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Abstract
Objetivos: O tratamento da ceratoconjuntivite alérgica baseado em colírios que contenham anti-histamínicos ou cromoglicato de sódio e seus derivados geralmente são insuficientes. A adição de corticosteróides geralmente é mandatória. No entanto, o risco de complicações como glaucoma e catarata limita o uso dos corticosteróides em curtos períodos de tratamento resultando em respostas inadequadas a longo prazo. Drogas imunossupressoras vem sendo consideradas como uma opção terapêutica alternativa válida para as ceratoconjuntivite atópica (AKC) e ceratoconjuntivite vernal (VKC). Este trabalho tem como objetivo avaliar a melhora nos sinais clínicos durante o uso de tacrolimus (TCL) tópico em crianças com ceratoconjuntivites alérgicas. Métodos: Pacientes com ceratoconjuntivite alérgica severa associada a ceratites, infiltrados limbares gelatinosos e/ou papilas gigantes, com história de recorrências e resistência ao tratamento anti-alérgico tópico convencional foram incluídos neste estudo. Os pacientes foram tratados com TCL 0,03% pomada tópica para uso ocular. Um escore variando de 0 a 9 foi atribuído para os sinais observados na biomicroscopia antes e depois do tratamento. Quanto maiores os escores, mais severos eram os sinais. Resultados: Foram estudados 66 olhos de 33 pacientes. Antes do tratamento a média do escore para o olho direito foi 5,56 ± 1,18 e para o olho esquerdo 5,94 ± 1,16. Após o tratamento com TCL a média do escore para o olho direito foi 2,76 ± 1,5 e para o olho esquerdo 2,86 ± 1,64 (p<0.001 para os dois olhos). O tempo de seguimento médio foi de 13 meses (12-29 meses). Conclusão: O presente estudo sugere que o TCL tópico foi efetivo e demonstrou resultado satisfatório, com melhora nos sinais clínicos na ceratoconjuntivite alérgica em crianças, constituindo uma nova opção para o tratamento de casos severos de alergia ocular.
Keywords: Córnea; Tacrolimo/uso terapêutico; Conjuntivite alérgica/quimioterapia
Abstract
OBJETIVO: Determinar o efeito da blefaroplastia superior na topografia corneana e no cálculo do poder das lentes intraoculares usando Galilei e IOLMaster.
MÉTODOS: Trinta pacientes submetidos a blefaroplastia superior de maio de 2014 a março de 2017 no Hospital Oftalmológico de Sorocaba, São Paulo, Brasil foram incluídos neste estudo de série de casos observacional. Todos os pacientes foram submetidos a sessões de imagem com Galilei e IOLMaster antes da cirurgia (exame de base) e no 1º e 6º mês pós-operatório. Os resultados primários utilizando os dois aparelhos incluíram ceratometria, astigmatismo corenano e astigmatismo corneano induzido pela blefaroplastia. O comprimento axial e o cálculo do poder da lente intraocular foram realizados unicamente com o IOLMaster (fórmula de Holladay). Teste-t pareado e análise vetorial foram usados na análise estatística.
RESULTADOS: Sessenta olhos de 30 pacientes foram incluídos prospectivamente. A análise vectorial mostrou que após 6 meses da cirurgia, a blefaroplastia superior induziu na média 0,39 D de astigmatismo corneano medido com o Galilei e 0,31 D com IOLMaster. As medidas com o IOLMaster mostraram que a ceratometria média (44,56 vs 44,64 D, p=0,01), ceratometria máxima (45,17 vs 45,31, p=0,01) e o astigmatismo corneano (1,22 vs 1,34, p=0,03) foram maiores após 6 meses da blefaroplastia. As medidas com IOLMaster mostraram que o poder da lente intraocular foi significativamente menor 6 meses após a blefaroplastia (22,07 vs 21,93, p=0,004). Todos os outros parâmetros não mostraram mudanças entre o pré-operatório e o 6º mês da cirurgia (p>0,05 para todas as comparações).
CONCLUSÕES: A blefaroplastia superior influenciou o cálculo da lente intraocular utilizando o IOLMaster. Contudo, a influência não foi clinicamente significativa. Não foram encontradas mudanças topográficas com o Galilei.
Keywords: Blefaroplastia; Lentes intraoculares; Ceratometria; Topografia da córnea; Biometria
Abstract
OBJETIVO: Estudar a prevalência do Staphylococcus aureus resistente à meticilina nas infecções oculares causadas por S. aureus em um centro de saúde terciário no Brasil e comparar o perfil de suscetibilidade antimicrobiana entre as cepas de Staphylococcus aureus resistente à meticilina e S. aureus susceptível à meticilina MÉTODOS: Foi realizada uma análise retrospectiva dos arquivos do laboratório de microbiologia ocular da Universidade Federal de São Paulo e selecionados todos os casos de conjuntivite, ceratite e endoftalmite com cultivo positivo para S. aureus, durante um período de 10 anos (entre janeiro de 2000 e dezembro de 2009). Foi avaliada a prevalência de Staphylococcus aureus resistente à meticilina e comparado o perfil de susceptibilidade antimicrobiano dos Staphylococcus aureus resistente à meticilina e S. aureus susceptível à meticilina. RESULTADOS: Quinhentos e sessenta e seis isolados de S. aureus foram identificados. Desses, 56 (9,9%) apresentaram resistência à meticilina. Durante o período de 10 anos estudado, Staphylococcus aureus resistente à meticilina mostrou uma tendência significante de aumento de 7,6% para 16,2% entre as infecções oculares causadas por S. aureus em geral (p=0,001) e de 3,7% para 13,2% nas conjuntivites (p=0,001). A mesma tendência não foi observada entre as amostras de ceratite (p=0,38). Os isolados de Staphylococcus aureus resistente à meticilina mostraram maiores taxas de resistência à tobramicina, gentamicina, ciprofloxacino, gatifloxacino e moxifloxacino em comparação com os isolados de S. aureus susceptível à meticilina (p<0,001). Todos os casos foram susceptíveis à vancomicina. CONCLUSÃO:Foi observada uma tendência de aumento na prevalência do Staphylococcus aureus resistente à meticilina nas infecções oculares causadas por S. aureus, bem como taxas de resistência significantemente maiores aos antibióticos comumente utilizados na prática oftalmológica. Nossos dados alertam para a necessidade de constante vigilância de resistência bacteriana a antimicrobianos e devem ser considerados na eleição do tratamento empírico das infecções oculares.
Keywords: Conjuntivites; Ceratites; Endoftalmites; Staphylococcus aureus resistente à meticilina; Fluoroquinolonas
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