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Abstract
Objetivo: Análise dos resultados dos dez primeiros pacientes com ceratocone submetidos a implante do anel de Ferrara no Hospital de Olhos do Paraná. Métodos: Foi realizado um estudo prospectivo em 10 pacientes com ceratocone. Os critérios de inclusão foram: intolerância a lentes de contato, acuidade visual sem correção inferior ou igual a 20/100, ausência de cicatrizes corneanas significativas e ausência de doenças oculares ou sistêmicas que contra-indicassem a cirurgia. Acuidade visual (LogMAR), refração e topografia pré e pós-operatórias foram as variáveis analisadas. Os pacientes foram seguidos pelo período mínimo de três meses. Resultados: Das complicações cirúrgicas encontradas, destacaram-se dois casos de microperfuração corneana durante a confecção das incisões para os túneis inferiores, um de extrusão e quatro de deslocamento pós-operatório do anel. A acuidade visual corrigida melhorou de 0,750 ± 0,374, para 0,438 ± 0,342 (p=0,026). A média da acuidade visual não corrigida no primeiro dia pós-operatório foi de 0,667 ± 0,447 (n=9), e a acuidade visual final não corrigida foi de 0,562 ± 0,272. De acordo com a refração realizada após o terceiro mês pós-operatório, cinco pacientes evoluíram com acuidade visual com correção melhor do que ou igual a 0,5 unidades LogMAR. Um paciente não apresentou aplanamento significativo do cone segundo a topografia corneana. Conclusão: O presente estudo demonstrou melhora nos valores pós-operatórios de acuidade visual, refração e topografia na maioria dos pacientes avaliados, em relação aos valores pré-operatórios.
Keywords: Ceratocone; Estroma corneal; Próteses e implantes; Acuidade visual; Topografia da córnea; Estudos prospectivos
Abstract
Os autores relatam o caso de uma paciente submetida a transplante penetrante de córnea por ceratocone que evoluiu com resposta inflamatória exacerbada durante o período pós-operatório, suspeitando-se, inicialmente, de rejeição atípica e intensa ao botão doador. Houve períodos de melhora, seguidos por períodos de piora a cada tentativa de se reduzir o corticóide tópico. Iniciou-se terapia imunossupressora com ciclosporina via oral e altas doses de corticóide tópico, porém, a paciente desenvolveu endoftalmite por Candida albicans com acometimento do segmento anterior do olho e do corpo vítreo, mas sem surgimento de lesões coriorretinianas. Evoluiu de forma satisfatória após três injeções de anfotericina B 5µg intravítrea, cetoconazol 400 mg/dia via oral e clotrimazol tópico de 4/4 horas. Os autores discutem também as principais possibilidades de contaminação da paciente, sendo o quadro infeccioso provavelmente relacionado ao procedimento cirúrgico.
Keywords: Endoftalmite; Infecções oculares fúngicas; Córnea; Candida albicans; Ceratoplastia penetrante; Ciclosporina; Candidíase
Abstract
OBJETIVO: Descrever nova técnica para o implante do anel de Ferrara por meio de incisão única e avaliar segurança e eficácia em pacientes com ceratocone. MÉTODOS: Estudo prospectivo em vinte pacientes com ceratocone, submetidos ao implante por meio desta nova técnica. Critérios de exclusão: boa adaptação a lentes de contato, presença de cicatrizes corneanas significativas, ápice do cone com mais de 65 dioptrias, paquimetria inferior a 400 micra no local da incisão e presença de doenças oculares ou sistêmicas que contra-indicassem a cirurgia. Acuidade visual (LogMAR) e medida do ápice corneano pela topografia foram as variáveis analisadas no pré e pós-operatório. Foram registradas possíveis complicações ou queixas relacionadas às cirurgias. Período mínimo de um ano de acompanhamento. RESULTADOS: A acuidade visual média não corrigida melhorou de 1,045 ± 0,478 (mediana de 1,150) no pré-operatório, para 0,586 ± 0,373 (mediana de 0,500) unidades LogMAR, após doze meses de pós-operatório (p<0,0001). A acuidade visual com correção melhorou de 0,714 ± 0,542 (mediana de 0,500) para 0,264 ± 0,162 (mediana de 0,200) unidades LogMAR (p=0,001). A média do ápice corneano pela topografia variou de 55,9 ± 4,4D no pré-operatório, para 51,5 ± 4,8D após doze meses de pós-operatório (p<0,0001). Após o terceiro mês de cirurgia, todos os pacientes evoluíram com estabilização da acuidade visual. Não houve complicações ou queixas durante o período estudado. CONCLUSÃO: O implante do anel de Ferrara, por meio de incisão única, determinou melhora da acuidade visual, sem correção e com correção, e aplanamento corneano significativos no grupo estudado, após doze meses de cirurgia.
Keywords: Ceratocone; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Próteses e implantes; Eficácia; Segurança; Controle de qualidade
Abstract
OBJETIVO: Isolar microrganismo em microceratótomo, induzir ceratite infecciosa avaliando a resposta terapêutica. MÉTODOS: Foram realizadas coletas consecutivas de material a partir do microceratótomo usado rotineiramente para cirurgia refrativa em olhos humanos durante um período de 8 dias. Preparou-se uma diluição segundo a escala de MacFarland para inocular na córnea de cobaias. Utilizaram-se oito animais, injetou-se 10 µl no estroma corneano de ambos os olhos. No olho direito não se instilou medicamento (grupo 1) e no olho esquerdo instilou-se ciprofloxacina 0,3% associado a dexametasona a 0,1% e trometamina de cetorolac de 4 em 4 horas por 24 horas (grupo 2). Após este período as cobaias foram sacrificadas e as córneas divididas, sendo uma metade enviada para análise microbiológica e outra para histopatologia. RESULTADOS: No grupo sem tratamento, todas as 8 amostras foram positivas, ao passo que no grupo tratado, 3 desenvolveram cultura positiva para Staphylococcus aureus (p=0,0128). A avaliação histopatológica de polimorfonucleares e monomorfonucleares no estroma mostrou que eram menos numerosos no grupo tratado (grupo 2), com p=0,0203 e p=0,0051, respectivamente. CONCLUSÃO: Este estudo portanto sugere que o uso de antibiótico de amplo espectro associado a antiinflamatório tem efeito significativo na diminuição do processo inflamatório e infeccioso em possível contaminação intra-estromal após cirurgia refrativa.
Keywords: Ceratite; Ceratite; Controle de infecções; Staphylococcus aureus; Estudos de avaliação; Animal
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os efeitos do implante de anel corneano intra-estromal sobre a curvatura da córnea em coelhos. MÉTODOS: Trinta olhos de 15 coelhos foram divididos em 2 grupos: o primeiro com 7 e o segundo com 8 animais. O olho esquerdo foi operado e o direito serviu de controle nos 2 grupos. Paquimetria ultra-sônica e ceratoscopia computadorizada foram realizadas no pré-operatório; biomicroscopia de segmento anterior e ceratoscopia computadorizada, no pós-operatório. No grupo 1, foi realizado implante de dois segmentos de anel. No grupo 2, os segmentos foram implantados separadamente. Compararam-se os achados topográficos do pré e do pós-operatório por meio de alterações quantitativas e qualitativas em 4 quadrantes. RESULTADOS: A análise quantitativa no pré-operatório não demonstrou diferença significativa entre os grupos. No grupo experimento 1, houve abaulamento corneano nos setores nasal (p=0,02) e temporal (p=0,04), na comparação com o grupo controle 1. No grupo experimento 2, observou-se o mesmo fato (p=0,02 nasal e temporal) quando comparado ao grupo controle 2. Após implante do segundo segmento, observou-se aplanamento significativo nos setores superior e inferior e abaulamento nos setores nasal e temporal (p=0,02 para todos os quadrantes). Pela análise qualitativa, observou-se astigmatismo uniforme nos grupos controle 1 e 2. No grupo experimento 1, observou-se astigmatismo simétrico contra a regra. No grupo experimento 2, observou-se astigmatismo contra a regra assimétrico, após implante do primeiro segmento, e simétrico, após o segundo implante. CONCLUSÃO: Observou-se aplanamento corneano significativo no eixo onde se localizam as extremidades do segmento de anel e abaulamento nos setores onde se localiza seu corpo. O implante de apenas um segmento induz astigmatismo assimétrico.
Keywords: Topografia da córnea; Implante de prótese; Estroma corneal; Astigmatismo; Coelhos
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