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Abstract
O caso descrito apresentava uma hipotropia pouco severa com acuidade visual normal e binocularidade em infra-versão; além de uma hipotonia muscular generalizada, ao contrário da severa hipotropia e ambliopia encontrada nessa afecção. O procedimento cirúrgico levou estes fatos em consideração, tendo-se optado por um retrocesso pequeno do reto inferior para que se corrigisse o torcicolo sem interferir na posição de leitura. Os resultados pós-operatórios foram satisfatórios.
Keywords: Fibrose congênita de reto inferior; Ambliopia; Hipotonia muscular generalizada
Abstract
Objetivo: Verificar características sociais e o impacto do custo do tratamento antiglaucomatoso na renda familiar entre pacientes do Serviço de Oftalmologia de hospital universitário. Métodos: Realizou-se estudo transversal entre 146 pacientes do Setor de Glaucoma do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), aplicando-se um questionário por entrevista. Foram investigadas as variáveis: escolaridade, exercício de atividade profissional, renda própria e familiar, quantidade e tipo de medicações e tempo de tratamento antiglaucomatoso. A partir do custo mensal de medicações antiglaucomatosas disponíveis no Brasil e dos dados obtidos na entrevista, calculou-se o custo médio mensal do tratamento clínico e a porcentagem da renda familiar destinada à aquisição desses medicamentos. Além disto, investigaram-se fatores associados à dificuldade de aquisição da medicação. Resultados: O custo mensal médio do tratamento antiglaucomatoso foi de 36,09 ± 31,99 reais, o que correspondeu a 15,5% da renda familiar média. Aproximadamente 24,0% dos pacientes tiveram 25% ou mais de sua renda comprometida com o tratamento e 45,2% relataram dificuldade de adquirir a medicação em algum momento do tratamento. Os principais fatores associados à dificuldade de compra da medicação foram a reduzida renda familiar (p=0,0001) e a expressiva parcela da renda familiar destinada ao tratamento (p=0,0002). Conclusões: O tratamento do glaucoma apresentou custo elevado em relação à renda familiar da amostra. Evidenciou-se tratar de pacientes de baixa renda, destinada em boa parte ao tratamento do glaucoma. Admite-se que possam apresentar maior risco de baixa adesão ao tratamento antiglaucomatoso por dificuldades para adquirirem a medicação.
Keywords: Glaucoma; Custos de cuidados de saúde
Abstract
OBJETIVO: Avaliar as flutuações que ocorrem a curto e a longo prazos e a curva de aprendizado que ocorre em indivíduos normais submetidos à perimetria de freqüência dupla. MÉTODOS: Vinte indivíduos normais foram submetidos à perimetria de freqüência dupla, durante quatro sessões, com intervalos semanais. Na última sessão, realizaram-se três exames seguidos. As médias de sensibilidade e as flutuações a curto e longo prazos foram calculadas. Foi também avaliada a curva de aprendizado, pela comparação dos valores de MD ("mean deviation") nas quatro sessões. RESULTADO: Na avaliação a curto prazo, a média total de sensibilidade foi 31,91 ± 1,20 dB e as médias de MD e PSD ("pattern standard deviation") foram 0,84 ± 1,85 e 3,73 ± 1,55 dB, respectivamente. A média total das flutuações a curto prazo foi 1,72 ± 0,38 dB. Na avaliação a longo prazo, a média total de sensibilidade foi 31,75 ± 1,11 dB e as médias de MD e PSD foram 0,68 ± 1,90 dB e 3,67 ± 0,10 dB, respectivamente. A média total das flutuações a longo prazo foi 2,16 ± 0,26 dB. Os MDs médios da primeira, segunda, terceira e quarta sessões foram 0,11 ± 2,14 dB, 0,47 ± 1,64 dB, 1,16 ± 1,62 dB e 0,98 ±1,92 dB, respectivamente. Observou-se aumento significativo do MD na terceira e quarta sessões em relação à primeira sessão (p< 0,05). CONCLUSÃO: As sensibilidades detectadas pela perimetria de freqüência dupla apresentam flutuação a curto e longo prazo. Observou-se também claro efeito do aprendizado que deve ser considerado quando se realiza esse tipo de exame pela primeira vez.
Keywords: Perimetria; Campos visuais; Aprendizado
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a correlação entre os parâmetros do Topógrafo de Disco Óptico (TOPSS) e índices da perimetria computadorizada. MÉTODOS: Cento e doze pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto e 88 indivíduos normais foram incluídos no estudo. Todos os indivíduos foram submetidos ao exame oftalmológico completo, perimetria computadorizada (Humphrey 24-2, Full Threshold), avaliando-se Mean Deviation (MD) e Correct Pattern Standard Deviation (CPSD) e exame com TOPSS (average disc diameter, total disc area, cup area, cup shape, cup volume, average cup depth, average disc depth, neuroretinal rim (NRR) volume, NRR area, cup/disc area ratio, horizontal cup/disc ratio e vertical cup/disc ratio). A comparação entre os grupos foi realizada utilizando-se o Teste U de Mann-Whitney ou o Teste T de Student Independente. A correlação entre cada parâmetro do TOPSS e os índices do campo visual foi verificada utilizando-se a correlação de Spearman. RESULTADOS: Os parâmetros do TOPSS que apresentaram as correlações mais significativas com os índices de campo visual foram: Cup Area (MD: r = -0,538, p<0,001; CPSD: r =0,512, p<0,001), Vertical C/D Ratio (MD: r = -0,506, p<0,001; CPSD: r = 0,483, p<0,001) e Cup/Disc Area Ratio (MD: r = -0,458, p<0,001; CPSD: r = 0,453, p<0,001). Entretanto, houve importante variabilidade desses parâmetros em diferentes níveis de dano glaucomatoso, representados pelo MD e CPSD. CONCLUSÃO: As variáveis do TOPSS apresentam, no geral, correlação satisfatória com os índices do campo visual. Apesar de alguns desses parâmetros apresentarem correlação altamente significativa, existe grande variabilidade dos parâmetros estruturais para um mesmo nível de dano funcional, limitando a utilização isolada de parâmetros estruturais derivados do TOPSS no diagnóstico do glaucoma.
Keywords: Glaucoma; Disco óptico; Perimetria; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a capacidade da polarimetria de varredura a laser de discriminar entre olhos normais e glaucomatosos. MÉTODOS: Cento e doze pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto e 88 indivíduos normais foram incluídos no estudo. Todos os indivíduos foram submetidos a exame oftalmológico completo, perimetria computadorizada (Humphrey 24-2, full threshold), avaliando-se Mean Deviation (MD) e Correct Pattern Standard Deviation (CPSD) e exame com GDx. Curvas ROC foram criadas e novos pontos de corte para cada parâmetro individual do GDx estabelecidos para estabelecer uma melhor relação sensibilidade/especificidade (Se/Es) no diagnóstico do glaucoma. A seguir, uma função discriminante com 2 parâmetros do GDx (ellipse modulation e the number) e idade por meio da análise logística multivariada foi criada com o mesmo propósito. RESULTADOS: Os parâmetros individuais do GDx com melhor relação Se/Es foram: the number (Se: 79,5%, Es: 81,8%, área abaixo da curva ROC: 0,870), maximum modullation (Se: 83,0%, Es: 76,1%, área abaixo da curva ROC: 0,842) e ellipse modulation (Se: 65,2%, Es: 88,6%, área abaixo da curva ROC: 0,831). A função discriminante criada obteve resultados superiores a qualquer parâmetro do GDx isolado (Se: 85,7%, Es: 90,9%, a área abaixo da curva ROC: 0,920). CONCLUSÃO: A combinação de dois ou mais fatores em uma função logística multivariada aumenta a capacidade da polarimetria de varredura a laser de discriminar entre olhos normais e glaucomatosos.
Keywords: Disco óptico; Glaucoma; Perimetria; Lasers; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
Abstract
OBJETIVO: Comparar a influência do tipo de tratamento em diferentes regiões do campo visual glaucomatoso após redução da pressão intra-ocular (Pio). MÉTODOS: Pacientes com glaucoma que obtiveram redução da Pio de pelo menos 20% em um período de 2 meses foram retrospectivamente selecionados e divididos em 2 grupos: 1) após trabeculectomia; 2) após tratamento clínico. Índices do campo visual e os limiares de sensibilidade (totais, e divididos de acordo com a gravidade no gráfico do "Pattern Deviation") foram anotados imediatamente antes e após a redução da Pio, comparados entre os grupos, e dentro dos mesmos. RESULTADOS: Trinta e um olhos de 22 pacientes foram incluídos no estudo (15 no grupo 1, e 16 no grupo 2). Ambos os grupos demonstraram alta habilidade na melhora de regiões do campo visual após a redução da Pio. Apenas a porcentagem da redução da Pio (52,3±18,9% e 37,8±15,2% para os grupos 1 e 2, respectivamente, p=0,02) e a porcentagem de melhora nos pontos lesados a 0,5% (186,0±213,3% e 30,1±35,2% para os grupos 1 e 2, respectivamente, p=0,02) foram diferentes entre os grupos, porém sem significância após correção do erro alfa. CONCLUSÃO: A redução da Pio acima de 20% pode estar associada à melhora em regiões do campo visual glaucomatoso, independente da modalidade de tratamento.
Keywords: Pressão intra-ocular; Glaucoma; Perimetria; Tonometria ocular; Estudos retrospectivos; Resultado de tratamento
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OBJETIVO: Avaliar o desempenho do teste provocativo da ibopamina em pacientes com glaucoma usuários de drogas hipotensoras. MÉTODOS: Pacientes glaucomatosos foram recrutados do Centro de Referência em Oftalmologia (CEROF) da Universidade Federal de Goiás, e suas drogas hipotensoras em uso registradas. Indivíduos normais foram amigos e parentes dos pacientes. A seguir, foram instiladas duas gotas de ibopamina 2% com intervalo de 5 minutos. A pressão intra-ocular (Pio) foi medida previamente, e após 30, 60 e 180 minutos. No nosso estudo, o teste da ibopamina foi considerado positivo quando a pressão intra-ocular excedeu 4 mmHg em pelo menos uma das medidas. RESULTADOS: Cinquenta e oito olhos de 58 indivíduos (38 glaucomatosos e 20 normais) foram incluídos no estudo. O aumento da pressão intra-ocular foi maior nos pacientes com glaucoma aos 30, 60 e 180 minutos (p<0,001 em todas as ocasiões). O aumento da pressão intra-ocular foi estatisticamente maior aos 30 minutos nos indivíduos que não utilizavam análogos das prostaglandinas (p=0,01). A sensibilidade do teste foi de 68% (87% se excluirmos pacientes em uso de análogos das prostaglandinas), e a especificidade de 95%. CONCLUSÃO: O teste provocativo da ibopamina 2% pode ser ferramenta auxiliar no diagnóstico do glaucoma. Apesar da pequena amostra estudada, sugere-se que olhos em uso de análogos das prostaglandinas têm reduzido a sensibilidade do mesmo.
Keywords: Glaucoma; Soluções oftálmicas; Pressão intra-ocular; Agonistas de dopamina; Sensibilidade e especificidade
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OBJETIVO: Correlacionar o teste provocativo da ibopamina com a curva diurna de pressão intra-ocular (Pio máxima e flutuação da mesma) em pacientes com glaucoma. MÉTODOS: Estudo prospectivo incluindo pacientes com glaucoma provenientes do CEROF-UFG. Duas gotas de ibopamina a 2% foram instiladas em um ou ambos os olhos dos pacientes com intervalo de 5 minutos entre elas. A pressão intra-ocular foi checada antes, 30 e 45 minutos após a segunda gota de ibopamina. Após, a curva diurna de pressão intra-ocular foi realizada com 5 medidas independentes (a cada 2:30 horas) entre 8:00 e 18:00 horas. A correlação de Pearson foi utilizada para se testar a relação linear entre a pressão intra-ocular após o uso da ibopamina, a pressão intra-ocular máxima e a flutuação diurna da pressão intra-ocular. RESULTADOS: Trinta e um olhos de 22 pacientes foram incluídos. Notou-se correlação estatisticamente significativa entre a Pio 30 e 45 minutos após a instilação da ibopamina e a máxima pressão intra-ocular obtida na curva diurna (r=0,356, p=0,04 e r=0,429, p=0,01, respectivamente). Entretanto, não foi observada correlação positiva com a flutuação diurna da pressão intra-ocular aos 30 (r=0,046, p=0,8) e 45 minutos (r=0,109, p=0,5). CONCLUSÃO: O teste provocativo da ibopamina apresentou alta correlação com a pressão intra-ocular máxima na curva diurna em pacientes com glaucoma. Entretanto, não foi notado relação linear direta com a flutuação diurna da pressão intra-ocular.
Keywords: Glaucoma; Soluções oftálmicas; Pressão intra-ocular; Agonistas de dopamina; Ritmo circadiano; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: Comparar a tolerabilidade e a eficácia do teste provocativo da ibopamina com diferentes concentrações em pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto. MÉTODOS: Pacientes com glaucoma (mesmo olho) foram aleatoriamente submetidos ao teste provocativo da ibopamina com as duas concentrações comercialmente disponíveis: 1% e 2% com pelo menos 3 semanas de intervalo, mas não superior a 3 meses. Os indivíduos normais foram randomizados a uma das concentrações utilizadas. O teste era considerado positivo se houvesse elevação da pressão intra-ocular (Pio) superior a 3 ou 4 mmHg 30 ou 45 minutos após o início do teste para se estabelecer a melhor relação sensibilidade (Se)/especificidade (Es) do teste. RESULTADOS: Treze pacientes com glaucoma, 15 indivíduos normais com a ibopamina a 2% e 13 com a ibopamina a 1% foram incluídos. Não houve diferença estatisticamente significativa em qualquer uma das médias da Pio entre a ibopamina a 1% ou a 2%. A Pio foi significativamente maior aos 30 e 45 minutos com ambas as concentrações (p<0,001). A melhor relação Se/Es foi obtida com o aumento da Pio >3 mmHg, 45 minutos após o teste com a ibopamina a 2% (área abaixo da curva ROC: 0,864, Se: 84,6%; Es: 73,3%). Todos os pacientes referiram leve ardência à instilação da ibopamina. CONCLUSÃO: Sugere-se a utilização da ibopamina a 2% como teste provocativo para o glaucoma. Como ambas as concentrações apresentaram capacidade similar em elevar a Pio, a Ibopamina a 1% (menor concentração da droga) pode ser utilizada por períodos prolongados, como na hipotonia ocular.
Keywords: Agonistas dopaminérgicos; Glaucoma de ângulo aberto; Pressão intra-ocular; Soluções oftálmicas; Tolerância e eficácia; Sensibilidade e especificidade
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a concordância e correlação entre a perimetria de freqüência dupla e a perimetria azul-amarelo no glaucoma. MÉTODOS: Pacientes com glaucoma foram selecionados do Setor de Glaucoma do Centro de Referência em Oftalmologia (CEROF) da Universidade Federal de Goiás, e submetidos aos exames de perimetria de freqüência dupla e perimetria azul-amarelo em ambos os olhos (quando elegíveis) no mesmo dia de maneira aleatória. Foi obtido a correlação (Pearson) entre os índices globais (mean deviation - MD e pattern standard deviation - PSD) e a concordância entre os exames (índice Kappa) para a gravidade do dano glaucomatoso. RESULTADOS: Quarenta e três olhos de 26 pacientes foram incluídos no estudo. Comparando-se o MD (-4,5±4,5 dB para o perimetria de freqüência dupla e -8,0±6,8 dB para o perimetria azul-amarelo, p<0,001) e o PSD (6,4±2,8 dB para o perimetria de freqüência dupla e 5,8±2,4 dB para o perimetria azul-amarelo, p=0,1), verificamos que apenas o MD mostrou diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Os índices globais MD e PSD foram altamente correlacionados comparando-se o perimetria de freqüência dupla e o perimetria azul-amarelo (r=0,644, p<0,001 e r=0,586, p<0,001, respectivamente). A concordância entre as classificações da gravidade da perda glaucomatosa mostrou-se significativa (Kappa=0,319, p<0,001). CONCLUSÃO: Existe alta correlação entre os índices globais e alta concordância em termos de classificação da gravidade do dano glaucomatoso entre a perimetria azul-amarelo e a perimetria de freqüência dupla, refletindo ausência de seletividade no dano glaucomatoso, ou que os instrumentos disponíveis não sejam capazes de isolar as células ganglionares de forma completa.
Keywords: Glaucoma; Perimetria; Pressão intra-ocular; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: Comparar o teste da ibopamina 2% com o teste de sobrecarga hídrica como testes provocativos para glaucoma. MÉTODOS: Pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto, e indivíduos normais foram selecionados do CEROF-Universidade Federal de Goiás - UFG, e submetidos, de forma randomizada, e com intervalo mínimo de 1 semana, aos testes provocativos da ibopamina 2%, e sobrecarga hídrica. A pressão intra-ocular (Pio) antes e após os testes, confrontação entre os métodos (gráfico de Bland-Altman) além da melhor relação sensibilidade/especificidade (realizados por meio de curvas ROC) foram obtidos. RESULTADOS: Foram incluídos 47 olhos de 25 pacientes (27 olhos de 15 pacientes com glaucoma e 20 olhos de 10 pacientes normais), com idade média de 54,2 ± 12,7 anos. O MD médio dos pacientes com glaucoma foi de -2,8 ± 2,11 dB. Nos pacientes com glaucoma, não houve diferença estatisticamente significativa na Pio basal (p=0,8), ao passo que se notou diferença na Pio após os testes provocativos (p=0,03), e na variação da Pio após os testes (4,4 ± 1,3 mmHg para ibopamina e 3,2 ± 2,2 mmHg para ingestão hídrica, p=0,01). Nos pacientes normais, não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos para todos os parâmetros avaliados. O gráfico de Bland-Altman mostrou grande dispersão dos resultados. Finalmente, obteve-se áreas abaixo das curvas ROC de 0,987 para o teste da ibopamina e 0,807 para a ingestão hídrica. CONCLUSÃO: O teste provocativo da ibopamina apresentou melhor relação sensibilidade/especificidade que o teste de ingestão hídrica nesse subgrupo selecionado de pacientes com glaucoma com dano perimétrico inicial.
Keywords: Glaucoma ângulo aberto; Pressão intra-ocular; Agonistas dopaminérgicos; Soluções oftálmicas; Ingestão de líquidos; Água; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Testes visuais; Sensibilidade e especificidade; Estudo comparativo
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OBJETIVO: Avaliar os efeitos do uso do colírio de ibopamina a 2% nos resultados da campimetria visual computadorizada em indivíduos normais. MÉTODOS: Voluntários oriundos do CEROF-UFG, sem alterações ao exame oftalmológico que pudessem afetar o campo visual foram selecionados. Os indivíduos foram submetidos a exame de perimetria computadorizada SITA-standard 24-2 antes e após dilatação com o colírio de ibopamina a 2% ou ciclopentolato, com intervalo mínimo de 3 dias entre si e em ordem aleatória. Índices globais e número de pontos alterados foram comparados entre os grupos. RESULTADOS: Foram avaliados 30 olhos de 30 indivíduos normais. Não houve diferença estatisticamente significativa entre o "mean deviation" (MD) nos pacientes não dilatados e nos mesmos após a instilação da ibopamina (MD: -1,05 ± 0,26 dB vs. -1,47 ± 0,20 dB, P=0,08), o que ocorreu após cicloplegia (MD: -3,19 ± 0,29 dB), P<0,001 para ambos. Na avaliação entre cicloplegia e pré-dilatação, nota-se significância para o "pattern standard deviation" (P=0,04), o que não ocorreu na avaliação com ibopamina. O número de pontos alterados no "pattern deviation" não apresentou diferença significativa entre todos os pares. Quanto ao número de pontos do "total deviation", houve diferença estatisticamente significativa antes da dilatação e após o uso do cicloplégico (n: 8,86 ± 1,51 vs. 25,72 ± 2,96 pontos, P<0,001) e entre olhos após a instilação do cicloplégico e da ibopamina (ibopamina: 9,75 ± 1,85 pontos, P<001). CONCLUSÃO: O colírio de ibopamina 2% aparentemente não afeta os resultados da perimetria computadorizada em indivíduos normais.
Keywords: Ciclopentolato; Glaucoma; Hipertensão ocular; Pressão intraocular; Perimetria
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OBJETIVO: Comparar o efeito analgésico entre dipirona sódica e etoricoxib 90 mg após exérese de pterígio primário com transplante autólogo de conjuntiva. MÉTODOS: Trata-se de um ensaio clínico prospectivo, randomizado, duplo-mascarado. Três grupos de 26 pacientes (1 olho por paciente) foram operados e receberam as medicações em estudo durante os cinco dias seguintes à cirurgia. Foi utilizada uma escala de dor, numerada de zero a dez, para avaliação pelo paciente no 1É, 3É e 5É dias pós-operatórios. A dor foi classificada em ausente (zero), leve (1 a 3), moderada (4 a 7) e intensa (8 a 10). A análise estatística foi realizada com o software SPSS, versão 11.5. RESULTADOS: Foi observada diferença estatisticamente significativa entre etoricoxib e dipirona no 1É e 3É dia pós-operatório (PO) (p=0,001 e p=0,01; respectivamente). O etoricoxib foi superior ao placebo apenas no 1É PO (p=0,04). Não houve diferença de resultados entre dipirona e placebo. CONCLUSÕES: A analgesia do etoricoxib foi superior à do placebo no PO1 e à da dipirona no PO1 e PO3, na exérese de pterígio primário com transplante autólogo de conjuntiva. Não houve diferença significativa da analgesia pós-operatória entre dipirona e placebo no mesmo procedimento.
Keywords: Dor pós-operatória; Pterígio; Placebo; Piridinas; Dipirona; Analgesia; Conjuntiva
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OBJETIVOS: Verificar a influência do campo visual e/ou tomografia de coerência óptica, quando analisados em associação à retinografia colorida, na diferenciação entre indivíduos com glaucoma daqueles com aumento fisiológico de escavação.
MÉTODOS: Oitenta pacientes com glaucoma ou aumento fisiológico de escavação (40 cada) foram randomizados de acordo com o exame testado (GI: retinografia colorida, GII: retinografia colorida + campo visual, GIII: retinografia colorida + tomografia de coerência óptica, GIV: retinografia colorida + campo visual + tomografia de coerência óptica). Vinte oftalmologistas não especialistas em glaucoma diagnosticaram glaucoma através de slides do PowerPoint, sem o exame direto do paciente.
RESULTADOS: A concordância interexaminador foi boa para o GII (ĸ: 0,63; 95%CI, 0,53-0,72), moderada para GIII (ĸ: 0,58; 95%CI, 0,48-0,68) e GIV (ĸ: 0,41; 95%CI, 0,31-0,51), e baixa para o GI (ĸ: 0,30; 95%CI, 0,20-0,39) (p<0,001). Acurácia diagnostica foi maior no GIII (15,8 ± 1,82) em comparação ao GI (12,95 ± 1,46, p<0,001) e o GII (16,25 ± 2,02) maior em comparação ao GI e GIV (14,10 ± 2,24) (para ambos, p<0,001). Para os pacientes com glaucoma, a acurácia diagnostica nos grupos GII e GIII foi superior do que em GI e GIV (ambos p<0,001). Sensibilidade e especificidade foram 59% e 70,5% no GI; 86,5% e 76% no GII, 86,5% e 71,5% no GIII; 68,5% e 72,5% no GIV, respectivamente. A acurácia foi maior no GII (81,3% [95%CI, 77,1-84,8]), seguido pelo GIII (79% [95%CI, 74,7-82,7]), GIV (70,5% [95%CI, 65,9-74,8]), e GI (64,8% [95%CI, 60,0-69,3]).
CONCLUSÕES: A avaliação isolada da retinografia colorida por oftalmologistas não especialistas em glaucoma não pode diferenciar pacientes com glaucoma daqueles com aumento fisiológico de escavação. Houve aumento da acurácia diagnóstica e da concordância interobservador com o acréscimo do campo visual ou da tomografia de coerência óptica. Entretanto, o uso de ambas as modalidades não melhorou a sensibilidade/especificadade.
Keywords: Glaucoma; Tomografia de coerência óptica; Testes de campo visual; Disco óptico; Variações dependentes do observador
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Objetivo: Comparar as medidas lineares da escavação do disco óptico, obtidas com o OCT RTVue com as obtidas pela retinografia digital.
Métodos: Trata-se de um estudo transversal. Utilizou-se imagens de retinografia digital e exames de OCT obtidos pelo aparelho RTVue de pacientes suspeitos ou com glaucoma. Na retinografia colorida, foram obtidos os maiores diâmetros horizontal e vertical do disco óptico, a partir da borda interna do Anel de Elschnig através de paquímetro com graduação de 0,01 mm. No OCT, a delineação do nervo óptico foi obtida automaticamente e a partir dos resultados foi registrado o diâmetro horizontal e vertical da escavação.
Resultados: Foram incluídos 100 olhos de 100 indivíduos, com idade média de 60,1 ± 15,7 anos. Desses, 79 foram do olho direito e 21 do olho esquerdo, sendo 61 homens e 39 mulheres. Verificou-se que as médias das escavações horizontais obtidas com o OCT foram de 0,91 ± 0,10, enquanto que as obtidas pela retinografia foram 0,79 ± 0,11 (p<0,01).
Conclusões: Nota-se fraca concordância entre os métodos avaliados para quantificar as medidas das escavações do disco óptico. As medidas obtidas automaticamente pelo OCT RTVue foram maiores, porém correlacionadas com as medidas obtidas manualmente pela retinografia digital. Além disso, notou-se fraca concordância nos parâmetros do disco óptico entre os dois dispositivos de imagens.
Keywords: Disco óptico; Glaucoma/diagnóstico; Nervo óptico; Humor aquoso; Tomografia de coerência óptica; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
Abstract
Objetivo: Comparar longitudinalmente os parâmetros estruturais isolados obtidos através da tomografia de coerência óptica RTVue em pacientes glaucomatosos e suspeitos de glaucoma com campos visuais estáveis.
Métodos: Todos os incluídos deveriam ter Campimetria Computadorizada Humphrey Sita Standard 24-2 confiáveis. A estabilidade campimétrica foi definida se apresentassem menos de cinco pontos com p<5% e/ou nenhum ponto com p<1% e/ou p<0,05% no gráfico de comparação do Glaucoma Progression Analysis. Para a tomografia de coerência óptica, foi utilizado a estratégia de avaliação para glaucoma.
Resultados: Foram incluídos 75 olhos de 75 pacientes: 43 com glaucoma e 32 suspeitos. A média dos intervalos do campo visual entre o 1o e 3o exame, foi de 29,57 ± 9,65 meses. Não houve variação para os parâmetros do campo visual (desvio médio, desvio padrão e índice da função visual) entre o primeiro e o último exame (p>0,05 para todos). Não houve variação dos parâmetros da camada de fibras nervosas da retina ao longo do estudo, enquanto que para os parâmetros do disco óptico, apenas cup volume apresentou mudança (p=0,004). Em relação à camada de células ganglionares da retina, notou-se uma redução progressiva na espessura média da Ganglionar Complex Cells com uma variabilidade entre o primeiro e último exame de -0,98 ± 3,71% (p=0,04). Quanto ao Global loss volume, houve um aumento progressivo ao longo do estudo com uma variabilidade entre o primeiro e último exame de 14,71 ± 44,52% (p=0,04). O parâmetro inferior do Ganglionar Complex Cells também reduziu significativamente entre o 1o e 3o exames (p=0,02). Os demais parâmetros da tomografia de coerência óptica RTVue se mantiveram estáveis entre o 1o e 3o exames.
Conclusão: Os presentes achados sugerem que pacientes glaucomatosos ou com suspeita de glaucoma e com campos visuais estáveis, podem apresentar progressão estrutural na camada de células ganglionares da retina avaliada por meio da tomografia de coerência óptica RTVue.
Keywords: Diagnóstico por imagem/métodos; Disco óptico/patologia; Fibras nervosas/patologia; Glaucoma/diagnóstico; Tomografia de coerência óptica
Abstract
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