Arq. Bras. Oftalmol. 2001;64 (2 )
:127-131
| DOI: 10.1590/S0004-27492001000200007
Abstract
Objetivo: Apresentar uma técnica de exame e de coloração de amostras de citologia de impressão da superfície ocular desenvolvida em serviço de referência. Método: Obtiveram-se 28 amostras de citologia de impressão de pacientes com alterações da superfície ocular no Setor de Doenças Externas Oculares no período de julho a novembro de 1999. Coraram-se e avaliaram-se as amostras microscopicamente no Laboratório de Microbiologia Ocular, do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista Medicina. Resultados: Desenvolveu-se um modelo de papel de filtro com ápice, base e abertura lateral, que forneceu seu posicionamento correto no olho no momento da colheita e na lâmina para a fixação e coloração. A técnica de coloração descrita, que usa ácido periódico-Schiff, hematoxilina e Papanicolaou, é um procedimento econômico e fácil, cora as células caliciformes de róseo e as epiteliais de roxo. Conclusões: A técnica de exame mostrou-se ideal na avaliação celular das amostras de citologia de impressão. A citologia de impressão é um método bastante confiável para o estudo da superfície ocular, no acompanhamento da evolução de patologias externas, e provou ser um procedimento realmente simples, mais barato e mais confortável para o paciente que as biópsias invasivas.
Keywords: Técnicas citológicas; Córnea; Conjuntiva; Citodiagnóstico; Coloração
Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (1 )
:121-125
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000100022
Abstract
OBJETIVO: Analisar pela citologia de impressão a presença de células caliciformes na superfície de córneas com sinais clínicos de conjuntivalização. MÉTODOS: Foram realizados exames de citologia de impressão do epitélio córneo-conjuntival em 65 olhos de 65 pacientes com sinais clínicos de conjuntivalização com ou sem tratamento cirúrgico prévio. Os pacientes foram divididos em dois grupos segundo a história anterior de cirurgia de reconstrução da superfície ocular com transplante de limbo e membrana amniótica de tal forma que no grupo I foram estudados 49 pacientes sem cirurgia prévia e no grupo II estudaram-se 16 pacientes após cirurgia para reconstrução da superfície e com sinais de conjuntivalização recorrente. As amostras foram colhidas do olho afetado entre fevereiro de 2000 e fevereiro de 2002 no Laboratório de Doenças Externas Oculares do Departamento de Oftalmologia da UNIFESP. Definiu-se que o diagnóstico de deficiência límbica era confirmado por citologia de impressão quando uma ou mais células caliciformes íntegras eram encontradas na superfície da córnea. RESULTADOS: No grupo I uma ou mais células caliciformes foram evidenciadas na superfície da córnea em 21 olhos (42,85%). No grupo II foi possível detectá-las na superfície da córnea em 9 pacientes (56,25%). CONCLUSÃO: A presença de células caliciformes na superfície da córnea detectada no exame de citologia de impressão em pacientes com conjuntivalização pode confirmar o diagnóstico de deficiência de limbo no local pesquisado, porém, a ausência destas células não exclui o diagnóstico.
Keywords: Limbo da córnea; Conjuntiva; Células caliciformes; Células epiteliais; Neovascularização patológica; Técnicas citológicas; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
Arq. Bras. Oftalmol. 2005;68 (1 )
:136-139
| DOI: 10.1590/S0004-27492005000100026
Abstract
O tricoepitelioma é tumor cutâneo benigno derivado dos folículos pilosos. É comum na face, porém há poucos relatos sobre a ocorrência na pálpebra. não é freqüentemente reconhecido devido à sua raridade, controvérsias na sua classificação, origem e potencial biológico. O objetivo deste artigo é apresentar 2 casos de tricoepitelioma solitário na pálpebra, o exame histopatológico e seu tratamento. Esta lesão deve ser considerada quando for encontrado um nódulo solitário na região facial e diferenciada do carcinoma basocelular. A confirmação por meio do exame histopatológico é essencial.
Keywords: Carcinoma basocelular; Folículo piloso; Neoplasias palpebrais; Carcinoma adenóide cístico; Relato de caso
Arq. Bras. Oftalmol. 2005;68 (3 )
:369-372
| DOI: 10.1590/S0004-27492005000300017
Abstract
OBJETIVOS: Identificar a freqüência das alterações oculares em pacientes hansenianos residentes em hospital-colônia; comprovar a predileção pelo segmento anterior do olho em relação ao posterior. MÉTODOS: Fez-se estudo transversal de 115 olhos de 58 pacientes internados no abrigo João Paulo II, em Marituba - Pará, no período de agosto a outubro de 1999. Os dados epidemiológicos da pesquisa foram obtidos da ficha de cada paciente e de dados colhidos durante o exame oftalmológico. Todos os pacientes estudados estavam curados da hanseníase segundo as normas do Ministério da Saúde. RESULTADOS: Em 114 olhos (99,1%) foi observado envolvimento ocular, sendo a maioria (77,2%) pertencente à forma virchowiana. Os achados oculares mais freqüentes nos anexos oculares foram a madarose ciliar parcial (70,4%) e a madarose superciliar parcial (59,1%). Quanto ao bulbo ocular, o achado mais freqüente relacionado à hanseníase foi a diminuição e/ou ausência de sensibilidade corneana observada em 42,6% dos olhos, seguida da midríase paralítica (16,5%) encontrada no pós-operatório dos pacientes submetidos a facectomia, achado ligado intimamente à atrofia de íris (8,7%), comumente observada nestes pacientes. Não foi encontrada nenhuma alteração à fundoscopia que pudesse ser atribuída à hanseníase. CONCLUSÕES: A alta prevalência de alterações do bulbo ocular e anexos em pacientes portadores de hanseníase, principalmente na forma virchowiana, indicam a necessidade da assistência contínua a esses pacientes mesmo após a cura da doença.
Keywords: Hanseníase; Hanseníase virchowiana; Mycobacterium leprae; Manifestações oculares; Infecções oculares bacterianas; Oftalmopatias; Hospitais; Estudos transversais
Arq. Bras. Oftalmol. 2006;69 (5 )
:701-705
| DOI: 10.1590/S0004-27492006000500016
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os custos do tratamento para blefaroespasmo essencial e espasmo hemifacial com toxina botulínica tipo A (Dysport®), correlacionando-os com sua eficácia terapêutica. MÉTODOS: Análise de 50 prontuários de pacientes com blefaroespasmo essencial e espasmo hemifacial, submetidos à terapia com Dysport®, no período de abril de 2002 a maio de 2004 no setor de Óculo-Plástica da Santa Casa de São Paulo. Dos 50 pacientes, 27 apresentavam blefaroespasmo essencial e 23 espasmo hemifacial. Informações sobre grau de satisfação, queixas e custos pessoais foram obtidas mediante questionário. Os custos do medicamento e dos materiais foram pesquisados no almoxarifado e na farmácia da Santa Casa. Quanto ao custo das consultas, utilizou-se a tabela de pagamento do SUS. Para a estatística foram utilizados os testes de Wilcoxon e Mann-Whitney. RESULTADOS: O custo total anual do tratamento foi de R$ 1.239,32 para o blefaroespasmo essencial e R$ 661,72 para o espasmo hemifacial. Para o paciente, o custo anual foi de R$ 145,48 para o blefaroespasmo essencial e R$ 126,07 para o espasmo hemifacial. Para o hospital, o custo anual foi de R$ 1.095,84 para o blefaroespasmo essencial e R$ 535,65 para o espasmo hemifacial. O tratamento com Dysport® promoveu melhora funcional significativa nos dois grupos. CONCLUSÃO: O procedimento tem custo elevado, principalmente devido ao preço da toxina. Entretanto, pela análise econômica da saúde fica demonstrado que o procedimento possui excelente relação custo-benefício.
Keywords: Blefarospasmo; Distonia; Espasmo hemifacial; Toxina botulínica tipo A; Toxina botulínica tipo A; Custos e análise de custo; Espasticidade muscular
Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (1 )
:121-123
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000100022
Abstract
Os autores relatam o caso de uma paciente que apresentou quadro reincidente de esotropia aguda e diplopia durante o período gestacional. Não havia história de trauma ou qualquer alteração sistêmica, excetuando-se a gravidez. Tratamento oclusivo alternado foi instituído, e após o parto houve remissão espontânea dos sinais e sintomas.
Keywords: Estrabismo; Esotropia; Complicações na gravidez; Diplopia; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (4 )
:595-598
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000400026
Abstract
Gliomas são as neoplasias infiltrativas mais freqüentes do nervo óptico e podem se apresentar através de dois padrões distintos de crescimento: proliferação glial intraneural e gliomatose aracnoidal perineural. Existem evidências de que a gliomatose aracnoidal perineural é vista quase exclusivamente em pacientes com neurofibromatose tipo 1. Descrevemos um caso de gliomatose aracnoidal perineural ocorrendo em criança sem neurofibromatose tipo 1, comprovado tanto por achados radiológicos quanto histológicos. Uma criança de quatro anos de idade, do sexo feminino, sem evidências de neurofibromatose tipo 1, apresentou quadro de proptose à direita rapidamente progressiva. Ressonância magnética revelou lesão intraconal fusiforme hipointensa em T1 e hiperintensa em T2 - característico de gliomatose aracnoidal perineural, o nervo óptico pôde ser observado atravessando o tumor. O estudo histológico foi consistente com gliomatose aracnoidal perineural. Gliomatose aracnoidal perineural pode se desenvolver independente da presença de neurofibromatose tipo 1, como demonstrado por esse caso.
Keywords: Glioma de nervo óptico; Neurofibromatose; Ressonância magnética; Humano; Feminino; Criança; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (5 )
:717-718
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000500020
Abstract
Neste relato descrevemos um caso infreqüente de um paciente com quadro de distúrbio motor coreiforme diagnosticado equivocadamente como doença de Huntington, o qual posteriormente desenvolveu quadro de intensa vitreíte, possibilitando a identificação do Treponema pallidum como o patógeno causador de ambas anormalidades.
Keywords: Oftalmopatias; Corpo vítreo; Neurosífilis; Treponema pallidum; Infecções por HIV
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (6 )
:871-873
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000600021
Abstract
Os autores relatam o primeiro caso de tumor neuroectodérmico primitivo periférico primário da órbita apresentado na literatura nacional. Características clínicas, radiológicas e histopatológicas são discutidas. O diagnóstico foi confirmado por meio de análise imuno-histoquímica, etapa essencial no diagnóstico dos tumores de pequenas células redondas.
Keywords: Tumores neuroectodérmicos; Órbita; Imuno-histoquímica; Sarcoma de Ewing; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2009;72 (1 )
:106-108
| DOI: 10.1590/S0004-27492009000100022
Abstract
O acometimento da órbita pelo mieloma múltiplo é raro. Neste estudo, os autores descrevem um caso infrequente de proptose como primeiro sinal clínico do mieloma múltiplo. A presença de lesão orbitária expansiva associada a destruição do rebordo superior da órbita, notáveis à tomografia computadorizada, fez com que a diagnóstico de mieloma múltiplo fosse considerado. Aspectos diagnósticos e terapêuticos são discutidos.
Keywords: Mieloma múltiplo; Exoftalmia; Tomografia computadorizada por emissão; Relato de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2009;72 (1 )
:109-112
| DOI: 10.1590/S0004-27492009000100023
Abstract
Os fibro-histiocitomas representam 1% das massas orbitárias e podem ser histologicamente classificados em benignos, localmente agressivos e malignos - os últimos representando aproximadamente 11% do total. Nesse estudo, os autores descrevem um caso raro de fibro-histiocitoma maligno de pálpebra, ressaltando as características clínicas e histopatológicas desta neoplasia.
Keywords: Histiocitoma fibroso maligno; Neoplasias palpebrais; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Radioterapia adjuvante; Humano; Masculino; Adulto; Relato de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2011;74 (2 )
:114-117
| DOI: 10.1590/S0004-27492011000200009
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia e aspecto estrutural de células límbicas epiteliais humanas cultivadas sobre membrana amniótica (MA) com e sem epitélio. MÉTODOS: As culturas límbicas foram obtidas a partir de rima corneoescleral remanescentes de transplantes de córnea de 6 diferentes doadores. Cada explante foi cultivado em três diferentes grupos: MA desepitelizada por tripsina (Grupo 1), MA com epitélio íntegro (Grupo 2) e controle (Grupo 3). A migração epitelial foi avaliada por microscopia de contraste de fase. Após 15 dias, as células cultivadas sobre MA foram submetidas à microscopia eletrônica para avaliar migração e adesão epitelial. RESULTADOS: Todas as células do grupo controle cresceram até atingir confluência. Somente uma das culturas em membrana amniótica desepitelizada não apresentou crescimento epitelial. O crescimento de células epiteliais sobre membrana amniótica epitelizada foi observada em apenas uma cultura. CONCLUSÃO: Baseando-se nestes achados, o uso de membrana amniótica desepitelizada aparenta ser o melhor substrato para migração e adesão epitelial comparando com membrana amniótica epitelizada. Remover o epitélio da membrana amniótica demonstra ser um importante passo para estabelecer culturas de células sobre membrana amniótica.
Keywords: Células epiteliais; Técnicas de cultura de células; Membrana amniótica; Células-tronco; Limbo da córnea; Córnea; Adesão celular; Estudo comparativo
Arq. Bras. Oftalmol. 2011;74 (4 )
:258-261
| DOI: 10.1590/S0004-27492011000400006
Abstract
OBJETIVO: Uveíte é a maior causa de doença ocular que afeta o trato uveal, e ocasionalmente a esclera, cornea e o nervo óptico. Esta doença é a maior causa de morbidade ocular e cegueira em pacientes imunocompetentes e imunossuprimidos. Neste trabalho nós analisamos a sensiblidade e especificidade do PCR em tempo real para detectar agentes etiológicos no sangue, plasma, humor vítreo e aquoso, e comparamos com a hipótese diagnóstica. MÉTODOS: Vinte e sete pacientes (13 homens) foram estudados e o método de PCR em tempo real foi usado para detectar o vírus da herpes simples 1 (HSV-1), vírus da herpes simples 2 (HSV-2), vírus varicella zoster (VZV), citomegalovírus (CMV), Mycobacterium tuberculosis (TB) e Toxoplama gondii (Toxo) no humor aquoso e vítreo, além do sangue e plasma. RESULTADOS: Nossos resultados mostraram a presença de Toxo, CMV, VZV ou HSV-2 em 19,2% das amostras de humor aquoso, e em 30% das amostras de humor vítreo. Nas amostras de plasma e sangue somente CMV foi detectado (11,1% e 3,7%, respectivamente). CONCLUSÃO: PCR em tempo real foi capaz de detectar e confirmar a hipótese diagnóstica em uveíte. Nossos dados confirmam que o humor vítreo é a melhor fonte para diagnóstico molecular de uveíte infecciosa, porém o humor aquoso também foi uma fonte importante de detecção, além de ser mais fácil de se obter.
Keywords: Reação em cadeia da polimerase; Uveíte; Uveíte; Uveíte; Infecções oculares virais; Humor aquoso; Corpo vítreo
Arq. Bras. Oftalmol. 2011;74 (5 )
:352-356
| DOI: 10.1590/S0004-27492011000500009
Abstract
OBJETIVO: Determinar os níveis de toxicidade de duas e três aplicações intravítreas de infliximabe na retina de coelhos albinos, por meio de exames clínicos oftalmológicos, eletrorretinográficos e histológicos. MÉTODOS: Foram utilizados doze coelhos albinos divididos em dois grupos. No primeiro grupo de 10 coelhos, cada olho recebeu duas (n=10 olhos) ou três injeções (n=10 olhos) intravítreas de 2 mg de infliximabe dissolvidos em 0,06 ml de solução salina, em intervalos mensais. Um segundo grupo de dois coelhos, que serviu como grupo controle (n=4 olhos), foram submetidos a duas e três aplicações intravítreas de BSS. Noventa dias após, os coelhos foram novamente submetidos a exame oftalmológico (biomicroscopia, oftalmoscopia e tonometria), eletrorretinográfico e, após enucleados, a exame histológico. RESULTADOS: O exame biomicroscópico e oftalmoscópico não revelou anormalidades retinianas nos olhos injetados com infliximabe e no grupo controle. Alteração histológica notada foi a presença de raros linfócitos e eosinófilos no vítreo posterior em quatro e em seis olhos submetidos a duas e três aplicações de infliximabe sem significado clínico. A única alteração clinicamente significante foi uma reação inflamatória severa com presença de exsudatos vítreos na interface vítreo retiniana e discreto edema de células ganglionares nos dois olhos de um único coelho, sem alterações no vítreo posterior. Os exames eletrorretinográficos mostraram amplitudes em média 12-13% menores daquelas obtidas antes do tratamento, contudo não houve nenhuma diferença estatisticamente significante quando comparamos as amplitudes e a latencia entre os achados electrorretinográficos pré e pós-tratamento. CONCLUSÃO: Duas e três aplicações intravítreas de infliximabe em olhos de coelhos em intervalos mensais, na dosagem de 2 mg, não provocam alterações significantes após um seguimento de noventa dias, quer no exame histológico, na eletrorretinografia e na avaliação clínica oftalmológica. Conclui-se que doses seriadas de infliximabe por via intravítrea é um procedimento seguro. Estudos clínicos em humanos devem ser realizados para melhor avaliação da segurança do seu uso no tratamento de determinadas doenças que acometem a retina e a coroide.
Keywords: Fator de necrose tumoral alfa; Injeções intravenosas; Retina; Doenças retinianas; Doenças da coróide; Degeneração macular; Anticorpos monoclonais; Eletrorretinografia; Animais; Coelhos
Arq. Bras. Oftalmol. 2013;76 (3 )
:192-194
| DOI: 10.1590/S0004-27492013000300013
Abstract
Descrevemos um paciente de 24 anos, sexo masculino, que se apresentou com perda súbita da visão do olho esquerdo causado por oclusão da artéria central da retina. Ele foi submetido à investigação clínica detalhada sem encontrar uma causa. Três semanas depois, no entanto, desenvolveu surdez, encefalopatia e múltiplas oclusões de ramo arterial da retina no olho direito. Angiofluoresceinografia confirmou as oclusões de ramo arterial no OD e oclusão da artéria central da retina no OE, sem qualquer sinal de vascutile. O exame neurológico revelou encefalopatia difusa, enquanto que o estudo efetuado por ressonância nuclear magnética mostrou várias áreas de enfarte do cérebro e a audiometria demonstrou perda auditiva neurosensorial bilateral. A síndrome de Susac foi diagnosticada e tratamento com metilprednisolona e ciclofosfamida instituido com melhora discreta, seguida de estabilização clínica. Este caso é importante para chamar a atenção de que nem todos os três critérios diagnósticos (encefalopatia, oclusão de ramo arterial retiniano e surdez) para a síndrome de Susac precisam estar presentes de início, o que pode causar confusão diagnóstica. O diagnóstico deve portanto ser incluído no diferencial de oclusão da artéria central da retina mesmo quando ocorre em homem sem outros sintomas associados.
Keywords: Oclusão da artéria retiniana; Síndrome de Susac; Síndrome de Susac; Metilprednisolona; Ciclofosfamida; Perda auditiva; Encefalopatia; Relato de caso