Arq. Bras. Oftalmol. 2000;63 (2 )
:119-122
| DOI: 10.1590/S0004-27492000000200005
Abstract
Contexto: O uso tópico de soluções anestésicas é freqüentemente associado a efeitos tóxicos ao epitélio corneano. Por outro lado, seu uso tem sido proposto em algumas situações, especialmente após a ceratectomia fotorefrativa (PRK), um procedimento que envolve desepitelização corneana e que tem um periodo pós-operatório bastante doloroso. Objetivo: Avaliar a influência do uso tópico de proparacaína nas concentrações a 0,05% e a 0,5% e de tampão fosfato (controle) na reparação de defeito epitelial corneano central. Métodos: Um defeito de 6,0 mm de diâmetro foi realizado na córnea de uma população de coelhos. Os colírios contendo os anestésicos e o tampão fosfato foram instilados, uma gota a cada 30 minutos, durante 12 horas, por 2 dias. A avaliação da cicatrização do defeito epitelial foi feita com fotografias seriadas da área sem epitélio, corada com fluoresceína sódica e medida com o auxílio de um analisador de imagem computadorizado. Resultados: A cicatrização corneana não apresentou diferença estatística entre os grupos comparados durante o estudo. A proparacaína nas diferentes concentrações não induziu alterações histopatológicas tais como: descontinuidade do epitélio, desorganização das camadas de colágeno ou presença de um infiltrado inflamatório intenso (o edema estrômico e o infiltrado inflamatório na região límbica foram discretos). Conclusão: O uso tópico de proparacaína não retardou a reepitelização do defeito epitelial e não foi responsável pelo aparecimento de alterações histopatológicas importantes.
Keywords: Proparacaína; Cicatrização epitelial
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (6 )
:96-103
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000700018
Abstract
O diabetes mellitus e sua associação clínica com olho seco e doença da superfície ocular estão se tornando um problema freqüente e muitas vezes complicado em oftalmologia. Os dados epidemiológicos mostram que o número de casos deve crescer acompanhando a tendência de aumento da incidência da doença. Esse trabalho revê seus aspectos clínicos e funcionais. As observações indicam que as lesões metabólicas, neuropáticas e vasculares levam a um processo inflamatório e degeneração funcional. Os mecanismos fisiopatológicos incluem hiperglicemia, acúmulo de produtos finais de glicosilação avançada, estresse oxidativo e inflamação mediada pelas vias de sinalização do NF-kB. Os tratamentos potenciais sugeridos por essas observações incluiriam antioxidantes, antiinflamatórios, secretagogos e/ou agentes anabólicos com efeitos miméticos ao da insulina.
Keywords: Síndrome do olho seco; Diabetes mellitus; Estresse oxidativo; Modelos animais; Lágrimas
Arq. Bras. Oftalmol. 2012;75 (2 )
:111-115
| DOI: 10.1590/S0004-27492012000200008
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a mudança na motilidade ocular e espessura dos músculos medida por ultrassonografia após injeção intramuscular de bupivacaína e toxina botulínica tipo A. MÉTODOS: Oito pacientes (5 mulheres) foram incluidos para avaliar a mudança na motilidade ocular antes e após 1, 7, 30 e 180 dias da injeção de 2 ml de bupivacaína 1,5% e 2,5 U de toxina botulínica tipo A nos músculos agonista e antagonista, respectivamente, de 8 olhos amblíopes. A espessura muscular foi medida antes após 1, 7, 30 dias da injeção através de ultrassonografia ocular 10-MHz (técnica palpebral). RESULTADOS: A média de mudança no alinhamento ocular foi igual a 10 dioptrias prismáticas após 180 dias (n=6). Foi observado um aumento médio de 1,01 mm na espessura muscular após 30 dias da injeção de bupivacaína e 0,28 mm após a injeção de toxina botulínica A medido pela ultrassonografia. Os músculos reto laterais injetados com bupivacaína tiveram um aumento médio de 1,5 mm na sua espessura. CONCLUSÃO: Neste estudo, observou-se uma mudança no alinhamento ocular após 180 dias de injeção intramuscular de bupivacaína e toxina botulínica A. Em geral, houve um aumento da espessura muscular de ambos os grupos de músculos injetados com toxina botulínica A e com bupivacaína após 30 dias da injeção. Essa mudança foi mais pronunciada nos músculos retos laterais após a injeção de bupivacaína.
Keywords: Músculos oculomotores; Estrabismo; Estrabismo; Esotropia; Toxinas botulínicas tipo A; Toxinas botulínicas tipo A; Bupivacaína; Bupivacaína; Injeções intramusculares; Ultrassonografia
Arq. Bras. Oftalmol. 2012;75 (5 )
:361-362
| DOI: 10.1590/S0004-27492012000500015
Abstract
Relato de caso do aumento extenso do globo ocular decorrente de glaucoma secundário e disfunção de superfície ocular em um paciente adulto jovem portador de displasia ectodérmica anidrótica. Primeiro relato de caso de buftalmo em adulto.
Keywords: Hidroftalmos; Displasia ectodérmica anidrótica tipo 1; Síndromes do olho seco; Relato de caso; Humanos; Masculino; Adulto
Arq. Bras. Oftalmol. 2013;76 (2 )
:129-132
| DOI: 10.1590/S0004-27492013000200016
Abstract
A síndrome do olho seco e as doenças de superfície ocular podem ser causadas ou agravadas por agentes virais. Diversos vírus são causadores ou tem associação suspeitada com as doenças de superfície ocular. Esta revisão apresenta os possíveis mecanismos patogênicos envolvidos no olho seco causado por infecões virais e reinforça a importância do oftalmologista como um dos profissionais de saúde capazes de diagnosticar um grande número de pacientes infectados por agentes virais altamente prevalentes.
Keywords: Síndromes do olho seco; Infecções oculares virais; Infecções oculares