Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (3 )
:423-426
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000300023
Abstract
O hemangioma é o tumor benigno mais freqüente da infância. O hemangioma capilar geralmente apresenta-se como uma mancha ou tumoração violácea bem delimitada. O diagnóstico destas lesões é clínico. O hemangioma gigante é rara e extensa variação do hemangioma capilar, que geralmente ocorre em recém-nascidos e lactentes. Várias são as modalidades terapêuticas, como a injeção intralesional de corticóide, laserterapia, injeção intralesional de soluções esclerosantes, corticoterapia sistêmica, cirurgia, radioterapia e embolização. Novas modalidades terapêuticas têm sido desenvolvidas, com o objetivo de se obter melhores resultados e possibilitar o tratamento de lesões de difícil acesso cirúrgico e refratárias às modalidades terapêuticas utilizadas rotineiramente. Os melhores resultados tem sido obtidos com o interferon alfa. Este é um caso de uma paciente com três meses de idade, que apresentava desde o nascimento, tumoração arroxeada e amolecida em pálpebra superior do olho direito, lesões cutâneas planas e arroxeadas em região temporal e parietal direita. Realizada tomografia computadorizada de crânio evidenciando processo expansivo orbitário vascularizado com extensão para fossa média, seio cavernoso e fossa posterior. O tratamento inicial foi a corticoterapia oral durante quarenta dias, com redução progressiva por quatro semanas. Com o quadro praticamente inalterado, foi iniciado o tratamento com interferon alfa, na dose de 3.000.000 U/m², subcutâneo, três vezes por semana. Após 9 meses de tratamento, observa-se apenas uma pequena lesão orbitária residual. Neste caso, o interferon alfa apresentou-se como boa opção no tratamento do hemangioma gigante craniofacial.
Keywords: Hemangioma capilar; Hemangioma capilar; interferon alfa; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2009;72 (3 )
:390-393
| DOI: 10.1590/S0004-27492009000300022
Abstract
Metástase confinada às pálpebras é rara, representando menos de 1% das lesões malignas palpebrais. Mais de 50% das metástases palpebrais são relatadas como tendo a mama como sítio primário. Relatamos dois casos de doença metastática palpebral associada a carcinoma primário de mama. Estas lesões foram o primeiro sinal de doença metastática sistêmica. Caso 1: Paciente do sexo feminino, 80 anos de idade sem antecedentes oftalmológicos apresentando discreta lesão nodular indolor na pálpebra superior do olho esquerdo. O carcinoma ductal de mama foi diagnosticado há 10 anos sem doença metastática. Caso 2: Paciente do sexo feminino, 77 anos de idade, com queixa de edema indolor e hiperemia na pálpebra inferior do olho direito há quatro meses. Apresentava antecedente pessoal de carcinoma ductal infiltrativo de mama diagnosticado há dois anos, sem doença metastática. O carcinoma de mama é notório por sua diversidade na apresentação clínica. A doença metastática deve ser considerada no diagnóstico diferencial das lesões palpebrais. Embora raras estas lesões podem ser o primeiro sinal da doença sistêmica.
Keywords: Metástase neoplásica; Neoplasias palpebrais; Carcinoma; Neoplasias da mama