Arq. Bras. Oftalmol. 2001;64 (2 )
:139-141
| DOI: 10.1590/S0004-27492001000200009
Abstract
Descrevemos dois casos de oftalmomiíase interna posterior, com a presença de larva viva no espaço subretiniano. Fazemos uma revisão bibliográfica, dando ênfase ao diagnóstico e tratamento desta rara afecção ocular infecciosa.
Keywords: Miíase; Fotocoagulação; Infecções oculares parasitárias; Muscidae; Relato de caso
Arq. Bras. Oftalmol. 2005;68 (3 )
:389-392
| DOI: 10.1590/S0004-27492005000300022
Abstract
O objetivo deste trabalho é demonstrar a eficácia da prótese iriana na resolução do glaucoma refratário, provocado pela presença de óleo de silicone na câmara anterior. Trata-se de paciente que sofreu trauma por estilhaços de projétil de arma de fogo. A cirurgia vítreo-retiniana visou a remoção dos corpos estranhos intra-oculares e posicionamento da retina, que se encontrava descolada. Devido à ausência parcial do tecido iriano e a afacia, o óleo de silicone introduzido na câmara vítrea, para manter a retina colada, migrou para a câmara anterior e provocou gradativa diminuição do número de células endoteliais e aumento da pressão intra-ocular incontrolável clinicamente. Optamos pela fixação transescleral da prótese de íris para corrigir tais complicações. Após 45 meses de evolução, a acuidade visual estabilizou-se em conta dedos a 1 metro e a pressão intra-ocular em 14 mmHg. Concluímos que a tríade composta pela ausência do diafragma iriano, afacia e impossibilidade da remoção do óleo de silicone, devido a inexorável recorrência de descolamento de retina, deve levar o cirurgião a ponderar sobre a fixação transescleral da prótese de íris. Esta conduta poderá controlar a pressão intra-ocular e/ou preservar a transparência corneana, impedindo o contato do óleo de silicone com a malha trabecular e com o endotélio corneano.
Keywords: Óleos de silicone; Aniridia; Doenças da íris; Câmara anterior; Implante de próteses; Glaucoma; Relato de caso