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Abstract
Objetivo: Foi realizado estudo experimental para avaliar o comportamento do politetrafluoroetileno (Gore-Tex®) em relação à esclera humana, em perfurações esclerais produzidas em olhos de coelhos. Métodos: Vinte e dois olhos de coelhos foram submetidos à perfuração escleral seguida da colocação e sutura do enxerto de Gore-Tex® no olho esquerdo e esclera humana no olho direito. A evolução pós-operatória foi avaliada diariamente durante um mês e, analisada a intensidade da hiperemia ocular, presença de infecção, secreção ocular, rejeição e tonicidade do olho à digito-pressão. Resultados: Não foi observada presença de secreção, casos de infecção ou rejeição. As secções histopatológicas mostraram presença de processo inflamatório não granulomatoso tipo fibrose nos olhos com Gore-Tex®, com boa adesão e epitelização. Conclusão: O Gore-Tex® mostrou ser material plausível quando utilizado nos defeitos e perfurações esclerais com algumas vantagens como fácil obtenção, manuseio e durabilidade.
Keywords: Esclera; Politetrafluoroetileno; Esclera; Esclera; Coelhos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os efeitos do uso tópico da mitomicina C a 0,02%, no epitélio íntegro da córnea de coelhos, sob o ponto de vista clínico e imuno-histoquímico. MÉTODOS: A mitomicina C foi instilada, 4 vezes ao dia, por 14 dias, nos olhos de 28 coelhos, em superfície ocular íntegra. A superfície ocular foi avaliada por exames biomicroscópicos seriados, durante os dias de instilação da droga. Os animais foram sacrificados no 15º, 50º e 100º dia de experimento. O exame imuno-histoquímico do epitélio corneano foi realizado pelo emprego dos anticorpos monoclonais (AE1 e AE5) que reagem com as citoceratinas do epitélio da córnea. RESULTADOS: O uso de mitomicina C desencadeou discreta hiperemia conjuntival após o terceiro dia de instilação, desaparecendo 7 dias após a suspensão da droga. Não apresentou outro sinal clínico detectável na biomicroscopia. Não desencadeou alterações histopatológicas no epitélio corneano, observando-se a continuidade do epitélio, as células epiteliais se apresentaram dispostas de maneira ordenada, com número de camadas obedecendo à maturação normal e ausência de atipia celular. O uso da mitomicina C a 0,02%, não influenciou no padrão de diferenciação da célula epitelial da córnea. CONCLUSÃO: Os resultados desta investigação demonstraram baixo potencial tóxico do uso da mitomicina C, em superfície ocular íntegra de coelhos, na dosagem e concentração utilizadas.
Keywords: Mitomicina C; Mitomicina; Epitélio da córnea; Diferenciação celular; Soluções oftálmicas; Coelhos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os efeitos do uso tópico da mitomicina C a 0,02%, no epitélio íntegro da córnea de coelhos, sob o ponto de vista histopatológico. MÉTODOS: A mitomicina C a 0,02% (olhos esquerdo) e água destilada (olhos direito, controle) foram instiladas, 4 vezes ao dia, por 14 dias, nos olhos de 28 coelhos, na superfície ocular íntegra. Os animais foram sacrificados no 15º, 50º e 100º dia de experimento. O exame histopatológico do epitélio corneano foi complementado por análise morfométrica, que pelo método de contagens de pontos, estudou área do epitélio, número de núcleos, relação núcleo-citoplasma, área da célula epitelial, área do núcleo e área do citoplasma, na região do limbo e central da córnea. RESULTADO: O uso de mitomicina C não desencadeou alterações histopatológicas no epitélio corneano, observando-se a continuidade do epitélio, as células epiteliais se apresentaram dispostas de maneira ordenada, com número de camadas obedecendo a maturação normal e ausência de atipia celular. A análise morfométrica demonstrou alterações significativas nas diferentes estruturas do epitélio, na região do limbo e central da córnea, principalmente nas áreas estimadas do epitélio, do citoplasma e do número de núcleos, verificando-se hipertrofia da célula epitelial, redução da relação núcleo-citoplasma e diminuição do número de núcleos. Estes valores voltaram próximos ao nível controle no 100º dia de avaliação. CONCLUSÃO: Os resultados desta investigação demonstraram baixo potencial tóxico do uso da mitomicina C na superfície ocular íntegra de coelhos, nessa dosagem e concentração.
Keywords: Mitomicina; Mitomicina; Administração tópica; Soluções oftálmicas; Epitélio corneano; Coelhos
Abstract
OBJETIVO: Comparar o intervalo entre o óbito e a enucleação (ΔT-O-E), entre a enucleação e a preservação (ΔT-E-P) e a qualidade da córnea antes e após a implantação de novas normas técnicas e sanitárias baseadas na Resolução RDC 347. MÉTODOS: Estudo retrospectivo em que foram avaliados os prontuários dos doadores de córnea do Banco de Tecidos Oculares da Santa Casa de São Paulo, 2 anos antes e 2 anos depois da implementação de novas normas sanitárias. RESULTADOS: Foi observado aumento do número absoluto de 205 para 374 doadores após as mudanças adotadas. Não foi observada diferença estatisticamente significante no Δt-O-E e ΔT-E-P antes e após as mudanças implantadas. Do total de 1.105 córneas doadas, foi observado 388 córneas doadas antes das mudanças e 717 córneas doadas após as mudanças implementadas. Foi observado aumento estatisticamente significante da graduação da qualidade da córnea doada de 1,76 ± 0,90 para 1,94 ± 0,88 após a implementação das novas normas da Resolução. CONCLUSÃO: Após as mudanças técnicas e sanitárias exigidas pela Resolução 347, houve grande aumento no número de córneas doadas, captadas e preservadas. O Banco de Tecidos Oculares não diminuiu os ΔT O-E e ΔT E-P. A qualidade da córnea apresentou-se inferior após as mudanças realizadas no setor.
Keywords: Transplante de córnea; Banco de olhos; Preservação de órgãos; Coleta de tecidos e órgãos; Controle de qualidade
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