Arq. Bras. Oftalmol. 2000;63 (5 )
:349-354
| DOI: 10.1590/S0004-27492000000500004
Abstract
Objetivo: Avaliar pela biomicrospia ultra-sônica (UBM) o posicionamento, em relação ao sulco ciliar, das alças de lentes intra-oculares (LIO), em uma técnica de fixação escleral, avaliando-se também se dois pontos de fixação são suficientes para que não haja inclinação da parte óptica. Métodos: Dezesseis olhos afácicos foram submetidos a implante LIO por uma mesma técnica de fixação escleral, realizados por um mesmo cirurgião. Um mês após a cirurgia, o posicionamento das alças das LIO foram avaliados pelo UBM, assim como distâncias entre as LIO e córnea. Os resultados foram submetidos a testes estatísticos. Resultados: Das 32 alças fixadas à esclera, oito estavam localizadas no sulco ciliar e 24 fora deste. Não houve diferença estatística nas distâncias entre LIO e córnea para alças posicionadas no sulco ciliar quando comparadas àquelas localizadas fora do sulco. Isto sugere que, além da distância ao limbo que se transfixa a esclera, outros fatores devem estar associados ao posicionamento da alça no sulco ciliar. As medidas LIO -- córnea realizadas na periferia das LIO às 3, 6, 9, e 12 horas foram semelhantes, mostrando que dois pontos de fixação são suficientes para que a LIO não fique inclinada. Conclusões: Outros fatores (por exemplo o ângulo de abertura do corpo ciliar), além da distância ao limbo na qual se transfixa a esclera, são importantes para o posicionamento das alças no sulco ciliar. Dois pontos de fixação são suficientes para que a LIO não apresente inclinação dentro do olho.
Keywords: Implante de lente intra-ocular; Pseudofacia; Afacia; Ultra-sonogarfia
Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (6 )
:957-959
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000600022
Abstract
Relato da eficácia da terapia com micofenolato mofetil (MMF) no tratamento de paciente com coriorretinopatia do tipo "birdshot" (CB), no qual o processo inflamatório intra-ocular foi refratário ao uso de azatioprina (AZA) apos um ano de terapia. Paciente de 62 anos de idade e com CB desenvolveu edema macular cistóide e vasculite retiniana em ambos os olhos. No intuito de controlar a inflamação intra-ocular, a terapia com azatioprina oral (2 mg/kg) foi iniciada. Como a terapia com AZA não se mostrou eficaz a médio prazo, esse medicamento foi substituido pelo MMF, o qual controlou controlou o processo inflamatório com conseqüente melhora da acuidade visual do paciente. Após 3 anos de tratamento com MMF, nenhuma recorrência foi observada. Neste paciente com CB refratária ao tratamento com AZA, o MMF foi eficaz em debelar a inflamação intra-ocular.
Keywords: Ácido micofenólico; Coriorretinite; Doenças da coróide; Vasculite retiniana; Azatioprina; Relato de caso [Tipo de publicação]
Arq. Bras. Oftalmol. 2005;68 (3 )
:321-325
| DOI: 10.1590/S0004-27492005000300009
Abstract
OBJETIVO: Determinar a prevalência das ametropias em estudantes das redes pública e privada de Natal-RN. MÉTODOS: Foi realizada refratometria de 2.048 olhos de estudantes matriculados no ano letivo de 2001 e os dados avaliados com planilha do SPSS Data Editor 11. As ametropias foram divididas em: 1- de 0,1 até 0,99D (dioptria); 2- 1,0 até 2,99D; 3- 3,00 até 5,99D e 4- 6D ou maior. O astigmatismo foi reagrupado em I- a favor da regra (eixo entre 0 a 30 e 150 a 180 graus), II- contra a regra (eixo entre 60 e 120 graus) e III- oblíquo (eixo entre >30 e <60 e >120 e <150 graus). A faixa etária foi categorizada em 1- 5 a 10 anos, 2- 11 a 15 anos, 3- 16 a 20 anos, 4- 21anos ou mais. RESULTADOS: Dos erros refrativos, a hipermetropia foi o mais comum com 71%, em seguida astigmatismo, 34% e miopia, 13,3%. 48,5% dos míopes e 34,1% dos hipermétropes tinham astigmatismo. De acordo com as dioptrias, 58,1% dos míopes estão no grupo 1, 39% distribuídos entre os grupos 2 e 3. Os hipermétropes enquadram-se em sua maioria no grupo 1 (61,7%) e o astigmatismo no mesmo grupo com 70,6%. A associação dos eixos do astigmatismo dos dois olhos mostrou 95,2% com eixo a favor da regra nos dois olhos, diminuindo a porcentagem para os do eixo contra a regra (82,1%) e menor ainda para os do eixo oblíquo, apenas 50%. CONCLUSÃO: Os resultados encontrados mostraram discordância com a maioria dos trabalhos internacionais, principalmente os orientais, que apontam a miopia como o erro refrativo mais comum e corrobora os nacionais, com a grande parte sendo hipermétropes.
Keywords: Erros de refração; Miopia; Astigmatismo; Hiperopia; Estudantes
Arq. Bras. Oftalmol. 2005;68 (3 )
:397-400
| DOI: 10.1590/S0004-27492005000300024
Abstract
Paciente com oftalmia simpática (OS) desenvolveu neovascularização coroidiana (NVC) na região macular do olho simpatizado. A biomicroscopia do segmento posterior do olho afetado revelou uma pequena lesão branco-amarelada, discretamente elevada, localizada na região temporal à fóvea. Uma banda fibrosa ligava o disco óptico à lesão foveal. À angiografia fluoresceínica, a lesão revelou hiperfluorescência progressiva, com impregnação e extravazamento tardio do corante, achados esses característicos de uma cicatriz fibrovascular. Apesar de intenso tratamento com medicação imunossupressora, a acuidade visual final do paciente foi de 20/400. Embora raramente associada à oftalmia simpática a neovascularização coroidiana pode ocorrer e comprometer o prognóstico visual de um olho já debilitado. A melhor opção para o tratamento da neovascularização coroidiana em casos de oftalmia simpática ainda não está determinada.
Keywords: Oftalmia simpática; Neovascularização coroidal; Drogas imunossupressoras; Cicatrização de feridas
Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (3 )
:554-562
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000300031
Abstract
Várias doenças devem ser consideradas quando nos deparamos com paciente com uma entidade clínica incluída no grupo das "síndromes dos pontos brancos retinianos". O diagnóstico diferencial na maioria das vezes é baseado na aparência e/ou na distribuição das lesões, no curso clínico, ou por algumas variáveis relacionadas ao paciente, tais como idade, sexo, lateralidade, bem como por meio de exames funcionais e de imagem. O presente artigo revisa os achados clínicos das doenças que fazem parte do grupo das "síndromes dos pontos brancos retinianos", enfatizando as similaridades e as diferenças entre essas entidades. Os exames complementares, bem como a etiologia, o tratamento e o prognóstico de cada uma delas são descritos e comentados.
Keywords: Doenças da coróide; Doenças pigmentares; Eletrorretinografia; Doenças da retina; Síndrome; Angiografia fluoresceínica; Glicocorticóides; Glicocorticóides; Acuidade visual
Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (4 )
:683-688
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000400020
Abstract
OBJETIVO: Descrever os resultados da cirurgia de catarata pela técnica de facoemulsificação em pacientes com uveíte. MÉTODOS: Foi realizado estudo retrospectivo pela análise de prontuários de 189 pacientes (242 olhos) com uveíte que foram submetidos a cirurgia de catarata pela técnica de facoemulsificação no Setor de Uveítes e Imunologia Ocular do Royal Victoria Hospital, McGill University Health Centre, Montreal, Quebec, Canadá. Os dados foram coletados em fichas protocoladas com informações sobre sexo, idade, classificação da uveíte, descrição cirúrgica e exames pré e pós-operatórios. Os exames pré e pós-operatórios continham informações sobre a data do exame, a melhor acuidade visual corrigida, o exame biomicroscópico, a pressão intra-ocular, os procedimentos realizados e o tratamento em uso. RESULTADOS: A média de acompanhamento pós-operatório foi de 46,8 ± 31,2 meses. A média da acuidade visual pré-operatória encontrada foi de 20/100 e a média de acuidade visual pós-operatória encontrada foi de 20/40. Encontramos 145 olhos (59,5%) com acuidade visual melhor ou igual a 20/40 e 26 olhos com piora da acuidade visual. A complicação per-operatória mais encontrada foi a ruptura de cápsula posterior com perda vítrea observada em 7 olhos (3% do total de olhos). A recorrência da uveíte foi a complicação pós-operatória mais freqüente, sendo observada em 73 olhos (30,16%). Outras complicações pós-operatórias observadas foram a atrofia iriana (28,51%), hipertensão intra-ocular (28,09%), membrana epirretiniana (26,44%), opacidade de cápsula posterior (19%), edema macular cistóide (13,63%), hipotonia ocular (12,80%), atrofia do disco óptico (8,67%) e sinéquias posteriores (6,61%). CONCLUSÕES: A cirurgia de catarata pela técnica de facoemulsificação é considerada segura e eficaz em pacientes com uveíte. Observamos um bom prognóstico visual no período de acompanhamento pós-operatório, apesar da prevalência de algumas complicações durante o seguimento, tais como: recorrência da uveíte, opacidade de cápsula posterior do cristalino e alterações maculares.
Keywords: Extração de catarata; Facoemulsificação; Implante de lente intra-ocular; Uveíte
Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (4 )
:698-700
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000400023
Abstract
Paciente de 51 anos foi encaminhada ao Setor de Retina para avaliação de perda visual no olho esquerdo. A paciente apresentava o diagnóstico prévio de macroaneurisma arterial retiniano (MAR) rôto no referido olho. O exame oftalmológico revelou lesão sub-retiniana hemorrágica associada à exsudação na área previamente diagnosticada com MAR. A angiofluoresceinografia revelou hiperfluorescência gradual localizada na região subfoveal, consistente com o diagnóstico de membrana neovascular sub-retiniana (MNSR). Nosso artigo aponta para a possibilidade, embora rara, da formação de uma MNSR após MAR rôto.
Keywords: Neovascularização retiniana; Artéria retiniana; Aneurisma rôto; Complicações; Aneurisma roto; Angiofluoresceinografia
Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (6 )
:1043-1045
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000600032
Abstract
Relatamos um paciente com história patológica pregressa de linfoma não-Hodgkin sistêmico que oito meses após o tratamento apresentou quadro oftalmoscópico de múltiplos infiltrados retinianos amarelados (" flecked retina" ) envolvendo a retina pós-equatorial de um olho. A retinografia fluoresceínica revelou que os infiltrados retinianos eram hipofluorescentes durante todo o decorrer do exame. O diagnóstico correto desse quadro ocular foi importante, pois indicou recorrência do linfoma no sistema nervoso central.
Keywords: Linfoma não-Hodgkin; Angiofluoresceinografia; Fundus oculi; Retina; Coróide recidiva; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2010;73 (4 )
:338-342
| DOI: 10.1590/S0004-27492010000400007
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o efeito em curto prazo da injeção intravítrea de cetorolaco de trometamina (500 µg/0,1ml) em pacientes com edema macular diabético refratário à fotocoagulação retiniana. MÉTODOS: Estudo prospectivo. Foram selecionados 20 pacientes com edema macular diabético refratário à fotocoagulação retiniana em ambos os olhos e apresentando acuidade visual (ETDRS) entre 20/50 e 20/200. Foi injetado em um olho de cada paciente, pela via intravítrea, 500 µg em 0,1 ml de cetorolaco de trometamina, sem conservante. O olho contralateral serviu de controle. Exames oftalmológicos, que incluíram a acuidade visual (ETDRS) com melhor correção, a aferição da pressão intraocular e a tomografia de coerência óptica, foram realizados em 3 etapas: antes da aplicação, após uma semana e, posteriormente após um mês do tratamento. RESULTADOS: Houve diferença estatisticamente significativa na acuidade visual (ETDRS) ao longo do tempo, havendo uma melhora na visão do olho tratado (p=0,039) quando comparado com o olho contralateral. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na avaliação da pressão intraocular (p=0,99), espessura foveal (p=0,86) e volume macular total (p=0,23) no decorrer do período. CONCLUSÃO: Pacientes com edema macular diabético refratário à fotocoagulação apresentaram melhora da acuidade visual ao longo de um mês com diferença estatisticamente significativa quando comparados com o olho controle. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na pressão intraocular, espessura foveolar e volume macular total entre os olhos tratados e os olhos controle.
Keywords: Retinopatia diabética; Injeções; Corpo vítreo; Pressão intraocular; Edema macular; Retina; Cetorolaco de trometamina; Coagulação por laser; Acuidade visual