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Abstract
Objetivos: Avaliar as diferenças de desempenho cognitivo entre pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto (POAG), glaucoma de pressão normal (NTG) e controle de indivíduos saudáveis (C). Métodos: Um total de 60 pessoas (20 POAG, 20 NTG e 20 indivíduos saudáveis) foram incluídos neste estudo. Um exame oftalmológico detalhado foi realizado em todos os participantes. Um sistema de tomografia de coerência óptica de domínio espectral (SD-OCT) foi utilizado para medir as espessuras da camada de células ganglionares plexiforme interna (GC-IPL) e da camada de fibras nervosas da retina (RNFL). Para avaliar o desempenho cognitivo de todos os participantes, foi realizado pelo mesmo neurologista um exame neurológico detalhado, incluindo mini-exame do estado mental (MMSE). Resultados: Não houve diferenças significativas entre os grupos em termos de idade (p=0,348) e sexo (p=0,935). Espessuras médias da RNFL foram significativamente diferentes, sendo 85,2 ± 14,7, 76,8 ± 10,3 e 91,4 ± 7,7 µm nos grupos POAG, NTG e controles, respectivamente (p<0,001). As espessuras médias da GC-IPL observadas foram 77.5 ± 9.7 μm no grupo POAG, 73,4 ± 7,8 µm no grupo NTG e 78,8 ± 3,8 µm nos controlos. As diferenças entre os grupos não foram estatisticamente significantes (p=0,085). Graduações do MMSE foram 26,1 ± 1,4, 25,7 ± 2,3 e 28,8 ± 0,9 nos grupos POAG, NTG e controles, respectivamente. Houve diferenças significativas entre os três grupos (p<0,001). Houve diferença significativa entre NTG e saudáveis (p<0,001). Houve diferença significativa entre POAG e saudáveis (p=0,001). Não houve diferença significativa entre o POAG e NTG (p=0,595). Conclusões: Parecem haver fatores de risco semelhantes no glaucoma e nos distúrbios neurodegenerativos que causam deterioração no desempenho cognitivo. Comparando a baixa graduação do MMSE de pacientes com POAG e NTG com controles saudáveis referenda nossa hipótese. Consequentemente recomenda-se que um neurologista também examine os pacientes de glaucoma.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Glaucoma de baixa tensão; Transtornos cognitivos; Demencia
Abstract
Os autores apresentam tomografia de coerência óptica com profundidade de imagem aprimorada (EDI OCT) e autofluorescência de fundo (FAF) características de um paciente com osteoma de coroide bilateral e tentam correlacionar as duas técnicas de imagem. Dois olhos de um paciente com osteoma de coroide foram submetidos a exame oftalmológico completo. Tomografia de coerência óptica com profundidade de imagem aprimorada revelou padrão em gaiola, correspondente à região de calcificação do tumor. Imagens de autofluorescência de fundo da mesma área mostraram ligeira autofluorescência positiva. Três padrões de refletividade diferentes foram definidos na área descalcificada. Nas áreas com fluido sub-retiniano, foram observados prolongamentos dos segmentos externos semelhantes aos da coroidorretinopatia serosa central. Manchas autofluorescentes positivas foram evidentes em autofluorescência de fundo na mesma área. Porções calcificadas e descalcificadas do osteoma de coroide, bem como a atrofia da camada coriocapilar, demonstraram diferentes padrões de tomografia de coerência óptica com profundidade de imagem aprimorada e de imagens de autofluorescência de fundo. Ambas as técnicas se mostraram úteis no diagnóstico e acompanhamento de osteoma de coroide.
Keywords: Neoplasias da coroide; Osteoma; Tomografia de coerência óptica; Angiofluoresceinografia; Aumento da imagem; Humanos; Feminino; Adulto; Relato de caso
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