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Abstract
OBJETIVOS: A proposta deste estudo é estabelecer valores normativos para o eletrorretinograma (ERG) de campo total, em um grupo de voluntários adultos jovens segundo o protocolo padrão recomendado pela Sociedade Internacional de Eletrofisiologia Visual Clínica (ISCEV). MÉTODOS: Participaram deste estudo 42 voluntários normais com idades variando de 15 a 26 anos, sendo 20 homens e 22 mulheres. Os eletrorretinogramas de campo total foram obtidos com eletrodos de lente de contato bipolares e seguiram as 5 etapas do protocolo da Sociedade Internacional de Eletrofisiologia Visual Clinica: a) resposta de bastonetes; b) reposta máxima; c) potenciais oscilatórios; d) resposta máxima de cones; e) resposta de cones ao flicker 30 Hz. Os parâmetros analisados foram a amplitude de resposta do pico da onda-a até o pico da onda-b (pico a pico em miV) e o tempo de culminação da onda-b (ms). RESULTADOS: As médias (± 1 desvio padrão) da amplitude pico a pico foram: resposta de bastonetes - 241,1 ± 66,9 µV; resposta máxima - 385,4 ± 71,8 µV; potenciais oscilatórios - 180,6 ± 48,6 µV; resposta de cones -102,8 ± 36,3 µV e flicker 30 Hz - 69,2 ± 26,6 µV. Para o tempo implícito da onda-b os valores foram: resposta de bastonetes - 85,2 ± 7,6 ms; resposta máxima -45,6 ± 2,0ms; resposta de cones - 27,8 ± 1,2ms e flicker 30 Hz - 27,9 ± 1,2 ms. Os resultados foram comparáveis entre os grupos masculino e feminino, exceto para a resposta máxima em que as mulheres obtiveram amplitudes estatisticamente maiores (t=2,06; P=0,046). CONCLUSÃO: Os valores encontrados estão de acordo com dados normativos da literatura e são fundamentais para o diagnóstico correto de disfunções retinianas em pacientes na mesma faixa etária. Inclusão de outras faixas etárias e o aumento no número de sujeitos testados são necessários para estender valores normativos para o eletrorretinograma.
Keywords: Eletrorretinografia; Valores de referência; Adulto
Abstract
OBJETIVO: O tamoxifeno é um antiestrógeno utilizado como agente terapêutico eficaz no câncer de mama. A droga pode causar efeitos tóxicos oculares em dosagens altas. O objetivo deste estudo foi determinar possíveis efeitos retino-tóxicos centrais usando o eletrorretinograma multifocal (mfERG) em grupo de pacientes tratadas com baixa dosagem de tamoxifeno (20 mg/dia) após cirurgia do câncer de mama. MÉTODOS: O eletrorretinograma multifocal (mfERG) de 30 graus centrais da retina foi obtido em 3 diferentes grupos: Grupo experimental - 15 mulheres (41-59 anos, média 48,6 ± 4,5) com fundo de olho normal, tratadas com tamoxifeno em baixa dosagem por 1 a 55 meses. Grupo controle - 6 mulheres (30 -76 anos, média 49,9±18,8) com diagnóstico prévio de câncer de mama que não receberam tratamento com tamoxifeno até o teste do eletrorretinograma multifocal. Grupo controle normal - 15 voluntárias normais (30-71 anos, média 47,7 ± 12,9). A amplitude e a latência de eletrorretinograma multifocal para N1-P1 foram analisados estatisticamente (análise de variância de uma via). RESULTADOS: As amplitudes médias N1-P1 (nV/grau²) foram comparáveis para respostas de diferentes excentricidades (0 a 25 graus) nos três grupos. Não houve diferença estatisticamente significativa para a latência de N1 e P1 (ms) do eletrorretinograma multifocal entre os 3 grupos. CONCLUSÕES: O tratamento com baixa dosagem de tamoxifeno não mostrou efeitos retino-tóxicos em pequeno grupo de mulheres após cirurgia do câncer de mama. Investigação seriada proporcionará melhor compreensão desses efeitos.
Keywords: Neoplasias mamárias; Tamoxifeno; Tamoxifeno; Tamoxifeno; Retina; Eletrorretinografia
Abstract
OBJETIVO: Investigar a acuidade visual e a função dos bastonetes e correlacioná-las com diferentes parâmetros clínicos freqüentemente observados em pacientes com retinose pigmentária (RP). MÉTODOS: Participaram deste estudo 199 pacientes com retinose pigmentária (110 homens e 89 mulheres), com idades variando entre 6 e 79 anos (média = 36,8±17,5), para avaliação da acuidade visual e da função de bastonetes obtidas pelo eletrorretinograma de campo total (ERG) e limiar de adaptação ao escuro (LAE). A distribuição dos diferentes subtipos genéticos da retinose pigmentária foi de 20,3% autossômica dominante, 14,2% ligada ao X , 24,2% autossômica recessiva e 41,3% isolada. Consangüinidade familiar positiva foi encontrada em 41 (20,6%) pacientes. Com relação à idade, 41 pacientes (20,6%) apresentavam idade inferior a 20 anos, 77 (38,6%) entre 21 - 40 anos, 61 (30,7%) entre 41 - 60 anos, e 20 (10,1%) apresentaram idade superior a 61 anos. A amplitude pico a pico e tempo de culminação da onda-b foram medidos e posteriormente analisados (ANOVA de uma via). A correlação de Pearson foi calculada entre amplitudes de bastonetes e o limiar de adaptação ao escuro e amplitude de bastonetes e acuidade visual. RESULTADOS: Analisando a acuidade visual de acordo com os sub-grupos de retinose pigmentária, sem levar em consideração a idade, obser-vamos que os pacientes com retinose pigmentária autossômica dominante, retinose pigmentária autossômica recessiva e retinose pigmentária isolada têm comprometimento da acuidade visual menor quando comparado a retinose pigmentária ligada ao X. A nictalopia teve início mais precocemente nos pacientes do subtipo retinose pigmentária ligada ao X quando comparada aos restantes (P = 0,0011). Correlação negativa foi obtida entre a perda de função de bastonetes medida pelo eletrorretinograma de campo total e pelo limiar de adaptação ao escuro (coeficiente de correlação de Pearson = - 0,772, P = 0,286, P> 0,050). CONCLUSÃO: Neste grupo de pacien-te com retinose pigmentária, 31,2% tiveram acuidade visual de 20/40 ou superior. A perda de função de bastonetes foi altamente correlacionada quando avaliada eletrofisiologicamente pelo eletrorretinograma de campo total e psicofisicamente pelo limiar de adaptação ao escuro. Não houve correlação entre a perda de função de bastonetes medida pelo eletrorretinograma e a acuidade visual.
Keywords: Acuidade visual; Campos visuais; Retinite pigmentosa; Bastonetes (Retina); Eletrorretinografia; Adaptação à escuridão; Eletrofisiologia
Abstract
A síndrome de Usher (SU) é doença autossômica recessiva caracterizada por perda auditiva neuro-sensorial acompanhada de retinose pigmentária (RP). OBJETIVO: Analisar a eletrorretinografia de campo total (ERG) e a acuidade visual (AV) em pacientes com síndrome de Usher tipos I e II. MÉTODOS: Foram estudadas as respostas da eletrorretinografia de campo total e a acuidade visual de 22 pacientes (idade média = 26,8±16,8 anos). Destes, 17 tinham síndrome de Usher tipo I e 5 tinham síndrome de Usher tipo II. RESULTADOS: A acuidade visual média do grupo síndrome de Usher I foi de 0,9 logMAR (20/160, equivalente de Snellen) e do grupo síndrome de Usher II de 0,4 logMAR (20/50, equivalente de Snellen). As respostas dos bastonetes e as máximas respostas mostraram-se não detectáveis nos dois grupos. A amplitude média dos potenciais oscilatórios foi de 14,5 µV±6,1 na síndrome de Usher I e na síndrome de Usher II de 12,6 µV±5,2. As respostas de cones foram não detectáveis em 95% dos pacientes com síndrome de Usher I e em 100% dos pacientes com síndrome de Usher II. A amplitude média do flicker a 30 Hz nos pacientes com síndrome de Usher I foi de 3,1 µV±4,1 e do tempo de culminação de 34,0ms±6,2; nos pacientes com síndrome de Usher II a média de amplitude foi de 1,0 mV±0,6 e do tempo de culminação de 35,8 ms±3,1. CONCLUSÃO: A acuidade visual mostrou-se relativamente preservada nos dois grupos, porém com melhores resultados no grupo de síndrome de Usher II. Os achados eletrorretinográficos mostraram-se grandemente reduzidos em ambos os grupos, com a maioria dos pacientes apresentando respostas não detectáveis de bastonetes e cones.
Keywords: Retinite pigmentosa; Síndrome de Usher; Eletrorretinografia; Acuidade visual; Eletrofisiologia; Doenças retinianas; Portadores de deficiência visual
Abstract
OBJETIVO: Validar um novo protótipo de um eletrodo de fibra para eletrorretinografia clínica (ERG). MÉTODOS: Foi testado em um grupo de 20 voluntários saudáveis (17-31 anos; média 22,7 ± 4,5; 8 homens), um protótipo de eletrodo de fibra com referência acoplado descartável recentemente desenvolvido (depósito de patente no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual # PI0602186-7), constando de uma fibra de sinais corneanos e uma segunda fibra servindo como referência. Após 30 minutos de adaptação ao escuro, as respostas de cones e bastonetes da eletrorretinografia foram registradas simultaneamente com dilatação completa das pupilas em ambos os olhos, com o protótipo de eletrodo de fibra com referência acoplado em um olho escolhido ao acaso e um eletrodo DTL® no outro olho. Após a apresentação dos estímulos escotópicos e fotópicos cada resposta foi analisada em amplitude e tempo de culminação das ondas a e b. O sistema VERIS 5.1.9 foi usado para a aquisição e análise dos dados. Os resultados da eletrorretinografia foram analisados pelo teste de Mann-Whitney. Após a sessão da eletrorretinografia foi feito exame em lâmpada de fenda para avaliar possíveis eventos adversos. RESULTADOS: As respostas obtidas com o protótipo de eletrodo de fibra com referência acoplado foram comparáveis às do eletrodo DTL® comercialmente disponível. Numa análise qualitativa, o eletrodo de fibra com referência acoplado produziu sinais com menos ruído. Na média, a amplitude escotópica da eletrorretinografia e o tempo de culminação da onda-b usando o eletrodo DTL® foram respectivamente, 287,6 µV and 36,3 ms com achados similares para o protótipo (287,9 µV e 36,3 ms). Sob condições fotópicas, a amplitude média do eletrodo DTL® e o tempo de culminação da onda b foram respectivamente 108,9 µV e 24,5 ms com resultados similares para o protótipo (116,4 µV e 24,5 ms). Após os registros da eletrorretinografia com ambos os tipos de eletrodos não houve abrasões corneanas ou outros eventos adversos significantes. CONCLUSÕES: Em sujeitos humanos saudáveis, o protótipo de eletrodo de fibra com referência acoplado forneceu registros estáveis e seguros de eletrorretinogramas a partir da córnea comparado aos obtidos com o eletrodo DTL® comercialmente disponível. O protótipo é um instrumento alternativo viável para registro clínico da eletrorretinografia para avaliar a função retiniana, no entanto, análises adicionais são necessárias para validar sua utilidade clínica em pacientes com distúrbios retinianos.
Keywords: Eletrodos; Eletrorretinografia; Retina; Doenças retinianas; Estudos de validação
Abstract
OBJETIVOS: Propor valores normativos de acuidade visual de grades e sua respectiva diferença interocular medidas pelo potencial visual evocado de varredura nos primeiros três anos de vida. MÉTODOS: Foram avaliadas 67 crianças sadias, sem doenças oculares, que tiveram a acuidade visual medida pelos potenciais evocados visuais de varredura. RESULTADOS: A acuidade visual média variou de 0,80 logMAR (equivalente de Snellen de 20/125) no primeiro mês de vida a 0,06 logMAR (equivalente de Snellen de 20/20) aos 36 meses. Os limites normais inferiores (percentil 95%) variaram de 0,95 logMAR (20/180) a 0,12 logMAR (20/25) com progressão de aproximadamente 3 oitavas nos primeiros 36 meses de vida. A diferença interocular máxima aceitável foi de 0,10 logMAR. CONCLUSÕES: Os valores normativos de acuidade visual e de diferença interocular de acuidade foram obtidos pela técnica do potencial visual evocado de varredura. Propõe-se sua adoção na prática clínica para diagnóstico preciso do estado visual de bebês e de crianças pré-verbais.
Keywords: Potenciais evocados visuais; Acuidade visual; Testes visuais; Valor preditivo dos testes; Valores de referência
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os serviços de assistência ocular do ponto de vista do usuário em população de baixa renda, na zona leste da cidade de São Paulo - Brasil. MÉTODOS: Estudo realizado por meio de inquérito domiciliar em uma amostra por conglomerados em três distritos de baixa renda da cidade de São Paulo - Brasil. No período de julho/2004 a janeiro/2005 foram realizadas 1.055 entrevistas com um representante do domicílio, sendo aplicado o questionário de responsividade aos serviços de assistência ocular em entrevista individual. RESULTADOS: Dos participantes, 71,56% eram mulheres. A idade dos respondentes variou de 18 a 92 anos (41,42 ± 15,67 anos). Quanto à escolaridade, 525 (49,77%) tinham 4 anos ou menos; 489 (46,35%) entre 5 e 11 anos; 40 (3,79%) 11 ou mais anos de estudo. Quanto à necessidade de utilização dos serviços de assistência ocular: 712 (67,49%) relataram que algum morador do seu domicílio necessitou e obteve assistência ocular e 135 (12,80%) nunca precisaram de assistência ocular. A barreira mais frequentemente citada para obtenção dos serviços de assistência ocular pelos respondentes foi o custo da consulta (77,29%) seguida de tentativa frustrada de obtenção da assistência ocular (42,21%). A frequência de avaliações positivas para os critérios contidos no questionário foi de 63,37%. Dos 36,63% respondentes insatisfeitos, o tempo de espera na sala de recepção dos serviços de assistência ocular foi o fator mais frequentemente apontado. CONCLUSÃO: As principais barreiras para obter assistência ocular foram o custo da consulta e a falta de acesso aos serviços, 63,37% dos indivíduos que necessitaram e obtiveram assistência ocular nos últimos 12 meses mostraram-se satisfeitos.
Keywords: Satisfação do paciente; Serviços de saúde ocular; Qualidade da assistência à saúde; Garantia da qualidade dos cuidados de saúde; Oftalmopatias; Serviços urbanos de saúde
Abstract
OBJETIVOS: Determinar a diferença interocular da acuidade visual de resolução de grades em crianças operadas de catarata congênita unilateral. MÉTODOS: Um grupo de 27 pacientes operados de catarata congênita unilateral tiveram mensurada sua acuidade visual monocular pelo potencial visual evocado de varredura. A diferença interocular foi calculada pela subtração absoluta das acuidades monoculares. A intensidade da opacificação, implante ou não de lente intraocular e presença de estrabismo foram consideradas para análise. RESULTADOS: A média da diferença interocular foi de 0,58 ± 0,20 logMAR. Esse resultado foi significantemente maior que 0,10 logMAR, valor considerado como média normal nos estudos normativos. Crianças com opacidades intensas tiveram ambliopia mais pronunciada que os casos moderados. Não houve correlação significante entre a intensidade da ambliopia com estrabismo e afacia. CONCLUSÕES: A diferença interocular nesse grupo de crianças operadas de catarata congênita unilateral foi muito mais pronunciada que artigos prévios, provavelmente pelos atrasos no diagnóstico, intervenção cirúrgica e correção óptica.
Keywords: Ambliopia; Catarata; Catarata; Complicações pós-operatórias
Abstract
Objetivo: Determinar valores para o eletrorretinograma por padrões (PERG) em voluntários adultos saudáveis seguindo o protocolo padrão recomendado pela International Society for Clinical Electrophysiology of Vision-ISCEV. Métodos: Os participantes foram 30 voluntários saudáveis (15 homens), com idade variando de 18 a 61 anos (média= 30,8 ± 8,7 anos, mediana= 29,6 anos). Os critérios de inclusão foram: acuidade visual 0,0 logMAR (20/20 Snellen) em cada olho separadamente, ausência de queixas visuais, ausência de opacidades de meio, ausência de história pregressa de doenças oculares ou neurológicas, história familiar negativa para doenças oculares e assinatura de termo de consentimento livre e esclarecido para participação em pesquisa. O PERG foi registrado em sala escura a 1 metro de distância de um monitor de alta resolução. Os estímulos foram padrões monocromáticos em forma de tabuleiro de xadrez subtendendo 60, 15 e 7,5 minutos de arco revertendo a 1,9 Hz. As respostas foram obtidas com variante de eletrodo descartável de filamento desenvolvido pela UNIFESP. Latência (milissegundos) para os componentes N35, P50 e N95 bem como a amplitude (microvolts) pico a pico para o N35-P50 e P50-N95 foram determinadas. Para estudo normativo apenas um olho escolhido ao acaso foi incluído. Os limites normais foram calculados pelo percentil 97,5% para latência e 2,5% para amplitude em cada tamanho de estímulo. Resultados: Valores normativos para latência de N35, P50 e N95 para os estímulos de 60', 15' e 7,5' foram respectivamente: N35 - 40,1; 39,9 e 41,3 ms; P50 - 60,5; 64,4 e 65,6 ms; N95 - 103,4; 104,6 e 104,6 ms. Para amplitude os valores normativos para os estímulos 60', 15' e 7,5' foram respectivamente: N35-P50 - 1,7; 1,6 e 0,9 µV; P50-N95 - 3,8; 2,8 e 1,5 µV. Não houve diferenças entre os sexos para os três estímulos empregados tanto para latência como para amplitude. Não encontramos correlação entre os parâmetros estudados (latência e amplitude) do PERG com relação à idade, exceto para a amplitude P50 amplitude para o estímulo de 15' de arco (r=0,39; P=0,035). Conclusão: Valores normativos do PERG foram determinados para amplitude e latência. Estes limites normativos são essenciais para diagnóstico preciso da função normal das células ganglionares e da mácula. Os valores normativos obtidos neste estudo são comparáveis com outros estudos da literatura.
Keywords: Valores de referência; Eletrorretinografia; Eletrofisiologia; Células ganglionares da retina
Abstract
Objetivo: Avaliar a acuidade visual e os potenciais visuais evocados transientes por reversão de padrões no olho contralateral de crianças com ambliopia estrabísmica e/ou anisometrópica. Métodos: Foram avaliados os potenciais visuais evocados de crianças com ambliopia estrabísmica e/ou anisometrópica. As acuidades visuais monoculares de grades e de optotipos foram mensuradas utilizando o PVE de varredura e a tabela EDTRS, respectivamente. Na mesma visita, foram registrados os PVERP transients de cada olho usando estímulos de ângulo visual de 60'; 15' e 7,5'. Parâmetros de amplitude (em microvolts) e latência (em milissegundos) foram determinados para os registros dos potenciais visuais evocados. Resultados: Um grupo de 40 crianças amblíopes estrábicas e/ou anisometrópicas (22 meninas - 55%, media idade= 8,7 ± 2,2, mediana= 8) foi examinado. Um grupo de 19 crianças saudáveis (13 meninas 68,4%, media idade= 8,2 ± 2,6, mediana= 8) de controle também foi incluído. A acuidade visual por optotipos foi significativamente pior (p=0,021) nos olhos contralaterais de todos os amblíopes, quando comparado com o grupo controle, independentemente se estrábico (p=0,040) ou anisometrópico (p=0,048). No geral, a acuidade visual por grades foi significativamente pior nos olhos contralaterais dos amblíopes (p=0,016), quando comparados com o grupo controle. Foi encontrada latência estatisticamente prolongada para ângulos visuais de 15' (p=0,018) e 7,5' (p=0,002) no grupo estrábico, quando comparado com o grupo controle. Para o menor estímulo visual (7,5') foi encontrada latência estatisticamente prolongada nos olhos contralaterais de todas crianças amblíopes (p<0,001). Conclusões: Os olhos contralaterais de crianças amblíopes mostraram pior acuidade visual de optotipo e de resolução de grades, com alterações sutis nos PVERP, detectadas pelas latências prolongadas para estímulos de menor tamanho, quando comparados com os olhos de crianças saudáveis. Estes resultados mostram os efeitos deletérios da ambliopia em várias funções visuais distintas, principalmente relacionadas à visão espacial.
Keywords: Acuidade visual; Potenciais visuais evocados; Eletrofisiologia; Ambliopia; Erros de refração; Criança
Abstract
Objetivo: O eletrorretinograma de campo total (ERG) em pacientes não colaborativos e/ou com alterações palpebrais pode ser registrado com diferentes métodos de captação de respostas, dentre eles os eletrodos de pele. O objetivo deste estudo foi comparar o eletroretinograma obtido com eletrodos de pele e eletrodos de microfibra, determinando valores normativos para os parâmetros registrados com eletrodos de pele. Métodos: Cinquenta voluntários saudáveis (17-26 anos; média 20,63 ± 2,01) participaram deste estudo. Um eletrodo de cúpula de ouro foi aderido à pele na margem orbital inferior de um dos olhos escolhido ao acaso. No olho contralateral, um eletrodo de microfibra foi posicionado no saco conjuntival inferior. Eletrodos de cúpula de ouro foram posicionados na região lateral de cada olho para a formação da diferença de potencial com o eletrodo ativo. Dois eletrodos terra foram posicionados no lobo de cada orelha. O eletrorretinograma foi registrado de acordo com o protocolo da ISCEV (Sociedade Internacional de Eletrofisiologia Visual), com o sistema VERIS 5.1.9 para aquisição e análise dos registros. Resultados: Os dois tipos de eletrodos apresentaram morfologias de onda similares. O tempo implícito das respostas foi comparável entre os dois tipos de eletrodo. Os registros feitos com eletrodo de pele quando comparados aos registros com eletrodos de microfibra mostraram reduções na amplitude das ondas, de 61,4% para resposta de bastonetes, 61,5% para resposta máxima, 46,2% para potenciais oscilatórios, 57,4% para resposta de cones, e 54,4% para flicker 30Hz. Baseado nestes resultados, foram determinados valores normativos para amplitude e tempo de implícito para ERGs obtidos com eletrodos de pele. Conclusões: ERGs registrados com eletrodos de pele apresentam respostas com amplitudes menores quando comparados aos registrados com eletrodos de microfibra. No entanto, usando valores normativos apropriados, os eletrodos de pele podem ser uma alternativa útil para populações especificas como pacientes não colaborativos e/ou com alterações palpebrais.
Keywords: Eletrorretinografia; Eletrodos; Pele; Pálpebras; Estudo comparativo
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