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Abstract
OBJETIVOS: 1. Verificar a capacidade de cola do adesivo biológico de fibrina quando utilizado para reduzir o arco de contato do músculo reto superior com a esclera de coelhos. 2. Comparar a redução da função do músculo reto superior tratado com a função do músculo reto superior contralateral, utilizado como controle. MÉTODOS: A amostra foi constituída por 30 coelhos, 60 olhos. Em cada coelho, realizou-se mioescleropexia posterior com adesivo biológico em um dos olhos (30 olhos), enquanto o outro serviu como controle (30 olhos). Todos os animais foram sacrificados após 60 dias pós-operatórios. Avaliaram-se a hipofunção muscular e o tamanho da aderência mioescleral produzida imediatamente pela cirurgia e após 60 dias. RESULTADOS: O coágulo de fibrina formou-se imediatamente à sua aplicação no músculo, e as fibras musculares apresentaram-se aderidas em poucos segundos à esclera. Todos os olhos operados com adesivo bio-lógico de fibrina demonstraram hipofunção muscular após 60 dias, quando comparada ao músculo contralateral. O tamanho do coágulo formado inicialmente, relacionado às medidas obtidas após 60 dias, demonstrou uma porcentagem de redução de 28,48% e uma correlação ascendente e positiva (r=0,367204), porém fraca, elucidando a existência de múltiplas variáveis influenciando nessa redução. Não houve sinais de hiperemia, secreção conjuntival, ou qualquer outra complicação atribuída à cirurgia, ao final de 60 dias. CONCLUSÃO: O adesivo biológico de fibrina provoca adesão músculo-escleral, encurtando o arco de contato, ocasionando a hipofunção desejada. A aplicação do adesivo facilita a mioescleropexia posterior, evitando a possibilidade de perfuração ocular.
Keywords: Adesivo tecidual de fibrina; Músculos oculomotores; Técnicas de sutura; Animal; Coelhos
Abstract
OBJETIVO: Relatar os resultados a longo prazo da cirurgia de ceratectomia fotorefrativa em miopia e astigmatismo miópico. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de120 olhos operados de ceratectomia fotorefrativa com um mínimo intervalo de 4 anos de seguimento pós-operatório (máximo de 96 meses e seguimento médio de 55 meses). Dividimos em grupo 1 (G1) com equivalente esférico (SE) até -4.00 dioptrias (D) e grupo 2(G2) SE > -4.00 D. O excimer laser Summit Apex Plus® foi usado na ablação. Foram obtidas acuidade visual não corrigida (UCVA) e melhor acuidade visual corrigida (BSCVA) e refração sob cicloplegia. Os dados foram analisados utilizando o programa Refractive Surgery Consultant Elite database®. RESULTADOS: G1 com 85 olhos (49 pacientes) apresentaram SE médio de -2.42 D e o G2 com 35 olhos (22 pacientes) e SE médio de -4,45 D. No G1 94% e 82,9% no G2 estavam entre ±1,00D de emetropia em 4 anos. A acuidade visual não corrigida foi de 20/30, ou melhor, em 82,0% nos olhos de G1 e 77,0% de G2 no último seguimento. Nenhum paciente perdeu mais do que uma linha de visão no G2 comparado com 13,0% em G1. Ganho de linha de visão após 4 anos foi respectivamente 11,9% em G1 e 2,9% em G2. Correlação positiva estatisticamente significante foi encontrada entre correção refrativa programada versus atingida em ambos os grupos (r=0,925, p<0,0005). CONCLUSÃO: Ceratectomia fotorefrativa foi um procedimento cirúrgico seguro e estável para corrigir erros refracionais miópicos, sem mudança significativa no equivalente esférico médio da refração pós-operatória em longo prazo.
Keywords: Ceratectomia fotorrefrativa por excimer laser; Miopia; Astigmatismo; Resultado de tratamento; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Determinar se o epitélio corneano pode impedir ou diminuir o efeito do tratamento com "cross-linking" (CXL). Por meio de microscopia por imunofluorescência, foi indiretamente analisado o efeito do epitélio como escudo aos raios ultravioleta-A (UVA), assim como barreia à penetração da riboflavina. MÉTODOS: Quinze olhos enucleados de porcos foram divididos em 3 grupos. O epitélio corneano foi mantido intacto em todos os grupos. Cinco olhos serviram como controle (Grupo 1). No grupo 2, os olhos foram instilados com colírio anestésico de tetracaína, assim como colírio de riboflavina 0,1% (10 mg de riboflavina-5-fosfato em 10 ml de dextran 20% T-500). No grupo 3, solução de riboflavina foi injetada na câmara anterior para permitir a penetração da droga através do endotélio. Os grupos 2 e 3 foram então expostos à radiação UVA (365 nm, 3 mW/cm²) por 30 minutos. Subsequentemente, cortes ultrafinos (8 µm) das córneas foram marcados com anticolágeno tipo I e DAPI (4,6-diamidino-2-fenilindole dihydrocloride) e analisados com microscópio de imunofluorescência. RESULTADOS: As córneas que receberam injeção intracameral de riboflavina e foram irradiadas com UVA (Grupo 3) mostraram um padrão maior de organização das fibras de colágeno em relação aos grupos 1 (Controle) e 2 (instiladas com colírio anestésico e de riboflavina). Macroscopicamente, a coloração amarelada do estroma, que representa a difusão da riboflavina, foi apenas observada nos olhos que receberam riboflavina intracameral. CONCLUSÃO: Foi demonstrado, através de microscopia por imunofluorescência em córneas de porcos, que o epitélio corneano íntegro diminui a efetividade do CXL por reduzir a penetração da riboflavina, e não por impedir a penetração dos raios UVA. Uma concentração intraestromal inadequada de riboflavina limita o efeito do tratamento.
Keywords: Reagentes para ligações cruzadas; Riboflavina; Epitélio corneano; Microscopia de imunofluorescência; Agentes fotossensibilizantes; Raios ultravioleta; Suíno
Abstract
OBJETIVO: A tomografia de coerência óptica (OCT) é um método diagnóstico valioso para estudo da mácula. Entretanto, por se basear na energia luminosa, não pode ser realizada quando existe opacidade de meios. Nesses casos, o ultrassom (US) pode predizer algumas características maculares. Este estudo teve como objetivos caracterizar imagens obtidas por US com transdutores de 10 e 20-MHz comparadas ao OCT, assim como analisar a relação vitreorretiniana em olhos com buraco macular (BM). MÉTODOS: Vinte e nove olhos de 22 pacientes com evidência biomicroscópica de BM em diferentes estágios foram incluídos. Todos os pacientes foram avaliados com ultrassonografia utilizando transdutores de 10 e 20-MHz e OCT de domínio espectral. RESULTADOS: OCT diagnosticou BM em 25 dentre 29 olhos estudados. Os 4 casos não identificados por US eram pseudoburacos decorrentes de membrana epirretiniana. Nos BM estágios I (2 olhos) e II (1 olho), ambos transdutores não foram úteis para analisar o espessamento macular, mas foram identificados sinais sugestivos como irregularidade macular, opérculo ou descolamento parcial do vítreo posterior (DVP). Nos estágios III (14 olhos) e IV (5 olhos), ambos transdutores identificaram irregularidade, dupla corcova e espessamento macular. O US foi capaz de medir a espessura macular e identificar outros indícios de BM, como opérculo, tração vitreorretiniana e DVP. Em pseudoburacos, o US identificou irregularidades no contorno macular e discreta depressão. CONCLUSÃO: US de 10-MHz foi útil para uma avaliação global do corpo vítreo e sua relação à retina. O US de 20-MHz forneceu informações importantes sobre a junção vitreorretiniana e contorno macular. OCT fornece qualidade superior para estudo morfológico da região macular, exceto em casos de opacidade de meios. Nesses casos, ou quando o exame tomográfico não for disponível, o estudo ultrassonográfico de 10 e 20-MHz é capaz de proporcionar análise válida da região macular e auxiliar na abordagem terapêutica.
Keywords: Perfurações retinianas; Tomografia de coerência óptica; Transdutores; Descolamento do vítreo
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