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Abstract
Relato de caso de esclerite necrosante aguda, evoluindo para perfuração escleral com prolapso uveal, 23 meses após procedimento de ceratoplastia penetrante e facoemulsificação com implante de lente intra-ocular no olho esquerdo sem intercorrências.A paciente foi submetida à avaliação completa auto-imune para esclerite. Biópsia da área de perfuração escleral foi encaminhada para avaliação patológica e microbiológica. Análise de material cirúrgico revelou presença de cultura proveniente de Nocardia asteroides como agente causal da perfuração escleral. Resultados de exames do sistema auto-imune não foram conclusivos. Tratamento foi um sucesso com reforço escleral tectônico do tecido corneano doador, utilização de pericárdio preservado, associado ao uso sistêmico e tópico de sulfametoxazol-trimetropina e amicacina colírio. Apresentou melhora visual após o tratamento e a melhor correção visual final, 16 meses após o último procedimento cirúrgico foi de 20/70. Intervenção cirúrgica precoce, análise patológica e microbiológica do material, associados a consulta a especialistas na área de doenças infecciosas e reumatologia, são primordiais para minimizar perda visual em casos de suspeitas de esclerite infecciosa necrosante.
Keywords: Esclerite; Nocardia asteroides; Infecções oculares; Ceratoplastia penetrante; Facoemulsificação; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a necessidade do uso de lágrimas artificiais por pacientes com glaucoma recebendo tratamento medicamentoso e identificar fatores de risco associados ao seu uso. MÉTODOS: Os prontuários de 175 pacientes com glaucoma sob tratamento medicamentoso e de 175 controles pareados por idade foram revistos. Os seguintes dados foram registrados: idade, sexo, uso de lágrimas artificiais, número de medicações antiglaucomatosas e duração do tratamento do glaucoma. RESULTADOS: Um número significativamente maior de pacientes com glaucoma (n=92; 52,6%) usava lágrimas artificiais em relação ao grupo controle (n=31; 17,7%) (p<0,001). Um número significativamente maior de mulheres (n=81; 39%) usava lágrimas artificias em relação aos homens (n=42; 28,9%) (p=0,036). Quando a população foi analisada como um todo, sexo feminino (OR=1,63) e presença de glaucoma (OR=5,14) foram fatores de risco para o uso de lágrimas artificiais (p<0,05). Quando apenas a população de glaucomatosos foi analisada, número de medicações >2 (OR=1,92) e duração do tratamento >5 anos (OR=2,93) foram fatores de risco para o uso de lágrimas artificiais (p<0,05). CONCLUSÕES: O tratamento com colírios antiglaucomatosos é um fator de risco para o uso de lágrimas artificiais. Sexo feminino e tratamento a longo prazo com duas ou mais medicações são fatores de risco adicionais para o uso de lágrimas artificiais.
Keywords: Glaucoma; Soluções oftálmicas; Anti-hipertensivos; Estudo comparativo; Fatores de risco
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