Arq. Bras. Oftalmol. 2016; 79 (3): 10.5935/0004-2749.20160059
Total: 1470
Otavio A. Magalhães1; Claudia L. Kronbauer1; Eduardo G. Müller2; Carina T. Sanvicente2
DOI: 10.5935/0004-2749.20160059
RESUMO
Por mais de meio século, a síndrome de Urrets-Zavalia (pupila fixa e dilatada) foi descrita como uma complicação pós-operatória em oftalmologia. Desde o primeiro relato após ceratoplastia penetrante em pacientes portadores de ceratocone em uso de atropina, seu conceito foi ampliado. Na literatura, um total de 110 casos resultaram em pupila fixa e dilatada. Aumento da pressão intraocular (PIO) no pós-operatório imediato, facia, ar ou gás na câmara anterior parecem ser fatores de risco importantes para o aparecimento da síndrome. Sua prevenção pode ser alcançada com o uso de manitol, controle adequado da PIO e quantidade de ar ou gás na camâra anterior e iridectomia.
Descritores: Pupila/anatomia & fisiologia; Distúrbios pupilares/prevenção & controle; Pressão intraocular; Fatores de risco
ABSTRACT
For more than half a century, Urrets-Zavalia syndrome (fixed dilated pupil) has been described as a postoperative complication of ophthalmic surgery. Since first reported as a complication of penetrating keratoplasty for keratoconus in patients receiving atropine, the characteristic features of Urrets-Zavalia syndrome have been expanded. In previous literature, a total of 110 cases resulted in a fixed and dilated pupil. Increased intraocular pressure (IOP) in the immediate postoperative period, phakia, and air or gas in the anterior chamber appear to be the most important risk factors for Urrets-Zavalia syndrome following ophthalmic procedures. Mannitol, IOP control, the removal of air or gas in the anterior chamber, and iridectomy have all demonstrated utility in managing Urrets-Zavalia syndrome.
Keywords: Pupil anatomy and physiology; Pupil disorder prevention and control; Intraocular pressure; Risk factors
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