Arq. Bras. Oftalmol. 2002;65 (3 )
:363-366
| DOI: 10.1590/S0004-27492002000300016
Abstract
Objetivo: Descrever os achados da tomografia de coerência óptica, angiofluoresceinografia e indocianinografia na vasculopatia polipoidal idiopática da coróide. Métodos: Realizou-se análise criteriosa dos exames complementares de angiofluoresceinografia e indocianinografia, comumente utilizados para o diagnóstico, assim como da tomografia de coerência óptica, em quatro olhos de uma série de três pacientes com vasculopatia polipoidal idiopática da coróide. Resultados: Os quatro olhos mostraram lesões sub-retinianas vermelho-alaranjadas, sendo que dois casos apresentaram descolamento hemorrágico do epitélio pigmentado da retina, além de manifestações exsudativas e hemorrágicas associadas. A angiofluoresceinografia revelou dilatações aneurismáticas em ramificações anormais de vasos da coróide em apenas 1 caso, ao contrário da indocianinografia que claramente demonstrou as lesões em todos os casos. A tomografia de coerência óptica confirmou descolamento hemorrágico espontâneo do epitélio pigmentado da retina em 2 casos. Conclusão: A indocianinografia é o exame de escolha no diagnóstico da vasculopatia polipoidal da coróide, mas em alguns casos a associação com a tomografia de coerência óptica e angiofluoresceinografia pode ser útil no diagnóstico e seguimento.
Keywords: Coróide; Hemorragia da coróide; Doenças da coróide; Angiofluoresceinografia; Verde indocianina; Fundo de olho; Tomografia computadorizada por raios-x
Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (3 )
:401-406
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000300005
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o uso da injeção intravítrea do acetato de triancinolona no tratamento da fase aguda da síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada, demonstrando a rápida resolução do descolamento seroso de retina. MÉTODOS: Nove olhos de cinco pacientes apresentando descolamento seroso de retina associado à síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada foram tratados com uma única injeção intravítrea de 4 mg de acetato triancinolona. Os seguintes parâmetros foram avaliados: melhor acuidade visual, pressão intra-ocular e a altura do descolamento de acordo com a tomografia de coerência óptica. RESULTADOS: Em todos os olhos a tomografia de coerência óptica revelou diminuição marcada no descolamento seroso de retina na primeira semana após a injeção intravítrea do acetato de triancinolona, com subseqüente recuperação da acuidade visual e das características anatômicas retinianas normais. Não foram observadas complicações durante o seguimento, que variou de 5 a 12 meses (média de 7,8 meses). CONCLUSÕES: A injeção intravítrea do acetato de triancinolona pode proporcionar em curto tempo a resolução do processo inflamatório e exsudativo intra e sub-retiniano na síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada cursando com melhora da acuidade visual. São necessários novos estudos para avaliar a eficácia e a segurança deste tipo de procedimento a longo prazo.
Keywords: Descolamento retiniano; Síndrome uveomeningoencefálica; Triancinolona; Tomografia de coerência óptica
Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (6 )
:953-956
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000600021
Abstract
Os autores relatam o caso de paciente com vasculite retiniana primária submetida à injeção intravítrea de triancinolona que apresentou melhora da inflamação e da acuidade visual logo após o procedimento. Observou-se também melhora da neovascularização de íris e de papila, porém houve surgimento de tração vítreo-retiniana na área macular com o passar do tempo, levando à discreta piora da visão. Os autores discutem também as ações da triancinolona sobre a inflamação e a angiogênese, assim como os efeitos colaterais encontrados nesta paciente.
Keywords: Triancinolona; Triancinolona; Vasculite retiniana; Injeções intralesionais; Uveíte; Relato de caso
Arq. Bras. Oftalmol. 2006;69 (3 )
:403-405
| DOI: 10.1590/S0004-27492006000300022
Abstract
Estudar os achados em tomografia de coerência óptica num caso de granuloma por Toxocara. Paciente com uma lesão macular cicatricial no olho esquerdo foi submetido a retinografia e tomografia de coerência óptica. Nas imagens de tomografia de coerência óptica, o granuloma aparece como uma imagem de uma massa arredondada hiper-reflectiva acima do epitélio pigmentar e abaixo da retina neurossensorial acompanhado de duas lesões satélites menores. A tomografia de coerência óptica pode nos ajudar a melhorar o entendimento da fisiopatologia do granuloma retiniano do Toxocara, seu diagnóstico e conduta.
Keywords: Granuloma; Doenças retinianas; Infecções oculares parasitárias; Tomografia de coerência óptica; Toxocara; Relatos de casos [tipo de publicação]
Arq. Bras. Oftalmol. 2009;72 (5 )
:694-696
| DOI: 10.1590/S0004-27492009000500019
Abstract
A síndrome de Bardet-Biedl (BBS) é uma desordem autossômica recessiva rara, com heterogeneidade clínica e genética. Esta síndrome foi descrita pela primeira vez por Laurence e Moon em 1866 e outros casos foram descritos por Bardet e Biedl entre 1920 e 1922. As principais características são obesidade, polidactilia, retinopatia pigmentar, dificuldades de aprendizagem, graus de deficiência intelectual diversos, hipogonadismo e anomalias renais. Síndrome de Bardet-Biedl é fenotipicamente e geneticamente heterogêneos. O diagnóstico clínico baseia-se na presença de quatro dos cinco sinais principais da síndrome. Os autores apresentam um caso típico de retinopatia pigmentar devido à síndrome de Bardet-Biedl e fazem uma breve revisão sobre as manifestações da síndrome com especial atenção à retinopatia pigmentar.
Keywords: Síndrome de Bardet-Biedl; Retinite pigmentosa; Degeneração retiniana; Humano; Feminino; Adolescente; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2010;73 (1 )
:9-15
| DOI: 10.1590/S0004-27492010000100002
Abstract
OBJETIVO: Investigar o mecanismo do bloqueio pupilar em olhos com fechamento angular primário agudo ou intermitente por meio da biomicroscopia ultrassônica. MÉTODOS: Inicialmente, fez-se estudo piloto de 13 olhos com fechamento angular primário agudo sem medicação. Medimos pela biomicroscopia ultrassônica, no claro e no escuro, a amplitude do seio camerular, a profundidade da câmara posterior e a espessura da íris no quadrante temporal. Posteriormente, avaliamos pela biomicroscopia ultrassônica 32 olhos com fechamento angular primário agudo ou fechamento angular intermitente sem medicação, no claro e no escuro e antes e após iridectomia periférica. Medimos a distância de contato irido-cristaliniano e o ângulo irido-cristaliniano no quadrante temporal e a profundidade central da câmara anterior. RESULTADOS: No estudo piloto, demonstrou-se com significância estatística redução da amplitude do seio camerular e aumento da espessura iriana quando se passou do claro para o escuro. Antes e após a iridectomia periférica, foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na distância de contato irido-cristaliniano (p<0,001) e no ângulo irido-cristaliniano (p<0,001) ambos no claro e no escuro. Foram encontradas diferenças, estatisticamente significativas, no claro e no escuro, antes da iridectomia periférica no ângulo irido-cristaliniano (p=0,005) e, após a iridectomia periférica na distância de contato irido-cristaliniano (p<0,001). Nenhuma diferença significativa ocorreu na profundidade central da câmara anterior. CONCLUSÕES: A diminuição da amplitude do seio camerular correspondeu somente ao aumento da espessura da íris. Após a iridectomia periférica, os olhos com fechamento angular primário agudo ou fechamento angular intermitente apresentaram, com significância estatística, aumento da distância de contato irido-cristaliniano e diminuição do ângulo irido-cristaliniano. A profundidade central da câmara anterior não se alterou. Esses achados contradizem a teoria de que o fechamento angular primário agudo ou fechamento angular intermitente ocorre por bloqueio pupilar.
Keywords: Glaucoma de ângulo fechado; Microscopia; Câmara anterior; Cristalino; Íris
Arq. Bras. Oftalmol. 2013;76 (1 )
:29-32
| DOI: 10.1590/S0004-27492013000100009
Abstract
OBJETIVO: Determinar preferências e práticas dos cirurgiões refrativos do Brasil. MÉTODOS: Foi realizado um estudo transversal baseado na coleta de dados de um questionário aplicado durante o VI Congresso Brasileiro de Catarata e Cirurgia Refrativa em 2011. As questões também foram enviadas por e-mail aos membros dessa sociedade. Perguntas sobre preferências de técnicas, uso de novas tecnologias, volume cirúrgico, tipo de excimer laser, microcerátomo e topógrafos mais utilizados, uso de mitomicina C, colírios pós-operatórios, dentre outras, foram analisados. RESULTADOS: No total, 292 cirurgiões responderam a pesquisa. A maioria possui um volume mensal entre 2 a 4 olhos por semana (57,60%). Grande parte (64,50%) realiza tomografia de córnea de rotina e apenas 22,00% dos analisados não personalizam suas cirurgias. A técnica de ceratomileusis in situ a laser (LASIK) é a mais realizada e quando a ceratectomia fotorrefrativa (PRK) é utilizada, a maioria dos cirurgiões aplica a mitomicina C (52,60%) nesses pacientes. A marca de excimer laser mais utilizada até o momento é a Nidek (26,12%). CONCLUSÃO: A técnica de LASIK é mais realizada pelos cirurgiões, sendo que a maioria personaliza parte de suas cirurgias e quando a ceratectomia fotorrefrativa é realizada, a mitomicina C é empregada pela maior parte dos entrevistados. A cirurgia bilateral é rotineiramente realizada pela maioria dos cirurgiões e o laser de femtosegundo ainda é empregado apenas por uma minoria dos cirurgiões.
Keywords: Miopia; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Ceratectomia fotorrefrativa; Mitomicina; Censos; Brasil