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Arq. Bras. Oftalmol. 2011; 74 (2): 10.1590/S0004-27492011000200007

Total: 1134

Pressão intraocular e perfusão ocular durante hemodiálise

Carolina Pelegrini Barbosa1; Francisco Rosa Stefanini1; Fernando Penha1; Miguel Ângelo Góes2; Sérgio Antonio Draibe2; Maria Eugênia Canziani2; Augusto Paranhos Junior1

DOI: 10.1590/S0004-27492011000200007

RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a pressão intraocular e a pressão de perfusão ocular durante uma sessão de hemodiálise. MÉTODOS: Sessenta e sete olhos de trinta e cinco pacientes foram avaliados no início, após 2 horas e após 4 horas do início de uma sessão de hemodiálise. A pressão intraocular foi avaliada usando o aparelho Tonopen. Pressões arteriais sistólica e diastólica foram aferidas usando esfigmomanômetro manual. A pressão de perfusão ocular foi estimada por meio do cálculo da diferença entre 2/3 da pressão arterial média e valores da pressão intraocular. Equações de estimação generalizada foram usadas para avaliar a diferença entre medidas repetidas usando correção apropriada para dependência entres olhos. RESULTADOS: Não houve diferença estatisticamente significativa na pressão de perfusão ocular, PIO (p=0,93) e na pressão arterial sistólica (p=0,92) nos três períodos medidos da hemodiálise (p=0,69). Mas, quando analisados valores extremos, alguns pacientes exibiram pressões diastólicas menores em todos os períodos aferidos. CONCLUSÃO: Nossos resultados não apontaram mudanças significativas na pressão de perfusão ocular e pressão intraocular durante a hemodiálise. No entanto, foi observado que alguns pacientes exibiram pressões diastólicas menores, o que pode ser um fator de prognóstico ruim para pacientes com glaucoma.

Descritores: Diálise renal; Insuficiência renal crônica; Pressão intraocular; Glaucoma

ABSTRACT

AIM: To evaluate the intraocular pressure and ocular perfusion pressure during a hemodialysis. METHODS: Sixty-seven eyes from thirty-five patients were evaluated at the beggining of hemodialysis, 2 hours and 4 hours after initiation. Intraocular pressure was evaluated using a Tonopen. Systolic and diastolic arterial pressures were measured with a manual sphygmomanometer. The ocular perfusion pressure was estimated by mea suring the difference between 2/3 of the mean arterial pressure and the intraocular pressure values. Generalized estimating equations were used to evaluate the difference between the repeated measurements using the appropriate correction for inter-eye dependency. RESULTS: There was no statistically significant difference in ocular perfusion pressure, in intraocular pressure (p=0.93) and in systolic arterial pressure (p=0.92) at the three time points (p=0.69). But, when analyzing the extreme values, some patients exhibited lower diastolic perfusion pressures at all time points. CONCLUSION: Our results did not support the view that significant changes in ocular perfusion pressure and intraocular pressure occur during hemodialysis session. However, we observed that some patients exhibited lower diastolic perfusion pressures, which could be a poor prognostic factor for glaucoma patients.

Keywords: Renal dialysis; Renal insufficiency, chronic; Intraocular pressure; Glaucoma


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Barbosa CP, Stefanini FR, Penha F, Góes MÂ, Draibe SA, Canziani ME, et al. Pressão intraocular e perfusão ocular durante hemodiálise. Arq. Bras. Oftalmol. 2011;74(2):106-109. 10.1590/S0004-27492011000200007
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