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Search for: Scleritis; Rheumatic diseases; Autoantibodies; Inflammation; Immunosuppressive agents
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a morfologia da córnea e da câmara anterior em olhos fácicos com inflamação intraocular não infecciosa.
MÉTODOS: Esse estudo incluiu 59 olhos com uveíte ativa, 62 olhos com uveíte inativa e 95 olhos saudáveis. A densidade de células endoteliais da córnea, a proporção de células hexagonais, o coeficiente de variação, o volume e a espessura da córnea, a ceratometria máxima e o volume e profundidade da câmara anterior foram medidos com um microscópio especular e uma Pentacam HR.
RESULTADOS: A duração média da uveíte foi de 24,6 ± 40,5 (0-180) meses. O número médio de crises de uveíte foi de 2,8 ± 3,0 (1-20). O coeficiente de variação foi significativamente maior no grupo com uveíte ativa do que no grupo com uveíte inativa (p=0,017, Tukey post-hoc). Não houve diferença significativa nos demais parâmetros do segmento anterior entre os grupos com uveíte ativa, com uveíte inativa e controle (p>0,05). A análise de regressão linear múltipla demonstrou que o coeficiente de variação foi maior na uveíte ativa do que na uveíte inativa, após ajustes para a duração e tipo de uveíte e a presença ou não de doença reumática e de tratamento imunossupressor (p=0,003). A duração da uveíte e o número de crises não demonstraram correlação significativa com os parâmetros oculares (p>0,05, correlação de Spearman). A diferença nos parâmetros não demonstrou correlação significativa com o tipo de uveíte (p>0,05).
CONCLUSÕES: O coeficiente de variação foi maior nos olhos com uveíte ativa do que naqueles com uveíte inativa, ao passo que a densidade de células endoteliais e a morfologia da câmara anterior não mostraram diferenças significativas entre os grupos com uveíte ativa, com uveíte inativa e controle.
Keywords: Câmara anterior; Inflamação; Epitélio posterior; Contagem de células; Uveites
Abstract
Objetivo: Investigar a utilidade de marcadores inflamatórios sistêmicos (ou seja, contagem de glóbulos brancos e plaquetas, volume médio de plaquetas e suas proporções) como marcadores de diagnóstico da patogênese do edema macular diabético.
Métodos: A coorte do estudo incluiu 80 pacientes com edema macular diabético (40 com retinopatia diabética e 40 sem) e 40 controles saudáveis de acordo com a idade e sexo. As contagens de neutrófilos, linfócitos, monócitos, plaquetas e valores do volume plaquetário médio foram determinados a partir de amostras de sangue periféricdo, e as proporções de monócitos/linfócitos, plaquetas/linfócitos, volume plaquetário médio/linfócitos e neutrófilos/linfócitos foram calculadas e comparadas entre os grupos.
Resultados: A proporção média de neutrófilos/linfócitos dos grupos com edema macular diabético e não-diabético foi maior que a do grupo controle, e o valor do grupo com edema macular diabético foi maior que o do grupo com edema macular não diabético (p<0,001 no com edema macular diabético vs. controle, p=0,04 no com edema macular não diabético vs. controle e p=0,03 no com edema macular diabético vs. o com edema macular não-diabético). Um valor de corte de neutrófilos/linfócitos ≥2,26 foi identificado como um indicador da patogênese do edema macular diabético com sensibilidade de 85% e especificidade de 74%. O volume plaquetário médio do grupo com edema macular diabético foi maior que o dos grupos com edema macular não-diabético e controle, enquanto os do grupo de edema macular não-diabético e controle foram semelhantes (edema macilar diabético vs. Edema macular não-diabético, p=0,08; com edema macular diabético vs. controle, p=0,02; e com edema macular não-diabético vs. controle, p=0,78). Todos os outros parâmetros foram semelhantes entre os grupos (todos p>0,05).
Conclusão: A proporção de neutrófilos/linfócitos e o volume plaquetário médio do grupo com edema macular diabético foram superiores aos do grupo com edema macular não-diabético e controle. Um valor de corte da razão neutrófilos/linfócitos ≥2,26 foi identificado como um indicador da patogênese do edema macular diabético com alta sensibilidade e especificidade. Além disso, a proporção de neutrófilos/linfócitos do grupo com edema macular não-diabético foi superior à do grupo controle.
Keywords: Edema macular; Retinopatia diabética; Volume plaquetário médio; Contagem de linfócitos; Neutrófilos; Inflamação
Abstract
Objetivo: Investigar a susceptibilidade a antibióticos, o perfil clínico, epidemiológico e microbiológico das ceratites infecciosas.
Métodos: Estudo retrospectivo longitudinal. Registros médicos e laboratoriais de 2015 a 2019 foram revisados retrospectivamente.
Resultados: Trezentos e oitenta patógenos (321 bactérias e 59 fungos) foram isolados das córneas de 352 pacientes. As espécies de Staphylococcus foram os microorganismos mais isolados (45%), seguidos de Pseudomonas (18,4%), fungos (15,5%), Streptococcus (7,9%) e Serratia (3,2%). Não houve resistência das bactérias Gram-positivas à amicacina ou vancomicina, enquanto 14,8% isolados Gram-positivos foram resistentes à ciprofloxacina (p<0,05). Todos os organismos Gram-negativos eram suscetíveis à amicacina. Pacientes do sexo masculino representaram 62,8% de 129 casos com dados clínicos acessíveis. A média de idade foi 53,17 ± 21 anos. O tempo até a apresentação (desde o início dos sintomas) foi de 14,9 ± 19,4 dias (mediana: 7 dias). Úlceras grandes (>5mm em qualquer extensão) representaram 49,6% (64 olhos) dos casos. A duração do tratamento foi de 49 ± 45,9 dias (mediana: 38 dias). Trauma ocular direto foi relatado por 48 (37,2%) pacientes e uso de lentes de contato por 15 (11,6%) pacientes. Foi prescrito tratamento prévio para 72 (55.8%) pacientes. Outras classes de medicamentos foram prescritas para 16 (12.4%). Setenta e nove (61,2%) pacientes tiveram que ser hospitalizados. Como complicações maiores, 53 (41,1%) pacientes apresentaram perfuração corneana, 40 pacientes (31%) foram submetidos à ceratoplastia penetrante tectônica e 28 (21,7%) desenvolveram glaucoma secundário. Oito pacientes (6,2%) evoluíram para endoftalmite. O tratamento empírico da ceratite microbiana foi amplamente empregado, com 94 (72,9%) pacientes em uso de moxifloxacina e 56 (43,4%) em uso de ciprofloxacina antes do resultado da cultura.
Conclusões: Nosso hospital tratou predominantemente de pacientes com úlceras microbianas graves. Embora bactérias Gram-positivas constituíssem a maioria dos isolados, bacilos e fungos Gram-negativos também foram frequentemente identificados nas ceratites microbianas. Os resultados de suscetibilidade sugerem a combinação de vancomicina e amicacina como um regime terapêutico empírico eficaz para essa condição grave com risco de perda visual permanente.
Keywords: Ceratite; Infecções oculares bacterianas; Antibacterianos.
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate the prevalence of orbital conditions in a tertiary ophthalmic outpatient hospital in Sao Paulo, Brazil, with a focus on the main diagnoses and their distribution.
METHODS: A retrospective chart review was conducted involving patients registered and admitted to the orbital disease unit at the Department of Ophthalmology, University of São Paulo Medical School, from January 2004 to March 2018. A total of 838 medical charts were analyzed, of which 37 were excluded due to incomplete data. The remaining charts were categorized into eight diagnostic groups: Graves’ orbitopathy , inflammatory disorders, tumors, vascular lesions, acquired structural abnormalities, congenital structural abnormalities, infectious diseases, and others.
RESULTS: Of the 837,300 ophthalmological appointments, 3,372 (0.4%) were related to orbital diseases. The study included 801 patients, of whom 63.45% were women. The patients’ mean age was 42.86 years. Graves’ orbitopathy was the most common (55%), followed by tumor (17%), inflammatory disorders (9%), vascular lesions (7%), acquired structural abnormalities (5%), congenital structural abnormalities (4%), others (2%), and infectious diseases (1%). The study found significant differences in the incidence and types of orbital diseases, indicating the specialized nature of tertiary care and referral biases.
CONCLUSION: Published data on epidemiological orbital diseases is scarce. Therefore, this study focused on the diverse nature of orbital diseases and their low incidence among ophthalmology appointments. The major trends align with other epidemiological studies, demonstrating a preponderance of Graves’ orbitopathy in middle-aged adults and a bimodal distribution of tumors. These findings are essential in shaping resident training programs and healthcare policies, particularly in tertiary settings. Understanding the epidemiology of orbital diseases can improve diagnostic accuracy, treatment approaches, and patient outcomes as well as support future systemic prospective studies.
Keywords: Orbital diseases; Orbital tumors; Neoplasms; Inflammation; Graves’ ophthalmopathy; Outpatients
Abstract
PURPOSE: Endophthalmitis is one of the most important adverse events after cataract surgery, as it can lead to total vision loss. This study aimed to describe the occurrence of endophthalmitis after phacoemulsification with intraocular lens implantation in patients treated in a community setting in Porto Velho, Rondônia, Brazil.
METHODS: This retrospective cohort study was conducted using a database of 649 medical records of patients who underwent surgery and were followed for three months. Poisson regression analysis was used to estimate relative risks and 95% confidence intervals (95% CIs).
RESULTS: The incidence of confirmed endophthalmitis was 11.94% (95% CI, 9.50-14.76), while the incidence of confirmed and probable cases was 20.50% (95% CI, 17.52-23.73). For confirmed cases, bilateral surgery and the use of lens model 3 were identified as risk factors for endophthalmitis, whereas age over 70 yr and preoperative antibiotic use were protective factors. For confirmed and probable cases, brown and yellow skin color, bilateral surgery, and the use of lens model 3 were also identified as risk factors. Gram-negative bacteria were the predominant etiological agents, and corneal edema was the main clinical manifestation. The mean duration of treatment was eight days, and 27.12% of patients used antibiotics.
CONCLUSION: The incidence observed was substantially higher than that reported in the literature, with a predominance of Gram-negative agents and an association with bilateral surgeries and the Eyeol intraocular lens model. These findings reinforce the need for continuous epidemiological surveillance and the implementation of specific biosafety and infection control protocols during cataract surgery campaigns.
Keywords: Endophthalmitis; Disease outbreaks; Phacoemulsification; Lens implantation, intraocular; Lenses, intraocular; Cataract; Risk factors; Anti-bacterial agents
Abstract
Objetivos: Descrever as características demográficas e clínicas das vítimas de trauma ocular por fogos de artifício atendidas nas emergências oftalmológicas de dois centros de referência em Pernambuco e identificar fatores relacionados a mau prognóstico visual.
Métodos: Avaliação retrospectiva dos prontuários de pacientes admitidos na emergência oftalmológica com história de trauma por fogos de artifício entre janeiro de 2012 e dezembro de 2018. A coleta de dados incluiu idade, gênero, procedência, mês e ano do acidente, estruturas oculares acometidas e características das lesões, além do tipo de tratamento a que os pacientes foram submetidos. Naqueles pacientes acompanhados por mais de 30 dias, analisou-se a acuidade visual final e a associação com sua procedência.
Resultados: Foram incluídos 370 olhos de 314 pacientes. Destes, 248 (79,0%) vítimas eram do sexo masculino e 160 (51,0%) da região metropolitana do Recife, com uma média de idade de 25.6 ± 18.8 anos. Em 56 (17,8%) dos casos o trauma foi bilateral. No mês de junho ocorreu um total de 152 (48,4%) casos. Os sítios mais acometidos foram pálpebras em 91 (24,6%) olhos e superfície ocular em 252 (68,1%). O tratamento cirúrgico foi necessário em 87 (23,5%) olhos. Após manejo clínico-cirúrgico, 37 (10.0%) olhos desenvolveram visão pior do que 20/400. Destes, 34 (91,9%) olhos eram de pacientes do interior do estado de Pernambuco ou de outro estado. Os pacientes provenientes do interior do estado apresentaram maior chance de desenvolver cegueira quando comparados aos que eram provenientes da região metropolitana (Odds Ratio de 5,46).
Conclusões: As vítimas de trauma ocular por fogos de artificio foram em sua maioria do sexo masculino, procedentes da região metropolitana do estado e das faixas etárias pediátrica e economicamente ativa. Aqueles provenientes do interior ou de outros estados apresentaram maior chance de desenvolver cegueira.
Keywords: Emergências; Queimaduras oculares/epidemiologia; Incêndios;Traumatismos por explosões; Substâncias explosivas
Abstract
PURPOSE: To evaluate the changes in the rates and indications of eye removal procedures during the recent COVID-19 pandemic.
METHODS: The medical records of all patients who underwent eye removal from 2007 to 2022 were retrospectively reviewed. The patient demographic data and indications for surgery were collected. Data from two groups of patients (prepandemic surgery and postpandemic surgery) were compared. Statistical significance was set at p<0.05.
RESULTS: Fifty-nine patients underwent enucleation (69%), evisceration (27%), or exenteration (3%). The mean (SD) age of the patients was 55.9 (19.4) years, and most (69%) of the patients were males. Most (47%) of the study population were Black. The common indications for eye removal were trauma (41%), painful blind eye (34%), and infection/inflammation (24%). The types of trauma were assault (55%), accidental (39%), and self-inflicted (6%). The mean (SD) monthly rates of eye removal increased from 0.25 (0.50) in the prepandemic period to 0.77 (0.91) during the pandemic (p<0.001). These increases were noted in both males (p=0.003) and females (p=0.001) and were the highest among Black patients [0.42 (0.76); p<0.001]. Among the indications of eye removal, painful blind eyes [0.35 (0.75); p<0.001] and ocular trauma [0.31 (0.47); p=0.051] exhibited the greatest increases following the pandemic.
CONCLUSION: The rate of eye removal procedures increased during the recent pandemic. Although delayed care of chronic eye conditions may have contributed to the increased rates of painful blind eyes, the increased trauma-related eye removals may be attributed to the simultaneous spike in violent assaults in New York City.
Keywords: Eye injuries; Eye enucleation; COVID-19; Pandemics; Ethinicity; Inflammation, Trauma centers
Abstract
PURPOSE: This study aimed to report the use, efficacy, and safety of intracameral voriconazole as an adjuvant treatment for deep fungal keratitis.
METHODS: This was a prospective case series of seven eyes with fungal keratitis with anterior chamber involvement or a corneal ulcer refractory to conventional topical treatment. In addition to topical treatment with 0.15% amphotericin B eye drops, voriconazole 50 μg/ 0.1 mL
was administered to the anterior chamber of each affected eye up to four times within 72 h. The primary outcome measures were healing (fungal eradication) and the need for therapeutic keratoplasty. Best-corrected visual acuity was a secondary outcome measure.
RESULTS: Three cases were confirmed by confocal microscopy, and four were diagnosed from positive culture tests. At presentation, one patient had a best-corrected visual acuity of 20/80, while all others had hand motion or worse. Four cases received one intracameral injection, two cases received three, and one case received four injections. There were no complications after any of the intracameral voriconazole injections. Four patients had imminent corneal perforations and were treated with cyanoacrylate adhesive and bandage contact lenses. Four patients recovered from the infection, and three underwent therapeutic keratoplasty. The final best-corrected visual acuity was improved in two cases but all patients had a final visual acuity of counting fingers or worse.
CONCLUSION: As an adjuvant treatment for deep fungal keratitis, intracameral voriconazole injection is a feasible option. Although fungal eradication was achieved in all patients, three required therapeutic keratoplasty and all patients had unsatisfactory visual acuity outcomes.
Keywords: Antifungal agents; Fungi; Corneal transplantation; Keratitis; Eye infections, fungal; Voriconazole
Abstract
O objetivo é alertar a comunidade oftalmológica sobre uma manifestação atípica de neoplasia escamosa da superfície ocular (OSSN) que pode levar a um atraso no diagnóstico e tratamento, evoluindo com prognóstico reservado e significativas sequelas. Homem, imunocompetente, 61 anos com diagnóstico inicial de esclerite necrosante em olho direito há 3 meses, em tratamento com prednisona sistêmica porém com persistência da dor e baixa acuidade visual. Realizado biópsia conjuntival em região acometida e diagnosticado como neoplasia escamosa da superfície ocular invasiva. Evolui com invasão intraocular e orbital sendo submetido a exenteração. Assim sendo, deve-se suspeitar de síndrome mascarada frente a um paciente com lesões nódulo-ulcerativas da conjuntiva e esclera. Essa forma clínica pode ser mais agressiva, com maior chance de comprometimento intraocular e orbital. Quanto mais precoces o diagnóstico e o tratamento, melhor o prognóstico para o paciente.
Keywords: Neoplasias de células escamosas; Neoplasias da túnica conjuntiva; Doenças da córnea; Neoplasias oculares Esclerite; Interferon alfa-2
Abstract
A ceratite intersticial é uma inflamação do estroma corneano sem envolvimento epitelial ou endotelial causada principalmente por doenças infecciosas e imunomediadas. O Brasil tem altas taxas de tuberculose que deve ser lembrada como causa de ceratite intersticial. Desnutrição e anemia são fatores de risco da forma disseminada da tuberculose. Este é um relato de uma criança de 10 anos com redução de acuidade visual e diagnóstico clínico de ceratite intersticial bilateral e esclerouveíte. O paciente obteve melhora parcial da ceratite com corticoide tópico. Exames laboratoriais mostraram anemia ferropriva grave, sorologias negativas para HIV e sífilis; IgM negativo e IgG positivo para citomegalovírus e herpes simplex e PPD positivo (17 mm). Ele evoluiu com crises tônico-clônicas e a ressonância nuclear magnética revelou tuberculoma do sistema nervoso central. A melhora da ceratite intersticial foi observada após tratamento para tuberculose. Este é o primeiro caso que descreve a associação de ceratite intersticial e tuberculoma do sistema nervoso central.
Keywords: Ceratite; Esclerite; Tuberculoma intracraniano; Tuberculose ocular; Anemia ferropriva; Humanos; Relato de caso.
Abstract
Paciente de 45 anos, sexo feminino queixava-se de hiperemia e dor no olho direito há sete dias. Encontrava-se sob investigação de alterações urinárias e relatou história pregressa de úlceras orais e hiperemia ocular bilateral recorrentes. A acuidade visual corrigida era de 20/30 no olho direito e 20/20 no esquerdo. A biomicroscopia da superfície ocular do olho direito revelou intensa hiperemia escleral em região nasal que persistiu após a instilação de fenilefrina tópica a 10%, reforçando o diagnóstico clínico de esclerite anterior unilateral. A biópsia renal revelou a presença de imunocomplexos de IgA e confirmou a hipótese de doença de Berger. Uma terapia imunossupressora de manutenção com azatioprina após 6 meses de indução de remissão com ciclofosfamida foi necessária após pulsoterapia com metilprednisolona. A esclerite geralmente está relacionada a doenças autoimunes sistêmicas, como artrite reumatoide e poliangeite. Descrevemos aqui um caso raro de esclerite anterior unilateral associada à doença de Berger.
Keywords: Glomerulonefrite; Imunoglobulina; Esclerite; Azatioprina; Ciclofosfamida; Relatos de casos
Abstract
A angeíte congelada é tipo específico de vasculite retiniana rara e grave. Pode ser idiopática ou secundária à doença sistêmica. Relatamos um incomum caso com associação ao lúpus eritematoso sistêmico, sendo a angeíte congelada uma das manifestações do quadro. Uma jovem de 13 anos, previamente hígida, apresentou queixa de baixa visual importante bilateral. À fundoscopia foi evidenciado o aspecto de angeíte de vasos congelados em ambos os olhos. Extensa investigação etiológica foi realizada com diagnóstico confirmado de lúpus eritematoso sistêmico. Poucos casos foram descritos na literatura.
Keywords: Lupus eritematoso sistêmico/complicações; Vasculite retiniana/etiologia; Vasculite retiniana/tratamento farmacológico; Imunossupressores/uso terapêutico; Relato de casos
Abstract
Uveíte é um termo amplo utilizado para denominar várias desordens categorizadas como inflamação intraocular, uma causa importante de deficiência visual. Historicamente, o tratamento das uveítes não infecciosas baseou-se no uso de corticosteróides. Devido aos diversos efeitos colaterais do uso de corticosteróides a longo prazo, a terapia imunomoduladora é indicada no tratamento das uveítes não infecciosas crônicas. A introdução dos medicamentos biológicos estabeleceu uma nova era no tratamento das uveítes, com constante desenvolvimento de novas drogas. O objetivo desta revisão é trazer informações atuais sobre tratamento das uveítes não infecciosas para a prática clínica do oftalmologista geral.
Keywords: Uveítes; uveíte não-infecciosa; Terapia imunomodulatória; Biológicos; Inflamação
Abstract
Mucosal-associated invariant T cells are a distinct subset of immune cells primarily located in mucosal tissues, and their role in ocular disorders has recently garnered increasing attention. This review synthesizes recent research on the roles of mucosal-associated invariant T cells in ophthalmology, focusing on their potential involvement in ocular immune responses, inflammation, and related diseases. By thoroughly analyzing current findings, this paper aims to novel insights that may guide future clinical applications in ophthalmology and address existing knowledge gaps regarding the immunomodulatory roles of mucosal-associated invariant T cells in ocular conditions.
Keywords: Mucosal-associated invariant T cells/immunology; Mucous membrane; Eye diseases/immunology; Immunity, humoral; Autoimmune diseases; Inflammation; Dry eye syndromes/immunology; Eye neoplasms/immunology; Eye infections/immunology; Retinal diseases/immunology
Abstract
A oftalmia simpática consiste em uma panuveíte granulomatosa bilateral rara e potencialmente devastadora, ocorrendo geralmente após trauma ocular cirúrgico ou não cirúrgico. O diagnóstico é baseado em aspectos clínicos e apoiado por exames de imagem, como ultrassonografia ocular e tomografia de coerência óptica. O tratamento consiste em terapia imunossupressora com esteróides e, eventualmente, drogas poupadoras de esteróides, como ciclosporina, azatioprina, ciclofosfamida e micofonato de mofetila. O manejo rápido e eficaz com agentes imunossupressores sistêmicos permite o controle da doença e a obtenção de boa acuidade visual no olho simpatizante. A enucleação, por outro lado, poderia ser considerada apenas em situações em que o olho lesado não tem percepção luminosa ou há trauma grave. Além de uma revisão bibliográfica sobre o tema, foi relatada uma série de 6 casos com diferentes modalidades de tratamento imunossupressor e cirúrgico.
Keywords: Oftalmia simpática; Autoimunidade, Terapia de imunossupressão; Imunossupressores/uso terapêutico; Enucleação ocular; Evisceração do olho; Humanos; Relato de casos
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