Arq. Bras. Oftalmol. 2000;63 (3 )
:175-178
| DOI: 10.1590/S0004-27492000000300002
Abstract
Objetivo: Apresentar as complicações observadas com esferas de diferentes materiais na reconstrução da cavidade anoftálmica. Métodos: Foram avaliados retrospectivamente 117 portadores de cavidade anoftálmica, com tempo mínimo de seguimento de 6 meses, procurando correlacionar sexo, tipo de esfera utilizada, causa da perda do olho, diâmetro da prótese, tipo de cirurgia e a ocorrência das complicações (deiscências e expulsão da esfera). Resultados: As deiscências ocorreram principalmente com esferas de polímero vegetal. A expulsão da esfera ocorreu mais precocemente nos implantes integráveis e foi mais freqüente com as esferas não-integráveis (PMMA). A esfera de polietileno (Polipore) foi a que apresentou menos probabilidade de complicações. Conclusão: A esfera de polietileno é na atualidade a melhor alternativa para preenchimento da cavidade anoftálmica.
Keywords: Implante de cavidade; Deiscência; Expulsão; Cavidade anoftálmica; Complicações
Arq. Bras. Oftalmol. 2009;72 (5 )
:715-718
| DOI: 10.1590/S0004-27492009000500024
Abstract
A síndrome de Levy-Hollister ou lacrimo-auriculo-dento-digital (LADD) é uma síndrome rara, de herança autossômica dominante, podendo ocorrer de forma isolada ou em várias gerações de uma mesma família. O diagnóstico é feito por meio da identificação de anormalidades do sistema lacrimal, como redução ou ausência de produção de lágrimas, alterações ósseas, dentárias, de glândulas salivares e orelha externa. Trata-se de uma criança, de 13 anos, em acompanhamento no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo desde os cinco meses de idade, com quadro clínico compatível com a síndrome, apresentando quadro de olho seco. Devido ao fato das manifestações oculares ocorrerem precocemente, sendo o oftalmologista um dos primeiros profissionais a ser procurado, o mesmo deve ter conhecimento da síndrome, a fim de diagnosticar e acompanhar adequadamente o indivíduo acometido.
Keywords: Orelha externa; Aparelho lacrimal; Deformidades da mão; Perda auditiva; Glândulas salivares; Xerostomia; Anormalidades dentárias; Síndrome; Relatos de casos; Humanos; Masculino; Adolescente
Arq. Bras. Oftalmol. 2011;74 (2 )
:102-105
| DOI: 10.1590/S0004-27492011000200006
Abstract
OBJETIVO: Comparar a pressão intraocular (PIO) pré e pós-LASIK, correlacionando-as com as mudanças da espessura corneana central (ECC) e ceratometria simulada média (K), assim como verificar o resultado de fórmula corretiva proposta anteriormente. MÉTODOS: Estudo longitudinal, prospectivo, realizado em pacientes submetidos a LASIK. Os pacientes foram submetidos ao exame oftalmológico completo, no pré operatório e após 2 meses da cirurgia. A pressão intraocular foi avaliada com tonômetro de aplanação de Goldmann entre 9 h e 11 h da manhã, a ceratometria simulada média foi avaliada por meio de topografia corneana e a espessura corneana central foi aferida por paquímetro ultrassônico, sendo considerada a média de três aferições. Foram excluídos dois pacientes com cirurgias ou doenças oculares prévias, e uso prévio de corticosteróide tópico nos últimos três meses. As cirurgias foram realizadas de acordo com os procedimentos-padrão. Foi utilizada a fórmula [PIO real = PIO aferida + (540 - ECC)/71 + (43 - K)/2,7 + 0,75 mmHg] proposta para correção da pressão intraocular pós-operatória. RESULTADOS: Quinze olhos de oito pacientes foram avaliados, a idade variou de 24 a 46 anos (média: 31,37 ± 7,27). Foi observada diferença estatisticamente significante entre as medidas da pressão intraocular, de ceratometria simulada média e da espessura corneana central pré e pós-LASIK. (p=0,0001). Foi observado que para cada 1D corrigida, há uma subestimação, em média, de 1,06 ± 0,59 mmHg (0,11 a 1,89 mmHg). A aplicação da fórmula corretiva levou a 80% dos olhos com a tonometria estimada entre ± 2,50 mmHg da pré-operatória, no entanto, quando comparada com a tonometria pré-operatória, estas são estatisticamente diferentes (p=0,0266). CONCLUSÕES: Os olhos submetidos a LASIK apresentaram PIO pós-operatória menor do que a pré-operatória. A pressão intraocular pôde ser moderadamente correlacionada com a espessura corneana central e fracamente com a ceratometria simulada média. Não houve correlação entre a profundidade de ablação e a variação da pressão intraocular, no pós-operatório. Usando a fórmula proposta, pudemos averiguar que 80% dos pacientes apresentaram pressão intraocular entre ± 2,50 mmHg da pré-operatória.
Keywords: Pressão intraocular; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Lasers de excimer; Tonometria ocular; Topografia da córnea; Procedimentos cirúrgicos refrativos