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Abstract
OBJETIVO: Comparar o efeito de duas técnicas de facectomia (facoemulsificação e extracapsular) no posicionamento da pálpebra superior. MÉTODOS: Foi analisado o posicionamento palpebral de dois grupos de pacientes submetidos à cirurgia de catarata: facoemulsificação e extracapsular. As imagens foram digitalizadas (antes e 30 dias após a cirurgia) e processadas com o programa NIH 1.62. O posicionamento palpebral foi medido em relação a uma linha horizontal que unia os cantos medial e lateral da fenda palpebral, passando pelo centro da pupila. RESULTADOS: O posicionamento palpebral foi afetado de maneira diferente segundo a técnica utilizada. Na facoemulsificação a diferença média entre a posição palpebral superior pós e pré-operatória foi de -0,54 mm. Na extracapsular esta diferença aumentou para -1,41 mm. O teste t de Student (amostras pareadas) mostrou que as médias das diferenças entre os dois grupos são significativamente diferentes (p=0,0068). CONCLUSÃO: A técnica de cirurgia de facoemulsificação induziu menor variação do posicionamento palpebral em relação à cirurgia extracapsular no pós-operatório recente.
Keywords: Blefaroptose; Extração de catarata; Facoemulsificação; Pálpebras; Processamento de imagem assistida por computador; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos
Abstract
OBJETIVO: Comparar a sensação de dor produzida pela realização de facoemulsificação com anestesia tópica com a induzida pela infiltração peribulbar de solução anestésica. MÉTODOS: Usando-se uma escala visual análoga de dor de 10 níveis, mediu-se em 20 pacientes, a dor provocada pela realização de facoemulsificação com anestesia tópica (tetracaína 2%). A mesma escala foi usada para medir em 21 outros pacientes, a dor provocada pela infiltração peribulbar de solução anestésica (lidocaína a 2% e bupivacaína 0,5%). As infiltrações peribulbares e cirurgias foram feitas pelo mesmo cirurgião. As facoemulsificações foram realizadas com acesso "clear cornea" e implante de lente intra-ocular dentro do saco capsular. Não foi administrada qualquer medicação venosa ou via oral. Os valores de dor nos dois grupos estudados foram comparados pelo teste, não paramétrico, de Mann-Whitney U. RESULTADOS: A distribuição dos valores de dor da facectomia com anestesia tópica variou de 0 a 5, com mediana igual a 2. Com a infiltração peribulbar a distribuição obtida foi mais ampla, de 0 a 7, com mediana igual a 3. O teste de Mann-Whitney U, revelou que o "rank" médio do grupo da cirurgia com anestesia tópica (15,78) foi significantemente diferente do obtido com a infiltração peribulbar (25,98) (p=0,0056). CONCLUSÃO: Quando não se emprega sedação, a sensação de dor induzida pela realização da cirurgia da facoemulsificação com anestesia tópica é menor do que a causada pela anestesia peribulbar.
Keywords: Extração de catarata; Facoemulsificação; Anestesia local; Dor pós-operatória; Medição da dor; Anestésicos locais; Dor; Estudo comparativo
Abstract
Os autores relatam o caso de homem de 58 anos de idade que apresentou deslocamento espontâneo e tardio de lente intra-ocular dentro do saco capsular para o vítreo. O paciente havia sido submetido a facectomia extracapsular com capsulotomia do tipo abridor de latas e implante de lente de polimetilmetacrilato de três peças sem intercorrências e, dois anos após a cirurgia, desenvolveu síndrome de contração capsular com formação de um anel fibrótico na cápsula e subluxação da lente intra-ocular. Embora incomum e relacionada principalmente com capsulorexe curvilínea contínua, a síndrome de contração capsular pode ocorrer em pacientes submetidos a facectomia extracapsular com capsulotomia do tipo abridor de latas e implante de lente de polimetilmetacrilato e pode ser o fator causador do deslocamento da lente intra-ocular.
Keywords: Catarata; Extração de catarata; Implante de lente intra-ocular; Complicações pós-operatórias
Abstract
A realização da capsulorrexis curvilínea contínua em olhos com catarata branca intumescente é ainda considerada um desafio pelo alto risco de extensão da capsulotomia para a periferia do cristalino. Apesar da descrição de diversas técnicas cirúrgicas voltadas para a prevenção de tal complicação, o uso de Nd:YAG laser no pré-operatório tem raros relatos na literatura internacional. Onze pacientes com cataratas brancas intumescentes foram submetidos a capsulotomia pré-operatória com Nd:YAG laser. Todos os pacientes apresentaram, após a aplicação do laser, a saída de córtex liquefeito para a câmara anterior. Nenhum paciente apresentou complicações cirúrgicas com o procedimento. Desta forma, a capsulotomia anterior com Nd:YAG laser representa uma opção técnica fácil e segura no manejo de cataratas brancas intumescentes.
Keywords: Capsulorrexe; Facoemulsificação; Catarata; Terapia a laser; Cuidados pré-operatórios; Relato de casos
Abstract
Objetivo: Comparamos duas técnicas de cirurgia de catarata. A técnica cirúrgica tradicional, em que direciona a abertura do bisel da ponteira de facoemulsificação para o endotélio corneano, com a técnica oposta, onde a reversão da posição de abertura permite o direcionamento da energia de emulsificação para o núcleo. Estudamos seus efeitos sobre a córnea e possíveis complicações. Métodos: O trabalho foi divido em quatro tempos: pré-operatório e após 30, 60 e 180 dias. Os pacientes foram divididos em dois grupos: o grupo 1, tratado com a técnica cirúrgica tradicional, com a abertura da ponteira direcionada para o endotélio, e grupo 2, que recebeu tratamento com técnica oposta, direcionada diretamente para o núcleo ou para os fragmentos nucleares. Após as cirurgias, foram estudados: perda endotelial após 30, 60 e 180 dias, tempo total de cirurgia e tempo efetivo de faco. Resultados: Os resultados intraoperatórios apresentaram o tempo efetivo de facoemulsificação no GI teve média de 8,08 segundos (DP=6,75) e no GII, média de 7,0 segundos (P=0,1792) e o tempo total de cirurgia de 10,01 ± 2,46 minutos no GI e 9,86 ± 2,17 minutos no GII (p=0,6267) respectivamente. O teste pareado não revelou diferença estatística entre os grupos. As complicações foram similares nos dois grupos. A média de perda de células endoteliais foi de 6,9% no GI e2,8% in GII com um mês; 6,9% no GI e 3,6%noGIIcom trêsmeses e 11,9% no GI e 7,6% no GII com seis meses de pós-operatório. Conclusão: Concluímos que a variação da manobra apresentada é segura e pode minimizar perdas no endotélio corneano, podendo ser uma opção na cirurgia da catarata, de acordo com as preferências pessoais do cirurgião.
Keywords: Extração de catarata; Facoemulsificação; Epitélio posterior; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: Determinar a incidência de contaminação com o vírus Piry entre os instrumentos cirúrgicos e acessórios usados durante cirurgias sequenciais de facoemulsificação. MÉTODOS: Um modelo experimental foi realizado com quatro olhos de porcos que foram contaminados com o vírus Piry e quatro olhos de porcos não contaminados. A facoemulsificação foi realizada alternando um olho contaminado para outro olho não contaminado. Entre as cirurgias, os campos de operação, luvas, bisturi, pinças, agulhas, seringas, pontas e bolsa coletora foram trocados, mantendo somente a caneta e os sistemas de irrigação e aspiração do facoemulsificador. RESULTADOS: No saco coletor, três amostras de olhos contaminados (3/4) foram positivos, e duas amostras de olhos não contaminados (2/4) também foram positivos; na ponta do facoemulsificador, uma amostra dos olhos contaminados (1/4) e duas amostras de olhos não contaminados (2/4) apresentaram resultados positivos. No sistema de irrigação, uma amostra de um olho não contaminado (1/4) foi positivo, e no sistema de aspiração, duas amostras de olhos contaminados (2/4) e duas amostras de olhos não contaminados (2/4) foram positivos. Nas luvas, as amostras foram positivos em dois olhos não contaminados (2/4) e duas amostras de olhos contaminados (2/4). Nas amostras de bisturi, três olhos contaminados (3/4) e nenhum dos olhos não contaminados (0/4) foram positivos e, finalmente, duas amostras da câmara anterior dos olhos não contaminados (2/4) reunidos após a cirurgia foram positivos. CONCLUSÕES: Em dois olhos não contaminados, a presença de material genético foi detectado após a cirurgia de facoemulsificação, demonstrando que a transmissão do material genético do vírus Piry ocorreu em algum ponto durante a cirurgia para estes olhos não contaminados, quando a caneta de facoemulsificação e o sistema de irrigação e aspiração foram reutilizados entre as cirurgias.
Keywords: Facoemulsificação; Reutilização de equipamento; Arbovírus; Contaminação de equipamentos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a influência da dinâmica pupilar na curva de desfoco de olhos implantados com lente intraoculares multifocais difrativas.
MÉTODOS: Estudo prospectivo e randomizado realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo - Departamento de Oftalmologia. Trinta e oito pacientes foram aleatoriamente designados para receber bilateralmente lentes intraoculares SN6AD1 (n=20) (mfIOL) ou SN60WF (n=18) (aIOL). Além da acuidade visual para longe e perto, corrigida e não corrigida, e curva de desfoco, foi ainda realizada pupilometria dinâmica. A área sob a curva de desfoco foi calculada usando um modelo polinomial empírico.
RESULTADOS: Um total de 16 e 17 pacientes (n=32 e 34 olhos) completaram 1 ano de seguimento nos grupos mfIOL e aIOL, respectivamente. Não houve diferenças significativas entre grupos para as acuidades visuais seja para longe ou perto. As curvas de desfoco do grupo mfIOL mostraram um pico duplo; enquanto o SN60WF mostrou apenas um pico, típico para uma lente intraoculares monofocal. A média da área sob a curva de desfoco do grupo aIOL foi (4,66 ± 1,51 logMAR.dp), e essa é estatisticamente significante diferente da métrica do grupo mfIOL (1,99 ± 1,31 logMAR.dp). A pupila na contração máxima após a exposição a um flash de 30 cd/m2 por 1 segundo foi significativamente correlacionada com uma melhor área de foco no grupo mfIOL (r=0,54; p=0,0017), essa relação não foi observada para o grupo aIOL.
CONCLUSÃO: Estes dados indicam que quanto menor a pupila durante contração, melhor é a área sob a curva de desfoco e, portanto, o desempenho visual dos olhos implantados com essa mfIOL. Esta correlação não foi encontrada para lentes intraoculares monofocais.
Keywords: Lentes intraoculares multifocais; Pupila/fisiologia, Catarata; Facoemulsificacão
Abstract
Objetivo: Descrever os custos e resultados da facoemulsificação na cirurgia de catarata realizada por médicos residentes de oftalmologia.
Métodos: Foram obtidos prontuários médicos de pacientes operados em 2011 por residentes do terceiro ano (R3) usando facoemulsificação (n=576). Nossa estimativa de despesas incluiu os custos profissionais e hospitalares (taxas, materiais, medicamentos e equipamentos). Os desfechos do estudo incluíram acuidade visual corrigida por óculos pré-operatória e 6 meses após a cirurgia, taxa de complicações intraoperatórias e número total de visitas pós-operatórias. Nós comparamos as variáveis de resultados com procedimentos extracapsulares de extração de catarata (n=274) realizados por residentes R3 em 1997.
Resultados: O custo médio da facoemulsificação foi US$ 416, enquanto uma estimativa geral indicou o custo da extração de catarata extracapsular seria de US$ 284 (em 3 de dezembro de 2011). A acuidade visual corrigida por óculos média pré-operatória foi pior na extração de catarata extracapsular (1,73 ± 0,62 logMAR) do que na facoemulsificação (0,74 ± 0,54, p<0,01); a acuidade visual corrigida por óculos média pós-operatória foi melhor na facoemulsificação (0,21 ± 0,36 logMAR) do que na extração de catarata extracapsular (0,63 à facoemulsificação (85%) atingiram acuidade visual corrigida 45% daqueles submetidos à extrações extracapsulares de catarata obtiveram a mesma acuidade visual pós-operatória (p<0,01). A taxa de complicações intraoperatórias foi significativamente maior após extrações de catarata extracapsular (21%) do que após as facoemulsificações (7,6%) (p<0,01) e o número médio de consultas pós-operatórias também foi maior após extração de catarata extracapsular (5,6 ± 2,3) do que após facoemulsificações (4,5 ± 2,4) (p<0,01).
Conclusão: Esses dados indicam que a cirurgia de catarata realizada por oftalmologistas em treinamento utilizando facoemulsificação é dispendiosa, mas comparada aos resultados da extração de catarata extracapsular, o ensino da facoemulsificação leva a uma taxa de complicações aproximadamente 3 vezes menor, menor número de consultas pós-operatórias e, mais importante, melhor acuidade visual.
Keywords: Extraçãode catarata/economia;Custosde cuidados de saúde; Custos e análises de custos; Cristalino/cirurgia; Facoemulsificação; Resultado do tratamento
Abstract
Keywords:
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