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Search for: Anesthesia, local; Diplopia; Graves' disease; Strabismus; Vision, binocular
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a relação entre a incidência de complicações e reações emocionais durante a cirurgia de catarata sob anestesia tópica em pacientes funcionalmente monoculares.
MÉTODOS: Estudo prospectivo, transversal, caso-controle de vinte e dois pacientes monoculares e dezenove controles pareados por idade e sexo . Dados demográficos foram analisados: idade, sexo e escolaridade. As cirurgias foram realizadas pelo mesmo cirurgião e durante o procedimento os sinais vitais dos pacientes (como pressão arterial sistêmica e frequência cardíaca) e eventos cirúrgicos (duração da cirurgia, movimentos corporais, sinais de aumento da pressão vítrea, dificuldade de realização da capsulorrexis e complicações) foram coletados. A acuidade visual pré e pós foi analisada. A distribuição normal dos dados foi confirmada com o teste de Shapiro-Wilk. Os dados foram expressos como média ± DP e porcentagem. A comparação dos diferentes testes clínicos entre os grupos foi realizada utilizando Student’s t-test e ANOVA com correção de Bonferroni. O qui-quadrado foi usado para comparar dados demográficos. Valor de p<0,05 foi considerado estatisticamente significante.
RESULTADOS: Este estudo incluiu vinte e dois olhos de 22 pacientes funcionalmente monoculares (6 homens e 13 mulheres) e dezenove olhos de 19 controles (11 homens e 11 mulheres). A média de idade foi de 73,05 ± 13,31 anos nos indivíduos monoculares e 69,74 ± 16,81 no controle. Considerando-se os sinais vitais não houve diferença significativa entre os grupos (p>0,05). Durante o procedimento, a percepção do cirurgião em relação aos movimentos excessivos de olho, pálpebra ou cabeça em ambos os grupos foi semelhante, assim como sinais de aumento da pressão vítrea (p=0,2 e p=0,1, respectivamente).
CONCLUSÃO: Este estudo sugere que é seguro realizar a extração de catarata com anestesia tópica em pacientes funcionalmente monoculares. Esses pacientes aparentemente se comportam de maneira semelhante aos pacientes binoculares.
Keywords: Facoemulsificação/psicologia; Capsulorrexe; Anestésicos locais; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Fornecer informações sobre a ocorrência e a eficácia do aconselhamento sobre o uso de tabaco por oftalmologistas a pacientes com doenças oculares associadas à tireoide.
Métodos: Analisamos os prontuários médicos eletrônicos de uma coorte digital de pacientes atendidos por oftalmologistas no Sistema de Saúde da Universidade da Pensilvânia entre o início de 2012 e o final de 2017 com os códigos da Classificação Internacional de Doenças (CID) para a doença de Graves, exoftalmia tireotóxica ou doença ocular associada à tireoide. Os históricos de uso de tabaco foram registrados na primeira e na última visita ao consultório de Oftalmologia, ou na visita mais próxima no tempo. A quantidade de maços/dia (mpd) e todas as anotações feitas nas visitas ao consultório de Oftalmologia foram analisadas para aconselhamento sobre o uso de tabaco.
Resultados: Um total de 435 indivíduos preencheram os critérios de inclusão, dos quais 72 (16,6%) estavam fumando ativamente no momento do primeiro encontro. Apenas 57 (79,2%) desses indivíduos que fumam ativamente registraram queixas relacionadas ao tabagismo, sendo que 34 (59,6%) deles receberam alguma forma de aconselhamento sobre o uso de tabaco. Ao todo, 9 (26,5%) indivíduos dentre os que receberam aconselhamento sobre tabaco e 1 (4,3%) que não teve aconselhamento registrado pararam de fumar (diferença de risco de 22,1%; IC 95%, [1,7%, 39,1%]; p=0,04). Dentre aqueles que receberam aconselhamento, 17 (50,0%) reduziram seus mpd, além de 7 (30,4%) daqueles que não tiveram aconselhamento (diferença de risco de 19,6%; IC 95% [-6,3%, 41,3%]; p=0,18). No geral, 14 (25,5%) dos 55 oftalmologistas que tiveram um paciente fumante ativo registraram evidências de aconselhamento sobre o uso de tabaco.
Conclusões: Os resultados deste estudo revelam tanto as oportunidades perdidas de aconselhamento sobre o uso do tabaco quanto a eficácia do aconselhamento no contexto de doenças oculares associadas à tireoide.
Keywords: Uso de tabaco; Aconselhamento; Doenças da glândula tireóide; Doença de Graves; Oftalmopatias
Abstract
Objetivo: Identificar tendências no campo de pesquisa da orbitopatia de Graves nas últimas duas décadas e analisar os ramos de maior concentração de pesquisas nessa área.
Métodos: O banco de dados Web of Science foi usado para extrair artigos com “orbitopatia de Graves” ou seus sinônimos no título. Dados completos e referências foram exportados para o programa VOSviewer para serem analisados. Mapas e gráficos de visualização foram construídos a partir desses dados.
Resultados: Foram obtidos 1067 artigos sobre a orbitopatia de Graves a partir do banco de dados Web of Science. Os EUA ficaram em primeiro lugar em termos de número de publicações, seguidos pela Itália e pela República Popular da China. Dentre os autores, os artigos de Wiersinga WM tiveram o maior número de citações. Quanto às instituições, os artigos da Universidade de Amsterdã tiveram o maior número de citações, mas a Universidade de Pisa publicou o maior número de artigos. Dentre os periódicos, a revista Thyroid publicou o maior número de artigos. A análise de coautoria mostrou quatro agrupamentos de colaboração entre países. O primeiro agrupamento engloba países europeus; o segundo engloba os EUA, Brasil, Canadá, Coreia do Sul e Taiwan. A República Popular da China compreende um agrupamento por si só. O quarto agrupamento inclui Japão, Austrália e Polônia. A análise das palavras-chave revelou cinco agrupamentos de tópicos de palavras-chave: patogênese, gerenciamento, associação, qualidade de vida e cirurgia. A análise das referências citadas em conjunto revelou cinco agrupamentos: patogênese, manejo, fatores de risco, avaliação clínica e manejo cirúrgico.
Conclusão: A pesquisa no campo da orbitopatia de Graves cresceu nos últimos vinte anos. Os tópicos com a maior concentração de pesquisas são: patogênese, gerenciamento, fatores de risco, qualidade de vida e complicações. As tendências de pesquisa mudaram nas últimas duas décadas. Ficou evidente um aumento do interesse em explorar os mecanismos e associações da orbitopatia de Graves. Observou-se uma cooperação entre países europeus neste campo de pesquisa. Os EUA estabeleceram uma cooperação internacional mais ampla que outros países. Acreditamos que mais colaboração internacional envolvendo países em desenvolvimento seria recomendável.
Keywords: Oftalmopatia de Graves; Bibliometria; Oftalmopatia de Graves; Pesquisa
Abstract
Objetivo: Determinar a incidência de emergências oculares em um centro oftalmológico de referência no Brasil.
Métodos: O banco de dados de prontuários da Fundação Altino Ventura, Recife, Brasil, foi analisado retrospectivamente e incluiu pacientes atendidos, entre janeiro de 2017 e janeiro de 2018, na sala de emergência oftalmológica. Foram excluídos os prontuários com dados incompletos e com quadros ambulatoriais. Apenas o primeiro atendimento na emergência foi considerado para análise.
Resultados: Em um ano, 134.788 pacientes (idade média de 38,7 ± 22 anos [0-99 anos]) foram admitidos na emergência da Fundação Altino Ventura. Os diagnósticos mais frequentes foram conjuntivite (52.732 casos [37,3%]), blefarite (7.213 casos [5,1%]) e corpo estranho na córnea/conjuntiva (6.925 casos [4,9%]). Corpo estranho na córnea/conjuntiva e trauma ocular foram cerca de 8 vezes e 2 vezes mais incidente em indivíduos do sexo masculino, respectivamente (p<0,001 em ambos). Triquíase e blefarite afetaram ~2 vezes mais pacientes do sexo feminino, respectivamente (p<0,001 em ambos). Corpo estranho na córnea/conjuntiva e trauma ocular afetaram mais pacientes em idade produtiva (>15 anos), enquanto úlcera, blefarite e triquíase da córnea afetaram mais pacientes idosos. Todos os grupamentos de diagnóstico (doenças infecciosas, trauma ocular, corpos estranhos, retinopatias, doenças das pálpebras, doenças da córnea, crise glaucomatosa e doenças neurooftalmológicas) foram mais incidentes na primavera (valor de p<0,001).
Conclusão: As emergências oftalmológicas mais comuns no presente estudo foram as doenças infecciosas e o corpo estranho. Porém, a incidência das emergências oculares são fluências pela faixa etária e gênero do paciente, além da época do ano.
Keywords: Emergência; Oftalmopatia; Transtorno da visão; Conjuntivite; Corpo estranho; Traumatismo oculare; Estações do ano; Brasil
Abstract
PURPOSE: Amblyopia is a cortical neurological disorder caused by abnormal visual experiences during the critical period for visual development. Recent works have shown that, in addition to the well-known visual alterations, such as changes in visual acuity, several perceptual aspects of vision are affected. This study aims to analyze and compare the effects of different types of amblyopia on visual color processing and determine whether these effects are correlated with visual acuity.
METHODS: Our study sample comprised 42 amblyopic individuals, aged 7-40 years, (strabismus, n=16; anisometropia, n=18; and mixed-cause, n=8) and 33 age-matched controls. Color vision was tested by measuring the chromaticity threshold of each patient on the protan, deutan, and tritan axes using version 02 of the Cambridge Color Test. Spatial stimulation cues were eliminated using spatial noise and luminance.
RESULTS: The color discrimination thresholds on the protan, deutan, and tritan axes were similar between control participants and amblyopic patients (p>0.05). There was no correlation between VA values and color thresholds (p>0.05).
CONCLUSION: Patients with amblyopia have normal color vision in contexts that include luminance and spatial noise. Our results may be indicative of independent neural pathways for spatial and chromatic visual processing.
Keywords: Amblyopia; Anisometropia; Color vision; Strabismus; Vision disorders; Visual acuity
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate the prevalence of orbital conditions in a tertiary ophthalmic outpatient hospital in Sao Paulo, Brazil, with a focus on the main diagnoses and their distribution.
METHODS: A retrospective chart review was conducted involving patients registered and admitted to the orbital disease unit at the Department of Ophthalmology, University of São Paulo Medical School, from January 2004 to March 2018. A total of 838 medical charts were analyzed, of which 37 were excluded due to incomplete data. The remaining charts were categorized into eight diagnostic groups: Graves’ orbitopathy , inflammatory disorders, tumors, vascular lesions, acquired structural abnormalities, congenital structural abnormalities, infectious diseases, and others.
RESULTS: Of the 837,300 ophthalmological appointments, 3,372 (0.4%) were related to orbital diseases. The study included 801 patients, of whom 63.45% were women. The patients’ mean age was 42.86 years. Graves’ orbitopathy was the most common (55%), followed by tumor (17%), inflammatory disorders (9%), vascular lesions (7%), acquired structural abnormalities (5%), congenital structural abnormalities (4%), others (2%), and infectious diseases (1%). The study found significant differences in the incidence and types of orbital diseases, indicating the specialized nature of tertiary care and referral biases.
CONCLUSION: Published data on epidemiological orbital diseases is scarce. Therefore, this study focused on the diverse nature of orbital diseases and their low incidence among ophthalmology appointments. The major trends align with other epidemiological studies, demonstrating a preponderance of Graves’ orbitopathy in middle-aged adults and a bimodal distribution of tumors. These findings are essential in shaping resident training programs and healthcare policies, particularly in tertiary settings. Understanding the epidemiology of orbital diseases can improve diagnostic accuracy, treatment approaches, and patient outcomes as well as support future systemic prospective studies.
Keywords: Orbital diseases; Orbital tumors; Neoplasms; Inflammation; Graves’ ophthalmopathy; Outpatients
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate the outcomes of strabismus surgical correction in patients with Down syndrome.
METHODS: We conducted a retrospective chart review of patients with Down syndrome who underwent strabismus surgery between January 1997 and May 2024 at an Ophthalmology Outpatient Clinic in São Paulo, Brazil. The data collected included age, sex, medical and ocular history, surgical details, and follow-up outcomes. The patients were categorized by strabismus type into esotropia, fourth nerve palsy, and mixed groups. Surgical success was defined as final alignment within 10Δ of orthotropia and, where applicable, whether there was resolution of abnormal head posture of ocular origin. Patients with postoperative follow-up <6 months were excluded.
RESULTS: A total of 37 patients (21 females) were included. Of these, 22 (59.5%) were in the esotropia group, 10 (27.0%) in the fourth nerve palsy group, and 5 (13.5%) in the mixed group. The surgical success rate in the esotropia group was 86.4%, with a mean preoperative deviation of 35.2 (± 6.5)Δ, and mean surgical correction of 30.1 (± 10.4)Δ. The success rate in the fourth nerve palsy group was 40.0%, with a mean preoperative deviation of 10.4 (± 4.3)Δ. Overall, success was achieved with a single surgical procedure in 73.0% of the sample. No significant associations were found between surgical success and the clinical and demographic variables, including sex, age at surgery, oblique muscle overaction, pattern strabismus, visual acuity, amblyopia, preoperative deviation, or postoperative follow-up duration (p>0.05).
CONCLUSIONS: When standard surgical tables are applied, strabismus surgery in patients with Down syndrome appears to be safe and effective. We found high success rates, particularly among patients with esotropia. We observed no tendencies toward over- or under-correction. These findings support the use of conventional surgical protocols with this patient population.
Keywords: Down Syndrome/complications; Strabismus/surgery; Esotropia/surgery; Oculomotor nerve diseases/physiopathology; Vision disorders; Humans; Brazil.
Abstract
PURPOSE: This prospective, randomized, unmasked, clinical trial aimed to report the visual outcomes of cataract surgery on both eyes versus cataract surgery on one eye in Brazilian patients.
METHODS: This study included patients with bilateral cataracts and binocular visual acuity worse than or equal to 0.3 logarithm of the minimum angle of resolution. The patients were randomly assigned to undergo surgery on one (Control Group) or both eyes (one eye at a time; Intervention Group). Postoperatively, self-reported visual function using Catquest-9SF (primary outcome measure), binocular visual acuity, stereopsis, and ocular dominance (secondary outcome measures) were compared.
RESULTS: A total of 151 patients (77 and 148 eyes in the Control and Intervention Groups, respectively) completed the follow-up. Patients who underwent surgery on both eyes exhibited significantly better self-reported visual function (p=0.036) and stereopsis (p=0.026) than those who underwent surgery on one eye. Binocular visual acuity and ocular dominance did not affect the group comparisons.
CONCLUSIONS: Surgery on both eyes resulted in significantly better self-reported visual function and stereopsis than surgery on one eye.
Keywords: Cataract; Cataract extraction; Quality of life; Treatment outcome; Visual acuity; Binocular vision; Stereopsis
Abstract
PURPOSE: This study evaluated rates of thyroid eye disease-related eyelid surgeries, strabismus surgeries, and orbital decompressions in active thyroid eye disease patients treated with teprotumumab compared to those who were not.
METHODS: In this single-center longitudinal study, we compared patients with active thyroid eye disease evaluated from 02/01/2017 to 01/31/2020 (pre-teprotumumab era) with those seen from 02/01/2020 to 04/30/2023 (teprotumumab era). Patients from the pre-teprotumumab era who received corticosteroids and/or orbital radiation were compared with those in the teprotumumab era treated with teprotumumab, with or without corticosteroids and/or orbital radiation. The primary outcomes were rates of orbital decompressions, strabismus surgery, and eyelid surgery among patients with at least 6 months of follow-up. Orbital decompressions involving two or more walls were classified as severe.
RESULTS: Of 486 records reviewed, 106 patients had active thyroid eye disease. Among them, 33 were from the pre-teprotumumab era; 22 received corticosteroids and/or orbital radiation, and 11 received no treatment. Seventy three patients were from the teprotumumab era; 37 received teprotumumab (with or without corticosteroids and/or orbital radiation), 10 received corticosteroids and/or orbital radiation alone, and 26 received no treatment. Demographics were comparable between groups. Orbital decompression was performed in 11 of 44 eyes (25.0%) in the pre-teprotumumab era treated with corticosteroids and/or orbital radiation (8 one-wall, 3 ≥two-wall), compared to 3 of 74 eyes (4.1%) in the teprotumumab era treated with teprotumumab with or without corticosteroids and/ or orbital radiation (all one-wall). The overall rate of orbital decompressions and the rate of ≥two-wall decompressions were significantly lower in the teprotumumab era (p=0.02 and p=0.0496, respectively). There was no significant difference in one-wall decompressions between era (p=0.07). Rates of strabismus surgeries (27.3% vs. 13.5%, p=0.19) and eyelid surgeries (22.7% vs. 21.6%, p=0.92) did not significantly differ between the era.
CONCLUSIONS: In patients with active thyroid eye disease, treatment with teprotumumab was associated with a significantly lower rate and severity of orbital decompressions compared to treatment with corticosteroids and/or orbital radiation alone. However, the rates of strabismus and eyelid surgeries remained similar between groups.
Keywords: Teprotumumab; Adrenal cortex hormone; Decompression; Graves ophthalmopathy; Strabismus
Abstract
This study aimed to evaluate the morphometric and volumetric dimensions of the lacrimal gland in patients with inactive thyroid eye disease and compare them with the values reported in the literature. This case series evaluated consecutive patients with inactive thyroid eye disease treated at a tertiary eye hospital from 2015 to 2020. The patients' baseline demographics and clinical characteristics were obtained. The axial and coronal length, width, and volume of the lacrimal gland were measured on computed tomography scan images, and the results were statistically analyzed. A total of 21 patients (42 orbits) with inactive thyroid eye disease were evaluated. Their mean age was 49.0 ± 14.6 years, and 12 (57.1%) of them were men. The main complaint was dryness, and the majority of the patients had good vision and mild proptosis. The mean axial length and width of the lacrimal gland were 19.3 ± 3.9 mm and 7.5 ± 2.1 mm, respectively; coronal length and width, 20.4 ± 4.5 mm and 7.5 ± 2.1 mm, respectively; and lacrimal gland volume, 0.825 ± 0.326 mm3. Age, sex, or laterality were not found to be determinants of lacrimal gland enlargement. Patients with thyroid eye disease have enlarged lacrimal gland even in the nonactive phase of the disease multifactorial aspects influence the lacrimal gland in thyroid eye disease, making it difficult to establish a clear correlation with predisposing factors. Further studies are warranted to better understand the association between thyroid eye disease and the lacrimal gland.
Keywords: Graves' ophthalmology; Graves' disease; Lacrimal apparatus; Lacrimal apparatus diseases; X-ray computed tomography
Abstract
PURPOSE: To compare inferomedial wall orbital decompression to balanced medial plus lateral wall orbital decompression in patients with Graves’ orbitopathy in the inactive phase with regard to exophthalmos reduction and the effects on quality of life.
METHODS: Forty-two patients with inactive Graves’ orbitopathy were randomly divided into two groups and submitted to one of two orbital decompression techniques: inferomedial wall orbital decompression or medial plus lateral wall orbital decompression. Preoperative and postoperative assessments included Hertel’s exophthalmometry and a validated Graves’ orbitopathy quality of life questionnaire. The results of the two groups were compared.
RESULTS: Compared to preoperative measurement, exophthalmos reduction was statistically significant in both groups (p<0.001) but more so in patients undergoing medial plus lateral wall orbital decompression (p=0.010). Neither orbital decompression techniques increased the visual functioning subscale score on the Graves’ orbitopathy quality of life questionnaire (inferomedial wall orbital decompression p=0.362 and medial plus lateral wall orbital decompression p=0.727), but a statistically significant difference was observed in the score of the appearance subscale in patients submitted to medial plus lateral wall orbital decompression (p=0.006).
CONCLUSIONS: Inferomedial wall orbital decompression is a good alternative for patients who do not require large exophthalmos reduction. However, medial plus lateral wall orbital decompression offers greater exophthalmos reduction and greater improvement in appearance (higher Graves’ orbitopathy quality of life questionnaire scores), making it a suitable option for esthetic-functional rehabilitation.
Keywords: Graves’ ophthalmopathy; Quality of life; Exophthalmos; Strabismus; Diplopia; Decompression, surgical
Abstract
Os distúrbios de inervação craniana congênita englobam um grupo de síndromes associadas a estrabismos complexos, que se apresentam como oftalmoplegia congênita e não progressiva e são frequentemente herdadas. Os defeitos dos genes estão associados a erros no desenvolvimento ou direcionamento axonal dos motoneurônios, e erros no direcionamento axonal para os músculos extraoculares. Este caso descreve o caso de um menino que apresenta estrabismo complexo secundário à hipoplasia do terceiro nervo craniano e inervação aberrante da pálpebra superior ipsilateral, bem como o resultado após a correção cirúrgica.
Keywords: Músculos oculomotores/inervação; Doenças dos nervos cranianos; Nervo oculomotor; Estrabismo; Oftalmoplegia; Relatos de casos
Abstract
Reportamos o caso de homem previamente hígido, 48 anos, com paralisia isolada do nervo abducente 18 dias após infecção pelo novo coronavírus (COVID-19) confirmada por reação cadeia polimerase de transcriptase reversa. A principal queixa do paciente na admissão era diplopia. O exame ocular revelou paralisia do sexto nervo craniano do olho esquerdo. Esotropia incomitante no exame inicial media 30 dioptrias prismáticas. Abdução estava limitada com adução completa no olho esquerdo. O paciente foi submetido a investigação clínica e neurológica com exame de neuroimagem, incluindo análise de amostra do líquido cefalorraquidiano para descartar causas infecciosas. Optou-se por abordagem conservadora com terapia ortóptica e prisma de Fresnel. Oito meses após a infecção pelo COVID-19, o paciente evoluiu com regressão do estrabismo e informou recuperação completa do quadro. Este relato sugere que paralisia isolada do nervo abducente causada por SARS-CoV-2 pode melhorar com abordagem conservadora.
Keywords: Infecções por coronavirus; Doenças do nervo abducente; Estrabismo; Vírus da SARS; Transtornos da motilidade ocular; Humanos; Relatos de casos
Abstract
As manifestações neurológicas de COVID-19 não são bem compreendidas. Relatamos o caso de um homem febril de 44 anos que apresentou visão dupla e dor de cabeça dois dias após os sintomas iniciais de fadiga, fraqueza muscular generalizada e perda de apetite. O paciente foi posteriormente diagnosticado com COVID-19 e paresia transitória do nervo abducente, não apresentando sintomas respiratórios ou achados neurológicos específicos adicionais. Como o número de casos tem aumentado em todo o mundo, sugerimos que os médicos tenham um índice de suspeita maior para COVID-19 em pacientes com neuropatias cranianas, mesmo em casos leves sem sintomas respiratórios típicos.
Keywords: Diplopia; Síndrome Respiratória Aguda Grave; Oftalmoplegia; Infecção por coronavírus; Doença do nervo abducente; SARS-CoV-2; Pandemia; Humanos; Relato de caso
Abstract
A descompressão orbitária é uma cirurgia amplamente empregada para correção da proptose em casos cosméticos e funcionais da orbitopatia de Graves. Os principais efeitos colaterais induzidos pela descompressão são olho seco, diplopia e parestesias. Amaurose pós descompressão é uma complicação extremamente rara e cujos mecanismos são pouco discutidos na literatura. Considerando o efeito devastador representado pela perda visual e a escassez de relatos dessa complicação, os autores apresentam dois relatos de amaurose após descompressão orbitária. Nos dois casos a perda visual ocorreu devido a sangramento de pequena monta no ápice orbitário.
Keywords: Oftalmopatia de Graves; Doenças orbitárias/cirurgia; Descompressão cirúrgica; Cegueira; Humanos; Relatos de casos
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