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Abstract
OBJETIVO: Avaliar alterações oculares (em especial lesões fundoscópicas) em pacientes com hepatite C tratados com alfa-interferon (IFN). MÉTODOS: Estudo prospectivo, descritivo e observacional de pacientes com hepatite C do serviço de Gastroenterologia da UNIFESP com indicações de uso de alfa-interferon entre novembro de 1999 e junho de 2000. Esses pacientes foram submetidos a exame oftalmológico completo antes e 1, 3, 6 e 12 meses após o início do tratamento. Pacientes HIV positivos, ou com exposição prévia à droga foram excluídos. RESULTADOS: De um total de 51 pacientes selecionados, 31 foram acompanhados. A relação masculino-feminino foi de 1,55, e a média de idade de 47 anos. A acuidade visual corrigida variou de 20/15 a 20/40. Vinte e dois por cento dos pacientes queixaram-se de sensação de corpo estranho, principalmente nos dois primeiros meses de terapia. Queixas gerais foram: artralgia, cefaléia, depressão, fraqueza muscular. Achados oculares foram: hemorragia retiniana (um olho) e exsudatos moles (três olhos), todos assintomáticos. Em um paciente com história pregressa de tratamento com interferon, observou-se presença de hemorragia vítrea, exsudatos duros e moles e tortuosidade vascular. Um paciente faleceu durante o tratamento por infarto cardíaco. CONCLUSÕES: Existem alterações oculares por uso sistêmico de alfa-interferon. Não existem estudos no nosso país descrevendo essas alterações. Médicos clínicos gerais e gastroenterologistas devem prestar atenção a esse tipo de problema, e encaminhar os pacientes a um serviço de oftalmologia para acompanhamento paralelo.
Keywords: Hepatite C; Alfa-interferon; Retinopatia
Abstract
OBJETIVO: Descrever os achados epidemiológicos do trauma ocular na infância em uma unidade de emergência. MÉTODOS: Em estudo retrospectivo, foram analisados prontuários de pacientes menores que 16 anos que foram atendidos por trauma ocular no Pronto-Socorro de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo de setembro de 2001 a setembro de 2004. Foram coletadas informações a respeito da idade, sexo, olho envolvido, local, circunstância e mecanismo do trauma, acuidade visual inicial e conduta imediata. RESULTADOS: Um total de 273 pacientes foi incluído no estudo. A faixa etária com maior número de casos foi a de 7 a 10 anos (39,9%). A causa mais freqüente de lesão ocular foi traumatismo com objetos externos como pedra, ferro ou madeira (28,9%) e o local mais comum foi a própria casa (53,1%). A acuidade visual inicial foi melhor que 20/40 em 63,4% dos casos. Houve trauma ocular fechado em 201 (73,6%) acidentes. Setenta e seis pacientes (27,8%) foram tratadas com medicamentos e em quarenta e oito (17,6%) casos foi necessário procedimento cirúrgico. CONCLUSÃO: O trauma ocular na infância foi mais freqüente no sexo masculino, em escolares e foi associado a objetos tais como pedra, madeira, ferro, utensílios domésticos e brinquedos. Os acidentes aconteceram mais freqüentemente em casa e trauma fechado foi a lesão predominante. São necessários programas de educação e prevenção do trauma na infância.
Keywords: Traumatismos oculares; Infância; Ferimentos oculares penetrantes; Serviço hospitalar de emergência
Abstract
Objetivos: Rever características epidemiológicas de crianças submetidas a cirurgia de catarata, em centro de referência no estado de São Paulo, Brasil, e fatos associados a atrasos no tratamento.
Métodos: Um total de 240 olhos submetidos a cirurgia de catarata, em 178 crianças, foram revisados neste estudo transversal observacional. Os seguintes aspectos foram analisados: características clínicas e epidemiológicas, sinais apontados pelos pais, teste do reflexo vermelho, olho operado e idade no diagnóstico e na cirurgia.
Resultados: A média de idades na primeira visita e cirurgia de catarata foi de 48.9 meses (DP=50,0 meses) e 64.5 meses (DP=55.4 meses), respectivamente. O sinal mais importante apontado pelos pais foi a leucocoria. O teste do reflexo vermelho foi realizado em dois terços das crianças com resultados anormais em 28%. Histórico familiar de catarata foi evidente em 30 (20,9%) crianças (n=144). Os achados mais prevalentes em termos de histórico de problemas oculares foram: cirurgias oculares prévias em 37 (16,6%) olhos (n= 223), alterações do segmento anterior em 20 (9,0%) olhos (n=221), estrabismo em 21 (9,5%) olhos (n=220) e nistagmo em 38 (24,4%) crianças (n=156).
Conclusões: Uma das causas para o atraso na admissão pode ter sido a falha em realizar o teste do reflexo vermelho, apesar de não ter sido possível verificar se todas as crianças foram submetidas ao exame. A hereditariedade foi o fator mais importante quanto à causa da catarata nessas crianças. A presença de estrabismo e nistagmo mais uma vez aponta para o diagnóstico tardio. Ausência de programas de referência e centros oftalmológicos especializados em crianças, além do número restrito de profissionais de apoio treinados na área e especialistas em oftalmologia pediátrica, foram as barreiras mais importantes para o tratamento adequado da catarata em crianças.
Keywords: Catarata/ congênito; Extração de catarata; Técnicas de diagnóstico oftalmológico ; Baixa visão; Atenção terciária à saúde; Criança
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