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Arq. Bras. Oftalmol. 2015; 78 (5): 10.5935/0004-2749.20150081

Total: 1422

Deiscência de sutura pós-trauma ocular em olhos submetidos a transplante de córnea

Patrick Frensel Tzelikis 1 ; Eduardo Muniz Fenelon 1 ; Rodrigo Rodrigues Yoshimoto 1 ; Gustavo Peixoto Rascop 1 ; Rodrigo Lafetá Queiroz 1 ; Wilson Takashi Hida 1

DOI: 10.5935/0004-2749.20150081

RESUMO

RESUMOObjetivo:Avaliar as características, os fatores de risco, resultados, e tratamento de pacientes que apresentaram deiscência traumática de sutura após transplante de córnea.Métodos:Estudo retrospectivo em que foram avaliados 11 olhos de 11 pacientes submetidos a transplante de córnea e que desenvolveram deiscência de sutura entre janeiro de 2004 e dezembro de 2012 no Hospital Oftalmológico de Brasília.Resultados:Oito (72,7%) pacientes eram homens e três mulheres. Seis (54,5%) pacientes foram submetidos a ceratoplastia lamelar anterior profunda (DALK) e 5 pacientes a ceratoplastia penetrante (PK). A média de idade dos pacientes no momento do trauma era de 31,1 anos. O tempo médio entre o transplante de córnea e a deiscência de sutura foi de 12,82 meses (variando de 3 a 33 meses). A melhor acuidade visual corrigida (AVCC) doa pacientes antes do trauma era de 20/60 (0,48 logMAR), e após o trauma era de 20/160 (0,90 logMAR) (P=0,15). Em um caso, a acuidade visual reduziu para sem percepção luminosa devido a descolamento de retina e posterior atrofia bulbar. O trauma ocular acidental e a queda da própria altura foram as principais causas de deiscência de sutura nos olhos transplantados.Conclusão:Pacientes previamente submetidos a transplante de córnea apresentam um risco prolongado de deiscência de sutura. A ruptura completa na junção doador-receptor no nosso estudo sugere que mesmo após um DALK a junção permanece vulnerável e pode romper com o trauma. Na nossa série, dependendo da severidade do trauma, a deiscência pós-ceratoplastia pode estar associada a um bom prognóstico visual.

Descritores: Deiscência da ferida operatória; Transplante de córnea; Fatores de risco

ABSTRACT

ABSTRACTPurpose:To assess patient characteristics, risk factors, outcomes, and the treatment of wound dehiscence (WD) in patients after corneal keratoplasty.Methods:Retrospective chart review of 11 eyes of 11 patients with corneal grafts who underwent repair of WD from January 1, 2004 to December 31, 2012 at Hospital Oftalmologico de Brasilia.Results:Eight (72.7%) patients were men and three were women. Six (54.5%) patients had deep anterior lamellar keratoplasty (DALK) and 5 had penetrating keratoplasty. The mean age at trauma was 31.1 years. The mean time from corneal keratoplasty to WD was 12.82 months (range, 3-33 months). The mean best-corrected visual acuity of patients before trauma was 20/60 (0.48 logMAR) and after final treatment was 20/160 (0.90 logMAR) (P=0.15). In one case, visual acuity decreased to no light perception because of retinal detachment and phthisis bulbi. Accidental blunt trauma and fall were the most common causes of WD.Conclusion:Patients who undergo corneal keratoplasty have a life-long risk of WD. The full-thickness rupture at the graft-host junction in our study suggests that the junction remains vulnerable, even following DALK, and can rupture with trauma. In our series, depending upon the severity of the trauma, postkeratoplastic WD can be associated with a good visual prognosis.

Keywords: Surgical wound dehiscence; Corneal transplantation; Risk factors


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Frensel Tzelikis P, Muniz Fenelon E, Rodrigues Yoshimoto R, Peixoto Rascop G, Lafetá Queiroz R, Takashi Hida W. Deiscência de sutura pós-trauma ocular em olhos submetidos a transplante de córnea. Arq. Bras. Oftalmol. 2015;78(5):310-312. 10.5935/0004-2749.20150081
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