corneal sensitivity decreased with advancing disease severity, yet no significant difference was observed between Grades 4 and 5.
CONCLUSION: Corneal sensitivity decreases in dry eye disease and is negatively correlated with disease severity. Subjective symptoms increase with disease progression and show a positive correlation with severity. The absence of significant differences between the advanced stages suggests that neuropathic mechanisms and subbasal nerve plexus deterioration play a role in chronic and late-stage dry eye disease.
Keywords: dry eye disease; signs and symptoms; cornea; neuralgia; Cochet-Bonnet esthesiometer; sensory thresholds; surveys and questionnaires
Abstract
Objetivo: Relatar um experimento projetado para determinar alterações anatômicas em córneas porcinas após a colocação de um novo implante depolímero na córnea.
Métodos: Foi utilizado olho de porco ex vivo. Um novo agente modelador biocompatível, de colágeno tipo 1, com 6mm de diâmetro foi moldado com excimer laser em sua face posterior, para criar três formatos planocôncavos. Os implantes foram inseridos dentro de um bolsão, dissecado manualmente, a 200 micrômetros (µm). Foram definidos três grupos de tratamento: grupo A (n=3), teve a profundidade máxima de ablação de70 µm; o grupo B (n=3), profundidade máxima de ablação de 64 µm; e o grupo C (n=3), profundidade máxima de ablação de 104 µm, com buraco central. O grupo controle, D (n=3), foi incluído, com a criação do bolsão estromal, porém sem inserir o material. A avaliação desses olhos foi realizada por tomografia de coerência óptica (OCT) e por tomografia corneana.
Resultados: A tomografia corneana mostrou uma tendência para diminuição da ceratometria média em todos os 4 grupos. A tomografia de coerência óptica mostrou córneas com implantes localizados no estroma anterior e aplanamento visível, enquanto as córneas não mudaram qualitativamente o formato no grupo controle.
Conclusões: O novo implante de biomaterial planocôncavo descrito aqui foi capaz de remodelar a córnea em modelo de animal ex vivo, resultando no aplanamento corneano. Novos estudos são necessários usando modelos animais in vivo para confirmar tais achados.
Keywords: Córnea; Cirurgia da córnea a laser; Substância própria; Proteses e implantes; Lasers de excimer; Materiais biocompatíveis; Animais; Suínos
Abstract
Objetivo: Explorar os efeitos terapêuticos das lentes de ortoceratologia combinados com colírio atropina 0,01% em miopia juvenil.
Métodos: Um total de 340 pacientes com miopia juvenil (340 olhos) tratados entre 2018 e Dezembro de 2020 foram divididos em Grupo Controle (170 casos com 170 olhos, lentes de ortoceratologia) e Grupo Observação (170 casos com 170 olhos, lentes de ortoceratologia combinadas com colírio atropina 0,01%). A acuidade visual melhor corrigida para longe, acuidade visual melhor corrigida para perto, dioptria, comprimento axial, amplitude de acomodação, diâmetro da pupila brilhante, diâmetro da pupila escura, espessura da camada lipídica da película lacrimal e tempo de ruptura do rasgo foram medidos antes do tratamento e 1 ano depois. A incidência de reações adversas foi observada.
Resultados: Antes do tratamento, o grau esférico equivalente foi significativamente melhorado em 0,22 (0,06, 0,55) D e 0,40 (0,15, 0,72) D respectivamente no Grupo Observação e no Grupo Controle após o tratamento (p<0,01). Após tratamento, o comprimento axial foi significativamente aumentado em (0,15 ± 0,12) mm e (0,24 ± 0,11) mm respectivamente nos Grupos Observação e controle (p<0,01), enquanto, no grupo de observação, a amplitude de acomodação diminuiu significativamente e foi inferior a do Grupo Controle, e o diâmetro da pupila brilhante e o diâmetro da pupila escura aumentaram significativamente e foram maiores do que os do Grupo Controle (p<0,01). A espessura da camada lipídica da película lacrimal e o tempo de ruptura do rasgo diminuíram significativamente nos dois grupos (p<0,01) após o tratamento.
Conclusões: As lentes de ortoceratologia combinadas com colírio atropina 0,01% podem melhorar significativamente o efeito controle em miopia juvenil com elevada segurança.
Keywords: Atropina; Miopia; Procedimentos ortoceratológicos; Comprimento axial do olho; Topografia da córnea; Acuidade visual; Lentes de contato.
Abstract
Objetivos: Este estudo teve como objetivo examinar a superfície ocular de crianças com transtorno de déficit de atenção com hiperatividade e identificar os efeitos adversos do metilfenidato relacionados à síndrome do olho seco.
Métodos: Este estudo transversal incluiu crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e crianças saudáveis (todas entre 5-18 anos de idade). Elas foram randomizadas no Grupo A (sem tratamento com metilfenidato), Grupo B (com tratamento com metilfenidato) e Grupo C (crianças saudáveis). Foram avaliados o tempo de ruptura do filme lacrimal, questionário sobre Índice de Doenças de Superfície Ocular (IDSO), altura do menisco lacrimal, área do menisco lacrimal e os resultados do teste de Schirmer. Além disso, a gravidade dos sintomas no transtorno de déficit de atenção com hiperatividade foi avaliada usando a Turgay DSM-IV-based Child and Adolescent Behavioral Disorders Screening and Rating Scale com base na escala de Conners Parent Rating Scale-48.
Resultados: Os Grupos A, B e C consistiram de 34, 40 e 60 indivíduos (n=34, 40 e 60 olhos; idade=11,44 ± 2,79, 11,70 ± 2,83 e 11,96 ± 3,63 anos, idade média=12, 123 e 11,5 anos), respectivamente. O tempo de ruptura do filme lacrimal, o Índice de Doença da Superfície Ocular, as altura do menisco lacrimal, a área do menisco lacrimal e o teste de Schirmer não foram significativamente diferentes entre os Grupo A e C (p=0,964, 0,336, 0,445, 0,439 e 0,759, respectivamente). Entretanto, o Grupo B mostrou uma redução significativa no tempo de ruptura do filme lacrimal (10,50 ± 3,39 vs 12,52 ± 2,46 seg; p=0,005), altura do menisco lacrimal (307,40 ± 5,53 vs 310,82 ± 7,30 µm; p= 0,025), área do menisco lacrimal (0,024 ± 0,0037 vs 0,026 ± 0,0046 mm2; p=0,010) e teste de Schirmer (12,75 ± 3,96 vs 15,41 ± 3,75 mm; p=0,004), resultados com0arados com o Grupo A.
Conclusão: Em comparação com crianças saudáveis, crianças com transtorno de déficit
de atenção com hiperatividade apresentaram parâmetros de superfície ocular sugestivos de olho seco, apesar do uso de metilfenidato. Assim, elas requerem um acompanhamento oftalmológico próximo para evitar complicações oculares de olho seco que ameaçam a visão.
Keywords: Transtorno do deficit de atenção com hiperatividade; Metilfenidato/efeitos adversos; Segmento anterior do olho; Tomografia de coerência óptica; Síndrome do olho seco
Abstract
É apresentado um caso raro de ceratomalácia paracentral aguda estéril e perfuração da córnea em uma paciente de 86 anos, uma semana após cirurgia para catarata sem intercorrências. Também são discutidos possíveis mecanismos de patogênese e a literatura relevante é revisada. Esses distúrbios da superfície ocular ocorreram devido à irradiação da pálpebra inferior e da bochecha em um tratamento de câncer e a uma artrite reumatoide não diagnosticada anteriormente. A paciente submeteu-se a um tratamento cirúrgico com um flap conjuntival de Gundersen sobre a perfuração existente, devido às suas baixas expectativas visuais e à relutância em submeter-se a uma ceratoplastia da córnea, considerando o risco de rejeição do enxerto corneano. Deve-se sempre considerar o risco de ocorrência de ceratomalácia aguda após cirurgias de catarata sem complicações em olhos apresentando distúrbios da superfície ocular.
Keywords: Perfuração da córnea; Radiação; Artrite reumatoide; Extracão de catarata
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