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Abstract
OBJETIVO: Identificar percepções referentes ao modelo de ensino em lentes de contato ao final de um curso intensivo teórico - prático realizado em 32 horas. MÉTODOS: Foi realizado estudo transversal em amostra prontamente acessível formada por oftalmologistas (n=39), por meio da aplicação de questionário. RESULTADOS: A amostra foi composta por 39 oftalmologistas, 51,3% do sexo masculino e 48,7% do sexo feminino. Quanto à freqüência anterior a cursos de lentes de contato, referiram somente um curso 28,2%; dois cursos 25,6%; três cursos 5,1%; cinco cursos 2,6% e mais de 10 cursos 2,6%. 23,1% nunca freqüentaram cursos de lentes de contato e 12,8% não responderam. Comparando o conhecimento anterior com o adquirido no treinamento oferecido, 59,0% declararam ter este acrescentado muito conhecimento; 33,3% conhecimento mediano; 2,6% pouco e 5,1% não responderam. Em relação a estágios em lentes de contato; 66,7% responderam que não fizeram nenhum estágio; 30,7% responderam afirmativamente; e 2,6% não responderam. Dentre os que já fizeram estágio, 75,0% declararam ter sido bom; 16,7% muito bom; e 8,3% regular. CONCLUSÃO: O modelo de ensino oferecido em lentes de contato foi considerado de grande valia, acrescentando muito conhecimento para a maioria dos sujeitos.
Keywords: Lentes de contato, cursos; Capacitação; Conhecimentos, atitudes e prática em saúde; Educação em saúde; Oftalmologia
Abstract
OBJETIVOS: 1) Verificar opiniões de professores envolvidos na triagem visual e encaminhamento para exame oftalmológico de escolares na "Campanha Nacional de Prevenção e Reabilitação Visual Olho no Olho". 2) Identificar a percepção dos professores em relação ao treinamento fornecido para execução da campanha. MÉTODOS: Realizou-se estudo descritivo de dados registrados provenientes da aplicação de questionário a 1.517 professores da primeira série do Ensino Fundamental do sistema público de ensino de 27 Estados brasileiros. Foram investigados: recebimento de orientações, uso de manuais e vídeos ilustrativos, orientações fornecidas, dificuldades, dúvidas e avaliação geral da campanha. RESULTADOS: 82,0% dos educadores declararam ter recebido orientações e 92,0% terem lido o "Manual de Orientação ao Professor". Dos que receberam orientações, 47,0% declararam que foram ministradas por funcionários da escola; 30,0% por profissionais do serviço de Saúde e 23,0% por oftalmologistas. Na auto-avaliação de desempenho, 58,0% não apontaram dificuldades. 32,0% relataram dúvidas em relação às atividades da campanha e o profissional mais procurado para solucioná-las foi o profissional da Secretaria da Educação (38,0%), seguido do diretor da escola (20,0%). CONCLUSÕES: A maioria dos professores considerou-se bem orientado e treinado para participar da campanha. O treinamento aos professores foi fornecido por profissionais administrativos após orientação de oftalmologistas ("efeito multiplicador") e o pequeno percentual com dúvidas indica sua validade. Foram relatadas preocupações com o aviso para realização do exame oftalmológico, o transporte dos escolares e a entrega dos óculos.
Keywords: Saúde ocular; Saúde escolar; Serviços de saúde escolar; Promoção da saúde; Educação em saúde; Conhecimentos, atitudes e prática em saúde; Oftalmopatias; Oftalmopatias; Erros de refração
Abstract
OBJETIVO: Verificar a ocorrência de pós-consulta, a compreensão pelo paciente e a avaliação do plantonista sobre a eficácia do processo, em pronto-socorro de oftalmologia. MÉTODOS: Foi realizada pesquisa transversal, analítica em plantonistas e pacientes atendidos consecutivamente no pronto-socorro de oftalmologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. RESULTADOS: A amostra foi composta por 28 plantonistas e 561 pacientes, 51,3% do sexo masculino e 48,7% do sexo feminino, com média de idade de 39,8 anos. Dos 34,1% pacientes que passaram previamente por outros serviços, 8,4% procuraram dois serviços e 5,7% três ou mais serviços. No atendimento dos serviços prévios, 56,9% dos pacientes mencionaram não ter recebido explicação sobre o diagnóstico. Dos pacientes atendidos no Hospital das Clínicas da FMUSP, 95,1% referiram que os oftalmologistas explicaram o diagnóstico e desses 84,0% entenderam o que foi explicado. Dentre os 40,4% pacientes que receberam prescrição de medicação nos serviços prévios, 85,5% mencionaram terem recebido explicação do seu uso e 82,9 % seguiram a orientação. No Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP, 95,0% dos pacientes entenderam como e porque usar a medicação. Na percepção dos oftalmologistas, mais de 90,0% dos pacientes entenderam o diagnóstico e o tratamento prescrito. CONCLUSÃO: Nas condições desta pesquisa, para grande maioria dos pacientes, houve o fornecimento de orientação pós-consulta e a compreensão do paciente sobre a doença e tratamento propostos.
Keywords: Serviço Hospitalar de Emergência; Oftalmopatias; Referência e consulta; Relações médico-paciente; Serviços médicos de emergência
Abstract
OBJETIVO: Analisar os resultados da reconvocação de escolares faltosos a projeto de saúde ocular. MÉTODOS: Estudo transversal descritivo. Escolares de 7 a 10 anos de 1ª a 4ª séries do ensino fundamental foram triados nas escolas e encaminhados para exame oftalmológico completo. Os exames foram realizados durante fins de semana, em escola pública. Foram oferecidos transporte, alimentação e óculos gratuitos. Uma segunda oportunidade de exame foi oferecida aos faltosos, com as mesmas facilidades. RESULTADOS: Foram triados 51.509 escolares e encaminhados 14.651 (28,4%). Compareceram 8.683 crianças (59,3%) na primeira convocação. Os escolares faltosos (5.968) foram reconvocados e 2.228 (37,3%) compareceram à reconvocação, sendo que 25,5% dos pais não levaram seus filhos para exame. A necessidade de óculos, para crianças que compareceram ao exame, foi de 23,8% e 32,0%, na primeira convocação e reconvocação, respectivamente. A reconvocação aumentou a cobertura do projeto em 15,2% (59,3% to 74,5%). CONCLUSÃO: Um número expressivo de pais (25,5%) não leva seus filhos para exame, apesar das facilidades oferecidas de acesso, transporte, exame e óculos gratuitos. A necessidade de óculos foi maior nos escolares que compareceram à reconvocação que na primeira convocação. A reconvocação aumentou a cobertura de 59,3 para 74,5% e não está indicada quando os recursos financeiros são limitados.
Keywords: Exames médicos; Visão ocular; Acuidade visual; Saúde escolar; Saúde da criança; Educação em saúde; Planos e programas de saúde
Abstract
OBJETIVO: Analisar o número de médicos que exercem a Oftalmologia no Brasil, sua distribuição regional; relação oftalmologista por habitante e Produto Interno Bruto (PIB) Estadual per capita, para auxiliar as políticas de saúde pública. MÉTODOS: Foi realizado um estudo ecológico. Os dados foram obtidos do "Censo 2011 - Conselho Brasileiro de Oftalmologia", do "Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2010 e do "Contas Regionais do Brasil, 2005-2009"- Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. RESULTADOS: O número de oftalmologistas no Brasil é de 15.719. Considerando a atuação em mais de um município, o número de oftalmologistas em atendimento é de 17.992, isto é um oftalmologista para 10.601; as relações oftalmologista/local de atendimento, variam entre os Estados desde um mínimo de 1/51.437 (Amapá) e a um máximo de 1/4.279 (Distrito Federal). Há uma correlação entre PIB Estadual per capita e número de oftalmologistas/habitante: quanto maior o PIB per capita, maior o número de oftalmologistas atuando no Estado (p<0,0001). CONCLUSÃO: Nas condições deste estudo, observou-se que não há falta de Oftalmologistas no território Nacional e sim, uma desigualdade de distribuição que conduz a focos de escassez de profissionais em determinadas localidades. Verificou-se uma concentração de oftalmologista/habitantes em Estados cujo crescimento econômico é maior, expresso pelo PIB per capita.
Keywords: Recursos humanos em saúde; Oftalmologia; Administração de recursos humanos; Distribuição de médicos; Produto interno bruto; Censos; Brasil
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