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Abstract
OBJETIVO: Comparar as estratégias Full Threshold (FT) e SITA Standard (SS) em pacientes glaucomatosos submetidos à perimetria computadorizada pela primeira vez. MÉTODOS: Trinta e um pacientes glaucomatosos sem experiência perimétrica prévia foram submetidos à perimetria computadorizada (Humphrey, programa 30-2) com as estratégias FT e SS num mesmo dia, com um intervalo de tempo de pelo menos 15 minutos. A ordem dos exames foi randomizada, e somente um olho por paciente foi analisado. Foram realizadas três análises comparativas: a) todos os exames, independentemente da ordem de realização; b) somente os primeiros exames; c) somente os segundos exames. Para calcular a sensibilidade das estratégias, adotaram-se os seguintes critérios para definir anormalidade: glaucoma hemifield test (GHT) fora dos limites normais, pattern standard deviation (PSD) <5%, ou agrupamento de 3 pontos adjacentes com p<5% no gráfico de probabilidades pattern deviation. RESULTADOS: Quando todos os exames foram analisados independentemente da ordem de realização, o número de pontos suspeitos com p<0,5% no gráfico de probabilidades pattern deviation foi significativamente maior com SS (p=0,037), e as sensibilidades foram 87,1% para SS e 77,4% para FT (p=0,506). Quando somente os primeiros exames foram comparados, não houve diferença em relação ao número de pontos suspeitos, mas a sensibilidade de SS (100%) foi significantemente maior que aquela obtida com FT (70,6%) (p=0,048). Quando somente os segundos exames foram comparados, não houve diferenças estatisticamente significantes em relação ao número de pontos suspeitos e às sensibilidades de SS (76,5%) e FT (85,7%) (p=0,664). CONCLUSÃO: SS pode apresentar maior sensibilidade que FT em pacientes glaucomatosos submetidos à perimetria computadorizada pela primeira vez. Entretanto, esta diferença tende a desaparecer em exames subseqüentes.
Keywords: Glaucoma; Campos visuais; Perimetria
Abstract
OBJETIVO: Identificar a prevalência da degeneração macular relacionada à idade (DMRI) inicial e tardia na população de japoneses e descendentes e verificar a associação com os fatores de risco: idade, sexo, hábito de fumar, índice de massa corpórea, história de hipertensão e diabetes, catarata e pseudofacia. MÉTODOS: Realizado um estudo transversal na população de japoneses e descendentes, acima de 60 anos, residentes na cidade de Londrina (PR) - Brasil. Quatrocentos e oitenta e três (80,5%) das 600 pessoas registradas foram submetidas ao exame oftalmológico completo. A presença de degeneração macular relacionada à idade foi determinada seguindo um protocolo padrão e classificação internacional, no período de setembro de 2002 a julho de 2003. RESULTADOS: A média de idade foi de 71 anos (60-92 anos). A prevalência da degeneração macular relacionada à idade foi de 15,1% (intervalo de confiança (I.C. 95%: 12-18,7), sendo na fase inicial em 13,8% (I.C. 95%: 10,9-17,3) e na fase tardia (atrofia geográfica 0,4% e membrana neovascular sub-retiniana 0,8%) em 1,3%. A degeneração macular relacionada à idade foi associada à idade (p=0,004) e apresentou tendência linear (p=0,001). Não foi observada associação entre a DMRI e os outros fatores de risco analisados. CONCLUSÃO: A prevalência da degeneração macular relacionada à idade neste estudo foi semelhante aos dos países do Ocidente, e é possível que ela seja maior do que a da população do Japão. Os dados comprovam a importância da degeneração macular relacionada à idade nessa população de japoneses e descendentes, e mais estudos são necessários para identificar os fatores de riscos e os métodos de prevenção.
Keywords: Degeneração macular; Fatores de risco; Prevalência; Macula lútea; Grupos étnicos; Fatores sexuais; Meia-idade; Idoso; Idoso acima de 80 anos ou mais; Brasil
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a reprodutibilidade do teste de sobrecarga hídrica (TSH) em diferentes horários em que é realizado, em pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA) e em indivíduos normais. MÉTODOS: Quinze pacientes com GPAA e 30 indivíduos normais foram submetidos a três TSHs, realizados em diferentes horários do dia (às 7:00 h, 12:00 h e 17:00 h), em três dias diferentes. Foram comparados os resultados dos testes em pacientes com GPAA e indivíduos normais. Foram analisadas a concordância e a correlação entre os valores de medida basal, pico e variação de pressão intraocular (PIO) (pico de PIO - PIO basal) nos testes realizados nos diferentes horários. Apenas as medidas do olho direito foram analisadas. RESULTADOS: Os valores médios de medida basal, pico e variação de PIO foram significativamente maiores nos pacientes glaucomatosos que nos indivíduos normais, em todos os horários (p<0,05). A análise de Bland-Altman apresentou limites de concordância de pico e variação de PIO maiores do que o clinicamente aceitável (>3 mmHg), apesar de o teste de Pearson demonstrar boa correlação entre os resultados. CONCLUSÃO: O TSH apresenta valores de pico e variações da PIO significativamente maiores em pacientes glaucomatosos que em indivíduos normais. Os baixos níveis de concordância entre os TSHs realizados em diferentes horários do dia sugerem uma baixa reprodutibilidade do TSH, que pode limitar sua aplicabilidade para diagnóstico e acompanhamento do glaucoma.
Keywords: Glaucoma; Tonometria ocular; Reprodutibilidade dos testes; Pressão intraocular; Técnicas e procedimentos diagnósticos
Abstract
Objetivos: Avaliar e comparar o efeito do uso tópico e da injeção subconjuntival do bevacizumabe na neovascularização corneana de olhos de coelhos após queimadura química. Métodos: Os animais foram distribuídos de forma aleatória em quatro grupos de cinco animais. Em um grupo de coelhos a droga foi instilada, enquanto em outro foi aplicada injeção subconjuntival, sendo os dois procedimentos comparados com a instilação e injeção subconjuntival de soro fisiológico 0,9% (SF) e entre si. A neovascularização foi avaliada conforme o tamanho da área de invasão dos neovasos e com análise computadorizada da mesma. Na análise de dados aplicou-se o teste de Kruskal-Wallis seguido do teste de Dunn com p<0,05 para comparação dos grupos dois a dois na análise do exame externo da neovascularização corneana. Na análise da área de neovascularização corneana, aplicou-se o teste F de análise de variância. A significância estatística foi definida como valor de p<0.05. Resultados: A avaliação do exame externo e da área de invasão de neovasos, no 5º e 10º dia, mostrou nítida diferença entre os grupos. Com o uso de soro fisiológico houve maior graduação na escala de neovascularização corneana e também na área de invasão dos nevasos, o que demonstrou o efeito inibitório do bevacizumabe. Nas comparações dos grupos dois a dois não foram detectadas diferenças significativas, porém, ao analisar os fatores envolvidos (procedimentos: injeção ou instilação, e as drogas: bevacizumabe ou soro fisiológico), verificou-se que a injeção não diferiu da instilação, mas o bevacizumabe diferiu do soro fisiológico. Conclusão: O bevacizumabe apresentou efeito inibitório na neovascularização corneana de olhos de coelhos após queimadura química, tanto por via tópica como por via subconjuntival e não houve diferença entre a via tópica e a via subconjuntival de administração do bevacizumabe na inibição da neovascularização corneana.
Keywords: Córnea; Neovascularização de córnea; Bevacizumab; Injeções; Inibidores da angiogênese; Fator A de crescimento do endotélio vascular; Animais; Coelhos
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