Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (1 )
:13-22
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000100003
Abstract
OBJETIVO: Avaliar prospectivamente a eficácia e segurança dos segmentos de anéis corneanos intra-estromais (ICRS) para a correção de baixa miopia e comparar os resultados obtidos com a técnica de laser in situ keratomileusis (LASIK). MÉTODOS: Estudo prospectivo, bilateral e não randomizado. Quatorze pacientes com equivalente esférico entre -1,00 e -4,50 D foram submetidos ao implante de ICRS em um olho e à técnica de LASIK no olho contralateral. As avaliações pós-operatórias foram realizadas com um e sete dias, um, três, seis, 12 e 24 meses. RESULTADOS: Ao último exame, 64,29% dos olhos (9/14) do grupo ICRS e 85,71% (12/14) após o LASIK estavam entre ± 0,50 D da correção desejada (p=0,385). Acuidade visual sem correção >20/20 foi obtida em quatro dos 14 olhos (28,57%) do grupo ICRS, e em 12 dos 14 olhos (85,71%) do grupo LASIK (p=0,002¹). Durante o seguimento, não foram observadas variações refracionais superiores a 1,00 D, entre dois exames consecutivos, em ambos os grupos, ou perda significante da melhor acuidade visual corrigida. Maior indução de astigmatismo foi encontrada nos olhos implantados com ICRS. Ao exame de 24 meses, o grupo ICRS apresentou valores inferiores no exame de sensibilidade ao contraste, especialmente nas freqüências espaciais mais altas (p=0,032¹ em 18 cpd). Foram relatadas mais queixas subjetivas no período pós-operatório precoce de ICRS em relação ao LASIK. CONCLUSÕES: Os ICRS foram considerados eficazes na correção de baixa miopia, porém sua segurança foi limitada pela indução de astigmatismo no pós-operatório, e seus resultados foram inferiores aos do grupo controle.
Keywords: Miopia; Córnea; Implante de prótese; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Miopia
Arq. Bras. Oftalmol. 2013;76 (4 )
:226-228
| DOI: 10.1590/S0004-27492013000400007
Abstract
OBJETIVOS: Relatar os resultados de 7 olhos de 7 pacientes em que foi realizado o implante de dexametasona 0,7 mg (Ozurdex®) no saco capsular após facoemulsificação e implante de lente intraocular (LIO) e comparar com os olhos contralaterais, que foram operados pela mesma técnica e receberam colírio de dexametasona no pós-operatório. MÉTODOS: Relato de casos de 7 olhos de 7 pacientes que receberam o implante de dexametasona 0,7 mg após facoemulsificação e implante de LIO, comparando-os com os olhos contralaterais. Todos os pacientes foram submetidos a cirurgia de catarata bilateral, com intervalo de um mês entre as cirurgias, pela mesma técnica, por cirurgiões experientes e sem complicações. No pós-operatório foi utilizado colírio de moxifloxacino em todos os 14 olhos e dexametasona tópica nos olhos que não receberam o implante. RESULTADOS: A classificação da catarata de acordo com o LOCS III foi de 3,28 ± 0,69 no grupo que recebeu o implante e 3,14 ± 0,83 no grupo de olhos contralateral. A acuidade visual com melhor correção foi de 0,85 ± 0,12 e 0,87 ± 0,13 respectivamente nos grupos com e sem implante. A pressão intraocular permaneceu estável e similar aos valores pré-operatórios. A reação de câmara anterior e o edema de córnea foram similares nos dois grupos. Dois dos 4 implantes sem sutura migraram para a câmara anterior durante a primeira semana de pós-operatório e necessitaram de reposicionamento. Outro implante sem sutura teve deslocamento e permaneceu parcialmente dentro do saco capsular. Os 3 pacientes com implante suturado não tiveram complicações. CONCLUSÃO: No presente estudo, o implante de dexametasona 0,7 mg foi efetivo no controle da inflamação intraocular após cirurgia de facoemulsificação e implante de LIO, sem efeitos colaterais significativos.
Keywords: Catarata; Dexametasona; Administração tópica; Facoemulsificação