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Abstract
OBJETIVO: Descrever a técnica da retirada de sutura em córnea clara, evitando-se o contato da parte externa do fio com o meio intra-ocular e avaliar se esse procedimento evitaria infecções. MÉTODOS: Foi realizado estudo retrospectivo de 1.233 casos de retirada de sutura de mononylon 10.0 em córnea clara, utilizando-se laser de argônio para cortar o fio, no qual se avaliou a incidência de infecções. RESULTADOS: Em 1.071 olhos, um tiro foi suficiente para cortar o ponto. Em 162 olhos, o tiro do laser atingiu a parte epitelial da sutura, sendo necessários disparos extras para cortar a parte intra-estromal e, assim, retirá-la sem que a parte externa do fio passasse pelo interior da córnea. Não ocorreram complicações após a retirada da sutura. CONCLUSÕES: A técnica utilizada mostrou-se eficaz na remoção das suturas e possivelmente apresenta risco menor de infecção, uma vez que a parte do fio sobrejacente ao epitélio não entra em contato com as camadas mais internas da córnea, nem com a câmara anterior, não tendo sido observado nenhum caso de infecção nesta pesquisa.
Keywords: Sutura; Sutura; Laser; Facoemulsificação; Estudo retrospectivo
Abstract
Objetivo: Comparar os resultados da gonioscopia com as medidas morfométricas do segmento anterior obtidas pela tomografia (Pentacam High Resolution - HR), utilizando imagens ópticas de Scheimpflug na avaliação do ângulo da câmara anterior (ACA). Métodos: Realizado estudo transversal com avaliação de 112 olhos de 74 pacientes avaliados no Setor de Glaucoma da Universidade Federal Fluminense, submetidos ao exame da gonioscopia e do Pentacam HR. Na gonioscopia o ACA foi classificado utilizando a Classificação de Shaffer (SC), realizado por um único examinador experiente, e seus resultados foram comparados às medidas do Pentacam HR. Ângulos estreitos foram classificados nos olhos em que a malha posterior trabecular não foi observada em dois ou mais quadrantes na gonioscopia tradicional (SC Grau 2 ou menor). As imagens dos quadrantes nasal e temporal obtidas pelo Pentacam HR foram avaliadas por um software personalizado que obtêm automaticamente as seguintes medidas da câmara anterior: ângulo da câmara anterior (ACA), volume da câmara anterior (ACV) e profundidade da câmara anterior (ACD). Resultados: Com base nos resultados gonioscopia, 74 (60,07%) olhos foram classificados como ângulo aberto (SC 3 e 4) e 38 (33,93%) olhos foram classificados como ângulo estreito (SC 1 e 2). A morfometria de não contato com as imagens Scheimpflug revelou uma média de ACA 39,20 ± 5,31 graus nos ângulos abertos e 21,18 ± 7,98 graus nos ângulos estreitos. O grupo classificado como ângulo aberto mostrou medidas significativamente maiores de ACV e ACD quando comparado ao grupo de ângulo estreito (ACV de 193 ± 36 mm³ vs 90 ± 25 mm³, respectivamente, p <0,001 e ACD de 3,09 ± 0,42 mm vs 1,55 ± 0,64 mm, respectivamente, p<0,0001). Na diferenciação dos olhos com ângulo aberto e olhos com ângulo estreito no Pentacam, a análise das curvas ROC demonstraram que na medida de 20º (SC Grau 2) resultaram em 52,6% de sensibilidade em 100% de especificidade. Conclusões: O Pentacam HR mostrou habilidade em detectar os olhos com risco de fechamento angular na analise do ACV e do ACD.
Keywords: Câmara anterior; Córnea; Gonioscopia; Processamento de imagem assistida por computador
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