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Search for: Santiago García-Lázaro
Abstract
Objetivo: Avaliar e comparar os efeitos da pupila artificial baseada em lentes de contato e a combinação equilibrada de lente de contato multifocal contralateral (CBMCLC) sobre o desempenho visual. Métodos: Estudo realizado na Universidade de Valência, Espanha. Em um projeto de estudo do tipo "cross-over", 38 pacientes présbitas foram avaliados utilizando uma lente de contato com pupila artificial no olho não-dominante e CBMCLC. Após 1 mês, foram avaliadas, em condições fotópicas (85 cd/m2), a acuidade visual binocular para distância (BDVA), a acuidade visual binocular para perto (BNVA), a curva de desfocagem, a sensibilidade ao contraste binocular para distância e para perto, assim como a acuidade estereoscópica para perto (NSA). Além disso, a BDVA e a sensibilidade ao contraste binocular para distância foram avaliadas em condições mesópicas (5 cd/m2). Resultados: A acuidade visual em distâncias intermediárias e para perto foram melhores com CBMCLC do que com pupila artificial (p<0,05). Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre a sensibilidade ao contraste com os dois tipos de correção para distância (em condições mesópicas) e para perto, com CBMCLC ser melhor em ambos os casos (p<0,05). Os valores médios da NSA obtidos com as lentes de contato das pupilas artificiais foram significativamente piores do que com CBMCLC (p=0,001). Conclusão: CBMCLC proporciona melhor desempenho visual para visão intermediária e para perto do que a lente de contato com pupila artificial.
Keywords: Lentes de contato; Presbiopia/reabilitação; Pupila; Ajuste de prótese; Dominância ocular
Abstract
Objetivo: Comparar a qualidade óptica e visual da lente implantável de collamer (ICL) e da ceratomileuse in situ com laser de femtosegundo (F-LASIK) na correção de miopia. Métodos: O simulador visual de óptica adaptativa CRX1 (Imagine Eyes, Orsay, França) foi usado para simular o padrão de aberração de frentes de onda, depois de dois procedimentos cirúrgicos: implante de ICL e tratamento F-LASIK para -3 e -6 D. A acuidade visual em diferentes contrastes e sensibilidade ao contraste em 10, 20 e 25 ciclos/grau (cpd) foram medidos para pupilas de 3 e 5 mm. A função de transferência de modulação (MTF) e a função de espalhamento de ponto (PSF) foram calculados para a pupila de 5 mm. Resultados: A MTF do F-LASIK foi pior do que a do ICL, que estava perto da MTF do limite de difração. A ICL apresentou menor espalhamento do PSF do que o F-LASIK. ICL apresentou melhores valores da acuidade visual do que F-LASIK para todas as pupilas, contrastes e tratamentos miópicos (p<0,05). Não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes na sensibilidade ao contraste entre ICL e F-LASIK de -3 D, para ambas as pupilas e quaisquer frequências espaciais avaliadas (p>0,05). Por outro lado, para -6 D, diferenças estatisticamente significativas na sensibilidade ao contraste foram encontrados para ambas as pupilas e todas as frequências espaciais avaliadas (p<0,05). Sensibilidade ao contraste foi melhor após o implante da ICL que após o F-LASIK. Conclusões: ICL e F-LASIK proporcionam uma boa qualidade óptica e visual, embora a ICL oferece melhores resultados de MTF, PSF, acuidade visual e sensibilidade ao contraste, especialmente para grandes erros de refração e tamanhos de pupila. Estes resultados estão relacionados ao procedimento F-LASIK que induz maiores aberrações de alta ordem.
Keywords: Miopia/cirurgia; Laser de excimer; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ/métodos; Lentes intraoculares; Sensibilidade de contraste; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Avaliar a medida da profundidade da câmara anterior, distância branco a branco, ângulo da câmara anterior e diâmetro pupilar usando dois dispositivos de imagens de Scheimpflug diferentes. Métodos: Este estudo transversal incluiu 80 olhos direitos de 80 indivíduos com idades entre 20 e 40 anos. O equivalente esférico variou de -4,25 a +1,00 dioptrias (D). A profundidade da câmara anterior de cada olho, a distância branco a branco, o ângulo da câmara anterior e o diâmetro pupilar, foram medidos para visão de longe usando tanto o Galilei G4 (câmera de Scheimpflug dupla) e os sistemas Pentacam HR (câmera de Scheimpflug simples). Resultados: A profundidade média da câmara anterior foi 3,12 ± 0,23 mm e 3,19 ± 0,24 mm, usando o Galilei G4 e o Pentacam HR, respectivamente. A distância média da medida de branco a branco com o Galilei G4 foi 11,84 ± 0,31 mm e com o HR Pentacam foi 11,90 ± 0,43 mm. A média do diâmetro pupilar foi 3,22 ± 0,58 mm e 3,22 ± 0,52 mm, medidos com o Galilei G4 e o Pentacam HR, respectivamente. Finalmente, a média do ângulo da câmara anterior foi de 34,30 ± 2,86 graus quando foi medido com o G4 Galileu, e 39,26 ± 2,85 graus com o Pentacam HR. A comparação revelou que o dispositivo Galilei G4 mediu significativamente menor (P<0,05) profundidade da câmara anterior, ângulo da câmara anterior e diâmetro da pupila do que o sistema de Pentacam HR, enquanto valores comparáveis (P>0,05) entre os dois dispositivos Scheimpflug foram obtidos para as medidas da distância branco a branco. Conclusão: O Galileu G4 e o Pentacam HR não podem ser usados indiferentemente, devido ás diferenças entre os dois aparelhos terem sido significativas sob o ponto de vista clínico.
Keywords: Câmara anterior/patologia; Pupila/fisiologia; Topografia da córnea; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Fotografia/métodos; Interferometria
Abstract
Objetivo: Determinar os valores de retroespalhamento luminoso central da córnea em pacientes diabéticos dependentes (IDDM) e não dependentes (NIDDM) de insulina, comparados com controles saudáveis, a partir de imagens de Scheimpflug. Métodos: Foram incluídos neste estudo piloto sete pacientes com IDDM (7 olhos), onze pacientes com NIDDM (11 olhos) e dezesseis indivíduos saudáveis (16 olhos). O sistema de Scheimpflug (Pentacam, Oculus Inc. Germany) foi utilizado para obter secções ópticas da córnea. Foram analisados sete meridianos para cada olho, orientados de 70º a 110º. A análise de imagem por meio de software externo permitiu a obtenção de valores da densidade óptica para os 3 e 5 mm centrais da córnea. Resultados: O retroespalhamento luminoso corneano foi significativamente maior em pacientes diabéticos para os 3 mm centrais (p=0,016) e para os 5 mm centrais (p=0,014) em relação ao grupo controle. Não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos IDDM e NIDDM para cada zona analisada (p>0,05 em ambos os casos). No grupo NIDDM, observaram-se correlações significativas para as zonas centrais de 3 mm e 5 mm, entre retroespalhamento luminoso corneano e idade (r=0,604 p=0,025 e r=0,614 p=0,022, respectivamente) e espessura central corneana (r=0,641 p=0,017; r=0,671 p=0,012, respectivamente), o que não foi encontrado no grupo IDDM (p>0,05). O teste de Kruskall-Wallis indicou que a presença de diabete tem um efeito significativo sobre a retroespalhamento central da córnea (p<0,001). Conclusões: Pacientes diabéticos apresentaram valores mais elevados de retroespalhamento luminoso corneano do que indivíduos saudáveis. A análise da densidade óptica corneana pode ser uma ferramenta útil para monitorar e avaliar as alterações oculares causadas pela diabete.
Keywords: Scheimpflug, Topografia da córnea; Diabetes mellitus; Diabetes mellitus tipo 1; Diabetes mellitus tipo 2; Projetos piloto
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