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Abstract
Descrever diferentes técnicas para detecção do edema foveal diabético. Uma revisão da detecção do edema foveal diabético. Biomicroscopia com lente de não contato é relativamente insensível em edema leve aparente na tomografia de coerência óptica. Tomografia de coerência óptica pode detectar precocemente o dano retiniano inicial em pacientes com retinopatia diabética.
Keywords: Fóvea central; Tomografia de coerência óptica; Retina; Retinopatia diabética; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVOS: 1) Diagnosticar a presença de edema macular diabético em pacientes com retinopatia diabética e acuidade visual igual ou melhor que 20/40, pela realização do exame de tomografia de coerência óptica, medindo a espessura foveal central, ao longo de um ano. 2) Avaliar a história natural do edema, ao longo de um ano, associando a espessura foveal central com a hemoglobina glicosilada (HbA1c) e alterações na acuidade visual. 3) Correlacionar os resultados obtidos com o grupo controle. MÉTODOS: Estudo prospectivo de uma amostra de 30 pacientes, com edema macular diabético e acuidade visual melhor ou igual a 20/40. O estudo contou com 30 olhos como grupo controle. Foram feitas medidas da melhor acuidade visual corrigida, dosagem de hemoglobina glicosilada, biomicroscopia com lente de 78 dioptrias, angiofluoresceinografia e tomografia de coerência óptica. Determinou-se, pelo propósito do estudo, a espessura foveal central como principal variável. Além da estatística descritiva, utilizaram-se testes para análise dos resultados: foi testada a homogeneidade de cada variável pelos testes t-Student, Qui-Quadrado e teste de Tukey; para correlacionar variáveis utilizou-se a análise de variância (ANOVA). A relação entre a espessura foveal central no tomografia de coerência óptica com a acuidade visual e a hemoglobina glicosilada foi estudada através de regressão linear. RESULTADOS: Registrou-se não haver diferença significativa entre casos e controles nas variáveis idade (p=0,343) e sexo (p=0,793). Os valores da espessura foveal central para o sexo masculino foram maiores que no sexo feminino (p<0,05) mostrando que a variável sexo interfere nos valores da espessura foveal central. Dos pacientes diabéticos com edema macular clinicamente significativo, 83,33% apresentavam retinopatia diabética não-proliferativa moderada, 10% retinopatia diabética não-proliferativa leve e 6,66% retinopatia diabética não-proliferativa grave. Os pacientes em tratamento combinado de insulina com hipoglicemiante oral apresentaram influência nos resultados da espessura foveal central pela tomografia de coerência óptica e na acuidade visual. A duração média do diabetes foi de 9,63 anos. Registraram-se valores da espessura foveal central pela tomografia de coerência óptica sempre maiores nos pacientes que no grupo controle (p<0,001). As medidas da HbA1c não influenciaram os valores da espessura foveal central (p=0,130) e as medidas da acuidade visual se correlacionaram significativamente com espessura foveal central (p=0,02). CONCLUSÃO: Os resultados deste estudo mostraram a aplicabilidade da tomografia de coerência óptica na detecção do edema macular diabético em pacientes com acuidade visual melhor ou igual a 20/40, ao longo de um ano, mostrando o espessamento retiniano nos estágios iniciais de retinopatia diabética. Evidenciou-se a correlação entre o aumento da espessura foveal central e a piora da acuidade visual. As medidas da HbA1c não influenciaram nas medidas da espessura foveal central. A detecção precoce do edema macular clinicamente significativo leva-nos a redimensionar o real significado da retinopatia incipiente, podendo prevenir perdas acentuadas da visão.
Keywords: Retinopatia diabética; Edema macular; Tomografia de coerência óptica; Fotocoagulação; Fóvea central; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Correlacionar a espessura do subcampo central (ESCC) medida pelo CirrusTM SD-OCT com a acuidade visual (AV) e as mudanças estruturais no edema macular diabético (EMD). MÉTODOS: Um estudo transversal avaliou 200 pacientes com retinopatia diabética não proliferativa (RDNP) e selecionados 55 olhos com EMD entre janeiro de 2010 e abril de 2011. OCT spectral foi realizado em pacientes com diabetes tipo 2 e com edema macular diabético (EMD). A ESCC e a AV foram correlacionados com a morfologia do edema e a integridade da membrana limitante externa (MLE). Aplicaram-se testes estatísticos para validação dos resultados. RESULTADOS: Não houve diferença entre os sexos na classificação RDNP. 47,3% dos pacientes apresentou RDNP moderada. A média da ESCC no sexo masculino foi de 393,58 µm e no feminino de 434,16 µm, sem diferença estatística significativa. Pacientes com MLE íntegra apresentaram menor média da ESCC (368,73 µm) que aqueles com MLE descontínua (521,43 µm). Encontrou-se forte correlação entre o volume macular e a ESCC (59,63%), porém pequena correlação entre a idade e a ESCC (2,9%). Encontrou-se diferença significativa entre a média da ESCC e o tipo de edema macular, aqueles com descolamento seroso apresentaram maior média de ESCC (488,71 µm). Pacientes com RDNP grave apresentaram maior média da ESCC (491,45 µm), quando comparados à RDNP leve e moderada. O edema macular cistoide foi o tipo de edema mais frequente (49,1%) e apresentou pior AV. Pacientes com MLE íntegra apresentaram melhor AV. Pacientes com maior ESCC apresentaram pior AV. Houve diferença significativa entre a média da ESCC do grupo de casos (407,60 ± 113,05 µm) e controle (diabéticos sem edema macular: 252,0 ± 12,46 µm). Também houve diferença significativa nas variáveis AV e volume macular entre o grupo de casos e controle. CONCLUSÃO: O estudo sugere que a ESCC de diabéticos com edema é maior que o grupo controle; o aumento da ESCC de diabéticos com edema cursa com piora da AV e do volume macular. MLE contínua mostrou menor média da ESCC e o descolamento seroso mostrou maior média da ESCC. CirrusTM mostrou ser importante ferramenta na avaliação do EMD.
Keywords: Retinopatia diabética; Edema macular; Tomografia de coerência óptica
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