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Abstract
Objetivo: Avaliar a prevalência de retinopatia hipertensiva (RH) em pacientes hipertensos (controlados e não controlados) e normotensos na população acima dos 40 anos do município de Piraquara. Correlacionar os casos de alteração retiniana com o sexo, a raça e a idade do paciente. Métodos: Durante 1998 e 2000, foram examinados no Projeto Glaucoma da Universidade Federal do Paraná 1.954 pacientes. Destes, excluíram-se aqueles abaixo de 40 anos e os diabéticos, sendo que a população considerada para este estudo foi de 1.741 pacientes. O protocolo do projeto consiste de anamnese direcionada, aferição da pressão arterial (PA), glicemia por tiras reativas, PIO e fundoscopia direta e indireta. As alterações fundoscópicas pertinentes a retinopatia hipertensiva foram estudadas segundo a classificação de Gans e correlacionadas conforme mencionado anteriormente. Resultados: Dos 1.741 pacientes analisados, 669 (38,43%) são hipertensos, 645 (37,05%) normotensos e 427 (24,53%) suspeitos de hipertensão arterial sistêmica (HAS). Foram encontrados 211 (12,12%) pacientes com sinais de RH, sendo 136 (64,46%) do sexo feminino e 75 (35,54%) do sexo masculino; 134 (63,98%) de 40 a 60 anos e 77 (36,02%) com idade superior a 60 anos; predominando as raças branca (75,83%) e negra (11,37%). Do total de pacientes com RH, 154 (73%) eram hipertensos, 17 (2,64%) normotensos e 40 (9,37%) suspeitos de HAS. Dentre os hipertensos com PA controlada, 12,2% apresentavam sinais de retinopatia. Já dentre os hipertensos com PA não controlada, 25,3% apresentavam sinais da patologia. Conclusão: A prevalência de RH foi maior nos hipertensos comparativamente aos normotensos e suspeitos de HAS (p<0,001, OR=5,32). Os pacientes negros (p<0,05 e OR= 1,67), os hipertensos com PA não controlada (p<0,01, OR=2,44) e os acima de 60 anos (p<0,001, OR=1,85) apresentaram maiores chances de desenvolverem RH.
Keywords: Hipertensão; Pressão arterial; Doenças oculares; Hipertensão ocular; Oftalmoscopia
Abstract
Objetivo: Realizar um levantamento epidemiológico do glaucoma em população de uma região brasileira tendo como grupo de estudo a população acima de 40 anos do município de Piraquara - PR, analisando a importância dos métodos de triagem. Métodos: Este é um estudo descritivo realizado durante a primeira etapa do Projeto Glaucoma do HC-UFPR no período de junho de 1999 a dezembro de 2000. Neste estudo foram triados 1953 pa-cientes acima de 40 anos, os quais foram submetidos a uma anamnese dirigida, avaliações das câmaras anteriores, medida da pressão intra-ocular (Po) e fundoscopia. Os pacientes suspeitos de glaucoma foram encaminhados para retornar ao ambulatório de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná - HC-UFPR para exame oftalmológico completo. Resultados: Do total de pacientes triados retornaram 184 pa-cientes de 282 suspeitos. Nestes retornos foram confirmados 73 casos de glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA), sendo 35 (1,79%) de glaucoma crônico simples (GCS) e 38 (1,95%) de glaucoma de pressão normal (GPN); além de 6 pacientes com diagnósticos de glaucoma secundário ou glau-coma de ângulo estreito. Do grupo de GCS 22 eram mulheres e 13 eram homens; já no grupo GPN 17 eram mulheres e 22 eram homens. Foi também demonstrada a freqüência de hipertensos e diabéticos nos dois grupos, assim como outras doenças. Foram calculadas as médias dos valores da Po da espessura corneana central (ECC) que demonstraram diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos. Conclusão: Nesta amostra da população, as prevalências de GCS e GPN encontradas foram semelhantes, o que serve como alerta para o fato de que a fundoscopia é exame muito importante na triagem para detecção do glaucoma.
Keywords: Glaucoma; Glaucoma de ângulo aberto; Glaucoma; Glaucoma de ângulo aberto; Fundo de olho; Triagem
Abstract
Objetivo: Este estudo tem como objetivo investigar a existência de diferença da espessura corneana central (ECC) em pacientes com glaucoma de pressão normal (GPN), glaucoma crônico simples (GCS) e pacientes normais (Controle). Métodos: Foram avaliados 113 pacientes dos quais 40 apresentavam GPN, 51 eram normais (Controles) e 22 apresentavam GCS. Todos os pacientes foram submetidos a exame oftalmológico completo e tiveram aferidas sua Po (Goldmann) e ECC (Topcon SP-2000P). Resultados: A média da espessura corneana central (ECC) dos pacientes com GPN foi de 500,95 µ (d.p. 28,65 µ), o grupo controle teve média de 521,11 µ (d.p. de 43,30 µ) e o grupo de GCS apresentou média de 522,23 µ (d.p. de 27,87 µ.). O grupo de GPN apresentou uma ECC significativamente menor quando comparado com os grupo controle (p = 0,01) e GCS (p=0,006). Entre os grupos controle e GCS não houve diferença estatística significativa (p = 0,91). Conclusão: Observou-se que numa amostra da população brasileira a ECC dos olhos com GPN é significativamente menor do que a ECC dos pacientes com GCS e do grupo controle.
Keywords: Pressão intra-ocular; Glaucoma; Córnea
Abstract
Objetivo: Avaliar a eficácia e tolerância do micofenolato de mofetila (MMF) para o tratamento das uveítes não infecciosas refratárias, utilizando os métodos de análises definidos pelo "Standardization of Uveitis Nomenclature Working Group." Método: Estudo retrospectivo de série de casos. Foram incluídos pacientes com uveíte não infecciosa, em tratamento oral com MMF por um período mínimo de seis meses, acompanhados no Serviço de Uveítes, Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil, no período de 2007 a 2014. Todos os pacientes faziam uso de pelo menos um imunossupressor e apresentavam doença ocular ativa. Os pacientes foram avaliados aos seis meses (T6), 12 meses (T12) e 24 meses (T24) após atingir a dose ótima do MMF. A média da dose ótima foi 2,2g/dia (intervalo 1,0-3,0g/dia). Os principais desfechos analisados foram: 1) Sucesso no controle total da inflamação em ambos os olhos e/ou redução da dose de prednisona oral para ≤10 mg/dia; 2) Intervalo até a redução da prednisona oral para ≤10 mg/dia, controle parcial de inflamação ocular e efeitos adversos. Resultados: Na presente coorte com 16 pacientes com uveíte não infecciosa refratária, observou-se 67% e 83% de probabilidade de alcançar a dose ideal de prednisona em T12 e T24, respectivamente. Controle total ou parcial da inflamação foi observado em 43,7% dos pacientes em T12. Dois pacientes (14%) tiveram remissão da doença após 4,7 anos do início de MMF. Os efeitos adversos foram distúrbios gastrintestinais, infecção, insônia e anormalidade da função hepática com 0,03 eventos paciente-ano (PPY) respectivamente. Conclusões: Esta pequena série retrospectiva de casos ratifica os achados na literatura sobre a alta eficácia e tolerância moderada de MMF em uveítes não infecciosas. Uma importante observação é que, para melhor avaliar a eficácia do MMF, deve se esperar o intervalo mínimo de um ano.
Keywords: Uveíte; Imunossupressores; Micofenolato de mofetila
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