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Abstract
Objetivo: Este estudo observacional transversal controlado visou quantificar os potenciais evocados visuais com estímulo de padrões alternantes (PEV), a espessura e o volume das camadas retinianas com tomografia de coerência óptica (TCO) num grupo de pacientes com doença de Parkinson (DP). Métodos: Quarenta e três pacientes com DP e 38 controles. Procedimentos: pacientes e controles foram submetidos a exames neurológico e oftalmológico detalhados, sendo incluídos pacientes com DP idiopática e excluídos casos com glaucoma ou aumento da pressão intraocular. Todos os participantes foram estudados com PEV e TCO de Fourier, sendo quantificadas as latências de P100, a espessura e o volume das camadas retinianas interna e externa. Resultados: A média das idades e desvio-padrão dos pacientes com DP e controles foram respectivamente 63,1(7,5) e 62,4 (7,2) anos. Os pacientes com DP situaram-se predominantemente nos estágios iniciais de Hoehn-Yahr (34.8% no estágio 1 ou 1.5; 55.8 % no estágio 2). Não foram observadas diferenças entre os dois grupos quanto às latências dos PEV, a espessura e o volume das camadas retinianas. Observamos uma correlação negativa entre a espessura das camadas retinianas e a idade em ambos os grupos. Não se observou diferença significativa quanto à espessura da camada retiniana das fibras do nervo óptico (CRFNO), que foi de 102,7 μm nos pacientes e 104,2 μm nos controles. Conclusões: A espessura das camadas retinianas, os PEV e a espessura da CRFNO foi semelhante nos pacientes com DP e controles. Apesar desse grupo representativo de pacientes com DP e da alta resolução da TCO utilizada neste estudo, mais estudos são necessários para estabelecer o papel da TCO e dos PEV como biomarcadores anatômico e funcional na avaliação da retina e da via visual dos pacientes com DP.
Keywords: Potenciais evocados visuais; Tomografia de coerência óptica/métodos
Abstract
Relato de um caso de glaucoma bilateral de ângulo fechado induzido pelo topiramato. Este raro efeito colateral é uma idiosincrasia causada por efusão uveal e deslocamento do cristalino para frente, causando aumento da pressão intraocular e perda visual. Descrevemos o caso de uma paciente de 55 anos com migrânea, torcicolo espasmódico e tremor essencial, que desenvolveu glaucoma bilateral de ângulo fechado uma semana após iniciar o uso de topiramato, 25 mg/dia. A paciente foi atendida no setor de Emergências Oftalmológicas da Fundação Penido Burnier (Campinas, SP, Brasil), com história de 4 horas de embaçamento visual, dor ocular e visão de flashes brilhantes. O exame com lâmpada de fenda revelou injeção conjuntival moderada, edema corneano e câmara anterior rasa em ambos os olhos. A pressão intraocular era de 48 mmHg bilateralmente e a fundoscopia era normal. Foi tratada com colírios de timolol, brimonidina, dorzolamida, pilocarpina e acetato de prednisona e acetazolamida via oral. Uma hora após essas medidas, a pressão intraocular era 30 mmHg, e a paciente recebeu uma injeção intravenosa de manitol, ocorrendo normalização da pressão intraocular após essa medida. Após 24 horas foi realizada iridectomia com Yag laser. O topiramato foi interrompido e ela se recuperou totalmente após uma semana.
Keywords: Glaucoma, ângulo-fechado; Glaucoma, ângulo-fechado; Anticonvulsivantes; Pressão intraocular; Doenças uveais; Relato de caso
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