Arq. Bras. Oftalmol. 2006;69 (5 )
:701-705
| DOI: 10.1590/S0004-27492006000500016
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os custos do tratamento para blefaroespasmo essencial e espasmo hemifacial com toxina botulínica tipo A (Dysport®), correlacionando-os com sua eficácia terapêutica. MÉTODOS: Análise de 50 prontuários de pacientes com blefaroespasmo essencial e espasmo hemifacial, submetidos à terapia com Dysport®, no período de abril de 2002 a maio de 2004 no setor de Óculo-Plástica da Santa Casa de São Paulo. Dos 50 pacientes, 27 apresentavam blefaroespasmo essencial e 23 espasmo hemifacial. Informações sobre grau de satisfação, queixas e custos pessoais foram obtidas mediante questionário. Os custos do medicamento e dos materiais foram pesquisados no almoxarifado e na farmácia da Santa Casa. Quanto ao custo das consultas, utilizou-se a tabela de pagamento do SUS. Para a estatística foram utilizados os testes de Wilcoxon e Mann-Whitney. RESULTADOS: O custo total anual do tratamento foi de R$ 1.239,32 para o blefaroespasmo essencial e R$ 661,72 para o espasmo hemifacial. Para o paciente, o custo anual foi de R$ 145,48 para o blefaroespasmo essencial e R$ 126,07 para o espasmo hemifacial. Para o hospital, o custo anual foi de R$ 1.095,84 para o blefaroespasmo essencial e R$ 535,65 para o espasmo hemifacial. O tratamento com Dysport® promoveu melhora funcional significativa nos dois grupos. CONCLUSÃO: O procedimento tem custo elevado, principalmente devido ao preço da toxina. Entretanto, pela análise econômica da saúde fica demonstrado que o procedimento possui excelente relação custo-benefício.
Keywords: Blefarospasmo; Distonia; Espasmo hemifacial; Toxina botulínica tipo A; Toxina botulínica tipo A; Custos e análise de custo; Espasticidade muscular
Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (3 )
:423-427
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000300007
Abstract
OBJETIVO: Identificar as causas de epífora congênita em pacientes com síndrome de Down. MÉTODOS: Foram analisados os prontuários de 695 pacientes com epífora congênita, atendidos no Ambulatório de Vias Lacrimais da Clínica Oftalmológica da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, de outubro de 1989 a julho de 2005. Todos foram previamente submetidos a exame oftalmológico completo e apresentavam como queixa principal epífora e/ou secreção ocular constante, uni ou bilateral, desde o nascimento. Os pacientes foram divididos em: grupo A, 30 pacientes com síndrome de Down, e grupo B, 665 pacientes controle. A avaliação das vias lacrimais foi realizada com a prova de irrigação sob anestesia geral. RESULTADOS: Os grupos A e B são semelhantes estatisticamente quanto à idade (p=0,07), sexo (p=0,63) e raça (p=0,68). As queixas bilaterais foram mais freqüentes no grupo A (p=0,0008). A obstrução anatômica das vias lacrimais foi encontrada em 32,73% do grupo A e em 85,51% do grupo B (p<0,0001). CONCLUSÃO: A maioria das causas de epífora congênita em pacientes com síndrome de Down é decorrente de bloqueio funcional da bomba lacrimal. A hipotonia da musculatura palpebral e as alterações palpebrais, comuns à síndrome de Down, são as principais hipóteses para essa disfunção, mas são necessários estudos posteriores para confirmação.
Keywords: Doenças do aparelho lacrimal; Obstrução dos ductos lacrimais; Síndrome de Down; Oftalmopatias