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Abstract
Objetivo: Avaliar o efeito de ligações covalentes de colágeno (cross-linking [CXL]) induzidas pelo tratamento com riboflavina e radiação ultravioleta A após queimaduras por álcali em córneas de coelhos. Métodos: Dez coelhos foram submetidos a queimadura ocular direita abrangendo estruturas da córnea e limbo usando uma solução de NaOH a 1N. A seguir, os animais foram divididos em dois grupos: um grupo controle submetido a tratamento clínico pós dano corneano e um grupo experimental que foi tratado com CXL uma hora após o dano, seguido pelo mesmo tratamento clínico administrado aos controles. Os parâmetros clínicos foram avaliados 1, 7, 15 e 30 dias após a lesão, por dois observadores independentes. Na etapa seguinte, foi realizada a excisão e o exame histológico das córneas. Resultados: Não houve diferenças estatisticamente significantes nos parâmetros clínicos de hiperemia, edema da córnea, injeção ciliar, isquemia límbica, secreção, neovascularização da córnea, simbléfaro ou blefaroespasmo, em qualquer dos momentos da avaliação. Entretanto, o grupo CXL apresentou um defeito epitelial menor (p<0,05) (dia 15: p=0,008 e dia 30: p=0,008) e menor extensão da lesão na córnea (lesão opaca) (dia 30: p=0,021). O exame histopatológico revelou a presença de pontes de colágeno conectando as fibras de colágeno somente no grupo CXL. Conclusões: Estes resultados sugerem que o uso de CXL pode melhorar o prognóstico de queimaduras agudas da córnea causadas por alcáli.
Keywords: Reagentes para ligações cruzadas; Riboflavina; Terapia ultravioleta/ métodos; Córnea/efeito de drogas; Coelhos; Animal
Abstract
Objetivos: Determinar a visão, achados oftalmológicos e qualidade de vida em longevos. Métodos: Estudo observacional transversal em indivíduos com idade entre 80 anos ou mais. Realizado exame oftalmológico com medida da acuidade visual apresentada e da acuidade visual melhor corrigida. Foram administrados os questionários: Qualidade de Vida Forma Curta - 36 (SF-36) e Qualidade de Função Visual (VFQ-25). Resultados: Total de 150 indivíduos não-institucionalizados foram estudados, divididos em três faixas etárias: 80 a 89 anos (n=70); 90 a 99 anos (n=50) e 100 anos ou mais (n=30). Acuidade visual apresentada normal (≥20/30) foi encontrada em 20 (13,3%) participantes; deficiência visual leve (<20/30 a ≥20/60), em 53 (35,4%); deficiência visual moderada (< 20/60 a ≥20/200) em 50 (33,3%); deficiência visual grave (<20/200 para ≥20/400) em 8 (5,3%) e cegueira (<20/400) em 19 (12,7%). A acuidade visual com a melhor correção aumentou para 37 (24,7%) indivíduos normais; deficiência leve aumentou para 55 (36,7%); deficiência visual moderada diminuiu para 38 (25,3%); deficiência visual grave foi reduzida para 5 (3,3%) e cegueira foi reduzida para 15 (10%). As principais causas de deficiência visual/cegueira foram: catarata (43,8%) erro refrativo (21,5%), degeneração macular relacionada à idade (17,7%), e degeneração miópica (3,8%). A pontuação no Questionário de Qualidade de Vida foi pior naqueles com baixa visão para perto. No questionário VFQ -25 os domínios com menor pontuação ocorreram nos indivíduos com baixa visão/cegueira. Conclusão: Deficiência visual/cegueira mostrou-se presente em três quartos desta amostra de longevos. A prescrição de óculos adequados proporcionou melhora da acuidade visual, reforçando a necessidade de atendimento oftalmológico regular desses pacientes para assegurar a qualidade de vida e de visão.
Keywords: Envelhecimento; Transtornos da visão/diagnóstico; Avaliação geriátrica; Cegueira; Baixa visão; Qualidade de vida; Inquéritos e questionários. Idoso; Idoso de 80 anos ou mais
Abstract
RESUMOA expectativa de vida está aumentando na maioria dos países. Com o envelhecimento, muitos indivíduos desenvolverão doenças oculares crônicas e involucionais, tais como o envelhecimento palpebral. Dermatocálase, ptose, ectrópio e entrópio são doenças frequentes em adultos e idosos. Esta revisão destaca a fisiopatologia e a clínica de doenças palpebrais involucionais. Recentemente, uma diminuição de fibras elásticas com anormalidades ultraestruturais e um aumento de enzimas degradantes de elastina foram demonstrados em ectrópio e entrópio involucionais. Isto pode ser consequência de isquemia local, inflamação e/ou estresse mecânico crônico. O envelhecimento palpebral com perda progressiva de tônus e flacidez pode afetar a superfície ocular e os anexos oculares, resultando em sinais e sintomas clínicos diferentes. O tratamento cirúrgico depende da correção apropriada do defeito anatômico subjacente.
Keywords: Envelhecimento; Pálpebras; Doenças palpebrais; Ectrópio; Entrópio; Matriz extracelular; Elastina; Metaloproteinase da matriz
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