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Abstract
Objetivo: Analisar as indicações para a remoção ou troca de lentes intraoculares (IOL), que foram originalmente implantadas para a correção de afacia após a extração da catarata. Método: Todos os casos que envolveram remoção ou troca de lentes intraoculares em uma única instituição, entre janeiro de 2008 e dezembro 2014 foram analisados retrospectivamente. Resultados: No total, foram analisados 93 olhos de 93 pacientes. O intervalo de tempo médio entre o implante e a remoção das LIOs de câmara anterior (AC IOL) e de câmara posterior (PC IOL) foi 83,40 ± 83,14 meses (variando de 1 a 276 meses) e 55,14 ± 39,25 meses (variando de 1 a 168 meses), respectivamente. Ceratopatia bolhosa pseudofácica (17 olhos, 38,6%) e irite persistente (12 olhos, 27,8%) no grupo AC IOL, e deslocamento ou descentralização (30 olhos, 61,2%) e poder incorreto da IOL (nove olhos, 18,4%), no grupo PC IOL, foram as indicações mais comuns para a remoção das IOLs. A média logMAR da melhor acuidade visual corrigida (BCVA) melhorou significativamente a partir de 1,30 no pré-operatório para 0,62 no pós-operatório no grupo PC IOL (p<0,001), mas não melhorou significativamente no grupo AC IOL (p=0,186). Conclusões: A principal indicação para remoção ou troca de lentes intraoculares foi a ceratopatia bolhosa pesudofácica no grupo AC IOL e deslocamento ou descentralização no grupo PC IOL. A remoção ou troca de PC IOLs é segura e melhora a acuidade visual.
Keywords: Extração de catarata; Lentes intraoculares; Reoperação; Remoção de dispositivo; Implante de lente intraocular; Pseudofacia; Doenças da córnea; Satisfação do paciente; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Quantificar as alterações morfológicas nas fibras nervosas e nas células da córnea em pacientes com síndrome de pseudoexfoliação (PEX) e sua relação com a presença de depósitos endoteliais hiper-refletivos, observados por meio da microscopia confocal in vivo. Métodos: Trinta e sete olhos de 37 pacientes portadores de PEX e 20 olhos de 20 indivíduos saudáveis, pareados por idade, foram avaliados por meio da microscopia confocal de córnea. Os pacientes com PEX foram classificados em dois grupos: pacientes sem depósitos endoteliais hiper-refletivos e pacientes com depósitos endoteliais hiper-refletivos. Células basais epiteliais, ceratócitos do estroma anterior e posterior, e densidades celulares endoteliais assim como a estrutura das fibras nervosas sub-basais foram avaliadas. Resultados: A média de ceratócitos do estroma anterior e posterior, as densidades celulares endoteliais, bem como as variáveis de plexo nervo sub-basal foram significativamente menores nos pacientes com PEX em comparação com indivíduos saudáveis. A densidade celular epitelial basal não diferiu significativamente. Conclusões: Os olhos com PEX apresentaram diminuição das variáveis do plexo do nervo sub-basal e das densidades celulares em toda a córnea, exceto na camada basal das células epiteliais. Além disso, foi notada uma tendência para valores mais baixos nas variáveis do plexo do nervoso sub-basal em pacientes com depósitos endoteliais hiper-refletivos em comparação àqueles sem depósitos endoteliais.
Keywords: Córnea/fisiopatologia; Córnea/inervação; Síndrome de exfoliação/diagnóstico; Microscopia confocal; Fibras nervosas/patologia
Abstract
Objetivo: Analisar os resultados clínicos e topográficos curto prazo após crosslinking (CXL) de córnea com solução isotônica de riboflavina sem dextrano, em pacientes com ceratocone. Método: Estudamos 26 olhos de 26 pacientes com ceratocone, nesta série retrospectiva de casos. Melhor acuidade visual corrigida (BCVA), refração e achados topográficos foram analisados aos 6 meses de acompanhamento. Resultados: BCVA pré-operatória (linhas de Snellen) foi de 0,51 ± 0,2. BCVA após CXL foram de 0,48 ± 0,2, 0,57 ± 0,2 e 0,64 ± 0,2 no 1º, 3º e 6º meses, respectivamente. A diferença entre a BCVA pré-operatória e mais recente foi estatisticamente significativa (p=0,006). O equivalente esférico médio diminuiu de -5,6 ± 2,4 dioptrias (D) no pré-operatório para -5.0 ± 2.1 D e a média da ceratometria simulada diminuiu de 48,5 ± 2,5 D para 47, 8± 2,6 D aos 6 meses. (p=0,145 e p=0,001, respectivamente). A ceratometria máxima diminuiu progressivamente durante o acompanhamento com as mudanças sendo significativamente diferentes do valor pré-operatório (p=0,003). As espessuras corneanas central e mínima, diminuiram de 442,8 ± 25,6 µm e 430,5 ± 23,9 µm para 420,7 ± 31,8 µm e 409,3 ± 28,7 µm, respectivamente, na visita mais recente (p<0,001). Não foram observadas complicações intraoperatórias e pós-operatórias. Conclusões: CXL com solução de riboflavina isotônica sem dextrano parece ser uma opção segura de tratamento para o ceratocone com melhora mantida na acuidade visual, ceratometria e espessura corneana, no curto prazo. Resultados a longo prazo são necessários para confirmar estes resultados.
Keywords: Córnea; Colágeno; Reagentes para ligações cruzadas; Riboflavina/uso terapêutico; Raios ultravioleta; Dextranos; Acuidade visual
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