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Abstract
Objetivo: Avaliar a eficácia, previsibilidade e segurança do implante de lente intra-ocular de câmara posterior em pacientes com miopia moderada e elevada. Métodos: Analisamos os resultados das cirurgias realizadas em 93 olhos de 54 pacientes para implante de lente fácica de câmara posterior com a finalidade de corrigir miopia moderada e elevada. O objetivo da cirurgia era a emetropia. O acompanhamento médio foi de 9 meses, variando de 1 a 38 meses (desvio padrão 10,45). Resultados: O equivalente esférico médio pré-operatório era -13,56 D (variando de -5,75 a -20,38 D) e o equivalente esférico médio pós-operatório no último exame foi -0,92 D (variando de -3,88 a +1,00 D). No último exame, 39 olhos (41,9%) se encontravam entre ±0,50 D da emetropia, 64 olhos (68,8%) estavam entre ±1,00 D e 88 olhos (94,6%) estavam entre ±2,00 D da emetropia. Um ganho de duas ou mais linhas de visão foi observado em 45,17% (42 olhos). Em 15 olhos (16,1%) ocorreu algum tipo de complicação: em 2 olhos (2,2%) houve perda de células endoteliais, em 2 olhos (2,2%) ocorreu bloqueio pupilar e em 11 olhos (11,8%) houve alterações de transparência lenticular, assintomática em 5 olhos (5,4%) e sintomática em 6 olhos (6,5%). Conclusão: O implante de lente fácica de câmara posterior para correção de miopia moderada e alta é um método eficaz, previsível e seguro. O significativo ganho de linhas de visão é uma observação freqüente nesta técnica. Um acompanhamento pós-operatório mais prolongado em um maior número de pacientes é necessário para confirmar a estabilidade dos resultados a longo prazo.
Keywords: Implante de lente-intraocular; Miopia; Refração ocular
Abstract
Objetivos: Estudar a incidência de tumores malignos de pálpebra no Hospital Banco de Olhos de Porto Alegre. Métodos: Estudo retrospectivo dos casos de tumores malignos de pálpebra no período de 1985 a 1997, que tiveram diagnóstico confirmado por exame anátomopatológico. Resultados: Foram encontradas 54 neoplasias malignas, sendo 75,92% carcinoma basocelular, 12,96% carcinoma espinocelular, 7,40% melanoma e 1,85% lentigo maligna. A maioria dos pacientes apresentava mais de 40 anos e não houve prevalência de sexo. Conclusões: O tumor de pálpebra mais freqüente em nosso meio foi o carcinoma basocelular, seguido do carcinoma espinocelular. O melanoma foi o terceiro em freqüência mais encontrado em nossa pesquisa.
Keywords: Carcinoma basocelular; Neoplasias palpebrais; Carcinoma de células escamosas; Tumores; Incidência
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia, previsibilidade e segurança do implante de lente fácica de câmara posterior para a correção de hipermetropia consecutiva à ceratotomia radial. MÉTODOS: Foram analisados retrospectivamente os prontuários de seis pacientes (10 olhos) com hipermetropia consecutiva à hipercorreção após ceratotomia radial submetidos ao implante de lente fácica de câmara posterior para sua correção. RESULTADOS: O equivalente esférico pré-operatório médio da refração dinâmica foi de +4,65 dioptrias (variando de +2,50 a +6,50 dioptrias) e o equivalente esférico pós-operatório médio foi de +0,3375 dioptrias (variando de -0,875 a +2,25 dioptrias). Quando comparamos as acuidades visuais com correção pré e pós-operatórias observamos que três olhos (30%) ganharam duas linhas de acuidade visual, dois (20%) ganharam uma linha de acuidade visual, um (10%) manteve a mesma acuidade visual, três olhos (30%) perderam uma linha de acuidade visual e um olho (10%) perdeu duas linhas. CONCLUSÃO: O implante da lente fácica de câmara posterior para correção da hipermetropia consecutiva à ceratotomia radial mostrou-se como uma nova opção para o tratamento desta indesejável complicação, entretanto, fazem-se necessários estudos abrangendo maior número de casos e um acompanhamento a longo prazo destes casos.
Keywords: Lentes intra-oculares; Implante de lente intra-ocular; Hiperopia; Hiperopia; Refração ocular; Ceratotomia radial
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a eficácia, a previsibilidade e a segurança do implante da lente fácica de câmara posterior para a correção da hipermetropia. MÉTODOS: Analisamos, retrospectivamente, os prontuários de 16 pacientes (31 olhos) submetidos à implantação de lente fácica de câmara posterior para correção da hipermetropia. RESULTADOS: O equivalente esférico médio pré-operatório na refração dinâmica era +5,39 D (variando de +1,25 a +10,50 D) e na refração estática era +6,44 D (variando de +3,25 a +10,75 D). O equivalente esférico médio da refração dinâmica do último exame pós-operatório era de -0,45 D (variando de -2,75 a +1,25 D). Observa-se que em três olhos (9,7%) ocorreu perda de uma linha de visão e 19 olhos (61,3%) mantiveram a mesma acuidade visual pré-operatória com correção. Em seis olhos (19,3%) houve ganho de uma linha de visão e em três olhos (9,7%) ocorreu ganho de duas linhas de visão. Quanto às complicações, em 13 (41,9%) olhos foi observada a presença de depósito de pigmentos finos sobre a lente e três pacientes (18,7%) queixaram-se de "glare". CONCLUSÃO: O implante de lente fácica de câmara posterior para correção de hipermetropia moderada e elevada se mostrou método eficaz, previsível e seguro. É necessário acompanhamento pós-operatório mais prolongado para melhor avaliação da estabilidade e do surgimento de complicações tardias.
Keywords: Implante de lente intra-ocular; Afacia; Hiperopia; Refração ocular
Abstract
OBJETIVO: Verificar a prevalência de retinopatia diabética encontrada na população de diabéticos tipo 1, acompanhada no Ambulatório de Endocrinologia Pediátrica da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, entre 29 de agosto de 2000 e 17de agosto de 2001, e sua relação com o sexo, a idade do paciente na ocasião do diagnóstico do diabete e a duração do diabete. MÉTODO: Foi realizado mapeamento de retina, biomicroscopia de fundo e retinografia em 81 pacientes, 41 do sexo feminino e 40 do masculino, a fim de detectar e classificar a retinopatia diabética nessa população. RESULTADOS: A idade dos pacientes variou entre 4 e 23 anos (média = 12,0 ± 12,0), a idade do paciente na ocasião do diagnóstico, entre 6 meses e 15 anos (média = 3,4 ± 5,8) e a duração do diabete, entre 7 meses e 20 anos (média = 5,8 ± 4,4). A retinopatia diabética foi observada em 14 pacientes (17,3%), 7 (8,6%) com a forma não proliferativa muito leve, 5 (6,2%) com forma não proliferativa leve, 1 (1,2%) com forma proliferativa de alto risco e 1 (1,2%) com forma proliferativa avançada. CONCLUSÕES: A prevalência da retinopatia diabética na nossa amostra é 17,3%. Não há diferença entre os portadores e não portadores de retinopatia diabética quanto a sexo e idade do paciente na ocasião do diagnóstico. Quanto maior a duração da diabete, maior a prevalência da retinopatia diabética.
Keywords: Retinopatia diabética; Diabetes melittus insulino dependente; Prevalência; Hospitais comunitários; Brasil
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os resultados da explantação e substituição das lentes intra-oculares (LIO) de hidrogel opacificadas. MÉTODOS: Foram analisados retrospectivamente os prontuários de 12 pacientes (15 olhos) submetidos à explantação e substituição das lentes intra-oculares de hidrogel opacificadas. RESULTADOS: A opacificação das lentes intra-oculares de hidrogel causou perdas de linhas de visão em 13 olhos (86,7%). A troca das lentes intra-oculares opacificadas promoveu o ganho de linhas de visão em 11 olhos (73,3%). As complicações peroperatórias ocorreram em três olhos (20%) e foram as seguintes: perda de óleo de silicone, ruptura total de zônula com perda do saco capsular e ruptura parcial de zônula. Durante a explantação das lentes intra-oculares foi necessária a realização de incisões relaxantes na borda da capsulorrexe anterior em três olhos (20%) e em dois olhos (13,3%) os hápticos foram cortados sendo retirada somente a zona óptica das lentes intra-oculares. CONCLUSÃO: A cirurgia para explantação e substituição das lentes intra-oculares opacificadas mostrou-se eficaz naqueles pacientes com perdas de linhas de visão (p > 0,05).
Keywords: Remoção de dispositivo; Implante de lente intra-ocular; Lentes intra-oculares; Reoperação; Hidrogel; Facoemulsificação; Acuidade visual
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OBJETIVOS: Avaliar os resultados da facoemulsificação com implante bilateral da lente intra-ocular multifocal modelo SA-40N no Hospital de Olhos de Minas Gerais. MÉTODOS: Foram analisados retrospectivamente os prontuários de 58 pacientes (116 olhos) submetidos à cirurgia de facoemulsificação com implante binocular de lente intra-ocular multifocal modelo SA-40N. RESULTADOS: O equivalente esférico médio pré-operatório foi +1,55 dioptrias (variando de -4,25 a +6,25 D) e no pós-operatório foi -0,59 dioptrias (variando de -2,25 a +1,25 D). No trigésimo dia de pós-operatório 94 olhos (81%) apresentavam visão para longe igual a 20/20 com correção. Para a visão de perto binocular 29 (50%) pacientes eram capazes de ler J1 sem correção e 25 pacientes (43,1%), J2 sem correção. Comparando-se as acuidades visuais com correção (AVCC) antes e após a cirurgia observamos que em 68 olhos (58,6%) a AVCC foi mantida, em 33 olhos (28,4%) houve ganho de linhas de visão e em 15 olhos (12,9%) houve perda de linhas de visão. Quanto às complicações 19 pacientes (32,7%) queixavam-se de halos, em três olhos (2,6%) ocorreu edema macular cistóide e em cinco olhos (4,3%) ocorreu opacificação de cápsula posterior. Em 36 pacientes (62,1%) não foi necessária a prescrição de óculos no pós-operatório. CONCLUSÃO: Os resultados deste estudo indicam que a lente intra-ocular multifocal promove redução na dependência do uso dos óculos e grande satisfação do paciente apesar da ocorrência de halos.
Keywords: Lentes intra-oculares; Refração ocular; Catarata; Implante de lente intra-ocular; Facoemulsificação
Abstract
OBJETIVO: Correlacionar o teste provocativo da ibopamina com a curva diurna de pressão intra-ocular (Pio máxima e flutuação da mesma) em pacientes com glaucoma. MÉTODOS: Estudo prospectivo incluindo pacientes com glaucoma provenientes do CEROF-UFG. Duas gotas de ibopamina a 2% foram instiladas em um ou ambos os olhos dos pacientes com intervalo de 5 minutos entre elas. A pressão intra-ocular foi checada antes, 30 e 45 minutos após a segunda gota de ibopamina. Após, a curva diurna de pressão intra-ocular foi realizada com 5 medidas independentes (a cada 2:30 horas) entre 8:00 e 18:00 horas. A correlação de Pearson foi utilizada para se testar a relação linear entre a pressão intra-ocular após o uso da ibopamina, a pressão intra-ocular máxima e a flutuação diurna da pressão intra-ocular. RESULTADOS: Trinta e um olhos de 22 pacientes foram incluídos. Notou-se correlação estatisticamente significativa entre a Pio 30 e 45 minutos após a instilação da ibopamina e a máxima pressão intra-ocular obtida na curva diurna (r=0,356, p=0,04 e r=0,429, p=0,01, respectivamente). Entretanto, não foi observada correlação positiva com a flutuação diurna da pressão intra-ocular aos 30 (r=0,046, p=0,8) e 45 minutos (r=0,109, p=0,5). CONCLUSÃO: O teste provocativo da ibopamina apresentou alta correlação com a pressão intra-ocular máxima na curva diurna em pacientes com glaucoma. Entretanto, não foi notado relação linear direta com a flutuação diurna da pressão intra-ocular.
Keywords: Glaucoma; Soluções oftálmicas; Pressão intra-ocular; Agonistas de dopamina; Ritmo circadiano; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a concordância e correlação entre a perimetria de freqüência dupla e a perimetria azul-amarelo no glaucoma. MÉTODOS: Pacientes com glaucoma foram selecionados do Setor de Glaucoma do Centro de Referência em Oftalmologia (CEROF) da Universidade Federal de Goiás, e submetidos aos exames de perimetria de freqüência dupla e perimetria azul-amarelo em ambos os olhos (quando elegíveis) no mesmo dia de maneira aleatória. Foi obtido a correlação (Pearson) entre os índices globais (mean deviation - MD e pattern standard deviation - PSD) e a concordância entre os exames (índice Kappa) para a gravidade do dano glaucomatoso. RESULTADOS: Quarenta e três olhos de 26 pacientes foram incluídos no estudo. Comparando-se o MD (-4,5±4,5 dB para o perimetria de freqüência dupla e -8,0±6,8 dB para o perimetria azul-amarelo, p<0,001) e o PSD (6,4±2,8 dB para o perimetria de freqüência dupla e 5,8±2,4 dB para o perimetria azul-amarelo, p=0,1), verificamos que apenas o MD mostrou diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Os índices globais MD e PSD foram altamente correlacionados comparando-se o perimetria de freqüência dupla e o perimetria azul-amarelo (r=0,644, p<0,001 e r=0,586, p<0,001, respectivamente). A concordância entre as classificações da gravidade da perda glaucomatosa mostrou-se significativa (Kappa=0,319, p<0,001). CONCLUSÃO: Existe alta correlação entre os índices globais e alta concordância em termos de classificação da gravidade do dano glaucomatoso entre a perimetria azul-amarelo e a perimetria de freqüência dupla, refletindo ausência de seletividade no dano glaucomatoso, ou que os instrumentos disponíveis não sejam capazes de isolar as células ganglionares de forma completa.
Keywords: Glaucoma; Perimetria; Pressão intra-ocular; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: Comparar o teste da ibopamina 2% com o teste de sobrecarga hídrica como testes provocativos para glaucoma. MÉTODOS: Pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto, e indivíduos normais foram selecionados do CEROF-Universidade Federal de Goiás - UFG, e submetidos, de forma randomizada, e com intervalo mínimo de 1 semana, aos testes provocativos da ibopamina 2%, e sobrecarga hídrica. A pressão intra-ocular (Pio) antes e após os testes, confrontação entre os métodos (gráfico de Bland-Altman) além da melhor relação sensibilidade/especificidade (realizados por meio de curvas ROC) foram obtidos. RESULTADOS: Foram incluídos 47 olhos de 25 pacientes (27 olhos de 15 pacientes com glaucoma e 20 olhos de 10 pacientes normais), com idade média de 54,2 ± 12,7 anos. O MD médio dos pacientes com glaucoma foi de -2,8 ± 2,11 dB. Nos pacientes com glaucoma, não houve diferença estatisticamente significativa na Pio basal (p=0,8), ao passo que se notou diferença na Pio após os testes provocativos (p=0,03), e na variação da Pio após os testes (4,4 ± 1,3 mmHg para ibopamina e 3,2 ± 2,2 mmHg para ingestão hídrica, p=0,01). Nos pacientes normais, não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos para todos os parâmetros avaliados. O gráfico de Bland-Altman mostrou grande dispersão dos resultados. Finalmente, obteve-se áreas abaixo das curvas ROC de 0,987 para o teste da ibopamina e 0,807 para a ingestão hídrica. CONCLUSÃO: O teste provocativo da ibopamina apresentou melhor relação sensibilidade/especificidade que o teste de ingestão hídrica nesse subgrupo selecionado de pacientes com glaucoma com dano perimétrico inicial.
Keywords: Glaucoma ângulo aberto; Pressão intra-ocular; Agonistas dopaminérgicos; Soluções oftálmicas; Ingestão de líquidos; Água; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Testes visuais; Sensibilidade e especificidade; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o efeito em curto prazo da injeção intravítrea de cetorolaco de trometamina (500 µg/0,1ml) em pacientes com edema macular diabético refratário à fotocoagulação retiniana. MÉTODOS: Estudo prospectivo. Foram selecionados 20 pacientes com edema macular diabético refratário à fotocoagulação retiniana em ambos os olhos e apresentando acuidade visual (ETDRS) entre 20/50 e 20/200. Foi injetado em um olho de cada paciente, pela via intravítrea, 500 µg em 0,1 ml de cetorolaco de trometamina, sem conservante. O olho contralateral serviu de controle. Exames oftalmológicos, que incluíram a acuidade visual (ETDRS) com melhor correção, a aferição da pressão intraocular e a tomografia de coerência óptica, foram realizados em 3 etapas: antes da aplicação, após uma semana e, posteriormente após um mês do tratamento. RESULTADOS: Houve diferença estatisticamente significativa na acuidade visual (ETDRS) ao longo do tempo, havendo uma melhora na visão do olho tratado (p=0,039) quando comparado com o olho contralateral. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na avaliação da pressão intraocular (p=0,99), espessura foveal (p=0,86) e volume macular total (p=0,23) no decorrer do período. CONCLUSÃO: Pacientes com edema macular diabético refratário à fotocoagulação apresentaram melhora da acuidade visual ao longo de um mês com diferença estatisticamente significativa quando comparados com o olho controle. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na pressão intraocular, espessura foveolar e volume macular total entre os olhos tratados e os olhos controle.
Keywords: Retinopatia diabética; Injeções; Corpo vítreo; Pressão intraocular; Edema macular; Retina; Cetorolaco de trometamina; Coagulação por laser; Acuidade visual
Abstract
Paciente de 55 anos, sexo feminino, encaminhada para nosso serviço com história de perda de visão e aumento da pressão intraocular no olho esquerdo há uma semana seguida quatro dias após de perda visual no olho direito. À biomicroscopia hiperemia conjuntival bilateral, edema difuso da córnea, câmara anterior rasa e pupilas fixas e dilatadas em ambos os olhos. Separação do folheto anterior da íris no quadrante inferior estava presente em ambos os olhos. O exame do fundo do olho mostrava edema de disco sem tortuosidade vascular e sem escavação em ambos os olhos. O quadro clínico foi tratado como crise de fechamento angular bilateral num paciente com iridosquise. Após tratamento clínico e iridotomia bilateral com melhora da acuidade visual, a perimetria computadorizada revelou grave perda de campo visual, especialmente no olho esquerdo; este caso representa a rara ocorrência simultânea de crise de fechamento angular e neuropatia óptica isquêmica anterior não-arterítica bilateral. Embora a maioria dos casos com pressão intraocular elevada, incluindo crise de fechamento angular, não resulta em edema de disco e perda visual irreverssível, variações no suprimento vascular da cabeça do nervo óptico associados com outros fatores de risco sistêmicos, podem predispor certos indivíduos à neuropatia óptica isquêmica anterior durante períodos de elevação da pressão intraocular.
Keywords: Doenças da iris; Glaucoma de angulo fechado; Neuropatia óptica isquêmica; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a viabilidade do uso combinado do bevacizumabe (Avastin®) e do infliximabe (Remicade®) no tratamento da degeneração macular relacionada à idade neovascular em pacientes sem tratamentos prévio. MÉTODOS: Foram realizadas injeções intravítreas de bevacizumabe combinado com infliximabe em 6 pacientes portadores de degeneração macular relacionada à idade neovascular. Todos foram submetidos ao exame oftalmológico completo, no primeiro dia de consulta, no dia seguinte a cada injeção e mensalmente até completar seis meses após a primeira injeção. Foram realizados tomografia de coerência óptica e angiografia fluoresceínica na primeira consulta e mensalmente, até completar 6 meses após o primeiro procedimento. Eletrorretinografia também foi realizada antes da injeção e 30 dias após, no intuito de avaliar toxidade retiniana. RESULTADOS: Ao final de 30 dias da primeira injeção, 5 (83%) pacientes apresentaram diminuição na espessura macular. Não foi visualizada alteração à eletrorretinografia em relação ao exame inicial em 100% os pacientes. Cinco pacientes (100% dos fácicos) desenvolveram catarata. Um paciente desenvolveu vitreíte e foi tratado com sucesso. Ao final dos 6 meses, 4 pacientes apresentaram melhora significativa da neovascularização de coroide, porém ainda com foco de neovascularização em atividade, um paciente apresentava discreta persistência de fluido submacular sem neovascularização ativa e 1 paciente persistia importante quantidade de fluido intrarretiniano com neovascularização em atividade. DISCUSSÃO: Avaliou-se o uso combinado do bevacizumabe com infliximabe em pacientes portadores de degeneração macular relacionada à idade neovascular e a associação mostrou-se eficaz na redução do vazamento da neovascularização de coroide e da espessura macular ao tomografia de coerência óptica. Não é possível, no entanto, afirmar se os resultados apresentam efeitos sinérgicos pela associação entre as duas drogas. Um estudo com maior número de casos é necessário para definir exatamente as taxas de catarata e vitreíte da associação entre as drogas, no entanto, ao menos na dosagem estudada no presente trabalho, a associação não deveria ser recomendada na prática clínica.
Keywords: Retina; Degeneração macular; Neovascularização retiniana; Injeções intravítreas; Tomografia de coerência óptica, Inibidores da angiogênese
Abstract
Objetivo: Verificar se pacientes com dislexia do desenvolvimento (DD) apresentam déficits coerentes com uma disfunção magnocelular visual.
Métodos: Participantes com diagnóstico confirmado de dislexia do desenvolvimento (n=62; faixa etária=8 a 25 anos; Média da idade=13.8 anos, desvio padrão=3.9; 77% homens) foram comparados a um grupo controle com desenvolvimento típico, pareado por idade, sexo, dominância ocular, acuidade visual e compreensão de texto. A perimetria Frequency-Doubling Technology avaliou o limiar de sensibilidade ao contraste do campo visual periférico. O rastreador ocular Visagraph-III registrou os movimentos dos olhos durante leitura de texto.
Resultados: O grupo com dislexia do desenvolvimento apresentou piores limiares de sensibilidade no Frequency-Doubling Technology, com tamanho de efeito forte, do que o grupo controle. O grupo com dislexia do desenvolvimento apresentou mais olhos classificados com déficits na sensibilidade à ilusão de frequência duplicada do que o grupo controle. O grupo com dislexia do desenvolvimento apresentou pior habilidade motora ocular e no desempenho de leitura, revelado pela diferença entre os grupos em relação às fixações oculares, regressões, alcance de reconhecimento, taxa de leitura e eficiência relativa. Foi encontrada correlação significativa entre a sensibilidade ao contraste e as habilidades motoras oculares. Os participantes com boa eficiência relativa apresentaram uma sensibilidade ao contraste significativamente melhor do que os participantes com baixa eficiência relativa.
Conclusões: O grupo com dislexia do desenvolvimento apresentou desempenho inferior nas variáveis visuais relacionadas à função visual magnocelular (i.e., perimetria de frequência duplicada e habilidades motoras oculares), quando comparado ao grupo controle pareado. Os profissionais precisam estar cientes da importância de investigar a visão dos pacientes com dislexia do desenvolvimento além da acuidade visual e incluir nos seus procedimentos diagnósticos instrumentos para avaliar o processamento temporal, com limiar de sensibilidade ao contraste.
Keywords: Dislexia; Leitura; Percepção visual; Transtornos da visão; Músculos oculomotores; Movimentos oculares
Abstract
Objetivos: O presente estudo teve por objetivo avaliar a segurança da injeção intravítrea de 0,1 ml de sunitinibe em duas concentrações (1 mg/ml e 10 mg/ml), 0,1 ml de dispersão contendo nanopartículas lipídicas sólidas sem droga e 0,1 ml de dispersão contendo nanocápsulas poliméricas livre de drogas analisando os possíveis efeitos tóxicos à retina de coelhos albinos detectados pela eletrofisiologia e histologia por microscopia óptica.
Métodos: Um estudo controlado experimental foi realizado com 20 olhos de coelhos albinos. Foram realizadas injeções intravítrea de duas concentrações diferentes de sunitinibe, uma dispersão contendo nanopartículas lipídicas sólidas e uma dispersão contendo nanocápsulas. O olho contralateral não recebeu tratamento e foi utilizado como controle.
Resultados: Não foram observadas alterações eletrorretinográficas nos grupos do sunitinibe (1 mg/ml e 10 mg/ml) e no grupo das nanopartículas lipídicas sólidas. No grupo das nanocápsulas, houve alterações significativas tanto na morfologia, quanto na amplitude e tempo das ondas do eletrorretinograma. Ao estudo histológico, somente o grupo das nanocápsulas apresentou alterações degenerativas (núcleos tumefeitos) com acentuado edema e formação de vacúolos citoplasmáticos, sugerindo toxidade retiniana.
Conclusões: As injeções intravítreas de sunitinibe e nanopartículas lipídicas sólidas não foram tóxicas para a retina. No entanto, nanocápsulas mostraram ser tóxicas para a retina. Sendo assim, a possibilidade de poder combinar o potencial de uma droga que possui a capacidade de inibir duas importantes vias da angiogênese, às vantagens de liberação controlada das nanopartículas lipídicas sólidas, pode ser um importante recurso terapêutico para doenças vasoproliferativas oculares.
Keywords: Neovascularização patológica; Inibidores da angiogênese; Nanotecnologia; Nanopartículas; Injeções intravítreas; Coelhos
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