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Abstract
OBJETIVO: Descrever as características demográficas, fatores associados e agentes etiológicos das ceratites infecciosas em idosos em um centro de referência terciário em São Paulo, Brasil. MÉTODOS: Análise retrospectiva de todos os pacientes a partir de 60 anos com diagnóstico clínico de ceratite infecciosa que tiveram material colhido para análise microbiológica, entre os anos de 1975 e 2007 (intervalo de 32 anos). RESULTADOS: De um total de 7.060 casos de ceratite infecciosa em todas as idades, 1.545 casos em idosos foram revisados. A idade média foi de 71,0 ± 7,8 anos, variando de 60 a 101 anos. Foram 707 homens (45,6%) e 838 mulheres (54,3%). Os principais fatores associados foram: cirurgia ocular prévia (25,1%), trauma ocular (7,2%) e uso de lentes de contato (3,0%). Bacterioscopia foi positiva em 40,5% dos casos. A positividade das culturas para qualquer agente foi de 53,5% (bactérias 47,0%, fungos 6,1%, Acanthamoeba 0,4%). As bactérias mais frequentes foram os cocos gram positivos (principalmente Staphylococcus coagulase negativo) e bacilos gram negativos (principalmente Pseudomonas, Moraxella e Proteus), enquanto os fungos mais frequentes foram os filamentosos (Fusarium). CONCLUSÕES: Este estudo representa até o momento a maior série de casos de ceratite infecciosa em idosos em um centro único. O fator mais associado a esta condição em idosos foi cirurgia ocular prévia. Os agentes etiológicos mais frequentes foram as bactérias, principalmente cocos gram positivos e bacilos gram negativos.
Keywords: Ceratite; Infecções oculares bacterianas; Córnea; Fungos; Cegueira; Humanos; Meia-idade; Revisão
Abstract
Este é o primeiro relato na literatura nacional e internacional de infestação ocular por Loa loa no Brasil. A loíase é uma filariose causada pelo parasita Loa loa, encontrado nas florestas tropicais da África equatorial. A transmissão se dá pela picada do mosquito Chrysops e casos têm sido descritos em países não africanos, em imigrantes e viajantes. O presente caso trata-se de uma paciente de 33 anos natural de Camarões e residente em São Paulo, Brasil, há 5 anos. Até então assintomática, uma manhã sentiu algo "se mexendo" em seu olho esquerdo. Sob anestesia tópica, na lâmpada de fenda, um verme altamente móvel foi removido do espaço subconjuntival e enviado para identificação, que confirmou tratar-se de um espécime macho adulto de Loa loa. Testes sanguíneos revelaram microfilaremia de 129 mf/mL. A paciente foi tratada com albendazol 400 mg e prednisona 60 mg esquema regressivo por 3 semanas. Este relato ilustra uma doença excepcionalmente rara no Brasil, e praticamente desconhecida dos oftalmologistas em nosso país.
Keywords: Loa; Loíase; Doenças da túnica conjuntiva; Infecções oculares parasitárias; Filariose; Brasil; Relatos de casos
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