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Search for: Anterior chamber; Pupil; Accommodation, ocular; Techniques, measures, measurement equipment
Abstract
A presbiopia é um dos mais precoces sinais do envelhecimento natural e a fisiopatologia básica envolvida no seu desenvolvimento tem sido um tema de controvérsia durante séculos. Este artigo discute vários aspectos da presbiopia através de uma revisão literária das alterações que ocorrem no olho durante este processo, e que já foram descritas previamente por diversos autores.
Keywords: Acomodação; Presbiopia
Abstract
Objetivo: Investigar se as aberrações da córnea e as amplitudes de acomodação alteram mais em pacientes com esclerose múltipla do que em populações normais.
Métodos: Vinte pacientes previamente diagnosticados com esclerose múltipla com envolvimento do nervo óptico (grupo com eslerose múltipla) e 20 indivíduos saudáveis pareados por sexo e idade (grupo controle) foram incluídos no estudo. Pacientes com menos de 40 anos de idade foram incluídos em ambos os grupos devido à deterioração significativa de acomodação em pacientes com mais de 40 anos de idade. Para cada participante, a amplitude de acomodação foi medida em dioptrias pelo teste de lentes negativas e as aberrações de alta ordem foram avaliadas com o aberrômetro iDesign. Em seguida, a amplitude de acomodação e a média da raiz quadrada de aberrações de alta ordem foram comparadas entre os grupos.
Resultados: As médias da idade dos grupos com esclerose múltipla e controle foram 35,25 ± 4,52 anos e 32,28 ± 6,83 anos, respectivamente (p=0,170). A amplitude de acomodação foi de 4,05 ± 1,25 D no grupo com esclerose múltipla e 6,00 ± 1,03 D no grupo controle. A diferença entre os com esclerose múltipla e o grupo controle foi estatisticamente significativa (p<0, 001). A média da raiz quadrada das aberrações de alta ordem não foi significativamente diferente entre os grupos (com esclerose múltipla, 0,44 ± 0,22; controle, 0,43 ± 0,10, p<0,824). Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os grupos em termos de alterações de aberrações entre a linha de base e o estímulo 5 D.
Conclusões: Este estudo mostra que a amplitude de acomodação diminuiu em pacientes com esclerose múltipla. Portanto, esses resultados podem causar possíveis razões de deficiências visuais transitórias em pacientes com esclerose múltipla. No entanto, esta diferença de amplitude de acomodação não fez uma diferença significativa entre os grupos quanto à alteração das aberrações de alta ordem durante a acomodação.
Keywords: Acomodação ocular; Esclerose múltipla; Nervo óptico
Abstract
OBJETIVO: Investigar os efeitos da acomodação farmacológica e da cicloplegia nas medições oculares.
MÉTODOS: participaram do estudo 33 voluntários saudáveis (média de idade [± DP], 32,97 anos [± 5,21 anos]). Foram medidos o comprimento axial, a espessura macular e coroidal e o erro refrativo, bem como realizados exames de imagem da topografia corneana e do segmento anterior. Em seguida, foi induzida a acomodação farmacológica aplicando-se colírio de pilocarpina (cloridrato de pilocarpina a 2%) e as medições foram repetidas nos participantes. As mesmas medições foram repetidas depois de induzir a cicloplegia completa com colírio de ciclopentolato (cloridrato de ciclopentolato a 1%) e foram avaliadas as correlações entre as medidas.
RESULTADOS: Identificou-se aumento significativo da espessura coroidal subfoveal com o uso da pilocarpina a 2% (sem colírio, 319,36 ± 90,08 μm; com a instilação de pilocarpina, 341,60 ± 99,19 μm; com a instilação de ciclopentolato, 318,36 ± 103,0 μm; p<0,001). Detectou-se também aumento significativo do comprimento axial (sem colírio, 23,26 ± 0,83 mm; com a instilação de pilocarpina, 23,29 ± 0,84 mm; com a instilação de ciclopentolato, 23,27 ± 0,84 mm; p=0,003). Ao se comparar a acomodação farmacológica e a cicloplegia, houve diferença significativa na espessura macular central (com a instilação de pilocarpina, 262,27 ± 19,34 μm; com a instilação de ciclopentolato, 265,93 ± 17,91 μm; p=0,016). Observou-se que a miose associada à pilocarpina (p<0,001) e o desvio miópico (p<0,001) foram mais severos nos olhos azuis que nos castanhos.
CONCLUSÃO: A acomodação farmacológica pode alterar medidas oculares como a espessura da coroide e o comprimento axial. Essa possibilidade deve ser levada em consideração ao se efetuarem medições oculares, tais como cálculos de potência de lentes intraoculares.
Keywords: Paquimetria corneana; Coroide; Topografia da córnea; Comprimento axial do olho; Midriáticos/farmacologia; Pilocarpina/ farmacologia; Acomodação ocular
Abstract
Objetivo: A dilatação pupilar farmacológica é realizada em exames oftalmológicos abrangentes e antes das medições biométricas. Até o momento, não há consenso sobre seu impacto nas medições biométricas. O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos da dilatação pupilar nas medidas biométricas oculares em crianças saudáveis.
Métodos: Estudo prospectivo, observacional e não randomizado de crianças (4-18 anos) que foram admitidas para exame oftalmológico de rotina. As medidas biométricas foram realizadas usando um dispositivo de biometria óptica sem contato, antes e após a dilatação pupilar farmacológica com cloridrato de ciclopentolato. Os cálculos de potência das lentes intraoculares foram realizados utilizando as fórmulas de Hill-RBF, Barrett, Olsen, Sanders-Retzlaff-Kraff/ Teórica, Holladay e Hoffer Q. Análises estatísticas descritivas também foram realizadas. O teste dos postos sinalizados de Wilcoxon foi usado para comparar as medidas antes e após a dilatação pupilar farmacológica. As relações entre as variáveis foram analisadas pelo coeficiente de correlação de Spearman-Brown.
Resultados: O estudo incluiu 116 olhos de 58 crianças (idade média de 8,4 ± 0,32 anos; 34 meninas). Alterações significativas foram observadas após a dilatação pupilar, em termos de profundidade da câmara anterior, profundidade do humor aquoso e espessura central da córnea e do cristalino. Nenhuma mudança significativa ocorreu no comprimento axial. Os cálculos de potência da lente intraocular não revelaram alterações significativas após a dilatação pupilar na maioria das fórmulas, com exceção da fórmula Olsen.O poder da lente intraocular foi significativamente inversa correlacionada com o comprimento axial e a profundidade da câmara anterior.
Conclusões: A dilatação pupilar farmacológica em crianças parece não ter impacto no comprimento axial e no poder da lente intraocular, mas causou um aumento significativo na profundidade da câmara anterior. A diferença nas medidas da profundidade da câmara anterior antes e após a dilatação pupilar pode estar relacionada ao modelo do dispositivo de biometria óptica utilizado. Tais resultados devem ser considerados nos cálculos de potência da lente intraocular realizados usando parâmetros de profundidade da câmara anterior.
Keywords: Dilatação; Paquimetria corneana; Lentes intraoculares; Câmara anterior; Criança
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a morfologia da córnea e da câmara anterior em olhos fácicos com inflamação intraocular não infecciosa.
MÉTODOS: Esse estudo incluiu 59 olhos com uveíte ativa, 62 olhos com uveíte inativa e 95 olhos saudáveis. A densidade de células endoteliais da córnea, a proporção de células hexagonais, o coeficiente de variação, o volume e a espessura da córnea, a ceratometria máxima e o volume e profundidade da câmara anterior foram medidos com um microscópio especular e uma Pentacam HR.
RESULTADOS: A duração média da uveíte foi de 24,6 ± 40,5 (0-180) meses. O número médio de crises de uveíte foi de 2,8 ± 3,0 (1-20). O coeficiente de variação foi significativamente maior no grupo com uveíte ativa do que no grupo com uveíte inativa (p=0,017, Tukey post-hoc). Não houve diferença significativa nos demais parâmetros do segmento anterior entre os grupos com uveíte ativa, com uveíte inativa e controle (p>0,05). A análise de regressão linear múltipla demonstrou que o coeficiente de variação foi maior na uveíte ativa do que na uveíte inativa, após ajustes para a duração e tipo de uveíte e a presença ou não de doença reumática e de tratamento imunossupressor (p=0,003). A duração da uveíte e o número de crises não demonstraram correlação significativa com os parâmetros oculares (p>0,05, correlação de Spearman). A diferença nos parâmetros não demonstrou correlação significativa com o tipo de uveíte (p>0,05).
CONCLUSÕES: O coeficiente de variação foi maior nos olhos com uveíte ativa do que naqueles com uveíte inativa, ao passo que a densidade de células endoteliais e a morfologia da câmara anterior não mostraram diferenças significativas entre os grupos com uveíte ativa, com uveíte inativa e controle.
Keywords: Câmara anterior; Inflamação; Epitélio posterior; Contagem de células; Uveites
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a relação entre alterações na hipermetropia e o alinhamento ocular em pacientes com esotropia acomodativa.
MÉTODOS: Foram analisados retrospectivamente prontuários médicos de pacientes consecutivos diagnosticados com esotropia acomodativa refrativa (com esotropia eliminada ou reduzida a menos de 10 D com correção completa da hipermetropia). As medidas de refração em cicloplegia obtidas dos prontuários foram convertidas em equivalentes esféricos. Avaliaram-se ainda a presença de ambliopia, alterações do erro refrativo e o alinhamento ocular à admissão e depois do período de acompanhamento.
RESULTADOS: Setenta pacientes (média de idade=6,01 ± 5,41 anos, 60,6% do sexo feminino, acompanhamento médio de 5,8 ± 3 anos) apresentaram esotropia de 40 ± 20 dioptrias prismáticas (DP) para perto à admissão. A diminuição média anual no desvio para perto e para longe com o uso de óculos foi de 1,71 ± 3,96 DP/ano e 1,09 ± 3,25 DP/ano, respectivamente. Os desvios miópicos totais dos olhos direito e esquerdo foram de 1,08 ± 1,35 D e 1,20 ± 1,40 D, respectivamente. Os desvios miópicos anuais foram de 0,22 D/ano e 0,26 D/ano para os olhos direito e esquerdo, respectivamente. A correlação entre a taxa de desvio miópico e a taxa de alteração do desvio para perto corrigido foi fraca. A correlação da taxa de desvio miópico não foi alta para os olhos direito e esquerdo (r=0,18, p=0,15).
CONCLUSÃO: A quantidade de desvio e a hipermetropia diminuem gradualmente na esotropia acomodativa durante o acompanhamento. Por outro lado, pode não ser apropriado garantir aos pacientes que o desvio diminuirá em paralelo ao erro refrativo.
Keywords: Ambliopia; Acomodação ocular; Esotropia; Refração ocular
Abstract
Objetivos: Procuramos avaliar o uso da pupilometria estática e dinâmica quantitativa automatizada na triagem de pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e em diferentes estágios de retinopatia diabética.
Métodos: Cento e cinquenta e cinco pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (grupo com diabetes mellitus) foram incluídos neste estudo e outros 145 controles saudáveis pareados por idade e sexo para server como grupo controle. O grupo com diabetes mellitus foi dividido em três subgrupos: diabetes mellitus sem retinopatia diabética (retinopatia não diabética), retinopatia diabética não proliferativa e retinopatia diabética proliferativa. A pupilometria estática e dinâmica foi realizada utilizando uma camera rotative Scheimpflug com um sistema baseado em topografia.
Resultados: Em termos de diâmetro da pupila, tanto na pupilometria estática quanto na dinâmica (p<0,05), foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos diabetes mellitus e controle e também entre os subgrupos retinopatia não diabética, retinopatia diabética não proliferativa e retinopatia diabética proliferativa. Mas foi observado que os grupos de retinopatia não diabética e retinopatia diabética não proliferativa mostraram semelhanças nos achados derivados da pupilometria estática em condições mesópicas e fotópicas. Os dois grupos também pareciam semelhantes em todos os pontos durante a pupilometria dinâmica (p>0,05). No entanto, pode-se concluir que o grupo de retinopatia diabética proliferative foi sugnificativamente diferente do restante dos subgrupos, retinopatia não diabética e retinopatia diabética não proliferativa, em termos de todas as medidas de pupilometris estática (p<0,05). A velocidade média de dilatação também foi significativamente diferente entre os grupos diabetes mellitus e controle, e entre os subgrupos diabetes mellitus (p<0,001). Enquanto correlações significativas fracas a moderadas foram encontradas entre todos os diâmetros da pupila na pupilometria estática e dinâmica com a duração do diabetes mellitus (p<0,05 para todos), os valores de HbA1c não mostraram correlações estatisticamente significantes com nenhum dos diâmetros da pupila estática e dinâmica investigados (p>0,05 para todos).
Conclusão: Este estudo revelou que as medidas derivadas da pupilometria automatizada estão alteradas em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. A presença de retinopatia diabética não proliferativa não afeta negativamente os achados pupilométricos, mas com a retinopatia diabética proliferative, alterações significativas foram observadas. Estes resultados sugerem que o uso da pupilometria quantitativa automatizada pode ser útil na verificação gravidade da retinopatia diabética.
Keywords: Retinopatia diabética; Diabetes Mellitus; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Pupila; Reflexo pupilar
Abstract
PURPOSE: Access to cataract treatment and diagnostic tools continues to be hindered by financial and logistical barriers. Thus, photography-based cataract analysis via portable devices offers a promising solution for the detection of cataracts in remote regions. In this study, the accuracy of a portable device that is based on the Lens Opacities Classification III System for diagnosing cataracts was analyzed.
METHODS: Photographs of the anterior segment of the eye were taken in a low-light environment, and the pupillary region markings were automatically delineated using infrared photography. The captured images were automatically analyzed using a convolutional neural network. The study group included patients with cataracts, and the control group included patients without cataracts.
RESULTS:A total of 270 eyes were analyzed, which included 143 eyes with cataracts and 127 control eyes. A total of 599 photos were analyzed. The isolated nuclear cataract was the most frequently detected subtype (37.5%), followed by a nuclear cataract associated with a cortical cataract (30.3%). The device's accuracy was 88.5% (Confidence intervals (CI), 83.19%–94.69%), specificity was 84.62% (CI 71.79%–97.30%), positive predictive value was 91.78% (CI 74.36%–97.30%), and negative predictive value was 82.50% (CI 74.36%–97.30%).
CONCLUSION: The portable device is a simplified user-friendly cataract screening technique that can interpret results in remote regions. This innovation could mitigate the occurrence of cataract-induced blindness and prevent premature surgical interventions in early-stage cataracts.
Keywords: Cataract/diagnosis; Diagnostic techniques ophthalmological/instrumentation; Optical devices; Equipment and supplies; Eye-tracking technology
Abstract
Objetivo: Comparar as diferenças entre a chord aparente µ e o chord real µ.
Métodos: Estudo prospectivo, comparativo, não randomizado e não intervencionista. Os exames de imagem (Pentacam e HD Analyzer) foram realizados na mesma sala e nas mesmas condições escotópicas. Os critérios de inclusão foram idade de 21 a 71 anos; compreensão do termo de consentimento; miopia até 4D e astigmatismo topográfico anterior até 1D. Os critérios de exclusão foram usuários de lentes de contato; pacientes com doenças oculares prévias ou cirurgias; opacidades da córnea; a presença de alterações tomográficas da córnea ou suspeita de ceratocone.
Resultados: Em nosso estudo foram analisados 116 olhos de 58 pacientes. A média de idade foi de 30,69 anos (± 7,85). Análises de correlação foram desenvolvidas e o coeficiente de correlação de Pearson (0,647) indica uma relação linear positiva moderada entre as variáveis. A média do chord µ real foi 226,21± 128,53 µm e a média do chord µ média foi 278,66 ± 123,90 µm, com diferença média de 52,45 µm (p=0,01).
A análise do diâmetro pupilar médio apresentou: 5,76mm no HD Analyzer e 3,31mm no Pentacam.
Conclusões: Entendemos a existência de uma diferença significativa entre os métodos e assim a medida de ambos os dispositivos com base em princípios diferentes devemos respeitar suas peculiaridades. Como encontramos correlação entre as duas medidas, acreditamos que ambas podem ser utilizadas na prática diária.
Keywords: Imagem óptica; Percepção visual; Pupila; Segmento anterior do olho; Córnea; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
Abstract
OBJETIVO: Neste estudo prospectivo, pacientes com acne vulgaris e indivíduos saudáveis do grupo controle foram comparados em relação ao tempo de ruptura do filme lacrimal, taxa de abandono de glândulas meibomianas e parâmetros da câmara anterior, usando o tempo de ruptura do filme lacrimal topográfico não invasivo, meibografia não invasiva e fotografia de Scheimpflug, respectivamente.
MÉTODOS: Setenta e três olhos de 73 pacientes com acne vulgaris e 67 olhos de 67 indivíduos saudáveis foram incluídos. Todos os participantes submetidos ao primeiro tempo de ruptura do filme lacrimal não-invasivo e ao tempo médio de ruptura do filme lacrimal não-invasivo foram avaliados pelo uso do tempo de ruptura do filme lacrimal; perda de glândulas meibomianas foram avaliadas por meibografia; os parâmetros da córnea e da câmara anterior foram medidos por fotografia de Scheimpflug; e, finalmente, as queixas oculares subjetivas foram pontuadas com o uso do questionário do Indice de doenças de superfície ocular.
RESULTADOS: Os valores do tempo de ruptura do primeiro filme lacrimal não-invasivo do Grupo com acne vulgaris e do Grupo controle foram 4,7 ± 2,8 e 6,4 ± 3,5 segundos, respectivamente, refererindo-se a uma diferença significativa entre os valores dos grupos (p=0,016). Qualitativamente, o número de olhos com ruptura lacrimal a qualquer momento durante o período de medição foi significativamente maior no grupo de pacientes. (p=0,018). No Grupo com acne vulgaris, a perda de glândulas meibomianas nas pálpebras superiores foi de 33,21 ± 15,5% e nas pálpebras inferiores foi de 45,4 ± 14,5%; por outro lado, no Grupo controle foi de 15,7 ± 6,9% e 21 ± 9,7% respectivamente; ambos os casos referem-se a uma diferença significativa entre os grupos (p=0,000).
CONCLUSÃO: Encontramos estabilidade comprometida do filme lacrimal em pacientes com acne vulgaris. No entanto, o comprometimento foi de grau muito menor, em comparação com a taxa de perda das glândulas meibomianas que desempenham um papel fundamental na estabilidade do filme lacrimal. Esta condição pode ser documentada de forma objetiva - uma metodologia parcialmente sem contato, totalmente não-invasiva e livre de corantes.
Keywords: Acne vulgar; Glândulas de Meibomius; Câmara anterior; Teste não-invasivo de tempo de ruptura; Filme lacrimal
Abstract
Neste relato, descrevemos um novo dispositivo expansor pupilar que foi usado obter adequada dilatação e centralização da pupila em um paciente com coloboma de íris. Especificamente, descrevemos um caso de cirurgia de facoemulsificação em um paciente com coloboma de íris associado à pupila pequena e que, previamente, tentou-se sem sucesso o uso do expansor Malyugin Ring, que provocou uma dilatação pupilar descentrada. Entretanto, com o uso do expansor de íris Canabrava Ring, a pupila permaneceu dilatada e centrada durante toda a cirurgia, permitindo a realização de um procedimento seguro.
Keywords: Facoemulsificação; Desenho de equipamento; Pupila; Iris; Coloboma
Abstract
A cicloplegia é crucial para um exame oftalmológico pediátrico acurado. Este documento visa a fornecer uma recomendação para cicloplegia e midríase pediátrica para oftalmologistas brasileiros. Foi desenvolvido com base em revisão literária, na experiência clínica de especialistas brasileiros, por meio de questionários, e no consenso do comitê de especialistas da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP). De acordo com as melhores evidências, este comitê recomenda o uso de uma gota de ciclopentolato 1%, mais uma gota de tropicamida 1% em crianças maiores de 6 meses e duas gotas de tropicamida 1% com intervalo de 0-5 minutos para menores de 6 meses. A midríase pode ser potencializada por uma gota de fenilefrina 2,5%. Para o rastreamento da retinopatia da prematuridade, a recomendação é tropicamida 0,5 ou 1%, duas ou três vezes, com 5 minutos de intervalo, e 2,5% de fenilefrina, preferencialmente uma vez. O uso prévio de proxymetacaína 0,5% é sempre recomendado.
Keywords: Midríase; Refração ocular; Recém-nascido; Criança; Técnicas de diagnóstico oftalmológico.
Abstract
The paper starts discussing the teleological concept that eye motions - rotations and translations - serve to vision (which supports the notion that torsions are not voluntarily driven, since they do not contribute to expand the visual exploration of space). It proposes that the primary position of the eye (not "of gaze") , the standard condition to measure them, must be defined as the coincidence of the orbital (fixed) and the ocular (movable) system of coordinates. However this becomes only a theoretic concept, since practical operations to obtain it are almost unfeasible. Besides, even a "simple" horizontal or vertical ocular rotation, though always occurring around a (presumably) fixed point (the center of ocular rotation) may be defined by different trajectories and magnitudes, depending on the two systems of measurement of eye positions and motions. Hence, in a graphical (plane) representation of such spherical coordinates, the so-called "tangent screen", an ocular "tertiary" position - a combination of a horizontal and a vertical rotations - may be described by four different points. Or, conversely, a specific eye position may be defined by four sets of angular coordinates. The mathematical representation of variation of three special coordinates in a specific rotation is best made by a matrix disposition, so that, multiplication (not commutative) of three matrices (one for each specific plane) generates six different systems (permutations) of measurements. So, though , actually, there are multiple trajectories possible between two points in space, the order in which rotations are considered influences the final result. With different systems of coordinates for each rotation and different possible orders by which they may be considered, one reaches 48 alternative systems for their measurements. Unfortunately, up to now, there I is no an established convention to express ocular rotations. So, usually, people consider that a vertical prism superimposed to a frontally placed horizontal prism, or vice-versa, correspond to equivalent processes. The paper finishes discussing inconveniences of the clinically used unity to measure eye rotations (the prism-diopter) and proposes other unities as alternative solutions.
Keywords: Angular measurement unity; eye movements; eye position measurement; eye position measurement accuracy; Fick's system; Helmholtz's system; ocular rotation; primary position of gaze; prism-diopter referential systems; superimposition of prisms
Abstract
Esta revisão foi baseada na literatura médica e na experiência clínica de um comitê de especialistas membros da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica e da Sociedade Brasileira de Lentes de Contato e Córnea. Rotineiramente as crianças devem ser submetidas a topografia da córnea no primeiro exame e visitas semestrais com refração cicloplegiada e biometria óptica anual. A progressão da miopia foi definida como um aumento anual no equivalente esférico maior que 0,50 D/ano ou do comprimento axial maior que 0,3 mm (até 10 anos) ou 0,2 mm (mais de 11 anos). Os tratamentos propostos para a progressão são controle ambiental, atropina em baixa concentração, óculos com defocus, lentes de contato ou ortoceratologia, devendo-se considerar associações para casos não controlados. O tratamento deve ser realizado por pelo menos 2 anos. O presente documento é uma diretriz para diagnóstico, tratamento e acompanhamento de crianças pré-míopes e míopes no Brasil.
Keywords: Miopia; Distúrbios pupilares; Progressão da doença; Atropina; Refração ocular; Midriáticos; Lentes de contato; Biometria; Criança; Brasil
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