Original Articles
Visualizações

Arq. Bras. Oftalmol. 2018; 81 (3): 10.5935/0004-2749.20180041

Total: 1417

Pupilometria na doença de Chagas

Diva Vargas1; Cleudson Castro2,3

DOI: 10.5935/0004-2749.20180041

RESUMO

Introdução: Investigaram-se anormalidades da inervação parassimpática dos músculos esfíncter da íris e ciliar na doença de Chagas crônica, através de medidas pupilares e da pressão intraocular.
Métodos: Foram estudados dois grupos, um com 80 chagásicos e outro com 76 indivíduos saudáveis sem infecção chagásica. Foram realizados os seguintes procedimentos: pupilometria, teste de hipersensibilidade à pilocarpina a 0,125%, medida da pressão intraocular (PIO), diâmetro basal da pupila (DBP), amplitude de constrição pupilar absoluta (ACA), amplitude de constrição pupilar relativa (ACR), e presença de anisocoria.
Resultados: A prevalência de anisocoria foi maior nos chagásicos (p<0,01). Estes pacientes apresentaram diâmetro basal pupilar médio, diâmetro fotópico médio e valor médio da amplitude de constrição pupilar absoluta, significativamente menores que os não chagásicos, (p<0,01, diferença de média -0,50mm), (p=0.02, diferença de média -0,20mm), (p<0,01, diferença de média -0,29mm), respectivamente. A amplitude de constrição pupilar relativa não diferiu entre os dois grupos (p=0,39, diferença de média -1,15%). Houve hipersensibilidade à pilocarpina diluída em 8 (10%) chagásicos no olho direito em 2 (2,5%) no olho esquerdo e em 1 (1,25%) em ambos os olhos. O valor médio da pressão intraocular teve significância marginal entre os dois grupos (p=0,06, diferença de média -0,91mmHg).
Conclusões: Pacientes com infecção chagásica podem apresentar disfunção parassimpática ocular, demonstrável pela pupilometria e pelo teste de hipersensibilidade à pilocarpina diluída.

Descritores: Fisiología da pupila; Parassimpatectomia; Hipersensibilidade; Pressão intraocular; Pilocarpina; Doença de Chagas

ABSTRACT

Purpose: We investigated parasympathetic innervation abnormalities of the iris sphincter and ciliary muscles in chronic Chagas disease by measuring pupillary diameter and intraocular pressure.
Methods: A group of 80 patients with Chagas disease was compared with 76 healthy individuals without chagasic infection. The following procedures were performed: pupillometry, hypersensitivity test to pilocarpine 0.125%, intraocular pressure measurement (IOP), basal pupil diameter (BPD), absolute pupillary constriction amplitude (ACA), relative pupillary constriction amplitude (RCA) and the presence of anisocoria.
Results: The prevalence of anisocoria was higher in chagasic patients (p<0.01). These patients had mean basal pupillary diameter, mean photopic pupillary diameter and mean value of absolute pupillary constriction amplitude significantly lower than non-chagasic ones (p<0.01, mean difference -0.50mm), (p=0.02, mean difference -0.20mm), (p<0.01, mean difference -0.29mm), respectively. The relative pupillary constriction amplitude did not differ between the two groups (p=0.39, mean difference -1.15%). There was hypersensitivity to dilute pilocarpine in 8 (10%) of the chagasic patients in the right eye and in 2 (2.5%) in the left eye and in 1 (1.25%) in both eyes. The mean value of intraocular pressure had a marginal statistical significance between the two groups (p=0.06, mean difference -0.91mmHg).
Conclusions: Patients with chagasic infection may exhibit ocular parasympathetic dysfunction, demonstrable by pupillometry and the dilute pilocarpine hypersensitivity test.

Keywords: Pupil physiology; Parasymphatetic denervation; Hypersensitivity; Intraocular pressure; Pilocarpine; Chagas disease


THE CONTENT OF THIS ARTICLE IS NOT AVAILABLE FOR THIS LANGUAGE.


Read in English XML Print PDF English
Open Access
Share

How to cite this article:

Vargas D, Castro2 C, 3 . Pupilometria na doença de Chagas. Arq. Bras. Oftalmol. 2018;81(3):195-201. 10.5935/0004-2749.20180041
Export citation