Showing of 1 until 2 from 2 result(s)
Search for: Junia Cabral Marques
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a frequência de dermatoceratoconjuntivite atópica, seus sintomas e alterações em pacientes do Ambulatório de Dermatologia Infanto-Juvenil da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo com diagnóstico prévio de dermatite atópica. MÉTODOS: Foram avaliados 52 portadores de dermatite atópica do Ambulatório de Dermatologia Infanto-Juvenil, menores de 16 anos (média de idade 8,9 ± 4,1 entre 2 e 16 anos) por meio de um protocolo de questões de sintomas e avaliação oftalmológica dos sinais. Os sinais e sintomas foram graduados de 0 (ausente) a 4 (maior intensidade), e em alguns casos apenas como presentes ou não. A análise foi descritiva e estatística, com nível de significância de 5%. RESULTADOS: A frequência da dermatoceratoconjuntivite atópica foi de 76,9% entre os 52 pacientes com dermatite atópica, dos quais 26,7% com conjuntivite atópica e 50,2% com blefarite atópica. No grupo de dermatite atópica encontramos maior número de pacientes do sexo feminino e no grupo conjuntivite atópica maior número de pacientes do sexo masculino. A idade foi praticamente igual nos grupos estudados. Os sintomas mais frequentes foram olho vermelho e prurido, principalmente no grupo de conjuntivite atópica. Este último foi o sintoma com escore mais intenso e presentes em todos os pacientes do grupo conjuntivite atópica. Papilas e blefarite foram os sinais mais encontrados. O tempo de ruptura do filme lacrimal encontrava-se alterado na maioria dos pacientes. CONCLUSÕES: A frequência de dermatoceratoconjuntivite atópica foi de 76,9% nos pacientes com dermatite atópica. O prurido foi o sintoma mais frequente, seguido por olhos vermelhos, mais relacionados ao grupo de conjuntivite atópica. A blefarite e as papilas foram os sinais mais encontrados, também no grupo de conjuntivite atópica. Devido ao crescimento da prevalência da dermatite atópica na população infantil, seria prudente realizar a avaliação oftalmológica de rotina desses pacientes, visto que nenhum dos pacientes de nosso estudo estavam em acompanhamento oftalmológico prévio.
Keywords: Conjuntivite alérgica; Dermatite atópica; Blefarite; Ceratoconjuntivite; Doenças da córnea
Abstract
Objetivos: Avaliar os resultados dos testes utilizados para o diagnóstico de olho seco em portadores do vírus da hepatite C, e verificar se há relação entre a duração conhecida da doença e a intensidade das alterações da superfície ocular. MÉTODOS: Foram avaliados 25 pacientes portadores do vírus da hepatite C não tratados e 29 indivíduos com testes sorológicos negativos para hepatite C. Nos dois grupos, foi realizada a mesma sequência de exames: biomicroscopia, teste de cristalização da lágrima, tempo de ruptura do filme lacrimal, avaliação da córnea com fluoresceína, teste de Schirmer I, avaliação da córnea e conjuntiva com corante rosa bengala e estesiometria da córnea. Os pacientes também foram questionados com relação ao tempo conhecido de infecção pelo vírus da hepatite C. RESULTADOS: O grupo com hepatite C apresentou valor menor que o encontrado nos indivíduos sem hepatite C, no teste de Schirmer I tanto para o olho direito (p=0,0162) como esquerdo (p=0,0265). Para o tempo de ruptura do filme lacrimal verificou-se média inferior no grupo com hepatite C nos dois olhos; porém, a diferença apresen tou significância estatística apenas no olho esquerdo (p=0,0007), não sendo detectada diferença no olho direito (p=0,0793). Com relação ao dano presente na superfície ocular, verificado pela pontuação no teste de coloração com rosa bengala, observou-se média superior no grupo com hepatite, tanto no olho direito (p=0,0008) como esquerdo (p=0,0034). Os valores obtidos na medida da sensibilidade corneal dos pacientes infectados evidenciaram que a sensibilidade da córnea encontra-se alterada em comparação com a do grupo controle. O teste de cristalização do filme lacrimal não demonstrou diferenças entre ambos os grupos. Não houve correlação entre tempo de infecção pelo vírus e intensidade das alterações. CONCLUSÕES: Os resultados indicam que a hepatite C é causa de olho seco. Os mecanismos fisiopatológicos não são conhecidos, mas isso deve servir de alerta para cuidados terapêuticos oculares e futuras pesquisas para elucidar a síndrome sicca na hepatite C e suas relações com síndrome de Sjögren.
Keywords: Hepatite C; Síndromes de olho seco; Córnea; Ceratite
ABO is licensed under a Creative Commons Attribution-NonComercial 4.0 Internacional.
About
Issues
Editorial Board
Submission
Official publication of Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Rua Casa do Ator, 1.117 - 2º andar - CEP: 04546-004
São Paulo - SP, Brazil
Phone: +55 11 3266-4000