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Abstract
OBJETIVO: Os autores relatam um caso de paciente com síndrome mascarada como primeira manifestação de adenocarcinoma pulmonar. MÉTODOS: Paciente de 57 anos com história clínica de embaçamento visual unilateral (olho direito) de seis meses de evolução e diagnóstico inicial de uveíte recidivante com tratamento à base de corticóide tópico. Referida por permanência dos sintomas mesmo com tratamento. Ao exame ocular apresentava hiperemia conjuntival com injeção ciliar moderada e lesão peripapilar na coróide. Solicitados os exames complementares. RESULTADOS: A paciente foi diagnosticada com adenocarcinoma pulmonar (lesão primária). As alterações em fundo de olho foram sugestivas de lesões metastáticas na coróide. CONCLUSÕES: A incidência das metástases uveais varia de 0,7 a 12% dos pacientes com tumores pulmonares. O tratamento depende de características como tamanho da lesão, número de metástases, acuidade visual, bilateralidade e estado geral do paciente. O envolvimento ocular pode ser a primeira manifestação clínica de adenocarcinoma pulmonar, conforme observado neste caso.
Keywords: Uveíte; Neoplasias pulmonares; Adenocarcinoma; Neoplasias da coróide; Metástase neoplásica; Relato de caso
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia dos enxertos de conjuntiva no tratamento de bolhas filtrantes com vazamento após trabeculectomia. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de sete pacientes com bolhas filtrantes vazando que foram reparadas com enxertos de conjuntiva. Foi avaliada a eficácia deste procedimento em controlar o vazamento, manter pressão intra-ocular (PIO) satisfatória, manter profundidade satisfatória da câmara anterior, e preservar acuidade visual. RESULTADOS: Enxertos de conjuntiva aparentemente pararam o vazamento em 6 pacientes (85.7%), mantiveram PIO satisfatória em 5 pacientes (71.4%), mantiveram profundidade satisfatória da câmara anterior em todos os pacientes (n=7), e preservaram acuidade visual semelhante à antes do tratamento em 3 pacientes. CONCLUSÕES: O uso de enxertos de conjuntiva parece ser método efetivo para tratar bolhas filtrantes com vazamento, sem perder o controle da PIO.
Keywords: Glaucoma; Trabeculectomia; Conjuntiva; Conjuntiva
Abstract
OBJETIVOS: Os resultados do tratamento da retinopatia da prematuridade (ROP) parecem ser melhores em pacientes nascidos na mesma instituição onde o tratamento foi praticado do que naqueles pacientes transferidos para o tratamento em centros de referência. Este estudo tem como objetivos investigar o momento do tratamento e seus resultados em pacientes nascidos e em pacientes transferidos para o tratamento em uma mesma instituição. MÉTODOS: Estudo de coorte institucional e prospectivo conduzido de 2002 a 2010 e incluiu no grupo 1 todos os prematuros tratados para a retinopatia da prematuridade nascidos na instituição e no grupo 2 todos os prematuros tratados para a retinopatia da prematuridade transferidos para o tratamento. Todos os pacientes incluídos tinham peso de nascimento (PN) <1.500 gramas e/ou idade gestacional (IG) <32 semanas. As principais consideradas foram a idade pós-concepção (IPC) por ocasião do tratamento e os resultados do tratamento ao final do 1º ano de vida dos pacientes nos 2 grupos. As variáveis consideradas foram: peso de nascimento, idade gestacional, estadiamento e localização da retinopatia da prematuridade por ocasião do tratamento. RESULTADOS: O grupo 1 incluiu 24 prematuros nascidos na instituição. As médias do PN e da IG foram 918 ± 232 gramas e 28,2 ± 2,1 semanas, respectivamente. A mediana da idade pós-concepção ao tratamento foi de 37 semanas. O grupo 2 incluiu 14 pacientes transferidos para o tratamento. As médias do PN e da IG foram 885 ± 188 gramas e 28,2 ± 2,4 semanas, respectivamente. A mediana da idade pós-concepção ao tratamento foi de 39 semanas. As médias dp PN e da IG eram similares nos dois grupos (P=0,654 e P=0,949, respectivamente), mas a diferença entre a idade pós-concepção ao tratamento foi significativa entre os 2 grupos (P=0,029). CONCLUSÕES: Os pacientes nascidos na instituição foram tratados para a retinopatia da prematuridade durante a 37ª semana de idade pós-concepção enquanto os pacientes transferidos foram tratados após a 39ª semanas de idade pós-concepção em média. Os piores resultados do tratamento assim como do seguimento de um ano observados entre os pacientes do grupo 2 podem ser explicados, em parte, pelo tempo maior decorrido para o tratamento da retinopatia da prematuridade.
Keywords: Recém-nascido de muito baixo peso; Retinopatia da prematuridade; Idade gestacional; Hospitais públicos; Fatores de risco; Taxa de sobrevida
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a necessidade do uso de lágrimas artificiais por pacientes com glaucoma recebendo tratamento medicamentoso e identificar fatores de risco associados ao seu uso. MÉTODOS: Os prontuários de 175 pacientes com glaucoma sob tratamento medicamentoso e de 175 controles pareados por idade foram revistos. Os seguintes dados foram registrados: idade, sexo, uso de lágrimas artificiais, número de medicações antiglaucomatosas e duração do tratamento do glaucoma. RESULTADOS: Um número significativamente maior de pacientes com glaucoma (n=92; 52,6%) usava lágrimas artificiais em relação ao grupo controle (n=31; 17,7%) (p<0,001). Um número significativamente maior de mulheres (n=81; 39%) usava lágrimas artificias em relação aos homens (n=42; 28,9%) (p=0,036). Quando a população foi analisada como um todo, sexo feminino (OR=1,63) e presença de glaucoma (OR=5,14) foram fatores de risco para o uso de lágrimas artificiais (p<0,05). Quando apenas a população de glaucomatosos foi analisada, número de medicações >2 (OR=1,92) e duração do tratamento >5 anos (OR=2,93) foram fatores de risco para o uso de lágrimas artificiais (p<0,05). CONCLUSÕES: O tratamento com colírios antiglaucomatosos é um fator de risco para o uso de lágrimas artificiais. Sexo feminino e tratamento a longo prazo com duas ou mais medicações são fatores de risco adicionais para o uso de lágrimas artificiais.
Keywords: Glaucoma; Soluções oftálmicas; Anti-hipertensivos; Estudo comparativo; Fatores de risco
Abstract
OBJETIVOS: Identificar vasos linfáticos em espécimes orbitários de cadáveres humanos através de microscopia óptica e análise imunohistoquímica.
MÉTODOS: Um estudo postmortem incluiu dez espécimes orbitários provenientes de dez cadáveres humanos. Todos os espécimes orbitários foram obtidos até 12 horas após a morte com uma técnica cirúrgica de exenteração orbitária e dissecados em glândula lacrimal, nervo óptico, gordura órbitária e músculos extraoculares. Para classificar como um vaso linfático, os critérios histológicos incluíram vasos endoteliais de parede única sem membrana basal bem desenvolvida, irregulares e lúmen sem hemácias, e os critérios imunohistoquímicos incluíram vasos endoteliais de parede única, com formato irregular e lúmen sem hemácias e reagentes a podoplanina D2-40.
RESULTADOS: As lâminas histológicas de glândula lacrimal, nervo óptico, tecido adiposo e músculos extraoculares reagiram positivamente a podoplanina D2-40.
CONCLUSÃO: Este estudo demonstrou vasos linfáticos na órbita humana, mais exatamente, na glândula lacrimal, no nervo óptico, na gordura orbitária e nos músculos extrínsecos extraoculares via microscopia óptica e imunohistoquímica.
Keywords: Vasos linfáticos; Órbita; Nervo óptico; Aparelho lacrimal; Músculos oculomotores; Tecido adiposo; Microscopia
Abstract
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