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Abstract
OBJETIVO: Determinar as principais causas de indicação de transplante penetrante no Hospital das Clínicas-UNICAMP no período de janeiro de 1999 a dezembro de 2003. MÉTODOS: Estudo de série de casos, retrospectivo, não comparativo. Os autores revisaram os prontuários de 857 pacientes submetidos à ceratoplastia penetrante no Hospital das Clínicas-UNICAMP entre 1999-2003 e os classificaram em categorias diagnósticas de indicação para cirurgia. RESULTADOS: Dentre os 857 prontuários revisados a idade variou de 0-88 anos (média 44 anos±1,2). Dentre as principais causas de indicação de transplante de córnea encontramos: ceratocone em 427 casos (49,82%); úlcera de córnea infecciosa perfurada ou não, 152 casos (17,74%); falência de transplante prévio, 87 casos (10,15%); ceratopatia bolhosa, 72 casos (8,40%); distrofia de Fuchs, 59 casos (6,88%); seqüela de tracoma, 28 casos (3,27%); outras causas, 32 casos (3,74%). Entre as crianças até 10 anos a principal causa de indicação de transplante foram as úlceras infecciosas (77,78%) e entre 11-50 anos o ceratocone foi a principal causa (71,65%). CONCLUSÕES: Este estudo foi composto por uma população jovem e as principais causas de indicação de transplante foram o ceratocone e os transplantes tectônicos.
Keywords: Doenças da córnea; Transplante de córnea; Ceratoplastia penetrante; Ceratite
Abstract
OBJETIVO: Verificar percepções do residente de Oftalmologia e do supervisor em relação ao método de ensino e ao aprendizado cirúrgico de estrabismo. DESENHO: Estudo descritivo. MÉTODOS: Participantes: residentes do 1º (R1) e 2º (R2) ano. Cada residente estudou a técnica cirúrgica padrão em CD-ROM, então, realizou um retrocesso de músculo reto de coelho albino, e em sequência, cirurgia de correção de estrabismo em pacientes. Foi aplicado questionário estruturado aos residentes, e registradas observações do aprendizado pelo supervisor, incluindo-se variáveis referentes à aplicação da técnica cirúrgica de estrabismo, autoavaliação do domínio da técnica e do treinamento recebido. RESULTADOS: Foram estudados 38 questionários. Todos R1 relataram ter pouca ou média dificuldade em relação à lembrança da sequência de passos do procedimento e 69,6% dos R2. No manuseio do instrumental 93,3% dos R1 relataram algum grau de dificuldade e 52,2% dos R2. Os residentes relatam que no momento cirúrgico lembram do que foi ensinado na fase experimental (50%), e que este treinamento atende totalmente suas necessidades para 47% dos residentes e em parte para outros 47%. CONCLUSÃO: Cirurgia experimental, mais oportunidades práticas e supervisão dos residentes pode aprimorar o ensinamento cirúrgico de estrabismo.
Keywords: Estrabismo; Aprendizagem; Competência clínica; Internato e residência; Oftalmologia; educação; Ensino; métodos
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